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BSB, 04/01/13- O Conselho Curador do ¬FGTS aprovou o montante de R$ 59,6 bi para aplicação nas áreas de habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana e operações urbanas consorciadas em 2013. Até 2016, as áreas devem somar R$ 240 bi em investimentos. Para definição dos valores, o Conselho Consultivo considerou as diretrizes e metas estabelecidas para execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU). Do valor total, R$ 46,4 bi serão destinados à habitação, área que conta com o maior investimento. Dentro deste segmento, serão aplicados R$ 43,1 bi em habitação popular, seguida por pessoas físicas/ jurídicas (R$ 35,7 bi), pró-moradia (R$ 1 bi), descontos (R$ 6,4 bi) e demais operações (R$ 3,3 bi). Além disso, R$ 5,2 bi serão destinados ao saneamento básico; outros R$ 7 bi irão para a infraestrutura urbana e R$ 1 bi para operações urbanas. BSB, 4/01/13- O Conselho Curador do ¬FGTS aprovou o montante de R$ 59,6 bi para aplicação nas áreas de habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana e operações urbanas consorciadas em 2013. Até 2016, as áreas devem somar R$ 240 bi em investimentos. Para definição dos valores, o Conselho Consultivo considerou as diretrizes e metas estabelecidas para execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU). Do valor total, R$ 46,4 bi serão destinados à habitação, área que conta com o maior investimento. Dentro deste segmento, serão aplicados R$ 43,1 bi em habitação popular, seguida por pessoas físicas/ jurídicas (R$ 35,7 bi), pró-moradia (R$ 1 bi), descontos (R$ 6,4 bi) e demais operações (R$ 3,3 bi). Além disso, R$ 5,2 bi serão destinados ao saneamento básico; outros R$ 7 bi irão para a infraestrutura urbana e R$ 1 bi para operações urbanas.   
BSB, 31/12/12- A concessão de crédito pela Caixa Econômica Federal para a compra da casa própria deverá chegar a R$ 120 bilhões em 2013, segundo dados divulgados pelo banco. Este ano, o volume de empréstimos imobiliários atingiu R$ 101 bilhões até a última sexta-feira (21), montante 33,8% superior ao do mesmo período do ano passado, quando as contratações tinham somado R$ 75,4 bilhões. De acordo com o banco, o volume superou a expectativa de financiamento imobiliário para 2012. Do total de crédito para a casa própria concedido pela Caixa em 2012, R$ 44,95 bilhões vieram do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina parte dos depósitos da caderneta de poupança para empréstimos imobiliários. O banco registrou R$ 38,7 bilhões de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 17,36 com verbas do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e de demais fontes. No próximo ano, a Caixa promete reduzir a burocracia nos empréstimos para a casa própria por meio de uma nova empresa que processará as operações de crédito imobiliárias. A subsidiária oferecerá financiamentos 24 horas por dia, sete dias por semana, levando as propostas e os contratos diretamente aos clientes. A processadora também enviará aos mutuários os dados dos processos em tempo real, pela internet e pelo celular, permitindo que informações e documentos complementares sejam mandados por esses canais. A criação da empresa processadora de crédito imobiliário foi anunciada pelo banco em agosto. Além da Caixapar, braço de investimentos da Caixa, a nova empresa tem como acionistas a empresa de informática IBM e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef).   
BSB, 26/12/12- O programa "Minha Casa, Minha Vida" - uma das principais bandeiras do governo - vem deixando para trás os entraves que fizeram com que demorasse para entrar efetivamente em operação, embora os números para a população que ganha até R$ 1.600 - a chamada faixa 1 - ainda preocupem. A segunda etapa do programa, anunciada em junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014, sendo metade do volume para famílias que ganham até três salários mínimos. Até agora, foram contratadas 1 milhão de unidades na segunda fase, sendo menos de um terço voltado à primeira faixa de renda. Isso porque, apesar de o governo ter elevado recentemente o valor máximo para as contratações na faixa 1 em cerca de 15,6%, para R$ 76 mil, a construção de moradias nas principais capitais por esse valor ainda é considerada inviável. "Os grandes centros urbanos não têm conseguido viabilizar unidades na faixa 1", disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Sergio Watanabe. "Essa faixa vem sendo viabilizada nas pequenas cidades e regiões periféricas... Mas o maior problema de déficit habitacional está nas grandes cidades", alertou Watanabe.   
BSB, 22/12/12– O Canal do Crédito, juntamente com a Proteste - Associação de Consumidores, lançou uma ferramenta – conhecida como Simulador de Crédito Imobiliário – que disponibiliza ao usuário a comparação de financiamentos imobiliários. Nela, o consumidor é informado sobre o CET (Custo Efetivo Total), que inclui todas as taxas divulgadas pelos bancos, permitindo avaliar os que oferecem melhores condições antes de assumir uma dívida de longo prazo. Segundo informou a Proteste, consumidores poderão economizar até R$ 500, pois o associado que utilizar o serviço ficará isento da taxa de avaliação de imóvel, que equivale a R$ 500 (dependendo do banco escolhido). Quem utilizar a ferramenta poderá economizar até R$ 500 com taxa de avaliação de imóvel (Getty Images) Para facilitar a pesquisa do usuário, a Proteste elaborou três diferentes perfis de financiamentos, baseando-se em uma pessoa de 35 anos que pretenda pagar o imóvel no prazo de 30 anos. No entanto, além destes três perfis pré-estabelecidos, haverá ainda a possibilidade de criar um perfil próprio, com renda e valores a serem financiados, com prazos de pagamento variáveis. Já está no site da Proteste: www.proteste.org.br.   
BSB, 20/12/12- O programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que incentiva a aquisição da casa própria por famílias que tem renda mensal de até R$ 5 mil, já garantiu a compra de mais de 141 mil casas no Paraná, entre 2009 e novembro de 2012. Embora o programa seja considerado um sucesso por especialistas e construtores, ele chegou ao limite em Curitiba, onde a inflação no preço dos terrenos e na mão de obra elevou o custo final dos imóveis, que ultrapassam o limite de financiamento previsto pelo programa. Para manter a finalidade do programa, será preciso que o poder público invista na compra de terrenos, garantindo a oferta de imóveis na chamada faixa social, que abrange famílias com renda de até R$ 1.600. Nesses casos, as prefeituras adquirem um terreno e as construtoras fazem a compra e venda sem considerar o custo do terreno, barateando o preço final dos imóveis. Porém, a restrição da construção de empreendimentos que possam se encaixar no Minha Casa Minha Vida por causa do preço dos terrenos em Curitiba, pode ser contornada se o poder público e construtoras estiverem dispostas a investir. O gerente regional da Caixa Econômica Federal, Vilmar Smidarle, diz que as construtoras também precisam encontrar meios para se adequar e oferecer imóveis que se encaixem nos limites do programa. Dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR) apontam que o financiamento para aquisição de imóveis em Curitiba está crescente desde 2008, mas diminui o volume de financiamento via Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o que está atrelado a uma diminuição de imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O número de imóveis financiados por essa modalidade passou de 666 mil unidades em 2010 para 530 mil na projeção de 2012, o que representa uma diminuição de aproximadamente 20%.   
BSB, 19/12/12- - As concessões de crédito imobiliário devem fechar o ano com crescimento menor que o esperado no país, em meio à menor demanda por recursos por parte das construtoras, mas devem voltar a acelerar em 2013, conforme projeção da associação que representa o setor, Abecip. Segundo o presidente da Abecip, Octavio de Lazari Júnior, afirmou à Reuters nesta sexta-feira, os recursos concedidos pelo sistema brasileiro de poupança e empréstimo (SBPE) para financiamento imobiliário devem atingir cerca de 85 bilhões de reais no fechado deste ano, abaixo do previsto anteriormente. A Abecip projetou em julho que o financiamento para compra e construção de imóveis em 2012 somaria 95,9 bilhões de reais, número já reduzido ante estimativa inicial de 103,9 bilhões de reais em recursos para este ano. Caso a nova previsão se confirme, o setor fechará 2012 com alta de cerca de 6 por cento sobre os 79,9 bilhões de reais liberados em 2011. Nos dez meses até outubro deste ano, foram concedidos 66,2 bilhões de reais em crédito imobiliário, alta anual de 1,9 por cento. A redução é decorrente do fraco desempenho da economia, o que também levou as construtoras desde o final de 2011 a forte desaceleração no volume de lançamentos. Essa desaceleração já havia sido apontada pela Abecip como saudável para o mercado, visando alcançar níveis de crescimento sustentáveis e mais consistentes. Para 2013, a previsão da Abecip é de crescimento entre 15 e 20 por cento em relação a 2012. Os números consideram apenas os recursos da caderneta de poupança, excluindo os oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O governo anunciou no início deste mês medidas para estimular o setor de construção civil, para fomentar o investimento e acelerar o crescimento da economia. As medidas incluem desoneração da folha de pagamentos e financiamento mais barato através da Caixa Econômica Federal.   
BSB, 18/12/12- Até a primeira semana de dezembro, a Caixa alcançou R$ 93,7 bilhões em contratações do crédito imobiliário. O volume atingido supera em 33,1% o valor contratado até o mesmo período de 2011. Desse montante, R$ 42 bilhões correspondem a aplicações com recursos da poupança (SBPE), R$ 36,5 bilhões às linhas que utilizam recursos do FGTS e R$ 15,2 bilhões são de recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e demais fontes. Até o final de 2012, o banco estima atingir a marca de R$ 100 bilhões em contratos de financiamento imobiliário. O Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) atingiu a marca de 1 milhão de unidades entregues. O PMCMV contratou também mais 1 milhão de novas moradias o que, somado às unidades entregues, representa R$ 155 bilhões em investimentos. A meta do governo é contratar mais 1,4 milhão de moradias até 2014, o que resultará num montante de mais R$ 85 bilhões em investimentos e um total de 3,4 milhões de unidades contratadas. O Programa já fomentou 1,4 milhão de postos de trabalhos formais, e mais de 2.600 empresas contrataram empreendimentos pelo Minha Casa Minha Vida.   
BSB, 13/12/12- O crédito imobiliário do Banco do Brasil (BB) atingiu a marca de R$ 12 bilhões em carteira, no final de novembro, informou nesta quarta-feira (12/12) a instituição financeira. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de R$ 4,37 bilhões, o que representa crescimento percentual de 57,1%. “Com esses números, o BB vem dobrando anualmente a carteira de negócios em crédito imobiliário, um avanço que ocorre em níveis superiores à média do mercado”, diz o banco, que começou a oferecer crédito imobiliário em 2008. A participação do banco no mercado de crédito imobiliário chegou a 3,93%, em setembro. A carteira de crédito imobiliário do BB está atualmente distribuída em R$ 9,4 bilhões para pessoa física e R$ 2,6 bilhões para pessoa jurídica.   
BSB, 12/12/12- A presidenta Dilma Rousseff disse que a meta do governo federal é contratar 3,4 milhões de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida até 2014. Segundo ela, 1 milhão de unidades já foram entregues e mais 1 milhão já foi contratado. No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que mais da metade das famílias beneficiadas pela iniciativa têm renda mensal até R$ 1,6 mil. “Isso mostra que o programa está ajudando quem ganha menos, quem realmente precisa”, avaliou. Segundo a presidente Dilma, os investimentos feitos na construção das moradias movimentam a economia e geram emprego e renda para milhões de brasileiros (Wilson Dias/Abr) Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende a famílias que ganham até R$ 5 mil por mês e, para cada faixa de renda, há uma regra. Para famílias mais pobres, por exemplo, com renda até R$ 1,6 mil, o governo paga mais de 90% do valor da casa e a prestação não pode passar de 5% da renda da família ou ser, no mínimo, R$ 25. “Além de realizar o sonho da casa própria para milhões de famílias, os investimentos que fazemos na construção das moradias movimentam a economia e geram emprego e renda para milhões de brasileiros”, destacou Dilma.   
BSB, 11/12/12- Em outubro de 2012, os empréstimos imobiliários concedidos com recursos das cadernetas de poupança atingiram R$ 7,56 bilhões, superando em 9% o montante de setembro e em 24% o de outubro do ano passado. Entre janeiro e outubro, os financiamentos para construção e aquisição de imóveis perfizeram o total de R$ 66,2 bilhões, 1,9% mais do que os R$ 65,0 bilhões contratados no mesmo período do ano passado. Apesar do desempenho menos expansivo deste ano, comparativamente ao de 2011, a variação positiva dos últimos 12 meses sinaliza que o crédito imobiliário continua mantendo dinamismo, registrando volume de empréstimos superior a R$ 81 bilhões, o que representa crescimento de 6,4% em relação ao período precedente. Em outubro, foram financiados 39,3 mil imóveis, aumento de 4,2% em relação a setembro e de 3,8% comparado a outubro do ano passado. Nos primeiros dez meses do ano, foram financiadas 371,6 mil unidades, 8% a menos que no mesmo período de 2011.   
BSB, 06/12/12- Em mais uma medida para estimular a economia, o governo avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do FGTS, tanto à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que tem juros menores. A medida é uma reivindicação antiga das construtoras e que estava engavetada. Nos últimos dias, porém, ela entrou na pauta de discussão do governo diante da necessidade de criar mais estímulos para reanimar a economia. Tecnicamente, a medida está pronta e tem a simpatia de Guido Mantega (Fazenda). A palavra final caberá a Dilma Rousseff. Com seu aval, o governo precisará aprovar resolução no CMN (Conselho Monetário Nacional, presidido por Mantega). Oficialmente, o órgão diz considerar adequado o teto de R$ 500 mil.   
BSB,02/12/12 – O ICCI (Índice de Confiança do Comprador de Imóvel) divulgado nesta sexta-feira (30) pela Lopes Consultoria, mostrou que o otimismo do consumidor paulista está maior, com alta de 4,3% na relação entre outubro e setembro. O quesito que mais cresceu foi o ISA (Índice da Situação Atual), com alta de 7%. Já o IE (Índice de Expectativas) subiu 2,2%. Conforme relatou a diretora da área de inteligência de mercado da Lopes, Cristiane Crisci, "o crescimento do índice é um reflexo de aumento da confiança na situação financeira familiar, impulsionado também pelo momento favorável da economia brasileira, especialmente entre os potenciais compradores de imóveis com preços acima de R$ 250 mil", disse. Com aumento de 9%, a quantidade daqueles que julgam a situação financeira boa ou normal, totalizou 82% dos 572 pesquisados. O número de interessados na aquisição de imóveis de alto padrão também demonstrou mais otimismo em relação ao mercado. A proporção de entrevistados com alta ou média intenção de novas aquisições subiu de 78% para 81% no mês de outubro.   
BSB, 30/11/;12- O programa de habitação do governo federal representa de 30% a 40% do mercado imobiliário nacional e não cresceu na velocidade aguardada pelo setor da construção civil. Segundo o presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe, no geral, o programa vai bem. — A meta para 2014 era de 2 milhões de unidades e, por enquanto, teremos metade disso. O problema para os grandes centros urbanos, como São Paulo, é que o preço estipulado pelo governo, de R$ 76 mil com o reajuste, é inviável. A primeira faixa do programa chegou a 28% da meta em outubro deste ano, quando deveria estar próximo de 50%. Para o vice-presidente de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, o Brasil precisa de uma política de habitação, não somente um programa. — Outro ponto é que deveria ter um esforço maior para retirar as pessoas da primeira faixa do programa, gerando mais renda para comprar imóveis com valor maior.   
BSB, 27/11/12- O Banco do Brasil quer desenvolver parcerias com incorporadoras para expandir a sua carteira de crédito imobiliário. A informação é do diretor de crédito imobiliário da instituição, Gueitiro Matsuo Genso. "Em qualquer análise mais apurada é possível ver que o crédito imobiliário tem potencial de alcançar 15% ou 16% do Produto Interno Bruto do País", afirma ele. Até o fim de 2014, a expectativa do BB é ser o segundo maior banco em crédito imobiliário - atualmente, a participação da instituição nesta linha é de 4%, com uma carteira de cerca de R$ 11 bilhões. Genso afirma, ainda, que este é um instrumento de fidelização, uma vez que gera mais negócios e rentabiliza a operação.   
BSB, 25/11/12- Muitas pessoas ainda ficam na dúvida entre morar em casa ou apartamento. Alguns fatores podem se tornar decisivos para a opção de compra. Um dos pontos mais importantes é a segurança. E se essa era uma das principais vantagens para se escolher um apartamento, hoje a realidade é outra. De olho no público que gosta da ideia de viver em casas, o mercado imobiliário tem investido em empreendimentos deste tipo, oferecendo toda a infraestrutura e segurança dos condomínios fechados. É o caso do Vivant Residencial, localizado no bairro de Campo Grande. Localizado em um terreno – totalmente fechado - de mais de 10 mil m², o empreendimento será construído em uma rua também fechada com portão e ainda contará com monitoramento por circuito interno de TV e segurança 24 horas. Ao todo, serão 87 unidades – entre casas de dois e três quartos duplex com churrasqueira e quintal ou casas lineares. As unidades têm preços a partir de R$ 167 mil e financiamento de até 420 meses pela Caixa. O cliente também poderá usar seu FGTS e ser enquadrado nos benefícios do Programa "Minha Casa, Minha Vida" (subsídio).   
BSB, 24/11/12- A Caixa Econômica Federal reforçou em R$ 600 milhões o orçamento de 2012 para concessão de crédito nas operações Proger Urbano para micro e pequenas empresas. O valor é proveniente dos recursos liberados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Até o fim de dezembro, pessoas jurídicas com faturamento de até R$ 7,5 milhões por ano podem ser beneficiadas pelo crédito Para o diretor-executivo de Pessoa Jurídica da Caixa, Roberto Derziê, a linha de crédito será uma oportunidade de crescimento para o segmento de turismo. "A Caixa está empenhada em oferecer condições para que as micro e pequenas empresas brasileiras se estruturem para a Copa de 2014 e aproveitem da melhor forma a oportunidade para expandirem seus negócios", afirma. As linhas de crédito do Proger podem ser utilizadas para compra de equipamentos e reformas, além de contar com modalidade de capital de giro associado. O prazo máximo das operações é de 48 meses, com carência de até 6 meses, ao custo de TJLP mais 5% ao ano (a.a). A modalidade Proger Turismo possui prazos e taxas diferenciadas. O mercado de crédito automotivo brasileiro continuará a crescer em ritmo forte em 2013, porém abaixo do passado recente. A afirmação é do diretor de Crédito do Banco Santander, Marcelo Buratto, que estima que a carteira de crédito de automóveis aumente 7,9% no próximo ano, ante os 11,4% registrados nos últimos 12 meses. De acordo com ele, ainda há oportunidade para expansão do segmento, visto que muitas famílias ainda não tem carro. Contudo, ele explica que a desaceleração pode ser consequência do forte crescimento do crédito habitacional, que "atrapalha" o setor automotivo. "Quando o crédito imobiliário começa a crescer mais, o automotivo sofre um pouco", disse o executivo, em evento da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e da Serasa Experian, em São Paulo. Ele destacou ainda que a rede de agências dos bancos cresceu como alternativa de concessão d   
BSB, 22/11/12- O número de moradias entregues por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida somam 934,8 mil em três anos. No entanto, esse total representa apenas 48% de 1,96 milhão de unidades residenciais que tiveram o financiamento contratado por meio do programa habitacional. De acordo com dados da Agência Brasil, até o terceiro trimestre deste ano, o Minha Casa, Minha Vida concedeu R$ 25,2 bilhões em financiamentos habitacionais. O valor mais do que dobrou em relação aos R$ 10 bilhões registrados até dezembro de 2011. Apenas na segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, que teve início em 2011, foram concedidos financiamentos subsidiados para 953,6 mil unidades habitacionais. Os dados representam o acumulado desde o começo do programa habitacional, em 2009, até 30 de setembro deste ano. De acordo com o balanço do PAC 2, foram concluídos 826 empreendimentos do Programa de Urbanização de Assentamentos Precários. O valor contratado chega a R$ 27,8 bilhões. Desse total, R$ 18,9 bilhões se referem à primeira etapa do PAC, entre 2007 e 2009, e R$ 8,9 bilhões à segunda etapa, que engloba projetos aprovados entre 2011 e 2014.   
BSB, 22/11/12- A Caixa Econômica Federal lucrou R$ 4,2 bilhões nos nove primeiros meses deste ano. O valor representou um aumento de 18% sobre o resultado de igual período do ano passado, segundo comunicado divulgado pelo banco. O balanço completo ainda não foi publicado pela instituição. De acordo com a Caixa, sua participação de mercado atingiu 14,5%, com uma expansão de 2,7 pontos percentuais em 12 meses. A carteira de crédito da Caixa encerrou setembro com R$ 324,5 bilhões, valor 43% superior ao do mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pelo Programa Caixa Melhor Crédito, lançado em abril deste ano , diz o banco. A Caixa informa que a carteira de crédito com recursos livres cresceu 52,6% em 12 meses, alcançando R$ 109,1 bilhões. O maior avanço ocorreu nas operações para pessoas jurídicas, que cresceram 58,7%, para R$ 58,9 bilhões. Entre as pessoas físicas, a alta foi de 46%, para R$ 50,2 bilhões. Em relação aos recursos direcionados, a carteira imobiliária atingiu R$ 190,6 bilhões em setembro de 2012, aumento de 34,9% em 12 meses. No financiamento de infraestrutura, como saneamento e redes de transportes urbanos, o saldo dessas operações ficou em R$ 22,3 bilhões, expansão de 55,9% em 12 meses. De acordo com o presidente da Caixa, Jorge Hereda, "os números apresentados ao longo desses nove meses (...) refletem o resultado da estratégia da Caixa de oferecer as melhores taxas e tarifas do mercado", afirma. O banco informa que a inadimplência ficou em 2,06%, mantendo-se estabilizada . O índice de Basiléia da Caixa, que acabou de passar por uma capitalização, alcançou 12,6%.   
BSB, 19/11/12- Quitar dívidas caras, investir em algum negócio, reformar a casa ou escritório, pagar a faculdade dos filhos, sanar despesas médicas, ou qualquer outro projeto de vida, são os motivos pelos quais se recorre ao refinanciamento de imóveis. Esta modalidade é uma forma de empréstimo que coloca o imóvel quitado como garantia de pagamento, mais conhecido por alienação fiduciária. Apenas a Caixa Econômica Federal (CEF) registrou um aumento de quase 100% em sua carteira de crédito nesse tipo de negócio. De acordo com o gerente regional de pessoa física da Caixa em Salvador, Sérgio Ribeiro, em 25 de outubro deste ano, o Crédito Aporte Caixa alcançou o valor recorde de R$ 4 bilhões de saldo, o que representa cerca do dobro do registrado em dezembro de 2011, quando o saldo estava em R$ 2,07 bilhões. No mesmo período, o crescimento na quantidade de contratos foi de 120,47%, passando de 15.418 para 33.993 contratos. Na Bahia, foram 1.176 contratos com valor de R$ 150 milhões em 2012. Para Ribeiro, no Brasil, o refinanciamento de imóveis tem se apresentado como uma alternativa de crédito para empreendedores, sócios de empresas e profissionais liberais. Esse segmento, cuja renda não está atrelada ao salário formal, vê nessa modalidade de operação uma forma de obter prazos mais longos e taxas reduzidas. E para solicitar o crédito basta ir a qualquer agência bancária munido de documentos de identidade, CPF, comprovante de renda e documentos do imóvel a ser negociado. Na Caixa, por exemplo, para financiamentos de até R$ 200 mil, o carnê do IPTU pode ser utilizado para comprovação do valor do imóvel, simplificando ainda mais o processo de contratação. O Programa Caixa Melhor Crédito oferece ampliação do prazo máximo para 360 meses, redução da taxa mínima para 0,98% + TR e quota de até 70% do valor da garantia.   
BSB, 18/11/12- O perfil dos financiamentos imobiliários apresenta mudanças em todo o país A Caixa Econômica Federal (Caixa) encerrá 2012 com novo recorde em financiamentos habitacionais em Minas Gerais e no Brasil. Em outubro, a instituição já havia alcançado o valor do ano passado tanto em nível em estadual quanto em nível nacional. Ao final deste exercício, o crédito imobiliário do banco deve somar cerca de R$ 100 bilhões em todo o país. E se a participação do Estado seguir a linha histórica, ou seja, 10%, Minas receberá algo perto de R$ 10 bilhões, o que representará um aumento em torno 25% em relação ao montante de 2011 (R$ 8 bilhões). As informações foram adiantadas pelo vice-presidente da Caixa, José Urbano Duarte, e pelo gerente regional de Habitação do banco em Minas Gerais, Marivaldo Araújo Ribeiro, durante evento promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), na quarta-feira, na sede da entidade, em Belo Horizonte. Conforme Duarte, o resultado reflete a situação da economia do país. "Principalmente a partir de 2009, os bancos públicos e, em especial, a Caixa, vêm ampliando a atuação como provedores de crédito imobiliário e, ao mesmo tempo, os juros vêm caindo, a inflação, apesar de algumas oscilações, tem estado dentro das metas, o nível de desemprego diminuiu e a renda aumentou. Este conjunto de fatores explica a expansão dos financiamentos habitacionais e nos permite vislumbrar perspectivas positivas para os próximos anos no que diz respeito ao crédito imobiliário", explica. Frente a este ambiente favorável, continua Duarte, "a Caixa enxergou oportunidades que determinaram a adoção de um conjunto de medidas", como a redução dos juros, que caíram de 36% ao ano em abril de 2011 para 20,6% anuais atualmente, o recuo do spread, de 24% a 25% em abril do exercício passado para 13% nos patamares de hoje e o prolongamento dos prazos de financiamentos habitacionais na modalidade do Sistema Brasileiro de   
BSB, 18/11/12- O perfil dos financiamentos imobiliários apresenta mudanças em todo o país A Caixa Econômica Federal (Caixa) encerrá 2012 com novo recorde em financiamentos habitacionais em Minas Gerais e no Brasil. Em outubro, a instituição já havia alcançado o valor do ano passado tanto em nível em estadual quanto em nível nacional. Ao final deste exercício, o crédito imobiliário do banco deve somar cerca de R$ 100 bilhões em todo o país. E se a participação do Estado seguir a linha histórica, ou seja, 10%, Minas receberá algo perto de R$ 10 bilhões, o que representará um aumento em torno 25% em relação ao montante de 2011 (R$ 8 bilhões). As informações foram adiantadas pelo vice-presidente da Caixa, José Urbano Duarte, e pelo gerente regional de Habitação do banco em Minas Gerais, Marivaldo Araújo Ribeiro, durante evento promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), na quarta-feira, na sede da entidade, em Belo Horizonte. Conforme Duarte, o resultado reflete a situação da economia do país. "Principalmente a partir de 2009, os bancos públicos e, em especial, a Caixa, vêm ampliando a atuação como provedores de crédito imobiliário e, ao mesmo tempo, os juros vêm caindo, a inflação, apesar de algumas oscilações, tem estado dentro das metas, o nível de desemprego diminuiu e a renda aumentou. Este conjunto de fatores explica a expansão dos financiamentos habitacionais e nos permite vislumbrar perspectivas positivas para os próximos anos no que diz respeito ao crédito imobiliário", explica. Frente a este ambiente favorável, continua Duarte, "a Caixa enxergou oportunidades que determinaram a adoção de um conjunto de medidas", como a redução dos juros, que caíram de 36% ao ano em abril de 2011 para 20,6% anuais atualmente, o recuo do spread, de 24% a 25% em abril do exercício passado para 13% nos patamares de hoje e o prolongamento dos prazos de financiamentos habitacionais na modalidade do Sistema Brasileiro de   
BSB, 17/11/12- A liberdade de conjugar um conjunto de peças e conseguir chegar a soluções distintas é um dos principais atractivos que reúne milhões de fãs entre crianças e adultos em torno do universo das construções com legos. Há mesmo um estudo da Universidade de Copenhaga que concluiu que, com apenas seis peças de legos, se consegue criar mais de 915 mil combinações diferentes. Na devida proporção, aquilo que hoje em dia é possível fazer no mundo da construção habitacional quase se pode equiparar à realidade dos legos. Existe um leque muito vasto de soluções cujo objectivo é facilitar, agilizar, flexibilizar e tornar menos dispendiosa a edificação de uma casa. As soluções chave na mão são exemplo disso mesmo e estão a ganhar terreno em Portugal. Ou seja, casas que podem ser escolhidas quase por catálogo, posteriormente adaptadas à medida do futuro habitante, e em que este apenas se tem de preocupar em transportar os móveis e em instalar-se num prazo máximo de 12 meses. Este tipo de oferta está disponível para construções de tipo tradicional, mas também para casas modulares ou de madeira. O preço final é também uma das principais vantagens deste tipo de serviço, já que permite poupanças entre 10% e 30%, consoante os casos. Para tal, apenas é necessário dispor de um terreno habilitado à construção.   
BSB, 17/11/12- No âmbito da construção tradicional, o "Casa Pronta" da imobiliária ERA, lançado há cerca de seis meses, é um dos serviços que permite fazer isso mesmo. O cliente apenas necessita de ter o terreno e escolher o desenho de uma casa de entre mais de duas dezenas de modelos à escolha, mas adaptáveis a cada cliente. Depois, a rede ERA assegura em qualquer ponto do país o licenciamento, a construção e a execução do projecto através da parceria com arquitectos e construtores, num curto prazo de tempo. "O nosso objectivo foi criar um serviço de tal forma completo e abrangente que, sobretudo num período de crise como o actual, ajudasse as pessoas a pensar construir uma casa própria, libertando-as de todo o trabalho e burocracias habituais", frisa Isidro Fernandes, responsável pela ERA de Vila Verde e mentor do "Casa Pronta". O facto de esta solução facilitar a vida do proprietário foi o mesmo mote que levou a "Espaços com Vida" a lançar há cerca de um mês e meio o mesmo tipo de serviço. "Os nossos projectos são indicados para pessoas que não têm disponibilidade de tempo para acompanhar todo o processo de construção com a vantagem de o custo ser fixo, não havendo lugar a derrapagens", explica Paulo Rodrigues, director comercial da empresa.   
BSB, 17/11/12- Após os licenciamentos necessários para o arranque da obra, qualquer destes dois projectos compromete-se a entregar a casa concluída no máximo em 12 meses, um prazo curto face ao que acontece habitualmente. Segundo Isidro Fernandes, "em situações normais, uma casa pode demorar dois anos a ser construída, sendo que todos os certificados e licenças podem ainda levar mais um ano até serem obtidos". Este tipo de casas estão disponíveis a partir de montantes em torno dos 80/85 mil euros, preços que tendencialmente serão mais competitivos do que a oferta tradicional. "Como o construtor trabalha com uma central de compras os preços são mais baixos, esclarece Paulo Rodrigues. Uma opinião partilhada por Isidro Fernandes. "O preço final tende a ser um pouco inferior ao de construções semelhantes, mas com a vantagem de englobar um conjunto de serviços que o cliente habitualmente paga por fora e cujo custo pode rondar entre 10 mil e 15 mil euros [licenciamentos, baixada eléctrica, ramal de água, licença de habitabilidade, entre outros], ", explica este responsável. Na pratica, para o exemplo de uma casa de 80 mil euros, isto equivalerá a uma poupança entre 10% e 20%.   
BSB, 17/11/12- Existem ainda outros conceitos alternativos para construir uma casa chave na mão, com prazos de entrega que podem ser ainda mais curtos. É o que se passa, por exemplo, com as casas modulares. Ou seja, habitações que são construídas com base em módulos produzidos em fábricas, que são conjugados no terreno quase como se tratassem de peças de legos. Entre as principais vantagens deste opção é o facto de ser adaptável à medida que as famílias crescem, bem como o prazo de construção que pode ser encurtado para apenas dois meses. Muitas vezes, o que as distingue é o tipo de material utilizado nos módulos. No caso da Téketo, a matéria-prima é o aço, outras utilizam betão pré-fabricado, madeira, entre outros. No caso da Téketo, um projecto chave na mão para o equivalente a um T2 com 100 metros quadrados poderá custar em torno de 70 mil euros. Segundo Nuno Sousa, "os preços destas casas ficam a preços ligeiramente abaixo do habitual , já que a sua estrutura é substancialmente mais barata". Apesar das vantagens deste tipo de soluções, são ainda assim recomendadas algumas cautelas. Uma delas é se o terreno está habilitado para construção. Sobretudo no caso das casas modulares, é aconselhado também escolher empresas bem implementadas no mercado para o caso de desejarem efectuar alterações nas casas no futuro.   
BSB, 15/11/12- O Rio Grande do Norte é, proporcionalmente, o Estado com maior número de municípios com cadastro de famílias com interesse em programas habitacionais - o que demonstra o déficit habitacional. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, mais de 100 mil residências precisam ser construídas para zerar o déficit habitacional. Dos 167 municípios, 98,8% apresentam registro, aponta a 9ª edição da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2011, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que o déficit habitacional é um dos principais problemas do RN e vem, segundo análise de especialistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE, ganhando a atenção dos gestores públicos. Além de indicar melhorias nas estruturas de gestão municipal na área de educação e saúde, o Munic 2011 aponta, no RN, um serviço público inflado por cargos não concursados. "Os municípios sozinhos não têm como viabilizar moradias, devido a capacidade financeira. É preciso recorrer a parcerias", afirma o superintende do IBGE/RN e economista Aldemir Freire. Prova disso, é que dos 134 municípios potiguares com políticas de construção de moradias, entre 2010 e 2011, somente 14 executaram as obras sem parceria com o governo federal. O programa Minha Casa Minha Vida é apontado pelo diretor presidente da Companhia Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Cehab), João Felipe Medeiros, como propulsor da redução do déficit. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, no Rio Grande até julho deste ano, mais de 4.500 empreendimentos haviam sido financiados. A Cehab atende moradias de interesse social - renda até R$ 1,6 mil, ou seja, faixa de 1 a 3 salários mínimos - concluiu 1.728 unidades, de 2011 a outubro de 2012. E prevê a construção de outras 5 mil unidades até dezembro de 2013, com recursos do MCMV, Pac e PNHS. Medeiros afirma que só após a conclusão do Plano Estadual de Habitação, previsto para fevereiro de 2013, poderá mensurar o dé   
BSB, 10/11/12- Desde a última terça-feira (06), as taxas de administração praticadas no consórcio imobiliário da Caixa passarão de 18% para 16%. Também foram alterados os prazos de pagamento, que passarão de 120 para 200 meses, assim como o limite das cartas de crédito, que serão ampliados dos atuais 300.000 reais para 700.000 reais. Segundo a Caixa, as mudanças são uma resposta ao atual momento de crescimento do mercado de crédito e da venda de imóveis. Com melhores taxas e um cenário positivo no mercado imobiliário, o banco acredita que mais consumidores devem aproveitar para adquirir a casa própria ou se mudar para um imóvel maior. O consórcio imobiliário é uma opção para quem não tem condições de fazer o pagamento à vista de um imóvel. Todos os participantes pagam parcelas mensais. Com o dinheiro de cada uma delas, os membros do grupo poderão ser contemplados a cada 30 dias com uma carta de crédito que permitirá a compra do bem à vista. Assim, é possível comprar um bem sem ter todo o dinheiro necessário, desde que haja a contemplação. Na Caixa, o consórcio imobiliário possui cartas de crédito a partir de 30.000 reais, com prazos de 120, 150 e 200 meses, conforme o valor do crédito.   
BSB, 08/11/12- A Caixa Econômica Federal deve apresentar crescimento acima de 10% no crédito imobiliário em 2013. A projeção é de José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo da instituição e, segundo ele, essa perspectiva ainda pode ser revisada para cima. A previsão foi feita durante o seminário Expansão do Crédito no Brasil, realizado pela Cetip. Segundo o executivo, o país ainda tem muito espaço para avançar nos financiamentos imobiliários quando comparado a outras economias. Pelos dados apresentados por Urbano, enquanto no Brasil o crédito imobiliário representa 5,95% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um ano no país), no Chile, esse percentual chega a pouco mais de 18%.   
BSB 05/11/12– Desde 1º de novembro, já estão em prática as mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida, como reduções de juros, novos limites de renda, aumento do subsídio e do teto para construção. Para o assessor jurídico da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), João Bosco Brito, embora algumas das modificações sejam vantajosas para os mutuários, o seu impacto é pequeno, sendo que as instituições financeiras obterão mais lucros. "Um exemplo disso é com relação aos juros. Na faixa de renda de R$ 3.100,01 até R$ 5.000 houve redução, de 8,16% para 7,16% (a única faixa beneficiada com o desconto); em compensação foram embutidas outras taxas”, explica. Segundo ele, o encargo criado foi a TAO (Taxa de Acompanhamento da Operação), que na prática substitui o CES (Coeficiente de Equiparação Salarial), instituído com objetivo de manter o equilíbrio entre o pagamento das prestações e a correção do saldo devedor, ou seja, mais lucro para o banco. "Na verdade, não houve redução de juros, eles só mudaram de nome". O teto para a construção da casa própria passa de R$ 170 mil para R$ 190 mil, sendo válido em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Já em outras regiões com mais de 1 milhão de habitantes, o valor do teto subiu de R$ 150 mil para R$ 170 mil. Em municípios com população acima de 250 mil habitantes, o teto aumentou de R$ 130 mil para R$ 145 mil. Cidades com mais de 50 mil habitantes passaram o teto de R$ 100 mil para R$ 115 mil. Nas demais regiões, o valor passou de R$ 80 mil para R$ 90 mil. O limite de renda na faixa 2 passou de R$ 3.100 para R$ 3.275. A faixa 1 continua com o limite de até R$ 1.600, assim como a faixa 3, com R$ 5.000. O valor do subsídio passou de R$ 23 mil para R$ 25 mil e o prazo para o pagamento das prestações continua sendo de 30 anos, com o mutuário podendo financiar até 100% do imóvel residencial. ________________________________________   
BSB, 01/11/12- As contratações de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal atingiram R$ 80 bilhões, este ano. É o mesmo valor registrado em todo o ano passado e representa um crescimento de 36%. Mas muitos candidatos a uma das modalidades de crédito oferecidas pela Caixa estão com dificuldades para encontrar imóveis. Condomínio com quadra, piscina e área verde. A obra só fica pronta em 2015, mas já dá para sonhar. “Quem sabe um dia não compro um desses?”, diz um homem. O dinheiro do fundo de garantia dos trabalhadores, depositado na Caixa Econômica Federal, é repassado para quem quer financiar um imóvel. É o crédito imobiliário mais barato, usado, inclusive, no programa "Minha Casa, Minha Vida". Os juros variam de 4,5% a 8% ao ano, mais TR, a taxa referencial. Nos outros financiamentos do mercado, a taxa fica entre 8% e 11%, mais TR. A renda da família não pode passar de R$ 5.400 por mês. O imóvel pode ser novo ou usado, mas tem limite para o valor. Em capitais, entre elas, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, e cidades com população igual ou acima de um milhão de habitantes, o limite subirá para R$ 170 mil. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Brasília, a casa ou o apartamento devem custar no máximo R$ 170 mil. Em 1º de novembro, o valor sobe para R$ 190 mil. O problema é que o preço dos imóveis vem subindo muito. Para custar menos de R$ 190 mil, eles ficam longe do centro da cidade e são pequenos. Na capital paulista, entre os imóveis novos, só 5% custam até R$ 190 mil. Para quem vende imóveis, o limite de preço não está acompanhando a velocidade do mercado. “Alguns projetos vão tirar benefícios desse aumento e outros vão continuar desenquadrados com preço de venda superior a R$ 190 mil”, ressalta Leandro Caramel, superintendente da imobiliária Habitcasa. Já a Caixa Econômica Federal acha que aumentar o valor para até R$ 190 mil é suficiente. “A valorização dos imóveis está em um ritmo menor do que estava em 2   
BSB, 29/10/12- Há quatro formas de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) com imóvel residencial: para dar entrada na compra de um novo ou usado, para abater a dívida, zerar o saldo devedor ou pagar parte de cada parcela do financiamento. O saque, porém, está vinculado a uma série de regras da Caixa Econômica Federal. As principais estão ligadas ao conceito básico do FGTS - estar voltado para moradia: - É necessário ter contribuído por ao menos três anos para o Fundo, mesmo que não sejam consecutivos; - O imóvel não deve custar mais de R$ 500 mil; - O comprador não pode ter nenhum financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) nem ser dono de outro imóvel, concluído ou em construção; - O dinheiro tem de ser usado num imóvel na cidade em que comprador mora. - O recurso tem de ser aplicado na aquisição de um imóvel residencial ¿ não pode ser comercial, não pode ser reforma ou ampliação e não pode ser terreno que não esteja vinculado à construção imediata de uma casa. Mesmo cumpridos esses requisitos, se você já tem o dinheiro da entrada e quer usar o FGTS para amortizar, liquidar ou pagar parte do valor das prestações, a Caixa impõe algumas regras. O financiamento tem de estar no nome do trabalhador, e o contrato deve estar oficializado em cartório de registro de imóveis - como o nome de todos os envolvidos na compra. Para diminuir ou zerar o saldo devedor, é necessário estar com as prestações do financiamento em dia e não ter usado o FGTS para nenhum fim nos últimos dois anos. É possível ainda reduzir em até 80% o valor de cada parcela, num limite de 12 consecutivas (pode-se incluir aí até três prestações em atraso). Ao fim de um ano, há a possibilidade de solicitar novamente o abatimento - e novamente com o limite de 12 mensalidades seguidas. O processo pode se repetir, sempre com novas consultas à Caixa, até que seja sacado todo o Fundo. Se o financiamento foi obtido num banco que não seja a Caixa Econô   
BSB, 26/10/12- O valor de empréstimos para financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança, entre outubro de 2011 e setembro de 2012, superou em 5% o montante acumulado nos 12 meses anteriores, segundo dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). De acordo com a Associação, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis foi de quase R$ 79,7 bilhões. Em setembro, foram emprestados R$ 6,91 bilhões de recursos da poupança para este tipo de financiamento, uma queda de 6% quando comparado com igual mês de 2011. Frente a agosto de 2012, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança diminuiram 16%. Vale lembrar que o oitavo mês do ano foi considerado como o de melhor desempenho histórico do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). O número de unidades financiadas em setembro somou 37,7 mil. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, houve recuo de 14,5%, enquanto sobre agosto a queda foi de 17,5%. Entre janeiro e setembro, foram financiados 332,4 mil imóveis, 9,3% menos do que o apurado em igual período do ano anterior. Em setembro, a captação líquida da poupança (depósitos menos saques) foi positiva em R$ 4,27 bilhões, melhor resultado para o mês de setembro desde 1994, quando foi instituído o Real. Já o saldo das contas de poupança atingiu a marca de R$ 371,2 bilhões em setembro, superando em 14,8% o saldo do nono mês de 2011.   
BSB, 24/10/12- A tendência para 2013 no mercado imobiliário é que os preços continuem crescendo nas capitais. É o que acredita especialistas que acompanham o setor. O professor de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Gala, crê que os preços dos imóveis, em geral, vão continuar subindo, mas num ritmo mais lento. “Os preços estão subindo mais lentamente e mesmo assim as pessoas ainda estão (e continuarão) comprando”, expõe o professor ao ressaltar os impactos na compra pelas ofertas de crédito imobiliário. Já o CEO da Vitacon Incorporadora e Construtora, Alexandre Frankel, acredita que, em 2013, os preços continuarão a subir, ao menos, durante o primeiro semestre. “O efeito da queda na taxa de juros só deve começar a ser sentido após os seis primeiros meses do próximo ano para os compradores de imóveis", diz ele, comentando que somente num prazo mais longo os custos dos empréstimos deverão diminuir para os bancos, refletindo a queda da taxa Selic, que na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) foi reduzida de 7,5% para 7,25%. Frankel diz não acreditar tanto nos impactos da redução da Selic num curto prazo, até por conta da alta demanda por novos empreendimentos nas capitais. “São Paulo e Rio, por exemplo, passam por um caso atípico de grandes capitais com dificuldades em colocar novos projetos no mercado, prejudicando assim a oferta que é bem menor que a demanda, gerando uma sustentação aos preços”, diz ele explicando que nos primeiros seis meses de 2013 a alta vai passar dos dois dígitos – de no mínimo 10%. No mês de setembro, o preço dos apartamentos usados aumentou 0,9% em relação a agosto e o metro quadrado está custando em média R$ 6.862, conforme dados do indicador Fipe/Zap, baseado em seis capitais brasileiras. Estes são só mais alguns números que mostram o aumento dos preços de imóveis no Brasil.   
BSB, 19/10/12- O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP) acredita que, mesmo após as recentes medidas anunciadas pelo Conselho Curador do FGTS para o Programa Minha Casa, Minha Vida, ainda existem dificuldades para a contratação da construção de unidades habitacionais da faixa 1 (famílias com renda até R$ 1.600 ao mês) no estado de São Paulo. De acordo com a entidade, as mudanças trouxeram mais benefícios para a faixa 2 (renda mensal entre R$ 1.600 e R$ 3.275). Na semana passada, o Conselho Curador do FGTS anunciou ajuste de 13% no valor dos imóveis, que passou de R$ 170 mil para R$ 190 mil. O valor máximo do subsídio passou para R$ 25 mil e o teto da renda familiar para esta faixa foi para R$ 3.275. O SindusCon-SP afirma que, mesmo após as mudanças, os valores máximos de R$ 76 mil em São Paulo e R$ 70 no interior do estado ainda são insuficientes para que ocorram contratações de imóveis na faixa 1. Na visão da entidade, seria necessário um subsídio complementar do governo, além da doação do terreno, para viabilizar a contratação dessas habitações. O Governo Federal oferece um subsídio de R$ 20 mil, o que aumenta o valor máximo das moradias contratadas pelo convênio com a Caixa para R$ 96 mil. Porém, o SindusCon-SP afirma que para se enquadrar no Regime Especial Tributário (RET), que reduz a alíquota dos impostos federais para 1%, seria necessário elevar o teto da faixa 1, que hoje está em R$ 85 mil, para R$ 96 mil. Além disso, o Sindicato defendeu a atualização dos valores do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), usado pelo Governo Dederal para validar os custos da construção apresentados pelas empresas do setor. O SindusCon-SP afirmou que os valores de serviços contratados pelas construtoras são maiores que os apresentados na tabela.   
BSB,15/10/12- Os juros baixos dos financiamentos habitacionais, aliados à melhora da renda das famílias, têm permitido aos brasileiros comprar imóveis apesar da constante valorização. Além da Taxa Referencial de Juros (TR), que indexa o saldo devedor dos financiamentos estar próxima a zero, com a taxa básica (Selic) menor, a Caixa e o Banco do Brasil vêm cortando os juros anuais fixos, de uma média de 10% e 11%, em 2007, para índices em torno de 7,8% a 8,4% ao ano, cobrados de imóveis até R$ 500 mil. Os trabalhadores de renda mais baixa encontram taxas que vão de 5,1% a 7,2% ao ano. Os encargos menores permitem que o mesmo cliente contraia uma dívida maior pagando o mesmo valor de prestação em relação à situação anterior, de juros mais altos. Exemplo: para um empréstimo de R$ 120 mil em 25 anos, com a antiga taxa de 11%, a prestação ficaria em R$ 1.536, com seguro. Esse mesmo comprador consegue, agora, na Caixa, juros efetivos de 7,8% ao ano, o que resulta em parcela mensal de R$ 1.257. Para aquela mesma prestação de R$ 1.536, ele obtém financiamento maior, de R$ 148 mil. Dependendo da combinação, é possível ter um valor maior do que antes com uma prestação inferior.   
BSB, 11/10/12 - Os locatários poderão ser liberados do pagamento de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e do seguro contra incêndio. A medida consta do Projeto de Lei 4185/12, de autoria do deputado Giovani Cherini (PDT-RS). De acordo com a Agência Câmara, a lei vigente (8.245/91) prevê que o locador é responsável pelo pagamento de impostos, taxas e seguro de incêndio, a não ser que o contrato de locação determine o contrário. O deputado alegou que o IPTU é um imposto sobre a propriedade, e são sobre o uso do imóvel. “Da mesma forma, o prêmio do seguro contra incêndio constitui proteção para reembolso por eventual gasto com a reposição das condições de segurança e habitabilidade do imóvel anteriores ao sinistro”, concluiu. A proposta ainda estabelece que o locatário poderá escolher uma modalidade de garantia de cumprimento do contrato, podendo ser caução, fiança, seguro de fiança locatícia ou cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento. A escolha só será impedida caso o locador prove que a substituição lhe trará prejuízo. Além disso, o locador fica impedido de exigir do locatário dados de sua declaração de imposto de renda ou de qualquer outro documento coberto por sigilo legal. A medida, que está apensada ao Projeto de Lei 2503/92, ainda será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.   
BSB, 09/10/12- A Caixa Econômica Federal conseguiu dobrar o número de moradias contratadas pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). No primeiro semestre deste ano, o banco atingiu a marca de 9.665 unidades, o que representa investimento em torno de R$ 240 milhões. O objetivo é ampliar o alcance do programa até 2014, quando a Caixa pretende chegar a 60 mil unidades habitacionais em áreas rurais, meta estabelecida entre 2011 e 2014 pelo Ministério das Cidades. Até o final de 2012, serão mais 20 mil moradias contratadas pela entidade financeira. Com o programa, mais de 29 mil famílias de agricultores e de trabalhadores rurais foram beneficiadas. O investimento no campo cumpre as expectativas, segundo o diretor de Habitação da Caixa, Teotônio Costa Rezende. “Estamos convictos, pelo número de propostas em estágio adiantado, que esta meta deve ser atingida já nos primeiros meses de 2013”, avalia Rezende. Ainda neste ano, o programa chegará a mais famílias nas áreas onde o déficit habitacional é mais acentuado. Para atingir esse objetivo, no entanto, a Caixa afirma que é preciso mais capacitação e organização de entidades e comunidades rurais. Desde maio de 2011, o banco aposta no relacionamento com entidades representativas desses setores. Na ocasião, criou a Superintendência Nacional de Habitação Rural. A metodologia usada é de investigação: entidades identificam a demanda habitacional e auxiliam as famílias a se organizarem. Cumprindo papel como agente financeiro e gestor operacional do programa, a Caixa investe na capacitação técnica e social das comunidades, libera recursos e acompanha as obras. O programa da Caixa Econômica Federal prevê o subsídio de R$ 1 mil por família. Com isso, a entidade organizadora pode prestar assistência técnica e executar o trabalho social para as famílias.   
BSB, 09/10/12- A projeção da Caixa para 2014, de completar 60 mil unidades contratadas, pode virar realidade e ser até superada. De acordo com o diretor de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende, entidades de regiões rurais estão se movimentando para receber o PNHR. Atualmente, há mais de 50 mil propostas em análise. Parte dessas expectativas também se deve ao Banco do Brasil, que passou a fazer parte do programa. Para Rezende, a participação do banco vai contribuir para reduzir o déficit habitacional rural. Com esse reforço, a previsão é liberar crédito para 100 mil unidades habitacionais até julho de 2014. Para acesso a crédito até R$ 25 mil para construção e R$ 15 mil para reforma, a renda familiar anual deve ser até R$ 15 mil. O prazo para pagamentos é até quatro anos. Com renda anual acima de R$ 15 mil e até R$ 30 mil, os encargos financeiros são 5% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Para quem tem renda anual acima de R$ 30 mil e até R$ 60 mil, taxas de juros variam entre 6% e 8,16% ano ano mais a TR. O governo federal destinará mais R$ 46,7 bilhões para o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida". Os recursos virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com eles, serão construídos um total de 600 mil imóveis para famílias com renda mensal de até R$3,1 mil. Outras 200 mil unidades serão financiadas para quem recebe até R$ 5 mil. Mais R$ 5,3 bilhões serão investidos na construção ou financiamento de imóveis novos dentro do Programa Nacional de Habitação Urbana e do "Minha Casa, Minha Vida". O crédito para compra da casa própria em áreas urbanas fora desses dois programas terá à disposição mais R$ 1,1 bilhão. Na área da mobilidade urbana, o dinheiro do FGTS financiará R$ 4 bilhões em obras para a Copa do Mundo de 2014, previstas no PAC.   
BSB, 07/10/12- O preço do metro quadrado dos imóveis no Rio de Janeiro chegou a R$ 8.358 em setembro deste ano. Com este valor, a cidade possui o metro quadrado mais caro do Brasil. Pela primeira vez no Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, o preço dos imóveis dos cariocas ultrapassou o valor do metro quadrado em Brasília. Em setembro, os brasilienses tiveram de pagar R$ 8.143 por metro quadrado. No mesmo mês do ano passado, o valor do metro quadrado no Rio de Janeiro era de R$ 7.082, contra R$ 7.859 em Brasília. No Rio de Janeiro, o bairro mais caro é o Leblon. A região atingiu o valor de R$ 18.332 no mês passado, 12,14% a mais que no mesmo período de 2011, quando o metro quadrado na região custava R$ 16.347. Em Ipanema a valorização dos imóveis foi de 15,24% entre setembro de 2011 e deste ano. No mês passado, o metro quadrado na região custava R$ 16.984, enquanto que em setembro do ano passado o preço era de R$ 14.738. Outro bairro que aparece entre os mais caros da cidade é a Lagoa. O preço do metro quadrado na região no mês passado era de R$ 14.795, 11,25% a mais que no mesmo período do ano passado quando o preço era de R$ 13.299. A Gávea e o Jardim Botânico também encareceram entre o ano passado e este ano, sendo 13,05% e 17,13%, respectivamente. O preço do metro quadrado do primeiro bairro passou de R$ 12.325 para R$ 13.934. Já no Jardim Botânico, que teve a maior valorização do período, o metro quadrado passou de R$ 11.240 para R$ 13.165 neste ano.   
BSB, 05/10/12- O ministro do Trabalho, Carlos Brizola Neto, anunciou uma série de mudanças para os valores de imóveis e subsídios para o Programa Minha Casa Minha Vida. A decisão foi tomada dentro do Conselho Curador do FGTS, que é presidido pelo ministro. "Estamos ampliando a possibilidade de acesso ao programa", afirmou. Entre as mudanças, Brizola Neto anunciou que o Conselho Curador do FGTS aumentou o salário familiar considerado para a faixa 2 do Programa Minha Casa Minha Vida de até R$ 3,1 mil para R$ 3,275 mil. Para a faixa 1 do programa, o Conselho manteve os valores em até R$ 1,6 mil e para a faixa 3 também foi mantido o teto de até R$ 5 mil, considerando como novo piso o valor R$ 3,275 mil e não mais o R$ 3,1 mil. O ministro informou também que a taxa de juros para a faixa 3 foi reduzida em um ponto porcentual, passando de 8,16% ao ano para 7,16% ao ano. "A redução desses juros foi toda bancada pela diminuição do spread bancário", afirmou. No caso dos imóveis das principais capitais brasileiras (Brasília, Rio e São Paulo), o teto do valor subiu de R$ 170 mil para R$ 190 mil. De acordo com ele, nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes, esse valor foi elevado de R$ 150 mil para R$ 170 mil. Nos municípios que têm população acima de 250 mil habitantes e no entorno do Distrito Federal, o teto passou de R$ 130 mil para R$ 145 mil. Nas cidades com mais de 50 mil habitantes, o valor máximo foi elevado de R$ 100 mil para 115 mil. Nas demais cidades, o teto, que era de R$ 80 mil, passará agora para R$ 90 mil. Brizola Neto informou também que o teto do subsídio a fundo perdido para o Minha Casa Minha Vida subiu de R$ 23 mil para R$ 25 mil para as pessoas enquadradas na faixa 1, com salário familiar de até R$ 1,6 mil mensal. Segundo o ministro, o teto de subsídio para o juro menor de financiamento, com vistas de reduzir o custo da operação aos tomadores, subiu de R$ 13 mil para R$ 16 mil. De acordo com o ministro, o reajuste do subsídio foi calculado co   
BSB, 04/10/12- O eletricista Maurício Ogata, de 39 anos, é um Maridaço. O título não foi dado por sua mulher, Claudia — Maridaço é o nome do cargo que ele ocupa na Praquemarido, rede paulistana de serviços de reparos domésticos. Na Praquemarido, em vez de ser gerente disso ou daquilo, o funcionário é classificado conforme sua especialidade. Os pintores são chamados de Maridos Aquarela, os eletricistas de Maridos Elétricos e os encanadores de Maridos Aquáticos. Quem sabe fazer de tudo é um Maridaço. "Chegar a Maridaço não é fácil", afirma Ogata. "É preciso deixar o cliente completamente satisfeito." Fundada há dez anos pela em¬preen¬dedora paulista Rita Ortega, de 46 anos, e por Alexandre, de 42 — seu marido de verdade —, a Praquemarido cresceu com o sistema de franquias. No ano passado, o faturamento da empresa foi de 12 milhões de reais — quatro vezes mais que em 2010, quando os Ortega aderiram ao sistema de franquias. A marca está em 22 estados. "Devemos fechar o ano com 180 unidades", diz Rita. "E, em 2013, a rede vai dobrar de tamanho." É difícil imaginar um negócio como a Praquemarido se expandindo tão rapidamente alguns anos atrás. Para que uma rede de serviços de reparos domésticos cresça é necessário haver canos furados e fios partidos suficientes para consertar. E, para que isso exista, antes de mais nada é preciso haver muitos imóveis onde possam quebrar — segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas e da Fiesp, existem hoje no Brasil mais de 60 milhões de domicílios.   
BSB, 04/10/12- Serviços domésticos, como os que a Praquemarido oferece, são uma das muitas oportunidades que se abrem para pequenas e médias empresas no grande mercado que se formou nos últimos anos com o aquecimento do setor imobiliário. A lista inclui de tudo — mobília caríssima feita sob medida, objetos de decoração, aparelhos eletrônicos, roupa de cama. Vender produtos e serviços para a casa tem futuro por um motivo simples — por melhor que seja a planta ou a qualidade da mobília, quase todo mundo tem vontade, mais cedo ou mais tarde, de mudar alguma coisa — colocar papel de parede, trocar os lustres, instalar uma cortina. Filhos nascem, filhos crescem, filhos saem de casa. Mudanças importantes na família pedem transformações mais radicais que, muitas vezes, só podem ser feitas com uma reforma. Gente comprando material para obras é o que não falta. Uns escolhem a tinta para renovar as paredes, outros derrubam tudo para criar um novo ambiente. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, as vendas do setor cresceram 2,6% no primeiro semestre de 2012   
BSB, 04/10/12- Segundo algumas pesquisas, a maior parte das reformas está sendo feita por famílias cuja renda cresceu recentemente. De acordo com um estudo do instituto Data Popular, neste ano 24,5 milhões de famílias devem tocar alguma obra, mesmo modesta, em sua casa ou apartamento. Há os que querem mexer aqui e ali para valorizar um imóvel a ser vendido ou alugado. É essa a situação da dona de casa Lindinalva Marlena Silva Cabilo, de 35 anos, moradora de Embu das Artes, na Grande São Paulo. Há pouco mais de dois meses, Lindinalva e seu marido, o técnico em eletrônica Manoel, assinaram o contrato de compra de uma segunda casa. Famílias que ascenderam socialmente são um capítulo à parte. Segundo a Fundação Getulio Vargas, em 2013 haverá 29 milhões de brasileiros nas classes A e B — o dobro de 2002. Tradicionalmente, o mercado imobiliário é um daqueles setores em que fases de aquecimento intenso se intercalam com momentos de acomodação. Nos últimos seis meses, o número de imóveis financiados caiu 9% em relação ao mesmo período do ano passado. A necessidade de mais habitações não deve diminuir tão cedo. Segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas, até 2022 mais de 15,9 milhões de famílias se formarão no Brasil. Há hoje 7,2 milhões de famílias dividindo o teto com outras pessoas ou vivendo em residências precárias. Para atendê-las, será preciso construir 23,1 milhões de moradias na próxima década.   
BSB, 03/10/12- A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4288/12, do deputado Marcon (PT-RS), que confere ao Poder Público municipal a preferência para aquisição de imóvel urbano penhorado, sempre que o município necessitar de áreas para a regularização fundiária ou execução de programas e projetos habitacionais de interesse social. O projeto altera a Lei 10.257/01, que estabelece diretrizes gerais da política urbana. “A proposta tem o objetivo de contribuir para tornar a gestão do espaço urbano socialmente mais justa, adicionando mais um instrumento ao rol de mecanismos que o Poder Público pode usar para realizar progressivamente a reforma urbana”, explica o autor. Segundo ele, a medida não acarretará ônus para a administração, uma vez que se trata apenas da concessão de preferência para a aquisição de imóveis urbanos penhorados, “contribuindo de forma efetiva para a diminuição dos custos da reforma urbana, que ao fim reverterá em economia para os cofres públicos”. De caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   
BSB, 30/09/12- O presidente de Governo da CAIXA, José Urbano, e outros representantes do banco participaram na quinta-feira, dia 27, de uma reunião com empresários e representantes de organizações associadas à CBIC para dar prosseguimento a uma série de diálogos que vêm sendo desenvolvidos nos últimos meses em torno de aprimoramentos ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Na sua apresentação o presidente de Governo da CAIXA anunciou que o banco deve alcançar, no próximo mês de outubro, a marca de 2 milhões de unidades já contratadas no MCMV I e II e de 1 milhão de unidades entregues. José Urbano antecipou também a implementação de um novo e moderno sistema de operação que deve dar maior agilidade ao processo de concessão e gestão de crédito imobiliário pelo banco. Os representantes das organizações debateram sobre obstáculos que o MCMV ainda enfrenta e como superá-los.   
BSB, 29/09/12- A expansão do crédito imobiliário, embora tenha ocorrido com maior intensidade do que a das demais modalidades, já mostra sinais de moderação, de acordo com análise do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Segundo Maciel, em 2010 o crédito imobiliário apresentou expansão de 51%, com redução para 44% em 2011 e para 38,6% no período de 12 meses encerrados em agosto. “Vem arrefecendo gradualmente, mas ainda acima da média do sistema como um todo”, disse. O saldo total das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,211 trilhões, em agosto, com crescimento de 17%, em 12 meses. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a expansão do crédito imobiliário saiu de 4,4% em agosto de 2011 para 5,8% no mês passado. “É um percentual ainda baixo quando se compara ao de outros países, acima de 70% do PIB”, acrescentou Tulio Maciel. Para ele, não há riscos na expansão do crédito imobiliário no país, como ocorreu com a bolha imobiliária nos Estados Unidos. “Essa realidade está muito distante da brasileira. Não dá pra fazer nenhum paralelo”, disse.   
BSB, 28/09/12- O programa Minha Casa, Minha Vida parece ter acompanhado a desaceleração generalizada do mercado imobiliário, com menor ritmo de contratações no segmento econômico tornando mais urgente a adequação de valores e, em um cenário mais radical, a criação de metas para entregas de imóveis. Embora uma das metas do programa do governo federal seja contratar o maior volume de unidades para a população que ganha até 1.600 reais --a chamada faixa 1--, das cerca de 900 mil moradias contratadas na segunda fase do projeto, menos de um terço é destinado a essa faixa de renda. Além do antigo pleito do setor para que haja reajuste no valor teto para construção das moradias principalmente em grandes centros urbanos, contribuiu para o cenário a redução do ritmo de lançamentos em função do desaquecimento do setor e a saída de muitas empresas do programa. "Nitidamente, algumas construtoras cujo foco não era o Minha Casa, mas tentaram empreendimentos, não vão voltar a atuar no programa", afirmou o analista Wesley Bernabé, do BB Investimentos. "Demanda não é problema, mas sim a execução pelo preço dos terrenos e o limite de financiamento." Atualmente, permanecem atuando de forma mais expressiva no programa MRV Engenharia e Direcional Engenharia, dentre as companhias do setor listadas na Bovespa. "Hoje as empresas não querem ouvir falar de Minha Casa, Minha Vida", resumiu o professor titular do núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP, João da Rocha Lima Jr., em evento recente do setor. O governo elevou no fim de agosto o valor máximo para as contratações na faixa 1 do programa em cerca de 15,6 por cento. Esse recente aumento de teto para a faixa mais baixa de renda, segundo agentes do setor, tende a aliviar a situação para as empresas, principalmente as construtoras de menor porte, que concentram a maior parte do programa. "A atualização de valores deve destravar o programa e as contratações devem retomar", disse a economista e coordenadora de projetos da   
BSB, 28/09/12- Ainda no sentido de ajustes, o governo vem discutindo junto à Caixa Econômica Federal, principal agente financeira do programa, a atualização de valores para as outras duas faixas do programa. Na segunda-feira, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmou que o governo está propondo reajustes tanto nos juros quanto nos limites de financiamento, o que deve acontecer "em breve". O limite de financiamento nas capitais é de 170 mil reais, o que tem feito com que a população que migrou para a classe média pelo aumento de renda não consiga participar do programa, em meio à alta nos preços dos imóveis. "É preciso que o governo realinhe os parâmetros de enquadramento", disse o diretor executivo de crédito imobiliário da MRV, José Adib Simão, citando o aumento dos preços de imóveis como consequência dos altos custos de construção, o que levou ao desenquadramento de compradores no programa. Até 31 de agosto, a segunda fase do programa --implementada há quase 20 meses-- contratou 900.842 unidades habitacionais nas três faixas de renda, da previsão de 2,4 milhões de contratações até 2014, de acordo com números do Ministério das Cidades. A maior parte do volume (529.096 moradias) foi voltada à faixa de renda mensal familiar de até 3.100 reais, enquanto a primeira faixa do programa teve 288.370 moradias contratadas, ante meta de 1,2 milhão de unidades até 2014.   
BSB, 28/09/12- Do total de 1 milhão de unidades que foram contratadas na primeira fase do "Minha Casa, Minha Vida", quase metade ainda não foi entregue. Assim, a primeira etapa do programa, lançado em abril de 2009, será completamente concluída apenas no ano que vem. Para a fase que está em andamento, foram entregues até agora 315.847 moradias, com um número bastante baixo para a faixa 1, que teve apenas 7.360 unidades concluídas até agora. "Se considerarmos que o ciclo de construção de empreendimentos econômicos é menor, de 18 a 24 meses, as entregas da primeira fase deveriam ser concluídas no fim deste ano", assinalou Bernabé, do BB Investimentos, ressaltando que "faz todo sentido estabelecer uma meta para entregas também". As empresas, por sua vez, poderiam ser afugentadas pelo estabelecimento de uma meta para construção, segundo ele, mas o benefício ao comprador seria indiscutível. Simão, da MRV, discorda. "Para a MRV, uma meta de entregas não seria prejuízo, pois antecipamos a construção das obras... Seria importante para o cliente", disse. O ciclo de construção da MRV é de 14 a 15 meses para imóveis que se enquadram nas faixas 2 e 3. No caso de imóveis nos segmento de renda mais altos, o ciclo pode chegar a 36 meses. Também citando a ausência de uma meta para entregas, o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, destacou como um dos ajustes a serem incorporados ao programa a concessão dos mesmos benefícios a imóveis usados. "É mais que urgente frente ao atraso na entrega dos imóveis novos já contratados através do programa. Os imóveis usados podem ao menos minimizar o déficit habitacional prontamente", afirmou. "Já estão lá, nos bairros... rodeados pela infraestrutura necessária."   
BSB, 26/09/12-- A partir de agora, a chamada portabilidade do crédito imobiliário ficará mais fácil para o mutuário que desejar fazer um financiamento mais barato a partir da queda das taxas de juros. O Conselho Monetário Nacional (CMN), que regulamentará a lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no mês passado, quer simplificar o processo de troca de dívida e diminuir o custo de alienação do imóvel, quando há a mudança de uma instituição financeira para outra. O consumidor que compra imóvel financiado por instituição bancária pode fazer a transferência do crédito de um banco para outro desde 2006, quando foi criada a portabilidade de crédito. O saldo devedor é quitado na transferência entre as instituições. Mas nem sempre essa transação é vantajosa para os consumidores por conta dos custos, que incluem a necessidade de fazer um novo registro de imóvel devido à transferência de credor, além dos gastos cartoriais e os impostos relativos à transferência da propriedade. Pela nova proposta em estudo pelo CMN, o mutuário não será mais obrigado a pedir novo registro do imóvel quando fizer a portabilidade para novo credor. Uma das propostas prevê que a nova alienação seja feita apenas com uma averbação ou um termo aditivo no contrato já existente. Hoje, na Cidade do Rio, o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) custa 2% do valor venal do imóvel residencial. Diretor-executivo de Estudos Financeiros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira diz que, em tempos de redução de juros, vale a pena a trocar dívida imobiliária. “Quem fez um financiamento nos últimos 12 ou 24 meses certamente deve ter financiado com juros médios de 12% ao ano. Hoje, as instituições financiam com taxas de 8%. Portanto, a portabilidade é vantajosa”, diz Oliveira. O economista lembra, no entanto, que fazer a transferência do crédito imobiliário não é tão simples com as regras atuais. “A nova instituição terá   
BSB, 24/09/121- Do total de domicílios próprios registrados em 2011, a quantidade de imóveis quitados teve uma participação de 70,1%, destacando-se frente aos demais. Os dados fazem parte da Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As residências particulares permanentes, no ano passado, alcançaram um total de 61.292 milhões de unidades, o que significa um incremento de mais de 2 milhões frente a 2009 - última amostragem apresentada. No entanto, houve uma redução de 1,4 ponto percentual na participação relativa dos imóveis próprios no ano. Já os domicílios próprios em aquisição aumentaram 0,4 ponto percentual, com 4,7% de participação. Dessa forma, considerando quitados e em aquisição, pode se concluir que quase 75% dos brasileiros são donos da própria casa. Os imóveis cedidos tiveram queda de 1,4 p.p., atingindo 7,5%, os alugados subiram 0,3 p.p., chegando a 17,3% de participação, e os classificados em outra forma de ocupação se mantiveram com o mesmo percentual 0,5%. Ainda segundo a pesquisa do IBGE, em três das cinco regiões do Brasil houve aumento no número de domicílios próprios quitados entre 2009 e 2011. Os percentuais variaram entre 60,4%, no Centro-Oeste, e 76,9%, no Norte. Em 2011, 25,7% das residências possuem 3 moradores, em 2009, o mesmo número de moradores representavam 25,1%. Por outro lado, aumento o número de domicílios com apenas um morador, de 12,0% para 12,7%.   
BSB, 23/09/12- Mesmo com o apetite do Banco do Brasil, que pretende ganhar mercado dentro do Minha Casa, Minha Vida, a liderança da Caixa Econômica Federal continua inabalada. A Caixa responde por cerca de 95% das unidades habitacionais entregues pelo programa. Até agosto, a segunda fase do programa do governo federal (que começou nos primeiros meses de 2011) havia entregue 895 mil unidades, que correspondem a um valor total investido de R$ 87 bilhões. “Vamos fechar este ano com mais de um milhão de unidades”, acredita o vice-presidente de governo e habitação da Caixa, José Urbano Duarte. Para 2014, a meta do governo é de 2,4 milhões de unidades entregues. A superação da meta é uma possibilidade real. A Caixa ainda tem perto de 496 mil unidades na fila, esperando aprovação. Em 2012, em média, 71% dos financiamentos feitos pela Caixa usaram recursos do FGTS.   
BSB, 21/09/12- Representantes do mercado imobiliário alertaram para a necessidade de se desenvolver novas fontes de financiamento ao setor, em meio à crescente demanda por imóveis residenciais, apoiada em fatores como desemprego na mínima histórica, déficit habitacional elevado e aumento de renda. "Temos desafios pela frente, o mais importante deles é como assegurar recursos de forma mais inteligente conforme o mercado vem demandando", disse o vice-presidente de governo da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte, em seminário promovido pela associação que representa o crédito imobiliário no país, Abecip. Ele assinalou, entretanto, que a caderneta de poupança deve se manter como a principal fonte de financiamento à compra de imóveis, se distanciando dos temores de que seus recursos se esgotariam no curto prazo. "Independentemente do uso de novas alternativas, a poupança não se extingue como ´funding´", afirmou Duarte. "Pode ficar mais cara para ser contratada como operação, mas continuará sendo uma forma de investimento importante e que vem se desenvolvendo." O presidente da empresa de securitização de recebíveis imobiliários Cibrasec, Onivaldo Scalco, ponderou que "embora a poupança seja perene, não vá se esgotar, se imaginarmos que o ritmo de contratações se mantenha como o atual, esse funding não será suficiente". Além de garantir mais recursos à indústria, a criação de novas fontes de financiamento se mostra necessária para diversificar as opções de investimentos. Dentre as alternativas, os fundos imobiliários, embora ainda recentes, são apontados como um dos instrumentos com maior potencial de crescimento. "O fundo é o veículo de investimento mais adequado para participar da indústria imobiliária", disse o sócio e gestor de fundos de incorporação imobiliária da Kinea, Carlos Martins. "É possível carregar ativos, desenvolver projetos... Além da vantagem fiscal, do ponto de vista da pessoa física, de isenção de Imposto de Renda."   
BSB, 20/09/12- A Caixa Econômica Federal lançou na última segunda-feira (17) o Crédito com Pausa, que faz parte do Programa Caixa Melhor Crédito. Com foco no crédito consciente e no incentivo à fidelização do cliente, a campanha tem o objetivo de facilitar a reorganização financeira de famílias e empresas. Em todos os créditos que possuírem o selo Tem Pausa, o cliente poderá solicitar à Caixa pular o pagamento de uma prestação mensal, retomando os pagamentos no mês seguinte, sem que isso gere multas ou encargos adicionais. A prestação mensal que deixou de ser paga permanecerá no saldo remanescente da dívida e haverá o acréscimo de um mês no prazo da operação. A Campanha Crédito com Pausa engloba produtos como: crédito pessoal, CDC, capital de giro, financiamento de veículos e crédito habitacional. Para aderir ao Crédito com Pausa nos produtos com o selo, o cliente deve estar adimplente e ter pago pelo menos três prestações consecutivas, no caso das operações comerciais, e no mínimo 11 prestações, no caso dos contratos habitacionais. Após o primeiro pedido de pausa, os demais poderão ser solicitados pelo cliente a cada 11 parcelas pagas. Para o presidente da Caixa, Jorge Hereda, com a iniciativa a Caixa mostra mais uma vez ser um banco que tem um forte compromisso e parceria com o seu cliente, e que contribui para o crescimento sustentado do crédito no País. O Crédito com Pausa poderá beneficiar cerca de 7,0 milhões de clientes, sendo 5,4 milhões que possuem empréstimos comerciais, incluindo empresas e famílias, e 1,6 milhão de clientes com crédito habitacional. Novos clientes da Caixa que iniciarem relacionamento de crédito com o banco poderão utilizar a pausa após quatro meses do início do seu relacionamento.   
BSB, 19/09/12- A procura pela caderneta de poupança continua em alta. De acordo o Banco Central, até o dia 12 deste mês, a captação líquida - diferença entre depósitos e saques - estava em R$ 4,409 bilhões, resultado de R$ 44,199 bilhões em depósitos e R$ 39,790 bilhões em retiradas. No mês passado, a poupança também havia registrado números positivos, com captação de R$ 3,497 bilhões, de R$ 107,824 bilhões de depósitos e R$ 104,327 bilhões em retiradas. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada no dia 29 de agosto, a taxa foi para 7,5% a.a. De acordo com o Ministério da Fazenda, com a Selic neste patamar, o rendimento mensal da poupança fica em 0,43% mais TR. Uma pesquisa da Fecomércio, divulgada esta semana, apontou que, entre os brasileiros que guardam dinheiro, 88% escolhem a caderneta para este fim. No entanto, o especialista financeiro da Planilhar Planejamento Financeiro, Erasmo Vieira, diz que o grande número de investidores na poupança se justifica pela falta de conhecimento quando o assunto é investimentos. Desde o ano passado, o Banco Central derrubou a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) de 12,5% para 7,5% ao ano. O corte de juros foi muito mais brusco que o recuo da inflação no período e gerou uma situação impensável há poucos anos. De acordo com cálculos do economista e professor de Finanças, Richard Rytenband, a Selic média para os próximos 12 meses deve ficar em 7,49%, enquanto a expectativa de inflação para o mesmo período é de 5,63%, segundo o Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, divulgado na última segunda-feira.   
BSB, 17/09/12- Pesquisa de Orçamentos Familiares, mostra ainda que quase um terço das despesas das famílias paraibanas, são relativas a habitação. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, os gastos com habitação são os que mais consomem a renda dos paraibanos. Da renda média calculada em R$ 1.444,88, a habitação concentra quase um terço das despesas (31,9%). Em números absolutos, o valor era R$ 462,06 em 2010) no bolso familiar. A taxa é maior que a média nacional no setor (29,2%). Para o presidente em exercício do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Jarbas Araújo, a renda familiar no Estado é, no geral, muito baixa, e isto aliado ao pagamento de aluguéis ou parcelas de financiamento faz com que a moradia seja mais onerosa. "Há 20 anos, ter a casa própria era praticamente impossível para grande parte da população, mas isto vem mudando, embora não o bastante para reduzir os preços da habitação. Esta é uma tendência nossa, mas também da Região e do país", explica. No ranking de despesas dos paraibanos, após habitação, as principais despesas com pagamentos são na alimentação, que consome valor de R$ 348,89 (24% do total de 1.444,88), os gastos com transporte que consumiram, em média, 19,25% do total (R$ 278,55). Na sequência estão saúde (R$ 91,89 ou 6,3%). Em menores valores e proporções, estão as despesas com serviços pessoais (R$ 16,17), recreação e cultura (R$ 23,18) e fumo (R$ 6,8) são os menores valores na análise local.   
BSS,16/09/12- O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Habitação (SNH), encerrou na quinta-feira (13) a Chamada Pública nº 11/2012 que selecionará projetos de pesquisa sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por meio da chamada pública serão financiados itens de custeio e bolsas para a execução de projetos de pesquisa, com duração de 18 meses, cujo orçamento máximo deverá ser de R$ 150 mil. Estão habilitados a enviar propostas pesquisadores doutores, vinculados a instituições de ensino superior ou institutos de pesquisa públicos ou privados, sem fins lucrativos, e empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia ou inovação. A iniciativa é uma parceria entre a SNH e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que assinaram termo de cooperação para viabilizar a chamada com aporte total de R$ 5 milhões.   
BSB, 15/09/12- O Brasil deve exceder a taxa de 20% de participação da poupança no Produto Interno Bruto (PIB) nos terceiro e quarto trimestres deste ano. Segundo Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), "vamos superar a barreira de 20% do PIB de poupança sem elevar o déficit de conta corrente". A declaração foi feita ontem durante o fórum "Brasil Competitivo: Os nós da infraestrutura" Dados da última divulgação do PIB do segundo trimestre, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a taxa de poupança no período ficou em 16,9%. No ano passado a participação foi de 19% no segundo trimestre. O presidente ressaltou que a expansão do financiamento de projetos de infraestrutura requer a ampliação da poupança interna do País. Ele ponderou que, embora os financiamentos estrangeiros sejam bem-vindos, o Brasil tem condições de economizar recursos próprios a fim de viabilizar seu crescimento, sem colocar as contas externas em uma situação vulnerável. Ele também mencionou que o País precisa empregar duas alavancas para incrementar os investimentos em infraestrutura: o sistema de crédito e o mercado de capitais. No sistema de crédito, ele colocou que, embora o sistema financeiro seja robusto, ele precisa se adequar à nova realidade de juros básicos em patamares mais próximos de níveis internacionais. Coutinho afirmou que os investimentos de infraestrutura financiados pelo banco devem se expandir nos próximos trimestres e passar de 19 bilhões em 2011 para 23,4 bilhões neste ano e chegar a R$ 30 bilhões em 2013. Ele colocou que possuí 339 projetos com o total de R$ 263 bilhões, desses, R$ 153 bilhões serão financiados pelo BNDES.   
BSB, 13/09/12- O Ministério das Cidades vai avaliar a possibilidade de instalar sistemas de energia solar nas residências no âmbito do programa "Minha Casa, Minha Vida", sem que sejam alterados os limites de custos dessas unidades, após recomendação do Conselho das Cidades, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. A recomendação levou em conta que o programa habitacional do governo federal possibilita o uso de energia solar no aquecimento de água, somado ao fato de que a temperatura média em muitos municípios brasileiros é alta, "com incidência solar significativamente elevada e com alto rendimento fotovoltaico", segundo o documento. Foi considerado ainda que o custo da energia elétrica pago pelos beneficiários incide de forma expressiva em seus gastos fixos e que a adoção do sistema de energia solar voltaica diminuiria significativamente estes custos. Os sistemas de energia solar fotovoltaica seriam conectados ao sistema de abastecimento de energia elétrica, alternativa ou complementarmente ao sistema de aquecimento solar. A segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida", anunciada em meados de junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014.   
(Por Claudio Conz- Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção - Anamaco) BSB, 12/09/12- Não posso deixar de comentar o que está acontecendo nas comunidades carentes de São Paulo. Temos visto dia a dia dezenas de incêndios acometendo as favelas, que têm deixado centenas de famílias desabrigadas, em condições ainda mais precárias que aquelas vividas em suas casas - verdadeiros puxadinhos - construídas de forma inapropriada. O ar seco, aliado à falta de estrutura e às condições ruins das instalações elétricas tornam estes locais perigosos, mesmo com a organização de brigadas de incêndio de moradores. Estes acontecimentos têm relação direta com a questão do déficit habitacional brasileiro. São mais de 6 milhões de moradias literalmente em falta para nossa população. Temos visto diversos programas sociais implementados. No entanto, ainda temos um desafio demasiado grande pela frente. Quando paramos para analisar, apenas na cidade de São Paulo, temos cerca de 1632 comunidades como estas. Como fazer para que toda essa gente possa ter uma moradia adequada, com qualidade de vida, acesso à rede elétrica, à rede de água e esgoto, que tenham um endereço legalizado? O Minha Casa, Minha Vida já mostrou que pode ser a solução. O que esta faltando é determinação política para resolver um assunto que beneficia a sociedade, em vez da visão errada de que solucionando beneficia este ou aquele partido político. Ampliar o acesso à moradia é um passo muito importante para o Brasil que queremos construir. Neste sentido, o acesso ao crédito, a redução dos juros e estímulos para o setor, como a desoneração de impostos, podem ser determinantes. A desoneração do IPI até o final de 2013 foi uma ação assertiva por diversos motivos, inclusive por estender o tempo que o consumidor terá para comprar materiais de construção com desconto.   
BSB, 12/09/12- Os produtos sem o imposto ficam em média de 5% a 8% mais baratos, o que ajuda especialmente o consumidor de baixa renda. Você já parou para pensar no papel deste consumidor na redução do déficit habitacional? Pesquisas da Anamaco revelam que 77% do que se vende no Brasil nos dias de hoje é para o consumidor "formiga", ou seja, aquele que ele mesmo compra os materiais, contrata (e até mesmo executa) a obra, sem a interferência de outros profissionais, como arquitetos ou construtoras. Também se está perdendo uma enorme oportunidade de melhoria da renda. A formação profissional de um homem ou mulher como pintor ou colocador de cerâmica leva 30 dias e representa hoje uma garantia de ganho muito superior a renda media das pessoas destas comunidades. Se conseguirmos dar acesso ao material de construção para este consumidor, imagine só o quanto ele não pode trabalhar pela melhoria das nossas cidades, sua capacidade de diminuir nosso déficit habitacional é gigantesca. É com esta postura que iniciativa pública e privada necessitam trabalhar. Ocupar as áreas centrais das cidades hoje degradadas e com baixo uso habitacional também ajudaria, pois estas localidades já são dotadas de infraestrutura e empregos notadamente nas áreas de serviços rápida e facilmente qualificáveis.   
BSB, 11/09/12- Embora o setor imobiliário tenha conseguido reduzir a quantidade do seu estoque nos últimos meses, os imóveis encalhados podem ainda contribuir para quem está no momento da compra da casa própria. Isso porque as empresas, com o objetivo de fazer essa “desova”, se viram obrigadas a privilegiar a venda dos estoques, o que tem causado uma diminuição da alta nos valores das propriedades. “Os preços ainda sofrerão aumento, mas não crescerão na velocidade que já ocorreu. Em contrapartida, também não vamos chegar a ver uma queda porque vivemos sob um regime de inflação”, alerta João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo Imobiliário da Escola Politécnica da USP. Para os especialistas, o aumento das promoções nas vendas (que serviria para estimular a compra dos estoques) e a redução no número de lançamentos é apenas um reflexo do mercado à realidade de demanda. Segundo o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, o volume dos imóveis encalhados tem caído constantemente mesmo com o desaquecimento da economia. “Para a indústria, nunca é bom acumular reserva. É preciso pagar condomínio, manutenção, além de o imóvel se deteriorar com o passar do tempo. Porém, atualmente, temos cerca de 14.000 unidades estocadas em São Paulo. É um volume historicamente normal”, aponta. Para melhorar esse cenário, os profissionais do ramo apontam que, além do crédito farto e dos longos prazos de pagamento, o governo poderia também reduzir os impostos sobre os investimentos produtivos para incentivar a industrialização do setor.   
BSB, 10/09/12- Desde o fim de agosto, o valor do subsídio para as famílias com renda de até R$ 1,6 mil beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é de 95%. Com a publicação do decreto 7.795, no Diário Oficial da União, a parcela mínima passou de 10% para 5% da renda mensal e a prestação mínima caiu de R$ 50 para R$ 25. O decreto regulamenta as alterações já previstas na Medida Provisória 561/2012, convertida na Lei 12.693/2012. A alteração abrange as operações realizadas por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), Minha Casa, Minha Vida Empresas, e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), que compreende o Minha Casa, Minha Vida Entidades. Outra alteração prevista no decreto é a ampliação para até R$ 3,1 mil da renda mensal das famílias reassentadas, em função de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou desabrigados do seu único imóvel, por desastre natural, reconhecido pela União. Neste caso, não haverá contribuição financeira do beneficiário. O subsidio do governo será concedido ao longo de 120 meses para as famílias beneficiárias. O decreto abrange todas as contratações no âmbito do MCMV. O programa tem por objetivo promover a produção ou aquisição de novas unidades habitacionais, ou a requalificação de imóveis urbanos, para famílias com renda mensal de até R$ 5 mil.   
BSB, 09/09/12- Faltam engenheiros no Brasil: a oferta de vagas não corresponde à procura dos profissionais. Este problema nacional tem explicações que vão desde a velocidade do crescimento econômico no país até a evasão nas faculdades. Segundo dados do Censo de Educação Superior (Inep/MEC), apesar do número de ingressantes nos cursos de engenharia ter crescido 83% em 2010, o Brasil formou apenas 38 mil engenheiros no ano. E para atender o crescimento da economia, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os grandes eventos esportivos, como Copa das Confederações, Copa de 2014 e Olimpíadas, o país precisa anualmente de 60 mil novos especialistas. No período de 24 a 26 de setembro, centenas de profissionais de todo o Brasil estarão reunidos na capital paulista para discutir, entre outros temas, a escassez da mão de obra para suprir a carência de infraestrutura no país. “Hoje, no Brasil, o salário de um profissional de engenharia corresponde a nove salários mínimos. Precisamos rever a remuneração da carreira, incentivar os recém-formados e pensar em benefícios voltados à inclusão dos profissionais no mercado”, alerta o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Celso Pinheiro. Com a presença do governador Geraldo Alckmin na abertura, a oitava edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) vai contar com palestras do ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, e do ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Não é de hoje que a FNE alerta para a falta de profissionais nos diversos segmentos da engenharia. Desde setembro de 2006, quando lançou a primeira versão do “Cresce Brasil”, a entidade chama a atenção da sociedade para o assunto. O documento, lançado há seis anos virou uma ferramenta valiosa para a mobilização da categoria em torno do desenvolvimento nacional. Desde então, o projeto dos engenheiros foi apresentado a diversas autoridades e com elas debatido. Ainda em 2006, foi entregue   
BSB, 09/09/12- Realizado a cada três anos, o encontro mais importante da FNE, a exemplo das edições de 2006 e 2009, colocará em pauta o debate sobre desenvolvimento, sob o tema “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento – País + Inteligente”. “Com isso, a federação reafirma sua convicção da necessidade de manter e aprimorar políticas que estimulem a atividade econômica e beneficiem a produção e o emprego”, acrescenta Pinheiro. Em 2009 o projeto foi atualizado e ampliado, sob o título “O cresce Brasil e a superação da crise”. Atualmente, coloca o seu foco na Copa 2014, seus desafios e a oportunidade que representa em termos de avanço na infraestrutura das cidades-sedes dos jogos no país. Juntamente com o balanço do projeto e o debate sobre suas perspectivas, a FNE lança publicação com a memória da iniciativa, que também merecerá uma exposição focando sua contribuição ao desenvolvimento. Enquanto o Brasil forma cerca de 40 mil engenheiros por ano, a Rússia, a Índia e a China formam 190 mil, 220 mil e 650 mil, respectivamente. Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria, têm feito estudos sobre o impacto da falta de engenheiros no desenvolvimento econômico brasileiro. E órgãos governamentais, como a Financiadora de Projetos (Finep), patrocinam desde 2006 programas de estímulo à formação de mais engenheiros no país. Setores como os de petróleo e gás são os que mais sofrem com a escassez desses profissionais.   
BSB, 08/09/12- Os depósitos feitos em cadernetas de poupança ao longo deste ano superaram os saques em R$ 27,233 bilhões, valor recorde da série histórica do BC com início em 1995. Os dados da chamada captação líquida da poupança até agosto foram divulgados nesta quinta-feira (6), pelo Banco Central (BC). Isso aconteceu apesar da mudança nas regras da poupança, determinadas em maio deste ano. De acordo com as novas regras, a aplicação passou a render menos desde que a Selic (taxa básica de juros) caiu para 8,5%, no final de maio. O resultado é bastante superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, quando a diferença entre depósitos e saques feitos na caderneta foi positiva em R$ 5,313 bilhões. Somente em agosto, os depósitos superaram os saques em R$ 3,497 bilhões. O resultado é significativamente inferior ao registrado em julho (R$ 8,252 bilhões), mas superior à captação líquida de agosto do ano passado (R$ 2,222 bilhões). Considerando os créditos de rendimentos, a poupança teve no mês passado saldo de R$ 465,134 bilhões. Do total da captação líquida de agosto, R$ 2,110 bilhões foram depositados em instituições financeiras que aplicam os recursos da poupança em crédito imobiliário. Os bancos que destinam o dinheiro ao crédito rural captaram liquidamente R$ 1,386 bilhão no mês.   
BSB, 07/098/12– O programa Minha Casa, Minha Vida atingiu 1 milhão de casas e apartamentos construídos. O anúncio foi dado pela presidente Dilma Rousseff, em seu programa semanal de rádio “Café com a Presidenta”. A presidente afirmou que estão sendo construídas 3,4 milhões de moradias. “Um milhão [de moradias] foram contratadas no governo do presidente Lula, e 2,4 milhões estão sendo contratadas no meu governo. Do início de 2011 até agosto de 2012, nós contratamos 860 mil novas moradias do Minha Casa, Minha Vida”, divulgou. De acordo com Dilma, serão investidos R$ 150 bilhões no programa, pois ele garante moradia às famílias brasileiras que nunca tiveram a chance de comprar a casa própria. “A casa própria contribui para que as famílias tenham uma vida melhor, para que as crianças e os jovens se sintam protegidos, para que os laços familiares e as amizades se desenvolvam, para que as famílias construam um lar”, afirmou a presidente. A presidente comentou que o programa, além de retirar famílias que viviam em áreas de risco, como encostas de morros, beira de córregos e palafitas construídas em cima de mangues e igarapés, o Minha Casa, Minha Vida também ajuda na economia do País. “Imagine que toda casa, para ser construída, precisa de cimento, de tijolo, areia, fios, torneiras, cerâmica, tinta e outros materiais. Para fornecer esses materiais, as indústrias de todo o país tem de contratar mais trabalhadores e aumentar a produção de suas fábricas. Isso sem contar que na construção de todas essas casas muitos empregos são gerados diretamente”, concluiu Dilma.   
BSB, 06/09/12– O volume de empréstimos para financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança diminuiu 3% em julho deste ano, na comparação com igual mês de 2011, segundo dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). De acordo com a Associação, no sétimo mês do ano, foram emprestados R$ 6,45 bilhões de recursos da poupança para este tipo de financiamento. Na comparação com junho de 2012, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança caíram 13%, já que no sexto mês do ano eles alcançaram a marca de R$ 7,42 bilhões. O número de unidades financiadas em julho somou 34,7 mil. Em comparação com julho do ano passado houve recuo de 11%, enquanto sobre junho a queda foi de 17%. Entre janeiro e julho, foram financiados 249,1 mil imóveis, 9,6% menos do que o apurado em igual período do ano anterior, 275,4 mil. Em julho, a captação líquida da poupança (depósitos menos saques) foi positiva em R$ 6,049 bilhões. Já o saldo das contas de poupança atingiu a marca de R$ 361,4 bilhões em julho, superando em 14,4% o saldo do sétimo mês de 2011.   
BSB, 04/09/12- A Caixa Econômica Federal anunciou uma parceria com a IBM e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais) para facilitar o acesso ao crédito imobiliário. De acordo com a instituição bancária, a intenção é modernizar os processos empresariais e os serviços do crédito imobiliário. Com esta iniciativa, será possível agilizar as contratações de financiamentos habitacionais. Os consumidores passarão a receber informações da situação de seus pedidos de crédito em tempo real, por meio de canais como internet e celular. Uma das novidades mais importantes dessa ação é a possibilidade de, em breve, o crédito imobiliário estar disponível 24 horas por dia, nos sete dias da semana, levando as propostas de financiamento e sua concretização ao local onde os negócios serão realizados. Também será possível aos consumidores realizarem a maior parte operacional dos negócios por meio da Internet, viabilizando a contratação por meio de escritura eletrônica, assinatura digital certificada e interação com Cartórios de Registros de Imóveis. A contratação de crédito imobiliário sem circulação de papel, deve de acordo com o banco, gerar grande comodidade para os consumidores e redução de custos. Até 24 de agosto de 2012, a Caixa contratou um total de R$ 63,1 bilhões em crédito imobiliário, relativos a mais de 700 mil contratos, o que representa um crescimento 32,1% superior ao contratado no mesmo período do ano passado, quando emprestou cerca de R$ 47,78 bilhões.   
BSB, 25/01/12- Os paulistanos continuam insatisfeitos com a oferta de planos habitacionais para todas as faixas de salário. Segundo estudo realizado pelo Ibope Inteligência, a pedido do movimento Nossa São Paulo, a nota dos paulistanos para este item em 2011 foi de 4,4, abaixo da média que é de 5,5. Além disso, 69% dos entrevistados declararam estar descontentes com a oferta de planos habitacionais, mesmo percentual registrado em 2010. Dentro do grupo habitação, outro item que ficou abaixo da média foram as soluções criadas para moradias em área de riscos, com média 4,2. Neste tópico, 73% dos paulistanos disseram estar insatisfeitos, número 1 ponto percentual menor que o registrado em 2010. As políticas de aquisição da casa própria também ganharam notas baixas de 70% dos paulistanos, sendo que a insatisfação neste quesito avançou 2 pontos percentuais, frente aos 69% registrados em 2010. Dentre os itens analisados no grupo habitação, apenas dois ficaram acima da média: a qualidade da moradia do entrevistado e a oferta/qualidade da coleta de esgoto em casa, que tiveram média de 6 e 5,6, respectivamente. Para a pesquisa, foram entrevistados 1.512 moradores da cidade, com idade acima de 16 anos, entre os dias 25 de novembro e 12 de dezembro do ano passado.   
BSB, 06/01/12- Em 2011, a CEF (Caixa Econômica Federal) movimentou R$ 81,8 bilhões em operações de crédito imobiliário, o que representou 35% do total concedido pelo banco. Com isso, a CEF detém 75% do mercado no setor. Na comparação com 2010, houve um crescimento de 4,6% em financiamento imobiliário. No geral a CEF registrou um recorde de R$ 230 bilhões em crédito. O número divulgado nesta quinta-feira (5) ainda é preliminar, podendo ser ainda mais expressivo. O valor atingido é 12% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram contratados R$ 205 bilhões em créditos totais. Com relação ao crédito para pessoa física, o montante atingiu R$ 59,7 bilhões, com crescimento de 26,7% frente a 2010. Já o crédito para pessoa jurídica avançou 19,4%, atingindo o valor de R$ 65,7 bilhões.   
BSB, 03/01/12- Foi publicada na última semana de 2011, no DOU (Diário Oficial da União), o orçamento do FGTS para 2012. Serão R$ 36 bilhões do fundo para investimentos em projetos de habitação e infraestrutura urbana. De acordo com a circular nº 567, os recursos devem ser alocados para construção de 600 mil unidades habitacionais para famílias com renda mensal bruta de até R$ 3.100 e mais 200 mil unidades para famílias com renda de até R$ 5 mil. O texto ainda prevê R$ 3 bilhões para a produção ou aquisição de imóveis novos, que possam se enquadrar nas definições legais estabelecidas pelo PNHU (Programa Nacional de Habitação Urbana), ligadas ao Programa MCMV (Minha Casa Minha Vida). No mínimo, 80% desses recursos serão destinados a municípios em regiões metropolitanas, capitais ou que tenham população superior a 100 mil habitantes. Outros R$ 1 bilhão serão destinados para aplicação em financiamentos em áreas urbanas não enquadradas no programa MCMV. Em relação à infraestrutura urbana, serão R$ 5 bilhões alocadas no País. Desses, R$ 4 bilhões serão para empreendimentos de mobilidade urbana diretamente associados à realização da Copa do Mundo de 2014. Outros R$ 3 bilhões serão destinados ao setor de transporte público, para a renovação de frota de veículos do sistema de transporte coletivo.   
BSB, 28/12/11- Novos critérios e procedimentos para a seleção dos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida estão estabelecidos na Portaria nº 610, publicada na edição do dia 27 do Diário Oficial da União. A portaria revoga a anterior (nº 140) e traz modificações como a reserva de, no mínimo, 3% das unidades habitacionais para os idosos. O mesmo percentual será reservado para atender pessoas com deficiência ou suas famílias, desde que não haja percentual superior fixado em legislação municipal ou estadual. Entre as famílias, permanecem como critérios de priorização as que tenham mulheres responsáveis pela unidade familiar, as que moram em áreas de risco ou insalubres e as que estejam desabrigadas. Os candidatos devem estar inscritos nos cadastros habitacionais do Distrito Federal (DF), dos estados e dos municípios. A indicação dos beneficiários continua sendo preferencialmente da administração municipal ou distrital onde será executado o empreendimento. O estado poderá fazer a indicação quando for o responsável pelas contrapartidas ou no caso de o município não ter cadastro habitacional consolidado.   
BSB, 2/11/11– A estabilidade econômica é um dos fatores que facilitam a compra da casa própria, segundo análise da Tibério – empresa atuante no setor imobiliário. De acordo com a construtora, depois de muitas mudanças, hoje as famílias brasileiras vivem em um novo cenário e podem realizar a compra segura do imóvel, com prazos mais flexíveis e juros acessíveis. Desde o plano Real, diz a construtora, “é possível planejar com segurança investimentos de médio e longo prazo. Além do que, consumidores podem contar com a facilidade de ter um período mais extenso para opagamento de suas compras”. Além disso, a estabilidade econômica trouxe juros menores, sem contar que a TR (Taxa Referencial), que corrige as parcelas da compra da casa própria, não varia conforme a inflação. Ou seja, ao contrário do que ocorria na década de 80, quando as taxas de inflação chegaram a 80% ao mês, impedindo qualquer aquisição a longo prazo, atualmente as pessoas podem adquirir o seu imóvel e ter a segurança de saber com exatidão os valores das parcelas em todo o período do financiamento. Considerando esse cenário, ressalta a Tibério, “hoje, adquirir um imóvel com segurança e de forma acessível é a nova realidade dos brasileiros”.   
BSB, 20/11/11– As operações habitacionais da Caixa Econômica Federal registraram saldo de R$ 141,2 bilhões, crescimento de 44,2% em 12 meses. Do total de operações, as que usaram recursos das cadernetas de poupança somaram R$ 73,4 bilhões, enquanto as que utilizaram recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) alcançaram R$ 67,6 bilhões, crescimento de 43,9% e 45%, respectivamente. O levantamento feito pela Caixa Econômica Federal e divulgado nesta quarta-feira (16) apontou que foram liberados R$ 22,5 bilhões em habitação de julho a setembro, valor 3,9% superior ao do mesmo período de 2010. No ano, foram realizados cerca de 776 mil contratos habitacionais, sendo 403 mil na região Sudeste. A região Sul aparece em seguida, com 179,4 mil contratos, e depois estão o Nordeste (103,2 mil), Centro-Oeste (73,7 mil) e Norte (16,4 mil). Em termos de valores, o destaque é novamente o Sudeste, com R$ 11,9 bilhões, sendo que os contratos habitacionais somaram no geral R$ 58 bilhões.   
BSB, 6/11/11– Os saldos dos financiamentos habitacionais com cartas de crédito do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) cresceram de forma expressiva entre 2002 e 2010. O aumento de 560% ocupou o espaço de outras aplicações imobiliárias. De acordo com o Relatório de Economia Bancária e Crédito, realizado pelo Banco Central e divulgado nesta quinta-feira (3), em 2002, foram direcionados para o financiamento habitacional, R$ 20,718 bilhões do SBPE, já em 2010, o valor subiu para R$ 136,688 bilhões. Em 2002, foram concedidos R$ 1,174 bilhão para a aquisição de imóveis, sendo que R$ 495,7 milhões foram para imóveis novos e R$ 679 milhões para usados. Em 2010, o valor direcionado à aquisição de imóveis subiu para R$ 31,785 bilhões, sendo R$ 8,843 bilhões para imóveis novos e R$ 22,942 bilhões para usados. No ano de 2002, foram adquiridos 7,1 mil imóveis novos e 11,5 mil unidades usadas; já oito anos depois, os beneficiados pelo financiamento compraram 58,1 mil imóveis novos e 161,5 mil usados com o recurso. Para a construção de imóveis, foram destinados, em 2002, R$ 573,6 milhões para as empresas e R$ 20,2 milhões para as pessoas físicas; já em 2010, o montante passou para R$ 22,273 bilhões para as empresas e R$ 1,933 bilhão para as pessoas físicas. Com os recursos, em 2002 foram construídas 10,3 mil unidades, oito anos depois foram construídas 196,7 milhões de unidades.   
BSB, 26/11/10– No Brasil, os investimentos feitos em habitação cresceram mais de oito vezes em sete anos. Em 2002, foram utilizados R$ 7 bilhões, enquanto em 2009 o valor investido foi de R$ 62 bilhões. Embora os investimentos tenham crescido, a faixa de renda entre zero e três salários mínimos concentrou no período um déficit habitacional, mesmo tendo recebido 32% dos investimentos em 2002, 77% em 2007, e se mantendo estável em 64% nos anos de 2008 e 2009. De acordo com o levantamento “O planejamento da habitação de interesse social no Brasil: desafios e perspectivas”, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado nesta terça-feira (25), durante os anos analisados, foram criados programas como o Crédito Solidário, em 2004, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Urbanização das Favelas, em 2007, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, em 2009, além de outras iniciativas complementares, que permitiram ao estudo afirmar que existe uma Política Nacional de Habitação sendo elaborada. Segundo o Ipea, no Brasil, o déficit habitacional é de 7,9 milhões de moradias em todo o País correspondente a 14,9% do total de domicílios. As maiores concentrações de déficit estão no Sudeste e no Nordeste, com total de 2,9 milhões e 2,7 milhões de domicílios, respectivamente. De todas as regiões do País, os maiores percentuais de déficit habitacional estão na região norte, com 22,9% e nordeste, com 20,6%. Na região urbana, o déficit é de 6,4 milhões de domicílios, enquanto na rural ele é cerca de 1,5 milhão, com destaque para o Nordeste, cuja demanda se aproxima de 900 mil novas unidades habitacionais, e para o Norte, em que esse número chega a aproximadamente 236 mil.   
BSB, 15/10/11– O Poder Executivo poderá instituir o Programa Nacional de Habitação para Mulheres com Responsabilidade de Sustento da Família. A autorização foi aprovada na última terça-feira (11) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). De acordo com a Agência Câmara de Notícias, o texto recentemente aprovado é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 885/95, da ex-deputada Maria Elvira. O programa tem como objetivo garantir que as mulheres pertencentes às famílias de baixa renda e que adicionalmente sejam as únicas responsáveis pelo sustento da família tenham garantido o direito à moradia. Após ser aprovada pela CCJ, a medida segue agora para análise do Plenário. A relatora do projeto, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), afirmou que a proposta original apresentava vício de inconstitucionalidade, pois violava o principio da separação dos Poderes. Sandra pontuou que o projeto em questão é de competência da Presidente da República e que por conta disso não poderia ser iniciada por parlamentar. Assim, o substitutivo do Senado corrigiu o erro, uma vez que converteu o projeto de lei em autorizativo, dando assim, ao Executivo, o poder de decidir segundo sua conveniência.   
BSB 27/9/11– Na última sexta-feira (23), bancários de todo o país decidiram entrar em greve. A paralisação, que deve ter início hoje, terça-feira (27), além de gerar dúvidas no que diz respeito às contas a pagar, faz surgir uma outra questão na cabeça do consumidor: como ficam os financiamentos imobiliários? Com o possível atraso na aprovação do crédito que a paralisação nos serviços bancários pode acarretar, o dono do imóvel pode oferecê-lo a outro comprador? A pergunta acomete, sobretudo, aqueles que estão iniciando um processo de financiamento, que, segundo o presidente da Amspa (Associação de Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, são os mais prejudicados com a greve dos bancários. Isso porque, explica, o evento geralmente paralisa visitas de avaliação do imóvel, comunicação de aprovação ou não do financiamento, e a maior parte das ocorrências que requer relacionamento com o cliente. Dessa forma, orienta, quando um atraso ocorre, o comprador deve justificar por escrito, ao atual dono do imóvel, os motivos pelo qual a compra não pode ser realizada naquele momento, sendo que, diante disso, o proprietário deve aguardar que a situação se normalize. A medida, contudo, esclarece Luz, só é válida para quem tomou outra providência anteriormente, ou seja, para quem fez um documento demonstrando o interesse de compra do imóvel, cujo prazo de validade é de 90 dias. Caso contrário, alerta, o proprietário do imóvel está livre para oferecê-lo a outro comprador, desde que não tenha recebido nenhuma quantia até o momento.   
BSB, 23/9/11– A Comissão de Assuntos Sociais analisa o projeto de lei 158/11, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que dá o direito ao trabalhador de usar o recurso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar prestações da casa própria em atraso. De acordo com a Agência Senado, a proposta já tem a aprovação do relator, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO). Para inibir o risco de inadimplência frequente, o relator da proposta, decidiu estabelecer que somente poderão ser feitos dois saques do FGTS para pagamento de prestações vencidas. Para sacar o benefício, o trabalhador terá que comprovar ter sofrido perda de renda que o impediu de pagar em dia o financiamento da casa própria. Só no primeiro semestre do ano foram sacados R$ 27,92 bilhões do FGTS, o que totaliza 16,7 bilhões de saques, de acordo com dados da Caixa Econômica Federal, divulgados pela Agência Brasil. A maior parte dos saques - cerca de 60% ou R$ 17,39 bilhões - foi destinada para trabalhadores demitidos sem justa causa. Os saques por aposentadoria representam 14% ou cerca de R$ 3,91 bilhões. Em seguida, aparecem os saques para compra da casa própria, com 13,1% ( R$ 3,67 bilhões), e 10,6% foram sacados para tratamento de saúde (casos de doenças graves) e casos de calamidade pública (R$ 2,95 bilhões).   
BSB, 21/9/11- O Prêmio Master Imobiliário, promovido pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi) em parceria com a Federação Internacional das Profissões Imobiliários (Fiabci), com apoio do Estado, será entregue hoje, no Clube Monte Líbano, em São Paulo. A premiação é considerada a maior consagração do setor imobiliário no País. Os vencedores poderão participar do concurso mundial Prix dExcellence Award 2012, organizado pelo Fiabci O Master Imobiliário, que chega à sua 17.ª edição, contempla este ano 18 projetos, sendo 11 na categoria Profissionais, 6 na categoria Empreendimentos e um prêmio especial, denominado Hors Concours, que será entregue ao engenheiro e empresário Adolpho Lindenberg, da construtora que leva seu nome, pelo trabalho realizado no setor em mais de 50 anos de trabalho. Entre os quesitos analisados pelos jurados do prêmio estão a competência técnica, qualidade construtiva, inovação tecnológica, sustentabilidade, planejamento e efetividade de resultados. Foram contemplados 11 projetos de São Paulo, 2 do Rio de Janeiro e um de Manaus, Brasília, Águas Claras (DF) e Goiânia.   
BSB, 18/9/11 – O Salão Imobiliário de SP, que deveria acontecer neste mês na capital paulista, foi transferido para o próximo ano e a organização decidiu tornar o evento bienal. De acordo com o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana, o motivo da transferência para 2012 é a falta de interesse das construtoras e incorporadoras de investir em vendas por meio de grandes feiras, como o Salão Imobiliário. “O mercado está com uma atividade forte e as empresas estão dando maior prioridade para fechar vendas nos estandes, ao invés de planejar a exposição de um produto com vários meses de antecedência, como acontece com o Salão”, diz Crestana. O Secovi-SP é um dos organizadores do evento. Segundo o executivo, a falta de oferta no salão não significa que a demanda por imóveis esteja menor ou que o mercado esteja desaquecido. “O que acontece é que as empresas estão preferindo uma outra maneira de divulgar os lançamentos. Elas preferem a publicidade nos jornais, no rádio e na TV, então, as vendas ocorrem, com ou sem o salão”, afirma Crestana. De acordo com ele, uma desaceleração em relação às vendas de 2010 já era esperada. “Este ano, estamos observando o mercado forte e em equilíbrio. Em 2010, foi um ano extraordinário, muito acima do normal”, diz. Segundo o executivo, mesmo assim, os lançamentos ainda estão sendo vendidos em um prazo considerado bom. “O normal é que você venda em um ano, um ano e meio, durante a realização das obras. Atualmente, estamos vendendo em oito ou nove meses, o que é muito bom”, aponta.   
BSB, 2/9/11- Na hora de financiar a compra da casa própria, os bancos podem ser melhores opções do que os financiamentos oferecidos pelas construtoras. Ao menos esta é a avaliação do diretor-executivo do Grupo PAR e consultor de finanças pessoais, Marcelo Maron. De acordo com o consultor, o financiamento de construtora custa 125% mais caro do que o de banco, já que os juros do primeiro chegam a 27% ao ano, contra 12% ao ano praticados pela maioria dos bancos. “Muitos se enganam com a facilidade de um financiamento feito por construtora. Como sempre digo, quanto mais fácil o crédito, mais caro ele é”, diz. Ainda segundo Maron, existem atualmente no mercado três tipos de financiamento disponível para quem quer comprar a casa própria: o da construtora, o do banco e uma mescla das duas modalidades. De modo geral, diz ele, quem procura segurança tem no financiamento bancário a melhor opção. Isso porque, explica, neste sistema há a garantia de que a prestação não subirá, além da existência do seguro, que é acoplado à prestação e quita o imóvel para a família em caso de morte do mutuário. A desvantagem do sistema, observa o consultor, é o elevado nível de burocracia e a retomada rápida do imóvel, na ocorrência de inadimplência. “Financiar direto com a construtora é bem mais caro e, sobretudo, incerto. A correção pós-fixada traz a incerteza se haverá condição do cliente continuar arcando com as prestações ao longo do tempo. Para quem busca segurança, a melhor alternativa é o financiamento bancário. A garantia de que as prestações não subirão é um fator importantíssimo a se considerar. Não correr o risco da construtora falir no meio da obra é outro. Mas, se a pessoa fizer as contas direitinho, verá que em 20 anos pagará quase que o valor de três imóveis”, finaliza.   
BSB, 26/8/11– O programa Minha Casa, Minha Vida recebeu R$ 1,998 bilhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no primeiro semestre deste ano. Com o valor liberado, serão contratadas cerca de 122 mil unidades de moradias, destinadas a cerca de 500 mil brasileiros e gerando empregos para mais de 520 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante a reunião do Conselho do FGTS, realizada nesta terça-feira (23). Ainda de acordo com o MTE, o Sudeste foi a região que teve a maior liberação do fundo, de R$ 732,3 milhões, seguido pela região Sul, com R$ 521,3 milhões. Para o Nordeste, foram liberados R$ 422,8 milhões e para o Centro-Oeste, R$ 277,4 milhões. Já a região Norte teve a menor liberação, de R$ 92,2 milhões. A arrecadação bruta do FGTS totalizou R$ 39,4 bilhões entre janeiro e junho deste ano, um aumento de 18% frente ao mesmo período de 2010. Em relação à arrecadação líquida, o crescimento foi de 21%, chegando a R$ 6,9 bilhões em 2011. O montante do valor sacado chegou a R$ 4,9 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, um aumento de 17%, se comparado com o primeiro semestre de 2010.   
BSB, 18/8/11- Embora afirme-se que o crédito imobiliário brasileiro é pequeno, o ex-diretor do Banco Mundial, Michael Sarris, afirma que é preciso cuidado com ele. "Ele cresceu umas três vezes nos últimos anos e embora tenha pequena participação no PIB, eu não descuidaria e ficaria de olho nos bancos, acompanhando de perto para quem e quanto está sendo emprestado". Sarris disse ainda que cabe ao Banco Central avaliar as concessões: "é como em uma família, os pais precisam educar as crianças sem que seja preciso trancá-las em casa", disse, durante o 83º Enic (Encontro Nacional da indústira da Construção), que acontece em São Paulo. O especialista citou ainda a recente valorização dos imóveis. "Quando os preços sobem mais que a inflação é preciso ficar de olho porque as pessoas podem não conseguir pagar seus financiamentos e o crédito se torna insustentável. Por isso, inclusive, acho muito importante que os países tenham índices oficiais de valorização dos imóveis para que haja essa comparação com a inflação Sarris, no entanto, ressaltou que, apesar do momento exigir atenção, o Brasil vive um bom cenário. "Vocês estão bem, moram em um país que só lê sobre desemprego, dívidas e crise. Não estão vivendo isso na prática". No entanto, em suas palavras, isso não permite o descuido. "É preciso saber que os países que hoje passam por dificuldades também estavam em boa situação antes delas. Mas, confiantes como estavam, gastaram mais do que tinham e por isso ainda vivenciam a crise de 2008", afirmou antes de completar: "É preciso controlar as finanças em todos os momentos, inclusive nos bons, pois só assim evitamos momentos de difículdades".   
BSB, 15/8– O crescimento dos financiamentos imobiliários em ritmo superior ao avanço do saldo da caderneta de poupança tem feito com que especialistas discutam fontes alternativas de recursos para este tipo de financiamento. O diretor Executivo da Abecip, Felipe Pontual, ressalta que o saldo da poupança cresceu 15% de julho 2010 a julho 2011. Já os financiamentos imobiliários avançaram 55% no comparativo do primeiro semestre deste ano com o mesmo período em 2010. Atualmente, as instituições financeiras são obrigadas a direcionar 65% dos depósitos na poupança para o crédito imobiliário. "Criar novos títulos, como a LFI (Letra Financeira Imobiliária), de funcionamento similar ao Covered Bond pode ser uma solução interessante. De toda forma, cada vez mais será um desafio atrair o investidor sem afastar o mutuário", disse Pontual, durante debate no ENIC (Encontro Nacional da indústira da Construção), na quinta-feira (12), em São Paulo, em painel que contou com Celso Petrucci, diretor executivo e economista-chefe do Secovi-SP, como moderador. Ainda segundo ele, o País conta com uma excelente vantagem competitiva – os índices de inadimplência são extremamente baixos, tornando este mercado ainda mais atrativo. O secretário Adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, aponta que os recursos da poupança destinados ao financiamento imobiliário tendem a se esgotar em médio prazo. Com isso, algumas alternativas estão sendo analisadas, como o melhor aproveitamento do CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), hoje vinculado em grande parte a imóveis comerciais.   
BSB, 8/8/11- O crédito imobiliário bateu recorde no primeiro semestre de 2011. Números da Abecip revelam que o montante financiado atingiu a marca dos R$ 37 bilhões, 55% a mais que o registrado no mesmo período de 2010. Já o número de unidades financiadas foi de 236,5 mil imóveis, 26% mais do que nos seis primeiros meses do ano passado. Considerando apenas o mês de junho, o crescimento em relação ao mesmo mês de 2010 foi de 13,8%. Neste ano, 46,5 mil imóveis foram financiados contra 40,8 em junho do ano passado. Outro fator de destaque para a entidade foi a recuperação da poupança, cujos recursos são utilizados nos financiamentos imobiliários. "Mesmo com a Selic em alta, a poupança se recuperou em junho", disse o presidente da Abecip, Luiz Antonio França. A captação líquida foi de 1,2 bilhão, depois de dois meses de resgates. "Foi o melhor resultado do ano para a aplicação, num cenário de forte competição entre ativos financeiros em razão da elevação da taxa básica de juros", completou o executivo.   
BSB, 27/7– Mesmo após ser dada a largada da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, ainda falta ser anunciado os novos valores dos imóveis que vão compor a faixa 1 de renda familiar, de até R$ 1.600. De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os imóveis ainda estão com os preços do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), referentes a dezembro de 2008. Para Petrucci, para que o Programa alcance as metas, principalmente na faixa de até três salários mínimos, é fundamental que a Caixa e o Ministério das Cidades atualizem os valores dos imóveis com base no aumento dos custos da terra, no aumento dos custos de produção e nas modificações no memorial descritivo das unidades, que resultaram em acréscimo de área construída. Segundo o economista-chefe, é esperado que o realinhamento dos preços não se transforme em uma discussão sem fim, como ocorria ano após ano no PAR (Programa de Arrendamento Residencial), “pois já se passaram seis meses desse ano sem nenhuma contratação e as empresas do setor que investiram demais na continuidade do programa não podem ficar paradas”. Para Petrucci, o lançamento da segunda fase do Programa deixou claro que a aposta do governo federal no setor produtivo e na força da construção civil imobiliária foi acertada. Segundo ele, quando lançado, na primeira fase, “houve dúvidas da capacidade de atendimento da indústria imobiliária e da Caixa para alcançar a meta inicial de 1 milhão de unidades, que foi atingida com muito esforço de todos os envolvidos, em dezembro passado”.   
BSB, 20/7/11– Um total de 4.243 participantes dos consórcios de imóveis utilizou R$ 73,6 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas até maio deste ano, passado pouco mais de um ano da entrada em vigor das novas regras para o uso do fundo. Segundo dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), divulgados nesta segunda-feira (18), o número de participantes de consórcio de imóveis subiu 7,9% em maio, em relação ao mesmo mês de 2010, passando de 555,1 mil para 599 mil. Ainda de acordo com a associação, as contemplações nos consórcios de imóveis aumentaram 14,3% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 32,7 mil. Nos primeiros cinco meses de 2011, a comercialização de novas cotas chegou a 101,2 mil, o que representa crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior (87,7 mil). Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chegou a 4,32 milhões em maio de 2011, o que representa uma alta de 11,3% em comparação com o mesmo mês de 2010. As vendas de novas cotas cresceram 28,1%, nos primeiros cinco meses, chegando a 1,06 milhão, enquanto as cotas contempladas somaram 441,6 mil.   
BSB, 19/7/11- O número de brasileiros com intenção de comprar um imóvel triplicou em dois anos. No primeiro trimestre de 2011, cerca de 4,7 milhões de pessoas declararam pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses, enquanto 1,5 milhão de pessoas mostravam essa intenção no mesmo período em 2009, segundo estudo do Data Popular. De acordo com o levantamento, o principal receio para os consumidores das classes C, D e E ao comprar um imóvel é não conseguir terminar de pagar o financiamento. A população de alta renda, por sua vez, tem como a maior preocupação não receber a moradia. Ainda segundo a pesquisa, 16,7% dos brasileiros vivem em residências alugadas e 9,3% em imóveis cedidos, o que também os posiciona na faixa de público potencial para a compra de uma casa ou apartamento. Já na classe C, são 17,6% em residências alugadas e 5,6% em imóveis cedidos.   
BSB, 14/7/11- A segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida poderá iniciar as contratações para a primeira faixa de renda, até R$ 1,6 mil por mês na área urbana e até R$ 15 mil anuais na zona rural, com a publicação de portaria no Diário Oficial da União que estabele diretrizes para o programa. De acordo com o texto do Ministério das Cidades, o programa tem como meta a construção de 860 mil unidades habitacionais até o dia 31 de dezembro de 2014, sendo que a distribuição de imóveis pelo País será realizada de acordo com o número de habitantes de cada região. Outro ponto da portaria é a reserva de, no mínimo 3% das unidades habitacionais para os idosos, atendendo ao Estatuto do Idoso, que prevê prioridade na aquisição de imóveis nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos para os idosos. O programa atingirá as capitais estaduais e respectivas regiões metropolitanas, além das regiões metropolitanas de Campinas e Baixada Santista, ambas no estado de São Paulo. Distrito Federal e municípios com população igual ou superior a 50 mil habitantes também serão incluídos. Já as regiões com população entre 20 mil e 50 mil habitantes também serão beneficiadas, desde que possuam população urbana igual ou superior a 70% de sua população total, apresentem taxa de crescimento populacional, entre os anos de 2000 e 2010, superior à taxa verificada no respectivo estado, bem como taxa de crescimento populacional entre os anos 2007 e 2010 superior a 5%. A região que receberá o maior número de habitações da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida será o Sudeste, com 357.005 unidades, seguido pelo Nordeste (258.683), Sul (89.780), Norte (82.285) e, por fim, Centro-Oeste, com 72.247 unidades. Considerando os estados, a portaria prevê que São Paulo deve receber o maior número de imóveis do programa (181.043). Outras quatro unidades federativas mais contempladas são Minas Gerais, com 83.880 unidades, Rio de Janeiro, com 77.565 imóveis, Bahia, c   
BSB, 11/7/11 - No primeiro trimestre de 2009, 4,4 milhões de famílias pretendiam comprar um imóvel ou um terreno no curto prazo. Após dois anos, esse número mais do que dobrou, chegando a 9,9 milhões entre janeiro e março deste ano. Segundo dados do Data Popular, divulgados na terça-feira (5) pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), desses 9,9 milhões, 47% são da nova classe média, o que corresponde a 4,7 milhões de famílias. Já 35% das famílias (3,5 milhões) que pretendem comprar um imóvel em 12 meses são de baixa renda, enquanto a menor parcela, de 17%, são da alta renda, representando 1,7 milhão de famílias. O número de famílias que pretendem reformar um imóvel é mais que o dobro que aquelas que pretem comprar um. Ainda segundo o levantamento, cerca de 22,6 milhões de famílias desejam reformar o imóvel. Na classe C, esse número é maior, chegando a 10,9 milhões de famílias. Em seguida, vêm as classes D e E, com 8,7 milhões, e a A, com 3 milhões de famílias que têm a intenção de fazer algum reparo na casa.   
BSB,28/6/11– O crédito imobiliário do Banco do Brasil mais do que dobrou o volume de negócios realizados em maio, na comparação com igual mês do ano passado, atingindo a marca de R$ 5 bilhões. Deste total, 82% foram destinados para pessoas físicas e 18% para pessoas jurídicas. O banco também registrou o maior volume de créditos imobiliários contratados para um único mês. Em maio, foram realizadas cerca de 2 mil operações com pessoas físicas, com desembolso de R$ 289 milhões, 10,73% a mais que o recorde anterior, apurado em dezembro de 2010. De acordo com o vice-presidente de Negócios de Varejos, Paulo Rogério Caffareli, a previsão do Banco do Brasil para este ano é chegar a R$ 7 bilhões em crédito imobiliário até o final de 2011. Para alcançar esse objetivo, o banco vai ampliar o portfólio de produtos com novas linhas de financiamento para pessoa física, como o financiamento à construção de imóveis e o financiamento de imóveis na planta. Na segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Banco do Brasil passa a atender os mutuários com renda familiar de até R$ 1.600, valor equivalente a três salários mínimos. Para atuar dentro dessa faixa, o banco usará recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), sendo que os projetos terão origem em iniciativas dos estados, das prefeituras ou das próprias construtoras.   
BSB, 22/6/11- Anunciada no dia 16 de junho, o Programa Minha Casa, Minha Vida 2 pretende aumentar os recursos para subsidiar imóveis para pessoas de baixa renda, para isso, nesta nova fase serão investidos R$ 72,6 bilhões em subsídios e R$ 53,1 bilhões do FGTS em financiamentos. Segundo o Secovi-SP, as mudanças são positivas, mas o Programa ainda precisa de alguns ajustes para atender o setor imobiliário. “O governo tem evidenciado a preocupação com a saúde do Minha Casa, Minha Vida, mas para que o programa na faixa de renda até R$ 1.600 possa decolar é fundamental que a Caixa e o Ministério das Cidades reconheçam a importância de atualizar os preços de aquisição dos imóveis”, explica o vice-Presidente de Habitação do Secovi-SP, Flávio Prando. Para que o Programa possa adequar os valores, alguns fatores podem ser determinantes, como o aumento dos custos da terra e dos custos de produção, e também as modificações necessárias para atender as determinações de acessibilidade universal. De acordo com o executivo, a discussão sobre o preço dos imóveis deverá ser breve, para que dessa forma todos sejam beneficiados, seja o setor imobiliário, como as pessoas contempladas pelo Programa. “Esperamos que a discussão do realinhamento dos preços seja breve e com a participação direta do setor, pois já passaram seis meses sem nenhuma contratação dentro do programa e as empresas investiram demais na continuidade da iniciativa não podem ficar paradas”, completa. O que mais agradou o setor imobiliário e também a população foi a alteração na renda mínima para o financiamento. Na faixa 1 se enquadram as famílias com renda até R$ 1.600, já a faixa 2 são os que totalizam renda de R$ 1.601 até R$ 3.100, e por fim a faixa 3 onde estão as famílias com renda de R$ 3.101 até R$ 5.000. Desde sua criação, em abril de 2009, o Programa ultrapassou a marca de 1 milhão de contratos assinados, até o final de 2010. Para a nova fase, as incorporadoras e construtoras terão um desafio. Nos próxim   
BSB, 16/6/11- A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira, em Brasília, durante cerimônia de lançamento da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, que a nova etapa do programa habitacional ampliará o enfoque na população mais pobre e terá meta de entregar 2 milhões de residências entre 2011 e 2014. A primeira parte do programa previa, entre 2009 e 2011, a entrega de 1 milhão de residências às famílias com renda de até dez salários mínimos. A meta, pelo menos no papel, foi cumprida. Agora, a segunda fase prevê investimentos de R$ 125,7 bilhões entre 2011 e 2014, dos quais R$ 72,6 bilhões serão para subsídios e R$ 53,1 bilhões, para financiamento. Segundo a presidente, "no Brasil era crime dar subsídios, mas nós achamos que subsídios dados corretamente não criam bolhas e ao mesmo tempo fazem mexer a roda social do país, assegurando que haja mobilidade". Ela afirmou ainda que, caso o programa avance de maneira satisfatória nos próximos 12 meses, acrescentará 600 mil residências à sua meta. O programa agora ampliou a ênfase na faixa da população que ganha até R$ 1,6 mil (cerca de três salários mínimos), grupo mais afetado pelo deficit habitacional no país, calculado em 6 milhões de residências em 2007. Agora 60% das casas (1,2 milhões de unidades) a serem construídas ou financiadas se destinam a esse público --na primeira etapa, eram 40%. Para famílias com renda mensal de até R$ 3,1 mil na área urbana e renda anual de R$ 30 mil no meio rural, serão 600 mil habitações (30%). E para as que ganham até R$ 5 mil nas cidades e até R$ 60 mil no campo, serão 200 mil (10%). O governo atendeu a reivindicação das construtoras e ampliou o valor médio das moradias para a população de mais baixa renda, que passou de R$ 42 mil a R$ 55.188. As áreas construídas também foram ampliadas, de 35m² para 39m². Agora as casas contarão com azulejos em todas as paredes da cozinha e do banheiro - antes, o item era restrito a algumas paredes. Todas as casas terão aind   
BSB, 16/6/11- Outra mudança visa privilegiar as mulheres no cadastro para o programa: agora, mulheres chefes de família poderão assinar contratos independentemente de seu estado civil - antes, necessitavam da assinatura do cônjuge. Também passará a ser proibida a venda de imóveis adquiridos pelas famílias de menor renda em menos de dez anos, exceto se os proprietários quitarem o valor integral das parcelas. A execução do Minha Casa, Minha Vida se dá em duas vertentes principais. No caso de unidades habitacionais para famílias com renda de até três salários mínimos, a Caixa Econômica Federal paga empreiteiras que apresentem propostas para a construção de moradias em áreas onde há deficit habitacional e, após concluída a obra, os imóveis são repassados a famílias cadastradas pelo banco, mediante pagamentos mensais subsidiados. No caso de unidades para famílias com renda entre três e dez salários mínimos, o programa garante financiamento às construtoras, que posteriormente vendem as unidades habitacionais segundo valores definidos com base na renda das famílias. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), na primeira fase do programa, até o fim de 2010, pouco mais de 1 milhão de contratos para a construção ou financiamento de unidades habitacionais já haviam sido firmados, ou 100,4% da meta do programa. Deste total, 238 mil (23%) já foram entregues. No entanto, para analistas ouvidos pela BBC Brasil, ainda que os dados indiquem que o programa teve certo êxito, os resultados mascaram falhas graves em sua realização.   
BSB, 14/6/11- Enquanto brasileiros aguardam a liberação da segunda fase do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, a Caixa Econômica Federal não para de receber projetos imobiliários pelo modelo. São empreendimentos destinados a famílias com renda de até R$ 4.900. Para se ter ideia, só a Prefeitura do Rio de Janeiro já conta com quase 27 mil unidades à espera apenas da liberação para encaminhá-las para análise da Caixa. No ‘Minha Casa, Minha Vida 2’ está prevista a construção de dois milhões de moradias. Segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, o programa ampliou o mercado de habitação no país e aqueceu a construção civil. Ele ressalta que o grosso das unidades fica pronto durante este ano. De acordo com ele, a política habitacional não pode ser apenas de um banco. O presidente da Caixa comenta ainda que o programa habitacional precisa de alguns ajustes, como na tecnologia, para dar mais velocidade às construções e no treinamento da mão de obra. A redução no desemprego, a melhora da renda e os juros, que passaram por trajetória de queda, foram os responsáveis pela nova classe média, que passou a consumir e, segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, se tornou consumidora de habitação. Ele lembra ainda que, atualmente, existe um número maior de pessoas que têm condições de entrar no mercado do que há três anos. Dados da Caixa revelam que, no estado do Rio, são 58.389 unidades para todas as faixas de renda desde a criação do programa em 2009. Desse total, 12.144 já foram entregues. No país, o número salta para mais de 1 milhão de imóveis, sendo que 354.134 já estão com seus proprietários. O montante chegou a R$ 60,1 bilhões.   
BSB, 30/5/11– O Banco do Brasil vai se tornar agente financeiro do programa Minha Casa, Minha Vida a partir de 2012, anunciou nesta sexta-feira a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Em reunião com empresários, a ministra afirmou que o banco deve trabalhar no decorrer deste ano para montar a estrutura necessária para atuar com o programa habitacional, o que deve exigir um esforço conjunto com o governo. “Nós vamos ter que nos desdobrar para não transformar a entrada do banco em um peso”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil. O Banco do Brasil vai operar de forma complementar à Caixa Econômica Federal, principalmente no financiamento de empreendimentos às famílias com renda até três salários mínimos. Para estas famílias, explicou a ministra, as unidades habitacionais terão preço de R$ 59.940 na segunda fase do programa, contra os R$ 42 mil da primeira fase. Os imóveis ainda terão mais qualidade no acabamento e serão mais amplos, aumentando acessibilidade dos deficientes físicos.   
BSB, 23/5/11– De acordo com o resultado de maio do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), os gastos com aluguel residencial, condomínio e água e esgoto, estão entre os principais fatores que impactaram os preços dos itens do grupo habitação, que passaram de 0,72% em abril para 0,93% em maio.Segundo o índice, divulgado nesta sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os preços dos aluguéis registraram alta de 0,95%. Condomínio e taxa de água e esgoto também mostram fortes avanços, de 1,01% e 1,64% respectivamente. Entre janeiro e maio o aluguel residencial apresentou elevação positiva de 4,98%, enquanto o condomínio e a taxa de água e esgoto avançaram 2,98% e 3,42% cada. Em maio, Recife, Goiás e Salvador foram as capitais que tiveram as maiores taxas de elevação dos preços de aluguel, de 1,41%, 1,33% e 1,20%, respectivamente. Por outro lado, Fortaleza e Belém apresentaram queda, de 0,41% e 0,08%, nesta ordem. Na análise do acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, os destaques, em termos de avanços, se concentraram em Goiás, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, que ficaram em 6,80%, 6,49% e 6,03%, respectivamente. Ainda no acumulado do ano, água e esgoto mostrou forte alta em Curitiba (15,97%), Distrito Federal ( 7,16%) e Belo Horizonte (7,06%). O condomínio, por sua vez, pesou mais em Curitiba, no Distrito Federal e em Porto Alegre, com avanços de 7,09%, 4,59% e 4,45%, cada.   
BSB, 14/5– As novas regras para a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida beneficiam as famílias de baixa renda, mas deixam muitos beneficiários de fora e precisariam ser revistas, na avaliação do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana. Depois da aprovação, feita nesta semana pelo Senado, a medida provisória que estabelece as regras só precisará passar por sanção presidencial para começar a valer. Dentre as mudanças aprovadas, estão aquelas que se referem ao valor da renda dos beneficiários que queiram participar do programa, que agora está desvinculada do valor do salário mínimo. No projeto original, enviado pelo Executivo, as famílias beneficiadas deveriam ter uma renda de até dez salários mínimos – o que nos valores atuais equivaleria a R$ 5.450. Contudo, na Câmara dos Deputados, o projeto foi alterado e a Casa estabeleceu um limite que fica em R$ 4.650. Segundo o relator da medida provisória na Casa, deputado André Vargas (PT-PR), a ideia é beneficiar as famílias de menor renda. Para Crestana, a intenção é válida. “Essa foi uma forma de atender às famílias de baixa renda, mas exclui muitas famílias que poderiam participar do programa”, afirma. “É preciso reavaliar esse ponto”, acredita. Apesar da crítica pontual, Crestana vê com bons olhos a inversão das prioridades. “Na primeira fase do programa, apenas 40% das unidades eram dirigidas às famílias com renda de zero a três salários mínimos e 60% àquelas com renda entre três e seis. Agora, a situação se inverteu”, afirma. Até 2014, o Governo pretende construir e reformar 2 milhões de unidades habitacionais. E não foram estabelecidas metas anuais, como na primeira fase do programa. Para Crestana, esse ponto é positivo. “Acho interessante isso, pois até permite que mais unidades possam ser entregues”, afirma, na expectativa de que até 2014 a meta seja ultrapassada.   
BSB, 3/5/11- Os constantes atrasos na entrega de imóveis novos deve prolongar a tendência de alta das vendas dos imóveis usados, conforme opinião do presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto. Para ele, o início da crise na produção de imóveis novos pode beneficiar tanto o mercado de imóveis usados quanto o de locação residencial. “Há notícias de atrasos em muitas obras de edifícios residenciais na Capital, por causa do apagão de mão de obra e de materiais, o que cria instabilidade nesse segmento e poderá levar futuros compradores a trocar o imóvel na planta pelo imóvel usado (…) Os usados, afinal de constas, estão prontos e disponíveis, costumam ter área útil maior e seu preço é menor do que o de um imóvel similar ainda a ser construído”. Ainda conforme o Creci-SP, a venda de casas e apartamentos usados cresceu 35,77% em fevereiro, enquanto que a locação apresentou alta de 23,37%, na comparação com janeiro. Além dos problemas enfrentados pelo mercado de imóveis novos, a “virada” dos usados, que havia começado o ano em queda, depende, entre outros fatores, da estabilidade da renda familiar, do crescimento dos empregos e da oferta do crédito imobiliário.   
BSB, 27/4/11– O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, pretende entregar 500 mil moradias até o fim do ano, segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Conforme informações da Agência Brasil, Miriam afirmou que, até o momento, 250 mil unidades estão prontas e mais 250 mil serão construídas. “É importante saber que o Minha Casa, Minha Vida não é só recursos orçamentários, mas também do Fundo de Garantia. Esses recursos que são 5% superiores que os do ano passado serão suficientes para garantir o que está contratado ou em andamento. Até o final do ano serão 500 mil unidades”, disse. O programa tem apresentado resultados positivos, na avaliação da ministra. “Este é um programa exitoso, é fundamental para desenvolvimento do País. É um compromisso da atual presidenta manter a meta de 2 milhões de unidades, e os recursos previstos garantirão etapa a ser feita este ano”. O Minha Casa Minha Vida, encontra-se em um momento importante de sua trajetória, no qual deverá se ajustar à nova fase da economia brasileira, afirmou o presidente da Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana. Para ele, mais de 30 milhões de pessoas passaram para a classe média e seria injusto que fossem excluídas do programa somente porque tiveram melhoria de renda. Crestana também avalia que as regras de entrega dos produtos à Caixa, e desta aos moradores, precisam melhorar, no sentido de evitar que o banco se torne uma mera administradora condominial, sobrecarregado com a tutela de milhares de moradias. Ainda, elementos como inflação e escassez de mão de obra exigem inovações tecnológicas, mais eficiência e qualidade.   
BSB, 19/4/11– Um total de 3.660 participantes dos consórcios de imóveis utilizou R$ 62,9 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas até fevereiro de 2011. As novas regras para o uso do fundo entraram em vigor em março de 2010. O número de consorciados que empregaram o FGTS corresponde a 0,62% dos 584 mil participantes da categoria registrados no segundo mês do ano. Os dados foram divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) nesta segunda-feira (18). Ainda de acordo com a associação, as contemplações nos consórcios de imóveis registraram queda de 7,1% no primeiro bimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2010, chegando a 11,7 mil. Entre janeiro e fevereiro, a comercialização de novas cotas chegou a 30,7 mil, o que representa crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior (29,9 mil). Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chegou a 4,09 milhões em fevereiro de 2011, o que representa uma alta de 7,6% em comparação com o mesmo mês de 2010. As vendas de novas cotas cresceram 10,2%, no bimestre, chegando a 335 mil, enquanto as cotas contempladas somaram 167,5 mil.   
BSB, 15/4/11– Os consumidores paulistanos estão mais cautelosos para se comprometerem com compras de alto valor e a intenção de adquirir a casa própria nos próximos seis meses caiu 1,8 ponto percentual entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, segundo pesquisa divulgada pelo Provar nesta semana. Dos entrevistados da cidade de São Paulo, 6,2% afirmaram que planejam a compra de um imóvel. Na pesquisa do primeiro trimestre, o percentual era de 8%. A queda da intenção veio acompanhada também pelo recuo de 15% do valor médio que os consumidores que planejam a compra afirmaram que pretendem investir. A pesquisa mostra que no primeiro trimestre, o valor que os consumidores pretendiam gastar com a compra da casa própria ficou em R$ 116,250 mil em média. No segundo trimestre, o montante ficou em R$ 98,774 mil. Esses recuos, na avaliação do professor e pesquisador do Provar Nuno Fouto, um dos responsáveis pela pesquisa, devem-se à queda do otimismo dos consumidores da capital paulista. E essa desconfiança, segundo Fouto, pode ser resultado do clima tenso que paira sobre a economia do País. Embora saibam que o mercado de trabalho está aquecido e que a economia brasileira está estabilizada, as notícias sobre as altas sucessivas da inflação e de que o crédito está mais caro, ainda que não o financiamento imobiliário, deixaram os consumidores mais inseguros.   
BSB, 1/4/11- A atualização monetária pela TR (Taxa Referencial) nos financiamentos imobiliários encarecerá as prestações para o consumidor. Ao menos esta é a opinião do advogado do escritório Simões Caseiro Advogados, André Zanetti Baptista. De acordo com ele, sempre que ocorrer a deflação nos contratos do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o consumidor será prejudicado duplamente, já que sua dívida aumentará, enquanto o poder aquisitivo da moeda irá diminuir. “Apesar de atuar em benefício do poupador nos meses de deflação, a TR jamais poderia ser utilizada como índice de atualização, exatamente por não refletir a valorização ou desvalorização da moeda (..)Logo, o valor da dívida crescerá e o da parcela a ser paga aumentará. O grande descompasso está no fato de que o valor do imóvel (garantia) decrescerá, bem como a capacidade de pagamento do consumidor devedor diminuirá”, explica o advogado. Aprovada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), em agosto de 2010, a Súmula 454 autorizou a utilização da TR em contratos de financiamento imobiliário, contrariando a Lei 9.069/95, artigo 17, parágrafo 5º, que proíbe a medida. Para Baptista, a medida provoca uma descaracterização na função da correção monetária nos negócios imobiliários. Conforme análise do advogado, veja os dois problemas decorrentes do uso da TR nos financiamentos e suas possíveis consequências: parcelas a serem pagas em valor muito superior à capacidade de pagamento do consumidor: inadimplemento e possível insolvência; dívidas a serem pagas em valor muito superior ao do imóvel dado em garantia: superendividamento do consumidor para adquirir a casa própria, bem como deficit de lastro sobre o débito e possível afetação estrutural do SFH.   
BSB, 25/3/11- O aumento da taxa de juro por parte do Banco Central já em Abril deverá pressionar o preço das casas. O BCE sinalizou a primeira subida de juros já para Abril, um factor que vai pressionar o preço de venda das casas. O Banco Central Europeu (BCE) sinalizou a primeira subida de juros já para Abril, um factor que deverá pressionar o preço de venda das casas. Em Espanha o efeito fez-se sentir de imediato. Na primeira semana após o discurso do presidente do BCE, o número de descidas do preço das casas disparou 52% face à média dos últimos três meses, de acordo com o portal imobiliário Idealista. Os proprietários estão a baixar o preço de venda dos imóveis de forma a compensar o encarecimento do crédito. Ao contrário do que aconteceu nos EUA, na Irlanda, Reino Unido ou Espanha, Portugal não sofreu os efeitos de uma bolha imobiliária, o que levou a um ajustamento contínuo no valor dos imóveis nos últimos dois anos. Embora os especialistas do mercado ouvidos pelo Diário Económico acreditem que o ajustamento continuará a ser progressivo nos próximos meses, a subida das taxas de juro será mais um factor de pressão no preço dos imóveis. "As pessoas compram as casas com base na prestação mensal que conseguem pagar. E se antes da subida dos juros teriam acesso a uma casa de 100.000 euros, se calhar agora só poderão suportar uma de 95.000. Será um factor de pressão adicional no lado da oferta", explica Miguel Poisson, administrador da imobiliária ERA.   
BSB,21/3/11– A demanda por imóveis residenciais de alto padrão deve continuar elevada na cidade de São Paulo durante este ano, o que pressionará os preços destas unidades. “A demanda nesses bairros é crescente e não há reposição de imóveis novos na mesma medida”, afirmou o sócio-diretor da Imóvel A – Consultores Associados, Alexandre Villas. Ele explicou que o Brasil está iniciando uma fase de financiamentos imobiliários e tem muito a crescer nesse sentido, o que certamente aumentará a demanda por imóveis e a consequente valorização desse bem. A quem quer investir em imóveis neste ano, Villas indicou que se analise aspectos como as obras de infraestrutura previstas para a região procurada até a relação demanda e oferta. “Opções residenciais de alto padrão são uma boa aposta devido à escassez de terrenos para construção de novos edifícios e casas nos bairros nobres”, disse. Outra opção é investir em fundos imobiliários. Na modalidade, é possível adquirir cotas com R$ 5 mil a R$ 10 mil, lastreada na renda de um shopping, por exemplo.   
BSB, 10/3/11- A partir Do último dia 3 de março, a CEF (Caixa Econômica Federal) começou a praticar os novos limites para avaliação de imóvel do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Cada região terá um teto. Nas regiões metropolitanas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal o limite passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil . Já em outras cidades com mais de um milhão de habitantes e demais capitais, os moradores poderão financiar até R$ 150 mil, ante os R$ 130 mil anteriores. Em municípios cuja população seja superior a 250 mil habitantes, mas inferior a 1 milhão de habitantes, o valor máximo de financiamento subiu de R$ 100 mil para R$ 130 mil, enquanto em municípios que tenham de 50 mil habitantes a menos de 250 mil habitantes, o teto foi de R$ 80 mil de R$ 100 mil. Nas demais cidades, os moradores continuam financiando até R$ 80 mil. De acordo com a Caixa, as operações de financiamento com recursos do FGTS, na área de Habitação Popular, são destinadas a trabalhadores com renda mensal de até R$ 3.900. No caso de empréstimos vinculados a imóveis situados nas cidades das regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, Distrito Federal e nas capitais estaduais, o limite de renda é de R$ 4.900. Esse limite foi estendido aos municípios com população igual ou superior a 250 mil pessoas, o que pode beneficiar 50 cidades e 18 milhões de brasileiros. As operações de financiamento habitacional popular destinam recursos à população de baixa renda. A taxa nominal de juros das operações é de 6% ao ano mais TR (taxa referencial), que pode chegar a 5%, com subsídio para famílias com renda de até R$ 2.790. O FGTS pode financiar até 90% do valor do imóvel, seja novo ou usado, em um prazo de até 30 anos.   
BSB, 2/3/11’– O governo anunciou uma redução no orçamento previsto para o programa Minha Casa, Minha Vida neste ano. Pela Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional, o orçamento para o programa era de R$ 12,7 bilhões, mas agora ele está R$ 5,1 bilhões menor. Ainda assim, ele está R$ 1 bilhão superior ao de 2010. De acordo com o que foi anunciado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o corte é justificado pelo fato de a segunda fase do programa estar prevista apenas para abril, o que significa, segundo a Agência Brasil, que ele não terá o ano cheio para execução dos gastos para 2011.   
BSB, 24/2/11- Uma determinação da Caixa vai restringir as áreas para a construção de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O banco só vai liberar financiamento para locais com infraestrutura urbana, como energia elétrica, esgoto pluvial e sanitário, pavimentação e abastecimento de água. A decisão está valendo desde o dia 11 e não vale para os projetos que estão em andamento. Em Joinville, o principal entrave é com relação à pavimentação das vias - que pode ser de lajota, paralelepípedo ou asfalto - e às ligações de esgoto. Dados da Prefeitura apontam que cerca de 55% da malha viária tem tipo de cobertura. Segundo a Caixa, até ontem, 1.903 contratos foram assinados na cidade mais populosa do Estado, destes 590 foram feitos de forma individual, sem o intermédio de construtoras. Como o valor máximo financiado pela Caixa para participar do programa é de R$ 100 mil, a dificuldade maior para se adequar às regras será para as pessoas que têm ou pretendem comprar um terreno para construir a casa própria com o subsídio do governo. O sócio da Casa Pronta Constrular, Nasser Ibrahim, trabalha como correspondente bancário da Caixa e recebe todos os dias pessoas que querem construir a casa própria com recursos do programa. A empresa encaminha o processo para o banco, vende o material de construção e constrói o imóvel. "Dos cerca de 30 projetos que estão em andamento, 28 são em ruas sem pavimentação", explica. A Constrular também atende pessoas que já têm terreno e querem construir. Com essa determinação, o sonho da casa nova está mais distante. "Os terrenos valorizaram muito e hoje um em uma rua sem pavimentação o preço varia entre R$ 50 mil e R$ 60 mil", explica. Para se adequar ao projeto, a casa junto com o terreno não podem passar de R$ 100 mil. "Foi o banho de água fria. Recebemos pessoas aqui todos os dias que procuraram o programa. Estamos orientando sobre a determinação e anotando os telefones", finaliza   
BSB, 18/2/11- A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) se mostra otimista com a economia brasileira. Com isso, a entidade está projetando um crescimento de 51% no volume financeiro de financiamento de imóveis por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para 2011. No ano passado, o montante encerrou em R$ 56,2 bilhões, passando para R$ 85 bilhões neste ano. Na quantidade de unidades comercializadas, os números passam de 421 mil em 2010, para 540 mil neste ano, representando um crescimento de 28%. "Imagino um ritmo econômico em 2011 igual ou superior ao visto no ano passado. A elevação da taxa básica de juros não afeta o mutuário, porque o funding é da caderneta de poupança", explica Luiz Antonio França, presidente da Associação. Na consolidação do SBPE com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 2010 encerrou com volume financeiro de R$ 83,1 bilhões, um expressivo crescimento de 67% se comparado com o ano anterior. Já em quantidade de unidades vendidas, a elevação foi de 57%, saindo de 670 mil em 2009, para 1,052 milhão apurado no ano passado. Só os financiamentos com a utilização d FGTS somaram R$ 26,9 bilhões no ano passado, contra R$ 15,6 bilhões no ano anterior, uma alta de 72%. Nas projeções, a Abecip não calculou o volume do FGTS para 2011 porque ainda faz parte do orçamento inicial, e os dados podem sofrer alteração. "No orçamento inicial para 2010, por exemplo, foram acrescidos cerca de R$ 9 bilhões. Portanto ainda não calculamos", afirma o presidente da Abecip. Os motivos apontados por França para que o mercado se mantivesse aquecido em 2010 foram: a mudança das classes mais pobres; e o aumento da renda. "É preciso ter segurança para adquirir um imóvel. O aumento do número de pessoas capazes de comprar colaborou muito", disse. Do total de financiamentos por meio do SBPE (R$ 56 bilhões), R$ 31,8 bilhões foram destinados para aquisição e R$ 24,4 bilhões para construção, ou seja, financiame   
BSB, 17/2/11– O valor médio do financiamento para aquisição de imóveis cresceu 90,8% no Brasil em cinco anos, revelaram dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Em 2005, o valor médio do financiamento com recursos da poupança era de R$ 76 mil, mas passou a ser de R$ 145 mil no ano passado. “Vem subindo o tíquete médio do financiamento”, afirmou o presidente da associação, Luiz Antonio França. O valor de entrada, por outro lado, tem caído. Os dados mostram que, em 2005, 47,8% do valor do imóvel era financiado, montante que foi para 62% no ano passado. “O valor médio do financiamento vem crescendo e as pessoas estão, nos últimos anos, dando menos entrada, hoje em torno de 38%. Dependendo da capacidade de crédito de cada mutuário, nós podemos ter uma entrada de, por exemplo, 20%, mas as pessoas escolhem dar a entrada maior”. Em relação à inadimplência neste mercado, ela tem se mantido estável. Em dezembro de 2007, os contratos com mais de três prestações em atraso eram 1,4% do total, enquanto que em dezembro de 2010 eles eram 1,1%. De acordo com França, nem mesmo o aumento do juro básico, promovido pelo Banco Central no início deste ano e que impacta nas outras taxas do mercado, deve afetar o crédito imobiliário.   
BSB, 15/2/11- Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingiram R$ 56,2 bilhões em 2010, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). O desempenho superou o registrado no ano anterior (R$ 34,0 bilhões) em 65% e bateu novo recorde. Em números absolutos, as contratações feitas pelos agentes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) no ano corresponderam a 421,4 mil unidades --um aumento de 39% ante 2009. Apenas em dezembro, os financiamentos atingiram R$ 6,16 bilhões, com crescimento de 61% ante o mesmo mês de 2009, registrando o melhor desempenho mensal do setor. O número de unidades financiadas ficou em 43,5 mil, contra 31,7 mil no ano anterior.   
BSB, 14/2/11–BSB, 14/2/11– A CEF (Caixa Econômica Federal) investiu no mercado habitacional, ao longo de 2010, um montante de R$ 77,8 bilhões, 70% de todo o crédito imobiliário do mercado no período. O investimento, recorde, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (11) pela instituição, é 57,2% superior ao contabilizado em 2009 e 1.435% maior do que o montante registrado em 2003. Da fatia total de financiamentos registrados, R$ 27,7 bilhões foram realizados com recursos da poupança, o que viabilizou a construção de 203.931 unidades habitacionais. Outras 389.675 moradias foram originadas pelos R$ 31 bilhões com linhas que utilizam o FGTS. A CEF destinou ainda R$ 6,3 bilhões para subsídios e R$ 10,7 bilhões para arrendamentos residenciais. O restante do valor foi direcionado para consórcio imobiliário, Pró-Moradia e repasse. A CEF, por meio da carteira habitacional, atingiu R$ 108,3 bilhões de saldo, uma evolução de 53,6% em relação aos R$ 70,5 bilhões registrados em dezembro de 2009. Exatamente 1.005.028 unidades habitacionais foram financiadas pela Caixa e o Governo Federal valendo-se do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009. No período, 936.508 unidades contaram com a intervenção direta do banco, cujo investimento atingiu os R$ 51,31 bilhões. Só em 2010, foram R$ 37,4 bilhões destinados ao programa, beneficiando 639.983 famílias. Das unidades financiadas em 2010, desconsiderados os consórcios, repasses e o programa Pró-Moradia, 59% foram destinadas a pessoas na faixa de renda de até seis salários mínimos, onde se encontra o maior deficit habitacional. O investimento, recorde, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (11) pela instituição, é 57,2% superior ao contabilizado em 2009 e 1.435% maior do que o montante registrado em 2003. Da fatia total de financiamentos registrados, R$ 27,7 bilhões foram realizados com recursos da poupança, o que viabilizou a construção de 203.931 unidades habitacionais. Outras 389.675 moradias foram ori   
BSB, 3/2/11- O Banco do Brasil atingiu nesta semana a marca de R$ 3,5 bilhões em sua carteira de financiamento imobiliário. O número representa crescimento de 105% em relação a janeiro de 2010. Desse montante, atribuem-se aproximadamente R$ 3 bilhões às linhas de financiamento a pessoa física e R$ 500 milhões ao financiamento à produção, pessoa jurídica. Diversos fatores foram determinantes para os números alcançados, como melhorias nas condições negociais das linhas, formalização de convênios públicos e privados, participação nos principais eventos imobiliários do País, entre outros. Dessa forma, o BB vem conquistando posição de destaque no mercado de financiamentos imobiliários. Exportações O volume de contratações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e sobre Cambiais Entregues (ACE) no Banco do Brasil atingiu o montante de US$ 1,46 bilhão em janeiro de 2011. O valor é 13% superior ao obtido no mesmo período de 2010, além de ser o maior volume de desembolso registrado em um mês de janeiro no Banco do Brasil. Este é o segundo melhor resultado mensal atingido pelo BB, ficando atrás somente do mês de julho de 2007, quando atingimos US$ 1,78 bilhão. Contribuintes que se encontram no cadastro da Dívida Ativa da União (DAU) têm até 30 de junho deste ano para negociarem seus débitos provenientes de crédito rural. O BB, em parceria com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, realizará a cobrança de crédito das operações estimadas em R$ 10,6 bilhões. O BB calcula que mais de 116 mil contribuintes encontram-se nesta situação. As dívidas poderão ser liquidadas à vista ou parceladas em até 10 anos, com descontos. No caso de parcelamento, o valor da parcela será acrescido de taxa Selic e a concessão da renegociação não depende de apresentação de garantias ou de inclusão de bens. Apenas as inscrições originárias de operações de crédito rural existente em nome do devedor no mês do pedido de adesão aos benefícios da portaria informada pela PFFN ao BB poderão   
BSB, 24/1/11- Estratégia do BB é diminuir ritmo do crédito ao consumo e reforçar empréstimos para investimentos. Uma das maiores apostas do Banco do Brasil para este ano é o crédito imobiliário. A instituição quer ultrapassar seus concorrentes diretos no curto prazo e o financiamento à construção passou a ser a grande aposta por permitir uma expansão mais rápida da carteira, num primeiro momento, para em seguida permitir o repasse do crédito ao mutuário. Recém chegado a esse segmento, o BB tem cerca de R$ 7 bilhões em disponibilidade de capital para alocar em habitação. Com todo esse arsenal, sentou com as 16 maiores empresas do setor e fechou contrato com todas. Parte desse total será, inclusive, destinada a companhias que atuam no programa Minha Casa Minha Vida, no segmento acima de 3 salários mínimos. O objetivo do banco é dobrar seu estoque de empréstimos ao longo de 2011, passando de R$ 3 bilhões, do fechamento do ano passado, para R$ 6 bilhões até dezembro deste ano, afirmou ontem o presidente da instituição, Aldemir Bendine, ontem, em Brasília. A estratégia está relacionada ao contexto de menor crescimento do crédito ao consumo e ampliação da destinação de recursos para investimentos, completou Bendine. O Banco do Brasil, a exemplo do que pretende fazer a equipe econômica do novo governo, deve ajustar o seu ritmo de crescimento ao longo de 2011. A ideia é ter uma expansão mais modesta dos empréstimos nos segmentos de consumo e uma maior agressividade nos créditos voltados para investimentos, especialmente em infraestrutura. O crédito à pessoal física, cuja previsão anterior era de um crescimento de 25%, terá um avanço menor, de 22%, segundo prevê o presidente do BB (aumento ainda elevado, se comprado aos outros bancos). Já os recursos para os investimentos devem crescer significativamente. O estoque de R$ 30 bilhões, de setembro de 2010, pode receber cerca de R$ 20 bilhões ao longo desse ano em novos aportes. Os projetos em estudo superam os R$ 60 bilhõ   
BSB, 19/1- Recém-lançado pela Caixa Econômica Federal (CEF), o Cartão Aluguel chegará ao mercado com a promessa de substituir as demais modalidades de fiança. Hoje, as mais comuns, segundo o Secovi Rio, são o fiador, a caução, e o seguro-fiança que, apesar de ter registrado um forte crescimento, ainda pesa no bolso. Por ano, o locatário desembolsa, em média, o valor referente a um aluguel e meio. O inquilino que optar pelo cartão pagará uma anuidade de R$96 (a ser quitada em 12 prestações de R$8) mais taxa de manutenção de 6,67% ao mês. Assim, quem tem contrato de mil reais, pagará R$1.067 mensais, o que, ao fim de um ano, representará um encargo de R$804. Ou seja, a taxa de manutenção anual valerá 80% de um aluguel mensal. Isso, sem contar a anuidade, que, tendo valor fixo, pesará mais no bolso dos inquilinos com contratos de valores mais baixos. O cartão será oferecido nas bandeiras MasterCard e Visa, na modalidade internacional. Além de oferecer a linha de aluguel, ele funcionará como um cartão de crédito comum, podendo ser utilizado para a realização de compras em estabelecimentos comerciais. Dessa forma, o cartão terá dois limites independentes: o limite aluguel e o limite rotativo. A renda mínima exigida será de mil reais, e não será possível efetuar saques utilizando o valor disponível para o aluguel. O cliente poderá optar entre três datas de vencimento: 6, 18 e 26. Segundo o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, a proposta do novo cartão é propiciar mais agilidade e modernizar o processo de locação. Os critérios para análise de crédito, diz, serão os mesmos já adotados para a aprovação do cartão de crédito. Hoje, segundo o Secovi Rio, o Índice de Velocidade de Locação (que mede o período médio que os imóveis demoram para ser alugados) é de 38 dias. “A ideia é oferecer segurança e agilidade à operação, a um custo competitivo. Será como comprar, por exemplo, uma TV em 12 vezes. Ao usar o cartão pela primeira vez, as parcelas seguintes c   
BSB, 16/1/11- Os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) devem atingir R$ 85 bilhões em 2011, segundo estimativa divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), com base em dados do Banco Central e da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Caso este valor se confirme, este ano, o crédito imobiliário deve crescer 50% em relação ao montante esperado para 2010, de R$ 57 bilhões. Ainda de acordo com o Secovi-SP, o total de recursos da poupança utilizado no ano passado para financiar a compra ou a construção da casa própria deve representar 4% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Na comparação com 2009, quando R$ 34 bilhões foram destinados para financiamentos imobiliários, os R$ 57 bilhões (R$ 25 bilhões para construção e R$ 32 bilhões para aquisição) estimados para 2010 apontam crescimento de 67% no total de empréstimos do SBPE em um ano. Até novembro, último dado consolidado, o SBPE já havia emprestado R$ 47,9 bilhões, sendo R$ 26,6 bilhões para aquisição e R$ 21,4 bilhões para construção. No que diz respeito ao total de unidades financiadas com recursos da poupança, até o penúltimo mês do ano passado, o Sistema contabilizava 358,7 mil unidades – 183,5 mil adquiridas e 175,2 mil construídas. A estimativa é de que 2010 se encerre com um total de 450 mil unidades financiadas, sendo 230 mil construções e 220 mil aquisições.   
BSB, 28/12- O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) destinou R$ 22,2 bilhões para financiamento da aquisição ou construção de imóveis até o início de dezembro deste ano, revelou relatório realizado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e divulgado na semana passada. Os valores contratados até a data, mais precisamente 3 de dezembro, já são superiores aos financiamentos concedidos durante todo o ano passado. Para 2011, o Plano de Contratações e Metas Físicas do fundo prevê contratações de R$ 23 bilhões para a habitação popular em todo o País, mas este número pode sofrer acréscimos, assim como ocorreu neste ano. No caso da produção (de unidades habitacionais, aquisição de terrenos, imóvel novo e término de construção, entre outros fins), foram destinados até o início de dezembro R$ 15,72 bilhões ou 70,58% do total. Para imóveis usados, o total no período em questão foi de R$ 5,3 bilhões ou 23,78% do total, enquanto que, para ampliação, cestas de material de construção, foram destinados R$ 1,237 bilhão, o que representa 5,56% do total. De acordo com a CBIC, os números demonstram um percentual de contratações para produção superior a 70%, o que é bastante positivo. “Deve-se ressaltar que é a produção que gera mais emprego, renda, tributos e, portanto, maior desenvolvimento para a economia”, diz a câmara no relatório.   
BSB, 27/12- A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou o “Cartão Aluguel”, uma alternativa na locação de imóveis residenciais ao fiador, ao depósito caução e ao seguro-fiança. O projeto piloto começa em Goiás e São Paulo. A previsão é chegar a todo o Brasil até fevereiro. O seguro-fiança ainda esbarra no valor alto. A despesa extra em um ano pode ultrapassar o valor do aluguel de um mês, dependendo da cobertura contratada, que pode englobar também danos ao imóvel e pintura. Há inquilinos que não conseguem encontrar um fiador e locadores que não consideram o depósito caução vantajoso porque cobre apenas três meses de atraso no pagamento do aluguel. Portanto, o “Cartão Aluguel” é uma opção!!! O inquilino que optar pelo produto vai receber um cartão de crédito para quitar o aluguel todos os meses. Se atrasar o pagamento, não haverá transtornos para o proprietário da moradia já que o valor será repassado pelo banco e depois cobrado com juros ao locatário. De acordo com o vice-presidente de Pessoa Física da CEF, Fábio Lenza, o Cartão Aluguel Caixa possibilita a garantia do aluguel no cartão de crédito. A Caixa garantirá o pagamento das parcelas de aluguel, oferecendo ao inquilino a possibilidade de desburocratização no processo de locação ao eliminar a necessidade de outras garantias e o incômodo de solicitar fiadores entre amigos e familiares.   
CAIXA LANÇA CARTÃO ALUGUEL BSB, 27/12- A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou, esta semana, o “Cartão Aluguel”, uma alternativa na locação de imóveis residenciais ao fiador, ao depósito caução e ao seguro-fiança. O projeto piloto começa em Goiás e São Paulo. A previsão é chegar a todo o Brasil até fevereiro. O seguro-fiança ainda esbarra no valor alto. A despesa extra em um ano pode ultrapassar o valor do aluguel de um mês, dependendo da cobertura contratada, que pode englobar também danos ao imóvel e pintura. Há inquilinos que não conseguem encontrar um fiador e locadores que não consideram o depósito caução vantajoso porque cobre apenas três meses de atraso no pagamento do aluguel. Portanto, o “Cartão Aluguel” é uma opção!!! O inquilino que optar pelo produto vai receber um cartão de crédito para quitar o aluguel todos os meses. Se atrasar o pagamento, não haverá transtornos para o proprietário da moradia já que o valor será repassado pelo banco e depois cobrado com juros ao locatário. De acordo com o vice-presidente de Pessoa Física da CEF, Fábio Lenza, o Cartão Aluguel Caixa possibilita a garantia do aluguel no cartão de crédito. A Caixa garantirá o pagamento das parcelas de aluguel, oferecendo ao inquilino a possibilidade de desburocratização no processo de locação ao eliminar a necessidade de outras garantias e o incômodo de solicitar fiadores entre amigos e familiares. CAIXA LANÇA CARTÃO ALUGUEL...II BSB, 27/12- O cartão será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa e o cliente terá dois limites, sendo um exclusivamente para o aluguel e, o outro, do rotativo, para o pagamento de compras em estabelecimentos comerciais. O produto será comercializado exclusivamente nas imobiliárias credenciadas pela Caixa e também nas redes de agências do banco em todo o país. A instituição financeira inicia ainda este mês o cadastramento das imobiliárias que receberão o cartão aluguel. O processo de locação por meio do cartão deve ser   
BSB,13/12– Os gastos com aluguel residencial e condomínio estão entre as principais altas de habitação registradas no mês de novembro. Segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os preços dos aluguéis subiram 1,05% em novembro. Já os condomínios registraram aumento de 0,88% no período. Entre janeiro e novembro, o condomínio e o aluguel residencial acumulam altas de 6,01% e 6,64%, nesta ordem. Em 12 meses, a variação foi de 6,79% e 7,06%, respectivamente. No mês, o grupo Habitação registrou aumento de 0,57%. Gastos com encargos e manutenção registraram alta de 0,68%. No acumulado do ano, a elevação do grupo foi de 4,48%, sendo que os gastos com encargos e manutenção registraram alta de 5,43%. No mês, os consumidores das cidades de São Paulo e Fortaleza sentiram as maiores altas do aluguel, de 2,48% e 1,69%, nesta ordem. A menor alta foi verificada em Salvador, onde o aluguel subiu apenas 0,04%. No período, os consumidores de Fortaleza e Curitiba sentiram as maiores elevações dos condomínios, de 2,61% e 2,64%, respectivamente. Apenas Porto Alegre registrou queda, de 0,88%. No ano, os consumidores que sentiram mais os aumentos foram os do Distrito Federal e Belo Horizonte, no caso do aluguel, com alta de 11,93% e 9,79%, respectivamente. Já os de Fortaleza foram os que sentiram mais o aumento dos condomínios, de 9,15%. No período, apenas Belo Horizonte registrou queda nesta despesa, de 0,28%. Em 12 meses, as maiores elevações foram verificadas no Distrito Federal (11,59%) e em Belo Horizonte (10,25%), no caso do aluguel, e em Curitiba (10,09%) e em Porto Alegre (8,67%), no caso do condomínio.   
BSB, 2/12– Apesar da queda no número de moradias inadequadas, o deficit habitacional no Brasil cresceu 0,15% entre 2008 e 2009, saindo de 5,799 milhões para 5,808 milhões, segundo informa pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo) e do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgada nesta terça-feira (30). De acordo com o SindusCon, o deficit habitacional é composto pela soma de moradias inadequadas (domicílios improvisados, moradias em favelas, moradias rústicas e cortiços) com o número de habitações que faltam para abrigar famílias que residem em coabitação (mais de uma família residindo na mesma unidade habitacional e desejando se mudar). “Ainda não se pode atribuir a diminuição do deficit por inadequação ao Minha Casa, Minha Vida, porque ele foi lançado em 2009, e somente a partir de 2010 seus resultados se farão sentir”, disse o presidente do Sindicato, Sérgio Watanabe. Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, a queda no número de moradias inadequadas se explica pela melhoria na renda e ao acesso ao crédito imobiliário. Mesmo assim, o levantamento mostra que o deficit por inadequação ainda responde pela maior parte do deficit habitacional, 61%, sendo que 77% destas residências abrigam famílias com renda mensal de até três salários mínimos. As famílias que recebem entre um e dois salários mínimos por mês respondem por um terço dos moradores deste tipo de domicílio.   
BSB, 2/12- No que diz respeito ao número de moradias que abrigavam famílias em coabitação, este subiu entre 2008 e 2009, passando de 2,019 milhões para 2,277 milhões. Acréscimo de 12,7%. A maior parte desses domicílios, 62%, abrigam famílias com renda de até três salários mínimos. Para Zaidan, o aumento no número de famílias querendo adquirir a casa própria mostra que este sonho deixou de ser impossível. “O fato de mais famílias manifestarem o desejo de deixar de conviver sob o mesmo teto demonstra que um segmento da população começou a vislumbrar a possibilidade de aquisição da casa própria, antes inacessível”. Avaliando os resultados de acordo com os estados da federação, a pesquisa verificou que o deficit habitacional absoluto é maior nos estados de São Paulo (1,127 milhão), Rio de Janeiro (537 mil) e Pará (509 mil). Por outro lado, quando considerado o deficit relativo (9,3%), que é o percentual de famílias que estão nesse deficit em relação ao total de famílias no Brasil, o destaque fica com Amazonas (25,4%), Pará (23,1%) e Maranhão (22,7%).   
BSB, 9/11– O número de participantes no consórcio imobiliário cresceu 7,8% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo 568,0 mil pessoas. De acordo com dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), nos nove primeiros meses do ano, as contemplações aumentaram 4,2%, na comparação com o mesmo período de 2009, chegando a 50,0 mil. De janeiro a setembro deste ano, a comercialização de novas cotas atingiu 169,6 mil, o que representa uma alta de 10,6%, em relação a igual período do ano passado. Segundo a Abac, de março a outubro de 2010, 2.659 participantes utilizaram o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de serviço) para quitação ou amortização de parcelas de consórcio, num total de R$ 45,2 milhões. Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chega a mais de 3,95 milhões em 2010, o que representa uma alta de 5,9% em comparação com o ano passado. As vendas de novas cotas cresceram 6,2%, no acumulado do ano, chegando a 1,55 milhão, enquanto as cotas contempladas somaram 731,9 mil no mesmo período.   
BSB, 4/11- O volume emprestado para o crédito habitacional chegou a R$ 125,2 bilhões em setembro deste ano, apresentando alta frente a agosto impulsionada principalmente pelas concessões dos bancos públicos. O total de setembro é 3,8% superior ao registrado em agosto (R$ 120,6 bilhões) e 51,4% maior do que o identificado no mesmo período do ano passado (R$ 82,7 bilhões). Os dados são da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Banco Central. As instituições públicas têm sido as principais impulsionadoras do crédito habitacional, com representatividade de 75,5% do total emprestado em setembro, ante 14,19% dos bancos privados e 10,26% dos estrangeiros. No mês passado, os bancos públicos emprestaram R$ 94,575 bilhões, após uma alta de 3,9% em um mês e de 55,7% em 12 meses. Os privados, por sua vez, direcionaram R$ 17,776 bilhões para o crédito habitacional, um aumento de 3,6% mensal e 44,9% anual. Os bancos estrangeiros chegaram a R$ 12,859 bilhões em crédito habitacional, depois de registrarem aumento de 3,3% frente a agosto e de 32,4% frente ao mesmo período do ano passado. As operações consideradas são aquelas com pessoas físicas e cooperativas habitacionais, sendo que as operações destinadas a empreendimentos imobiliários são classificadas no segmento indústria.   
BSB, 7/10- Quase 40% da população de classe C no país pretende comprar um imóvel nos próximos meses, segundo o estudo "Classe C Urbana do Brasil: Somos Iguais, Somos Diferentes", divulgado ontem pelo Ibope. São cerca de 37 milhões de pessoas, entre os quase 100 milhões de indivíduos que fazem parte dessa fatia da sociedade. O instituto entrevistou cerca de 20 mil pessoas. Outros cerca de 9,5% pretendem ainda comprar um automóvel nos próximos 12 meses, novo ou usado. Na apresentação do estudo, o Ibope afirma que "esse é um mercado cuja demanda reprimida é altíssima, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo". A pesquisa aponta ainda que mais da metade da população da classe C gostaria de guardar dinheiro, mas considera isso difícil. Dos entrevistados, 39% declaram não saber nada sobre investimentos e finanças, enquanto 61% não gostam de ter dívidas. "Entretanto, uma parcela acima da média nacional afirma ter tendência a gastar dinheiro sem pensar", diz o estudo. A classe C concentra-se entre as faixas com renda de R$ 600 a R$ 2.099. Dos quase 100 milhões de integrantes dessa classe no Brasil, 32 milhões têm entre 12 e 64 anos. De acordo com o instituto, a classe C quer "produtos que considerem seus valores e princípios, seu estilo de vida e suas atitudes".   
BSB, 30/9- A greve por tempo indeterminado deflagrada pelos bancários nesta quarta-feira (28) inclui a Caixa Econômica Federal e, por consequência, os processos de concessão de financiamento imobiliário pelo SFH estão paralisados. Embora o pagamento das prestações de financiamento continue podendo ser feito pela rede de correspondentes bancários, da mesma forma que as contas de água, luz e tributos, por exemplo, a análise de documentação e crédito, que inevitavelmente ocorre dentro da CEF, fica suspensa até o retorno dos funcionários. “Hoje em dia, alguns correspondentes já têm autorização para liberar crédito, inclusive o imobiliário. Mas, na prática, a Caixa não deve aprovar nenhum financiamento enquanto as agências permanecerem fechadas”, afirmou o advogado da ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), Leandro Pacífico. Ele lembra que a meta da Caixa, que esperava bater suas metas de concessão de empréstimos pelo SFH e reduzir o tempo, hoje estimado em 30 dias, para liberação do financiamento, dificilmente será alcançada, caso a paralisação se estenda. Para as pessoas que já firmaram contrato e aguardavam apenas a liberação dos documentos para fechar a aquisição da casa nova, a recomendação de Pacífico é negociar. “O ideal é falar com um advogado para ele analisar o contrato de compra e venda. A ABMH considera a greve como uma causa de força maior, no qual nenhuma das partes – nem comprador, nem vendedor - tem culpa pelo atraso”, disse o advogado. “Recomendamos que sentem e conversem, tentando negociar um novo prazo. É sempre uma saída melhor do que recorrer a ações judiciais”, finalizou.   
BSB, 21/9- O percentual de famílias que vive em apartamentos é menor na população de baixa renda. A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2010, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que 96,6% da população de menor rendimento vive em casas, frente a 87,5% da população geral. Em 2009, 12,1% das famílias do País viviam em apartamentos. De acordo com o IBGE, no ano passado, 19% dos domicílios urbanos brasileiros abrigavam famílias cujo rendimento era de até meio salário mínimo per capita. No Norte e Nordeste, esse percentual é significativamente maior – 30,7% e 36,3%, respectivamente. Na outra ponta, estavam Sul (10,9%), Sudeste (12,2%) e Centro-Oeste (16,4%). O estudo mostrou que 62,6% dos domicílios eram atendidos, simultaneamente, por abastecimento de água, rede coletora de esgoto e de lixo. Em 1999, esse percentual era de 57,2%. Nas famílias com renda média de até meio salário mínimo per capita, o percentual não chega à metade (41,3%) e sobe para 77,5% nas famílias com mais de dois salários mínimos por pessoa. Quanto ao acesso simultâneo à energia elétrica, telefone fixo, internet, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar, o percentual de famílias que possuíam todos esse serviços era de 12% em 2004 e, ano passado, chegou a 21,1%. No Norte, 7,5% se enquadravam nessa situação, enquanto a proporção chegava a 27,9% no Sul, 27,1% no Sudeste, 17,6% no Centro-Oeste e 8,1% no Nordeste.   
BSB, 15/9- Os recursos destinados ao financiamento habitacional da CEF (Caixa Econômica Federal) são 14 vezes maiores do que o montante destinado em 2002. A informação é do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo publicado pela Agência Brasil, atribuiu ao fortalecimento do crédito imobiliário a recuperação da construção civil. “Quando começamos a governar, a Caixa só tinha R$ 5 bilhões para investir. Neste ano, nós vamos investir R$ 70 bilhões, ou seja são 14 vezes mais. E tudo isso aconteceu porque nós preparamos o Brasil para chegar à situação que chegou”. A CEF (Caixa Econômica Federal) atingiu até setembro R$ 47,6 bilhões em empréstimos imobiliários, valor que já supera o do ano de 2009 inteiro, de R$ 47,05 bilhões. Com isso, até o final de 2010, o banco espera atingir R$ 70 bilhões em crédito imobiliário. O resultado de janeiro a setembro deste ano, se comparado com o mesmo período de 2009, quando foram emprestados R$ 25,2 bilhões, mostra um crescimento de 87,6%. Em relação ao número de contratos, até setembro, foram identificados 773.247, alta de 86,2% frente a 2009 (896.762).   
BSB, 7/9- O deficit habitacional brasileiro caiu de 6 milhões para 5,572 milhões de moradias entre 2007 e 2008, segundo revela estudo realizado pela Fundação João Pinheiro e divulgado pelo Ministério da Cidades. Na opinião do ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, “a redução do deficit já mostra resultados da política habitacional do governo”. Para calcular o deficit habitacional, o levantamento considerou quatro elementos: habitações precárias, coabitação familiar, ônus excessivo com aluguel e adensamento excessivo nos domicílios alugados. Ainda de acordo com a pesquisa, a região Sudeste concentra a maior parte do deficit habitacional brasileiro, com 36,9% do total ou 2,1 milhões de moradias. O Nordeste ocupa o segundo lugar, com 2 milhões de domicílios ou 35,1% do total. A região Norte, por sua vez, é a que apresenta o maior percentual do deficit em termos relativos, de 13,9% das moradias da região, o que corresponde a 600 mil unidades. No geral, quase a totalidade do déficit habitacional no Brasil (96,9%) está concentrada nas famílias com renda inferior a cinco salários mínimos, sendo que a maior parte dos domicílios (83%) localiza-se em áreas urbanas.   
BSB, 30/9- A Caixa Econômica Federal estrutura-se para dar o maior passo no sentido de acelerar a concessão do financiamento da casa própria no país. Ela quer fazer com que o comprador de imóvel saia com o empréstimo aprovado dentro das imobiliárias e das construtoras, exatamente como acontece no mercado de veículos, em que o comprador sai da concessionária com o carro novo, financiamento e seguro aprovados. A Caixa prospecta acordos operacionais com as principais imobiliárias e construtoras do país e não descarta a possibilidade de comprar participações nessas empresas. O objetivo é manter a posição de mercado, quando os concorrentes se estruturam para crescer no setor. A adesão da Caixa ao modelo de “correspondente imobiliário”, em que os corretores de imóveis fazem 90% da origem de crédito imobiliário, tem o potencial de mudar a forma com que o financiamento da casa própria acontece no país.   
BSB, 18/9- No ano em que a Copa do Mundo acontecerá no Brasil, mais precisamente em 2014, a proporção do crédito habitacional sobre o PIB (Produto Interno Bruto) terá quase triplicado. A conclusão é de estudo realizado pela consultoria MB Associados, por encomenda da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), divulgado na quarta-feira (11). De acordo com os dados, a expectativa é de que o crédito habitacional feche este ano com uma representatividade de 4% sobre o PIB e passe a 11% em 2014. Neste ano, o crédito habitacional deve somar R$ 136 bilhões, mas fechará 2014 em R$ 520 bilhões, o que significa que o montante mais que triplicará (+282,35%). Frente ao ano passado, quando R$ 91,9 bilhões foram emprestados para a compra de imóveis, deve haver um crescimento de 47,9% ao final de 2010. Entre os aspectos que beneficiam o mercado imobiliário brasileiro, o estudo aponta condições macroeconômicas sólidas, o fato de não haver um processo de desregulamentação e a classe média ainda estar em forte processo de expansão de renda e emprego.   
BSB, 9/8- O boom do mercado imobiliário já provoca também um boom de atrasos na entrega dos imóveis comprados na planta dois anos atrás, quando houve um pico de lançamentos. Falta de mão de obra, de materiais de construção, morosidade nos trâmites burocráticos para legalizar os imóveis e até o excesso de chuvas são fatores apontados pelas construtoras para ultrapassar os prazos estabelecidos nos contratos. Não existem estatísticas consolidadas sobre o problema. Mas indicadores parciais mostram que houve aumento no número de reclamações feitas pelos compradores de imóveis novos nos órgãos de defesa do consumidor. Além disso, as construtoras isoladamente e entidades representativas da construção civil admitem que, em muitos casos, os prazos iniciais acordados em contrato não foram cumpridos. De janeiro ao dia 10 de julho, por exemplo, quase quadruplicou, em relação a igual período de 2009, o número de queixas de consumidores que tiveram problemas com imóveis, segundo informações do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec). "E 70% das reclamações são de compradores que não receberam a moradia no prazo combinado", afirma o presidente da entidade, José Geraldo Tardin. O restante (30%) das queixas se refere a defeitos nos imóveis. No primeiro semestre de 2009, Tardin recebia 14 consultas diárias de consumidores com problemas referentes à compra de imóveis no País. Neste ano, essa marca subiu para 53. Dados da Fundação Procon de São Paulo também indicam crescimento significativo, de 106,6%, no número de atendimentos na capital paulista no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009 de consumidores que não receberam o imóvel no prazo combinado. De janeiro a junho deste ano, foram 62 atendimentos, contra 30 nos mesmos meses de 2009.   
BSB, 9/8- Um levantamento semestral, feito a pedido do Estado, pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça levando em conta as reclamações registradas por consumidores sobre imóveis, entre 2008, 2009 e 2010, revela que o problema que mais ampliou a sua participação no total das queixas nesse período foi o de contrato. É exatamente nesse grupo de reclamações que está a rescisão da compra pela não entrega do imóvel. Os dados, que consideram o total de queixas realizadas em 118 Procons espalhados pelo País, indicam que problemas de contrato representaram cerca de um quarto (25,5%) do total de reclamações feitas por consumidores quando o assunto é imóvel. No primeiro semestre de 2008 e de 2009, a fatia desse grupo de queixas no total de reclamações tinha sido de 17,1% e de 20%, respectivamente. "A principal queixa dos consumidores se refere a problemas de cobrança (40,6%), mas o número de reclamações que mais cresceu em três anos diz respeito ao descumprimento de contratos, puxado pelos atrasos na entrega do imóvel", afirma a coordenadora geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e diretora substituta do DPDC, Juliana Pereira. Eduardo Zaidan, diretor de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estados de São Paulo (Sinduscon-SP), confirma os atrasos na entrega dos imóveis que, segundo ele, não estão restritos a uma ou outra empresa. Razões Segundo Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, além da escassez de mão de obra, insumos, equipamentos e problemas climáticos, o estrangulamento das linhas de crédito provocado pela crise financeira no segundo semestre de 2008 foi outro fator que contribuiu para os atrasos. "Com a falta de liquidez no mercado, as empresas tiveram de equacionar o fluxo de caixa, que ficou mais apertado." Entre as construtoras com maior índice de reclamações por atrasos na entrega dos imóveis neste semestre, segundo o Ibedec, e   
BSB, 6/8- Passados sete meses de 2010, a CEF (Caixa Econômica Federal) emprestou R$ 40,1 bilhões em crédito para brasileiros realizarem o sonho de adquirir a casa própria. O montante, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5), representa um crescimento de 104% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o valor já equivale a 85% de todo o montante investido em 2009, de R$ 47,05 bilhões. De modo geral, R$ 17,8 bilhões do total emprestado foram provenientes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 17,4 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O restante - R$ 4,9 bilhões - veio de outras fontes de financiamento para famílias de baixa renda, como os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Ainda conforme os números divulgados pela CEF, desde a criação do Minha Casa, Minha Vida, em abril do ano passado, foram disponibilizados R$ 16,5 bilhões ao programa, com 137.010 moradias entregues e 79 mil unidades financiadas na planta. No que diz respeito aos resultados de julho, a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, os atribui aos prazos e às taxas oferecidos pela instituição. “Estamos contratando 4,5 mil unidades por dia, com volume médio diário de R$ 275 milhões. A Caixa se preparou muito para esse momento e está tendo o resultado desse investimento. Oferecemos os melhores prazos, taxas e o melhor atendimento. Com isso, aproximamos o cliente de uma nova realidade do setor imobiliário”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil.   
BSB, 6/8- A caderneta de poupança teve a maior captação do ano no mês de julho. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta quinta-feira, a aplicação teve uma arrecadação líquida de R$ 6,8 bilhões. O valor bruto que entrou na poupança no último mês, R$ 101 bilhões, também foi o maior de 2010. Com o montante, o que já estava aplicado anteriormente, mais os rendimentos de julho, que foram de R$ 1,8 bilhão, R$ 349,5 bilhões estão hoje na poupança. Julho desbancou junho como melhor mês do ano, em uma escalada que começou em abril do valor líquido arrecadado pela poupança. Neste ano, R$ 19 bilhões entraram e os rendimentos foram de 11,2 bilhões. Em comparação com 2009, o número apresentou leve avanço. No mesmo período do ano passado, foram arrecadados pela poupança R$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 200 mil a menos que o valor deste ano.   
BSB, 5/8- O financiamento imobiliário com recursos direcionados cresceu 21,4% no Brasil no primeiro semestre deste ano, sendo um dos principais impulsionadores do crédito no país, de acordo com dados divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quarta-feira (4). “Ele continua forte e vem liderando o desempenho do crédito direcionado”, disse o economista sênior da Febraban, Jayme Alves. O crédito imobiliário com recursos direcionados é incentivado pela realização do Feirão da Casa Própria pela CEF (Caixa Econômica Federal). “O primeiro semestre é mais forte porque tem o feirão, que tem relevância para o volume de crédito do ano. Com o evento, os financiamentos imobiliário subiram 50%, fechando o semestre com um volume de R$ 34 bilhões". De forma geral, o crédito com recursos direcionados cresceu 11,3% no primeiro semestre deste ano, com os repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrando aumento de 15,9% e os empréstimos diretos do banco tendo uma evolução de 6,3%. Enquanto no primeiro semestre deste ano o destaque ficou com o financiamento imobiliário com recursos direcionados, no ano passado, o destaque havia sido a modalidade BNDES direto. Isso porque, em 2009, o crédito imobiliário cresceu 43,51%, ante 46,5% do BNDES direto. Os repasses do BNDES subiram 22,7%, enquanto o crédito com recursos direcionados subiu 28,5% de forma geral.   
BSB, 2/8- Na guerra para conquistar clientes, os bancos estão fazendo de tudo. A competição que antes era baseada na taxa de juros e nos serviços incluídos, agora chegou às condições de pagamento. Quem ganha com isso é o cliente, que agora pode escolher começar a pagar as prestações do financiamento imobiliário até seis meses depois de fechado o contrato. O Banco do Brasil (BB) é um dos que oferecem carência de até seis meses na compra de um imóvel. Segundo José Henrique Silva, gerente executivo de Empréstimos e Financiamento do banco, o benefício ajuda o cliente a equilibrar o orçamento nos meses próximos à conclusão do negócio: “Nem todos estão prevenidos para despesas de mudança e mobiliário quando compram um apartamento.” Esse foi o caso de Taíssa Abdala, designer de 32 anos. Ela realizou o sonho da casa própria com um financiamento do Banco do Brasil e optou por dois meses de carência: “Esses meses sem pagar me ajudaram a juntar dinheiro para comprar os móveis e realizar algumas obras.” Além do Banco do Brasil, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal oferecem carência de até seis meses. Na Caixa, o benefício é válido somente para alguns tipos de convênio, como para funcionários de ministérios. Além de empurrar as primeiras parcelas para depois, os bancos oferecem outras vantagens. A Caixa, por exemplo, permite que o cliente altere a data de pagamento das parcelas. Basta ir à agência e pedir a mudança. O Santander dá ao cliente a possibilidade de escolher um mês por ano para não pagar a prestação. No período em questão, o mutuário quita somente o juros e a taxa de manutenção do contrato. O Banco do Brasil também oferece a vantagem de um mês sem pagar a cada ano, e chama o serviço de “prestação pula”. “Alguns meses, como janeiro e fevereiro, concentram muitas contas. A opção serve para que o cliente melhore seu fluxo de caixa. Nós nos adequamos à sua capacidade de pagamento”, diz José Henrique Silva, do Banco do Brasil.   
BSB, 29/7- Uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula aumentou o teto do subsídio para imóveis que poderão entrar no regime especial de tributação do programa federal Minha Casa, Minha Vida. O valor do imóvel que poderá ser construído com o benefício subirá de R$ 60 mil para R$ 75 mil. As construtoras vinham sendo beneficiadas com a diminuição para 1%o da alíquota do Regime Especial de Tributação da Construção Civil sobre a receita mensal para imóveis em construção de até R$ 60 mil. O setor imobiliário pleiteava um aumento desse valor, diante da elevação de custos das obras e do preço de terrenos. Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, isso vai implicar em renúncia fiscal de R$ 20 milhões em 2010.   
BSB, 2597- A meta de construir 1 milhão de novas residências no Brasil até o final de 2010 deve ser alcançada, pois as verbas são alocadas de forma que os estados consigam atingir suas próprias metas. A declaração foi concedida pela superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Rio, Nelma Souza Tavares. “Se um estado consegue atingir sua meta antes de acabar o ano, a verba sobressalente é destinada para outro estado que ainda não conseguiu chegar nos seus números. O dinheiro é alocado de forma que a meta principal de 1 milhão de novas moradias seja concluída até o final do ano”. A parcela destinada para o estado do Rio é de 74.657 moradias até o final deste ano, sendo que 41,3% deste total, 30.865 unidades habitacionais, já foram contratadas. Segundo Nelma Souza Tavares, a expectativa é ultrapassar esse número. Segundo informações da Secretaria Municipal de Habitação do Rio, somente na capital fluminense, 110 mil pessoas, que alegaram ter renda de zero a três salários mínimos, fizeram inscrição no Programa Minha Casa Minha Vida. O sorteio para os participantes do programa habitacional ainda não tem data prevista. A Caixa deve firmar até o final do ano contratos para a construção de mais de 30 mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida para famílias que ganham de zero a três salários mínimos por mês no Rio de Janeiro. No primeiro semestre do ano foram assinados contratos para a construção de cerca de 15 mil casas. O volume financiado em crédito de habitação pela Caixa, de janeiro a junho deste ano, foi de R$ 2,690 bilhões, o que representa um crescimento de 161% comparado com o mesmo período de 2009 que teve como valor total de R$ 1,666 bilhão.   
BSB, 18/7- Das 945 mil propostas de construção de moradias recebidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, 542 mil unidades começaram a ser construídas, segundo dados divulgados pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, nesta quarta-feira (14). De acordo com a presidente da instituição, é possível que o programa atinja a meta de construir 1 milhão de moradias até o final deste ano. Para Maria Fernanda, o programa foi determinante para o aumento do crédito imobiliário. A Caixa concedeu R$ 47 bilhões em financiamentos habitacionais em 2009, enquanto no primeiro semestre deste ano esse número foi de R$ 34 bilhões. "É um aumento impressionante, principalmente se levarmos em conta que em 2003 a Caixa concedeu apenas R$ 5 bilhões em crédito habitacional", afirmou a presidente, segundo a Agência Brasil. Crescimento De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a evolução do programa habitacional ajudará o Brasil a consolidar o crescimento sustentável no longo prazo. "Esse é um programa cujos resultados levarão 20 anos para serem avaliados. Vários países ricos passaram por uma revolução na habitação antes de se desenvolverem", disse o ministro.   
BSB, 14/7- O Banco Central estima que o total de crédito imobiliário no país passe de R$ 92 bilhões em 2009 para R$ 132 bilhões em 2010. De acordo com a instituição, nos próximos cinco anos, haverá um crescimento médio de 45% ao ano. Os números foram anunciados pelo gerente de Projeto Crédito Imobiliário do Banco do Brasil, João Martins Felcar. O Banco do Brasil, que começou recentemente a operar com crédito imobiliário, hoje detém uma fatia de 1,64% deste mercado. No programa Minha Casa, Minha Vida, contratou 22 empreendimentos e tem outros 27 em análise. O volume de contratações é de R$ 14 mil unidades e a meta é chegar ao fim do ano com 100 mil. Os financiamentos são para empreendimentos destinados a famílias acima de 3 salários mínimos, não havendo previsão, por enquanto, para projetos abaixo dessa faixa. No SFH, o banco aprovou 72 empreendimentos, totalizando 44 mil unidades, e tem outros 63 em análise.   
BSB, 7/7- A caderneta de poupança e os fundos de investimento de baixo risco foram os principais destinos das aplicações financeiras no primeiro semestre de 2010. Fundos de ações e cambiais atraíram poucos recursos. Apesar da baixa rentabilidade desses investimentos mais seguros, que ficaram próximos ou abaixo da inflação, os resultados foram melhores que os obtidos na renda variável. Fundos populares como os FGTS Petrobras e Vale foram os que mais perderam no semestre (-25%). Segundo dados do Banco Central, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 12,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano, valor recorde e 400% superior ao registrado no mesmo período de 2009. No mês passado, o resultado ficou positivo em R$ 4,2 bilhões, maior valor para os meses de junho da série iniciada em 1995 pelo BC. No semestre, os fundos captaram R$ 39 bilhões -alta de 56% na mesma comparação, segundo a Anbima. Os destaques foram os fundos de renda fixa, com captação de R$ 36 bilhões. Só em junho, a indústria de fundos captou R$ 4,8 bilhões. Em rentabilidade, o melhor resultado do ano ficou com a renda fixa (5,26%, sem considerar impostos). A poupança, isenta de tributos, rendeu 3,23% no semestre.   
BSB, 5/7- A contratação de um financiamento imobiliário poderá ser realizada em apenas 72 horas. Segundo a Caixa Econômica Federal, um novo processo deve ser implementado e o novo prazo deve estar em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2011. Atualmente, as operações de crédito imobiliário levam em média 9 dias. Este prazo varia, dependendo da capacidade operacional das agências. “A redução do prazo de tramitação dos pedidos de financiamentos habitacionais depende fundamentalmente de dois aspectos: inovações no processo, ampliando a automação/informatização e ampliação dos canais de atendimento”, afirmou a CEF. Ainda segundo a instituição, já existe um projeto piloto do modelo operacional de correspondente imobiliário que a CEF pretende implantar. “Acreditamos que, quando estiver totalmente implementado este novo modelo, será possível concluir uma operação de crédito imobiliário em até 72 horas”. O vice-presidente de governo do banco, Jorge Hereda, prevê o financiamento imobiliário por meio da CEF feche 2010 em R$ 60 bilhões. A declaração foi feita após o fechamento da sexta edição do Feirão da Casa Própria, que movimentou R$ 8,4 bilhões.   
BSB, 27/6- O avanço do crédito imobiliário e da renda fez crescer, nos últimos anos, o investimento das famílias em aquisição e reforma de imóveis, revela a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. A fatia do orçamento destinada ao item chamado de "aumento do ativo", no qual estão inseridos os gastos com a casa própria, subiu de 4,8% para 5,8%, desde 2002-2003. Para Sônia Rocha, economista do Iets, as mudanças nas regras do setor -como a que permite retomar imóvel em caso de inadimplência- e a estabilidade da economia permitiram o crescimento do crédito à habitação e dos prazos de financiamento, principais responsáveis pelo aumento do patrimônio. Marcia Quintslr, coordenadora do IBGE, afirma que taxas de juros menores e ganho real da renda ajudaram. Apesar da expansão, o investimento em imóveis está ainda muito distante dos níveis registrados nos anos 70, quando as taxas de poupança do país eram maiores. Para Quintslr, a realidade da economia brasileira mudou muito desde então, assim como o padrão de consumo. "Muitos gastos importantes hoje não faziam parte do orçamento, como TV a cabo, celular e outros. Tudo isso fez o consumo crescer e reduziu a poupança e o investimento das famílias." Segundo o IBGE, o gasto médio total das famílias brasileiras foi de R$ 2.626,31 em 2008-2009.   
BSB, 23/6- O Banco Mundial, através do braço privado IFC (International Finance Corporation), fechou o seu primeiro investimento no setor imobiliário. O IFC assinou, ontem, acordo com a Brookfield Incorporações no valor de U$ 47 milhões para a criação de uma empresa de baixa renda, que atuará no programa Minha Casa, Minha Vida. O braço do Banco Mundial está fazendo due dilligence para fechar com mais uma construtora. O objetivo é investir US$ 150 milhões na área imobiliária - tanto em empréstimos, quanto participação direta nas companhias. Dos US$ 47 milhões que o IFC colocará na Brookfield, US$ 30 milhões serão oferecidos por meio de linhas de crédito (de sete anos a uma taxa de CDI mais 2,5%) e US$ 17 milhões em capital próprio do IFC, que representarão 10% das ações da nova subsidiária da Brookfield para baixa renda. "Vamos ser muito ativos no setor de habitação popular este ano", afirma Andrew Gunther, executivo sênior do IFC para o Brasil. Segundo Gunther, pelo menos mais um negócio deve ser fechado em 2010 pelo órgão. "Temos interesse nesse setor porque tem um grande impacto no desenvolvimento e provoca uma mudança radical na vida das pessoas", diz. Além disso, reconhece, trata-se de um setor bastante demandado e com boas oportunidades de crescimento. O IFC já investiu US$ 2,2 bilhões no Brasil ao longo dos anos em diversos segmentos, como bancos médios, infraestrutura, agronegócio e educação. No último ano fiscal, encerrado em 30 de junho, investiu mais de US$ 1 bilhão. Como acionista da nova empresa, o IFC terá um assento no conselho de administração, além de poder indicar um executivo para acompanhar o dia-a-dia. Toda a estrutura operacional ficará por conta da Brookfield e o presidente da subsidiária será Marcelo Borba, um dos fundadores da MB Engenharia, empresa adquirida pela Brookfield (na época Brascan). Segundo Borba, a subsidiária deve ter um nome, mas a assinatura Brookfield - de difícil pronúncia para esse público - deve ser mantida. Entre   
BSB, 19/6- Será realizada de 19 a 23 de junho, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, a 4ª Conferência Nacional das Cidades. O tema central desta edição é a “Cidade para todos e todas com gestão democrática, participativa e controle social”. Estarão em debate avanços, dificuldades e desafios na implementação da Política de Desenvolvimento Urbano. O encontro está organizado em quatro eixos temáticos, são eles: criação e implementação de conselhos das cidades, planos fundos e seus conselhos gestores nos níveis federal, estadual municipal e no Distrito Federal; aplicação do Estatuto das Cidades e dos Planos Diretores e efetivação da função social da propriedade do solo urbano; integração da política urbana no território: política fundiária, mobilidade e acessibilidade urbana, habitação, saneamento; e relação entre os programas governamentais como PAC e Minha Casa, Minha Vida e a Política de Desenvolvimento Urbano. Para o evento, está prevista a participação de cerca de 3 mil pessoas, entre delegados, observadores, autoridades internacionais e funcionários do Ministério das Cidades.   
BSB, 14/6- Os empresários da construção civil estão mais otimistas. Segundo levantamento realizado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o indicador que mede a percepção dos empresários sobre o desempenho atual das construtoras marcou 60 pontos, o que representa aumento de 5% no trimestre e de 30,5% em 12 meses. O nível de otimismo voltou em maio ao patamar mais alto de toda a série histórica do estudo, verificado antes da crise econômica internacional. É importante ressaltar que, em uma escala de 0 a 100 pontos, os resultados acima de 50 pontos denotam otimismo ou percepção favorável e abaixo de 50 pontos pessimismo ou perspectiva desfavorável. A pesquisa afirma ainda que, em contraposição ao bom desempenho das construtoras, acentuou-se entre os empresários do setor a preocupação com uma possível alta nos preços dos insumos da construção. Na sondagem, a expectativa de evolução dos custos teve 40,61 pontos, o que indica pessimismo. Sobre a mudança da política monetária que estabeleceu novo ciclo de elevação da taxa de juros, não houve alteração significativa no indicador de dificuldades financeiras. Vale notar que, desde novembro de 2009, o indicador atingiu um patamar acima de 50 pontos (neste caso, é o contrário: pontuações acima de 50 denotam pessimismo ou perspectiva desfavorável). Já o indicador que mede a percepção dos empresários sobre Desempenho Futuro das Empresas registrou 63,21 pontos, indicando otimismo. O estudo registrou ainda que os empresários estão otimistas em relação à Expectativa de Sucesso na Condução da Política Econômica, com 53,09 pontos, enquanto a expectativa de crescimento econômico registrou 67,43 pontos.   
BSB, 8/6- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 85% em abril, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 4,3 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Frente a março deste ano, foi registrado crescimento de 6% do montante contratado, uma vez que no terceiro mês do ano o volume era de R$ 4,1 bilhões. Considerando o primeiro quadrimestre deste ano, os financiamentos com recursos da poupança totalizaram R$ 14,3 bilhões, registrando alta de 74% na comparação com o mesmo período de 2009. Em abril, 37.537 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 65% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a março, o aumento foi de 30%. No primeiro quadrimestre, foram 114.076 unidades adquiridas por meio de recursos da poupança, 46% acima dos números do mesmo período de 2009. Em relação ao resultado da poupança no quarto mês do ano, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,2 bilhão, com o saldo atingindo R$ 262 bilhões.   
BSB, 8/6- O valor médio dos financiamentos de imóveis com recursos da poupança cresceu quase 12% nos primeiros quatro meses deste ano, frente ao valor de 2009. No primeiro quadrimestre deste ano, o valor médio era de R$ 125,6 mil, ante R$ 112,4 mil em 2009. Frente a 2008, quando os brasileiros tomavam em média R$ 112,4 mil para a aquisição de um imóvel com recursos das cadernetas, houve aumento de quase 14%. A evolução, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), reflete as condições macroeconômicas favoráveis, aliadas a uma forte gestão de risco, que favorecem o aumento do valor médio dos financiamentos para os mutuários. Nos quatro primeiros meses do ano, as contratações subiram R$ 14,3 bilhões, superando em 74% os valores apurados no mesmo período de 2009 e em mais de 90% em relação ao primeiro quadrimestre de 2008. Sobre as unidades financiadas, elas ficaram em 114.076 nos quatro primeiros meses do ano, alta de 46% frente ao mesmo período de 2009. Os resultados positivos no acumulado do ano, segundo a Abecip, indicam que a demanda de crédito habitacional, embora crescente, foi totalmente atingida pelos agentes financeiros. Para este ano, ela espera uma concessão de R$ 50 bilhões.   
BSB, 1/6- A poupança deixa de ser exigida para a produção de imóveis até 2013, segundo o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antônio França. “A poupança cumpriu o seu papel e o mercado imobiliário está em outro momento, sem a dependência desse funding para sua manutenção”, declarou o executivo. Para França, o que levará à extinção da exigibilidade da poupança é a escassez de recursos, por isso, é necessário atrair o investidor brasileiro para ampliar a liquidez do setor. Ele explica que, como a TR (Taxa Referencial, principal indexador dos contratos de financiamento imobiliário) tende a zero, as operações imobiliárias são quase pré-fixadas no País. França defende a elaboração de um índice de valorização do mercado residencial e o financiamento imobiliário com outras fontes de recursos, justificando que a representação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro pode chegar a 11% em 2014. “Somente 3% dos ativos de crédito dos bancos são imobiliários”, disse ele. Durante seminário sobre mercado imobiliário e mercado de capitais, realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), na segunda-feira (31), especialistas dos dois setores defenderam a ampliação da participação de ativos imobiliários nos principais fundos de investimento. De acordo com José Antonio Gragnani, da BM&F Bovespa, nos últimos dois meses, os Fundos de Pensão têm discutido os portfólios, orçamentos e investimentos. “Temos interesse em aumentar a participação do mercado imobiliário, pois os Fundos de Pensão representam, hoje, 18% do PIB (R$ 500 bilhões). Até 2020, deve corresponder a 40% do PIB. Haverá falta de ativos corporativos e os imobiliários são oportunidades de rentabilizar esses fundos”, explicou Gragnani. No entanto, para que isso aconteça, é preciso solucionar alguns gargalos, como padronizar os contratos (sistema de amortização e indexador), desde a origem dos créditos, implantar o instrumento de concentra   
BSB, 28/5- Cerca de R$ 50 bilhões, provenientes da caderneta de poupança, serão destinados ao financiamento imobiliário em 2010, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com novas 450 mil unidades financiadas. O montante supera em 50% o volume de recursos da poupança que foi aplicado no financiamento habitacional em 2009, de R$ 34 bilhões. Segundo os profissionais consultados, os recursos da caderneta de poupança serão suficientes para cobrir todo o volume estimado para o financiamento habitacional, sem necessidade de colocação de aportes adicionais por parte das instituições financeiras. "A caderneta de poupança vai atender plenamente os clientes, sem complementação dos bancos. A poupança tem potencial para continuar sendo o principal funding do financiamento imobiliário por alguns anos", afirma o presidente da Abecip e diretor de crédito do Itaú Unibanco, Luiz França. Em 2009, a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 30,41 bilhões contra R$ R$ 17,75 bilhões, em 2008. A entrada de recursos foi mais consistente em 2007, quando houve o registro de R$ 33,38 bilhões de captação líquida. Acompanhando o movimento, os recursos destinados ao financiamento habitacional também evoluíram. De 2007 a 2009, passou de R$ 18 bilhões para R$ 34 bilhões. Em 2010, o aumento do volume de recursos da poupança para o financiamento de moradias deve ser 50% maior. Com isso, a expectativa da Abecip é de que novas 450 mil unidades sejam financiadas neste ano contra 302 mil em 2009. O interesse crescente pelo financiamento imobiliário pode ter uma explicação. "Há uns cinco anos, as famílias compravam imóveis com prazo de financiamento inferior a uma década. Agora, o prazo pode chegar a 20 anos. Com o maior espaço de tempo, menor o pagamento mensal, mais atrativo fica o financiamento", afirma Leonardo Corrêa, vice-presidente financeiro da construtora e incorporadora MRV Engenharia, com previsão de vender cerca de 40 m   
BSB, 28/5- Segundo dados da Abecip, em 2006, o preço médio de cada imóvel, financiado pelos bancos nacionais, era de R$ 70,6 mil. Em 2007, o ticket médio por unidade ficou em R$ 84,1 mil e, em 2008, o preço de cada unidade, em média, foi de R$ 100,5 mil. Em 2009, o preço médio ficou em R$ 123,0 mil. Dentro das regras da exigibilidade, determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os bancos são obrigados a aplicar 65% dos depósitos de poupança em contratos de financiamentos habitacionais. Não faria sentido levantar recursos da tesouraria do banco para empréstimo de longo prazo, durante 15 ou até 20 anos. O custo atrelado à taxa básica Selic seria muito superior ao da poupança, de 6% ao ano mais Taxa Referencial (TR), diz o diretor imobiliário do Grupo Santander, José Roberto Machado Filho. "Os recursos da caderneta de poupança ainda apresentam o menor custo do mercado." É importante saber que hoje a taxa Selic também é um balizador para a rentabilidade da poupança. Quando a Selic é reduzida, aciona gatilhos que diminuem o ganho da caderneta de poupança. Isso passou a existir em março de 2007, quando a Resolução 3.446 determinou a revisão da tabela do fator redutor da Taxa Básica Financeira (FBF) para novos cálculos da Taxa Referencial, que por sua vez, está relacionada ao rendimento da caderneta de poupança. De meados de 2005 para cá, a taxa de juro foi caindo. Recentemente, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, a Selic foi elevada para 9,5% ao ano. O ganho da caderneta de poupança tem acompanhado o movimento. Nos primeiros quatro meses de 2010, a remuneração da poupança ficou em 0,5% ao mês (garantido por lei), no entanto, a Taxa Referencial (TR) foi zerada em janeiro, fevereiro e abril. Apenas em março, ficou em 0,08.   
BSB, 28/5- Diante da evolução da captação de recursos pela caderneta ao longo dos anos, tem ampliado o número de unidades financiadas em diferentes regiões do Brasil, não apenas no eixo Rio-São Paulo. Entre 2008 e 2009, o crescimento do financiamento imobiliário, com recursos da poupança, aumentou 69,4% na região Centro-Oeste, 22,9% no Sul, 20% no Nordeste, 17,9% na região Norte e apenas 5,2%, na região Sudeste, segundo dados do Banco Central e Abecip. O crescimento habitacional nas outras regiões foi mais acelerado entre 2006 e 2007, quando o mercado imobiliário cresceu, em volume de recursos, 120% na região Norte, 131% no Nordeste, 105% no Sudeste, 56% no Sul e 73% nos Estados do Centro-Oeste. A Caixa mantém importantes linhas de crédito imobiliário voltadas à demanda das construtoras nas cinco regiões, com empreendimentos voltados à baixa e à média renda, mantendo convênios com grandes empresas do setor imobiliário. Os empréstimos imobiliários da Caixa representaram 71% do crédito imobiliário do mercado em 2009. Além dos recursos da caderneta da poupança (R$ 19,49 bilhões), há ainda dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras fontes. "Nosso foco é continuar crescendo, acompanhando a expansão do banco", afirma José Roberto Machado Filho, diretor imobiliário do Grupo Santander. Com a aquisição do Banco Real, o Santander está com maior presença nas regiões Norte e Nordeste do país. No Bradesco, o Sudeste ainda representa 50% dos valores financiados. "A tendência é de redução deste percentual nos próximos anos, tendo em vista o crescimento dos demais Estados, principalmente no Norte e Nordeste", diz o superintendente executivo Cláudio Borges. "As parcerias do Itaú Unibanco com todas as construtoras, na produção de novos empreendimentos, tem contribuído para a expansão do financiamento imobiliário em outras regiões. Um grande vetor de crescimento é Brasília, explica França, diretor de crédito imobiliário do banco.   
BSB, 26/5- O crédito ao consumo deve continuar a crescer, mas não num ritmo tão explosivo quanto desde o início desta década. No seu lugar, como principal estrela do mercado de crédito à pessoa física no Brasil, devem entrar os financiamentos imobiliários. Essa é, em resumo, a visão de economistas e executivos do setor ouvidos pelo Estado. "O crédito à pessoa física relacionado ao consumo ainda não esgotou seu potencial de crescimento, mas já não é mais uma aberração como o crédito imobiliário, que está extremamente defasado e traz agora o grande potencial de expansão", diz Octavio de Barros, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Bradesco. Segundo Nilson Pelegrino, diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, o crédito imobiliário do banco deve crescer acima de 30% em 2010. "Estamos com operações de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por mês, entre financiamento aos mutuários finais e crédito a construtoras." Para a economista Luíza Rodrigues, do Santander, a tendência é que o crédito imobiliário, que hoje não passa de 3% do PIB, cresça para um nível acima de 20% ao longo dos próximos anos: "É um porcentual normal para um país emergente". Nos Estados Unidos, é acima de 100% do PIB. Luíza acrescenta que o juro de 10% ao ano parece um "número mágico", a partir do qual se nota um crescimento acelerado do crédito imobiliário. Selic Um possível fator de desaceleração do crédito para a pessoa física é o início do ciclo de altas da Selic, o juros básico, para segurar a inflação. Para Giovanna Siniscalchi, economista do Itaú-Unibanco, o aperto da política monetária "deve reduzir o ritmo, mas não levar a crescimento negativo". Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), acha fundamental que as políticas fiscal e monetária evitem um susto inflacionário, que poderia provocar um pinote nas taxas de juros e interromper de forma mais traumática a expansão do crédito. "Se esse aperto vier como se espera, ele vai apena   
BSB, 25/5- "O Brasil é ainda uma criança no que diz respeito a financiamento imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)", afirma André Rosa, diretor de Vendas e Investimentos da Jones Lang LaSalle. Segundo ele, o crédito imobiliário não chega a 5% do PIB brasileiro. "Enquanto isso, a China registra 12%, a África do Sul, 34%, e a Espanha, 60% de crédito sobre o PIB", diz Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas. "O risco de bolha imobiliária no Brasil já passou. Isso ocorreu em 2007 e 2008, quando o mercado estava extremamente aquecido. E isso só ocorre quando os juros estão baixos ou até negativos", diz Lozardo. Para ele, o que a Europa está enfrentando é muito pior: uma crise de governança pública. "A União Europeia vai demorar muitos anos para voltar aos mesmos patamares." Na Europa, as transações imobiliárias fecharam 2009 com um volume de US$ 98 bilhões, o que representa uma queda de 41% em relação a 2008. Para Rosa, se a crise não se agravar, a expectativa é que encerre 2010 com o montante de US$ 120 bilhões. Mas o continente mais afetado pela turbulência econômica foi o americano, que registrou apenas US$ 45 bilhões em 2009, uma redução de 64% em relação ao ano anterior. "As Américas devem retomar os investimentos de 50% a 60% neste ano, chegando a US$ 72 bilhões", estima Rosa. Segundo o executivo, o Brasil teve, em 2009, praticamente os mesmos valores de operações imobiliárias de 2008. "Monitoramos transações acima de US$ 5 milhões, e nesse quesito o país somou US$ 2,6 bilhões, no ano passado", afirma Rosa.   
BSB, 25/5- Já a região Ásia-Pacífico foi a menos afetada no segmento. Em 2009, registrou queda de 23%, e atingiu US$ 66 bilhões. A expectativa para este ano é que ultrapasse os valores de 2008, e chegue a US$ 85 bilhões. No país que originou a crise, há sinais de aperto na política monetária, já que os pacotes de ajuda à economia têm estimula do a tomada de riscos. Em alguns mercados isso pode causar um efeito negativo, a inflação, sobre os preços dos imóveis. Mas, segundo a Jones Lang LaSalle, o US Federal Reserve, banco central americano, vem sinalizando que está pronto para retirar as políticas que foram empregadas. "Acho que os Estados Unidos devem retirar o remédio até o meio deste ano para não sofrer com inflação", acredita Rosa. "Hoje, os valores de aluguel estão caindo. E como o crédito continua escasso, é cada vez mais comum ver transações casadas. Ou seja, as empresas vendem os seus empreendimentos para depois alugá-los de volta, e assim não ficam com o ativo em carteira. Há investidores internacionais interessados nessa negociação conhecida como saleleaseback." Até o governo da California está apostando nessa ideia. Em fevereiro, anunciou um plano para vender 11 propriedades estaduais e alugá-las de volta por 20 anos. Dessa forma, o governo pretende reduzir suas dívidas em mais de US$ 1 bilhão.   
BSB, 24/5- Com o cenário mais favorável, os brasileiros estão correndo atrás da compra da casa própria. Na outra ponta, o mercado tem se movimentado para conquistar cada vez mais os clientes, diante da maior competitividade. Um exemplo é que já é permitido o pagamento da casa própria por meio do cartão de crédito. Na realidade, por enquanto, construtoras e incorporadoras aceitam o uso do plástico para pagamento do valor da entrada da casa ou do apartamento, montante que varia bastante de acordo com as condições financeiras do próprio cliente e do valor da propriedade. Em novembro do ano passado, a Cury Construtora deu o pontapé para esta tendência. Na empresa, o cliente pode parcelar em até dez vezes sem juros no cartão de crédito o valor da entrada. O plano é ajustar os modelos mais eficientes e mais adequados ao perfil dos consumidores das classes C e D, uma vez que o cartão proporciona um crédito pré-aprovado, sem burocracia. A Tecnisa também passou a oferecer, desde abril, essa opção aos clientes, que podem parcelar a entrada em até seis vezes no cartão de crédito, no caso dos empreendimentos da linha Tecnisa Flex, que têm unidades com valor entre R$ 90 mil e R$ 250 mil. A intenção, por sua vez, é expandir para toda a companhia. O valor da entrada do imóvel, de acordo com o diretor de Marketing, Rogério Santos, fica entre 5% e 10%. De acordo com Santos, o cartão de crédito até que demorou para entrar no mercado imobiliário, tendo em vista que o setor já faz vendas pela internet, por celulares e iPhones. Depois da entrada no cartão de crédito, o cliente paga as parcelas do imóvel na forma tradicional de boleto bancário. De acordo com Santos, a construtora já estuda a possibilidade de fazer tudo isso vinculado a uma administradora de cartão. “Ele facilita a compra e tem o retorno das milhagens. O cliente pode ganhar prêmios fantásticos”.   
BSB, 15/5- Das 5.565 cidades brasileiras, apenas 1.046 possuíam, no ano passado, algum plano municipal para habitação – o que significa mais de 80% dos municípios sem qualquer plano habitacional instituído. Outros 1.691 municípios estavam elaborando o plano para regularizar a demanda por habitação de seus habitantes, segundo a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (13). A região com maior o percentual de cidades com plano municipal de habitação elaborados é a Centro-Oeste (22,5%) e a com menor proporção é a Sudeste, onde apenas 15,3% dos municípios possuem o plano. O estudo mostrou, porém, que 80,8% dos municípios brasileiros possuem algum tipo de cadastro ou levantamento de famílias interessadas em programas habitacionais – embora apenas 56% desses cadastros sejam informatizados. A renda das famílias é a característica mais utilizada como critério para manter tal cadastro – a informação está presente em 75% dos bancos de dados. Boa parte dos cadastros (59,8%) leva em conta o número de dependentes por família, enquanto outros identificam os idosos (53,1%), mulheres chefes de família (51%), pessoas com deficiência (46,7% dos cadastros possuem essa informação) e pessoas de raça/etnia negra ou indígena (14%).   
BSB, 15/5- Nos primeiros quatro meses do ano, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 21,17 bilhões em financiamento imobiliário -quase o total oferecido em 2008 (R$ 23,3 bilhões) e 124% a mais do que no mesmo período de 2009, segundo dados obtidos pela Folha. Com o feirão da casa própria -que será realizado em São Paulo e também em outras 12 capitais-, o banco pretende impulsionar os resultados. A previsão é que os negócios realizados ou encaminhados durante os eventos totalizem R$ 3,5 bilhões. Haverá ainda 41 feiras de menor porte. "O mercado está aquecido por fatores que vão desde a favorável situação econômica, com o aumento da renda e mais famílias ascendendo à classe C, até as condições de financiamento dos imóveis, com juros a partir de 4,5% ao ano mais TR [Taxa Referencial]", diz Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa. Em 2010, a Caixa espera voltar a registrar a maior contratação da história. A expectativa inicial, de R$ 50 bilhões, subiu para R$ 55 bilhões a R$ 60 bilhões. Além das condições econômicas, o programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida também explica os números recordes do banco. Lançado em abril do ano passado, a meta é que o programa financie 1 milhão de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 até o final deste ano. O último balanço da Caixa, do dia 3, aponta que o programa teve 429.021 contratos assinados, totalizando R$ 28,56 bilhões em investimentos.   
BSB, 12/5- A ampliação das opções de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em consórcios de imóveis fez esse tipo de comercialização registrar recorde no primeiro trimestre deste ano. Os dados divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) apontam para um crescimento de 18,1% no acumulado dos primeiros três meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, no número de novos consorciados. Ao todo, até março, 56 mil novas cotas foram comercializadas, enquanto que nos primeiros três meses de 2009 eram 47,4 mil. “Não pagar juros, parcelar integralmente o valor do bem e poder utilizar o FGTS na amortização, liquidação e pagamento de parte das prestações ou para ofertar lances têm sido as principais razões para o crescimento dos consórcios de imóveis, especialmente no primeiro trimestre deste ano”, afirmou, por meio de nota, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi. Em março deste ano, havia 545 mil consorciados ativos no ramo de imóveis – a maior marca da história. O número está 5,2% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 518 mil cotas. Considerando o primeiro trimestre deste ano, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) chegaram a 17,1 mil, volume 14% maior que as 15 mil do mesmo período do ano passado. Considerando todas as categorias do sistema de consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.   
BSB, 10/5- As cadernetas de poupança fecharam abril com captação líquida - saldo entre aplicações e saques - de R$ 1,696 bilhão, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Foi a maior entrada líquida para um mês de abril desde 2007, quando a captação da caderneta foi de R$ 2,046 bilhões. No mês passado, os depósitos nessa modalidade de investimento somaram R$ 88,722 bilhões e superaram os saques, que totalizaram R$ 87,025 bilhões. No acumulado de janeiro a abril, a captação líquida da poupança atingiu R$ 5,94 bilhões, o maior resultado para o período na série histórica iniciada em 1995. Foram R$ 353,67 bilhões em depósitos e R$ 347,72 bilhões em saques. No ano passado, em meio aos efeitos da crise financeira mundial, que afetou a economia brasileira, a caderneta de poupança experimentou uma perda líquida de R$ 941,5 milhões em abril. No quadrimestre, o saída líquida de recursos atingiu de R$ 1,523 bilhão. Esses números incluem as cadernetas operadas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e também a poupança rural. O sistema creditou rendimentos, equivalentes à variação da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês, de R$ 1,593 bilhão no mês e de R$ 6,15 bilhões no acumulado do ano. Com esse resultado, o patrimônio total da caderneta de poupança subiu para R$ 331,17 bilhões no fim de abril. As cadernetas operadas de acordo com o SBPE, com maior parcela da captação de recursos destinada ao financiamento habitacional, terminaram o mês passado com saldo de R$ 262,305 bilhões. Já as contas da poupança rural, voltada ao crédito agrícola, acumulam patrimônio de R$ 68,869 bilhões. Mais da metade da captação líquida do mês ocorreu nas cadernetas administradas pela Caixa Econômica Federal. Segundo as informações da instituição, a entrada líquida do mês foi de R$ 996,3 milhões, o equivalente a 59% do total. O saldo da poupança operada pela Caixa é de R$ 112,5 bilhões, correspondentes a 34% do patrimônio de todo o mercado.   
BSB, 7/5- O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) liberou mais R$ 1 bilhão para o Programa Pró-Moradia, que concede financiamentos com recursos do FGTS aos estados, Distrito Federal e municípios para políticas habitacionais à população de baixa renda. O orçamento do programa foi ampliado para a criação da linha de crédito Pró-moradia Emergencial, que é voltada para o atendimento de pessoas que ficaram desabrigadas em razão de tragédias climáticas, como as que ocorreram no Rio de Com a ampliação do orçamento, o programa Pró-moradia terá, este ano, crédito total de R$ 2 bilhões. Para utilizar a linha de crédito, as prefeituras e governos do estado devem apresentar projetos de aplicação de recursos, que devem ser utilizados para beneficiar a população, oferecendo uma moradia adequada. Os valores variam de R$ 20 mil a R$ 30 mil por família e podem ser aplicados nas modalidades de urbanização e regularização de assentamentos precários, produção de conjuntos habitacionais ou desenvolvimento institucional. A taxa de juros é de 5% ao ano, cobrada mensalmente nas fases de carência e de amortização. O período de amortização pode ser de, no máximo, 20 anos, dependendo da modalidade do programa. Já o tempo de carência é o período da obra, que corresponde a, no máximo, 48 meses. O FGTS pode financiar até 95% do valor do investimento nas modalidades Urbanização e Regularização de Assentamentos Precários e Produção de Conjunto Habitacional, enquanto na modalidade Desenvolvimento Institucional o financiamento pode ser de até 92,5%.   
BSB, 3/5- Apesar do crescimento que apresenta, o crédito no Brasil está longe de virar uma “bolha”, na opinião do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. “Na experiência mundial, o boom está relacionado com uma euforia, que leva a uma ausência de percepção dos reguladores, que não conseguem analisar o risco”, afirmou. O fenômeno é mais conhecido como miopia frente ao desastre, que acontece à medida que se afasta de uma crise e os mesmos erros começam a ser cometidos novamente. “No Brasil, as crises de crédito no passado ocorreram pela volatilidade. Havia queda de renda e isso reduzia a capacidade de pagamento das pessoas físicas. O Brasil tem um longo período de baixa volatilidade do PIB, nós não temos inflação alta – que corroía a renda – e, em terceiro lugar, tem uma boa regulamentação financeira”, disse. De acordo com Maílson, o risco de ter uma bolha do crédito pode até existir, desde que o Brasil entre em um sistema como o norte-americano de não-regulação dos mercados. “Essa confusão de regulação e a sofisticação é que permitiram nos EUA a criação de um sistema paralelo. Os bancos brasileiros são capitalizados e estão entrando nesta época [de avanço do crédito] com uma regulamentação muito competente”, explicou o ex-ministro da Fazenda. Na ocasião, o economista e presidente da Ricam Consultoria, Ricardo Amorim, afirmou que “a gente vai ter uma bolha de crédito no Brasil, vai ver explodir e vai levar dez ou 20 anos, não é nos próximos anos”, pois as concessões ainda são pequenas no País. Em relação ao crédito imobiliário, que tem recebido incentivos – a exemplo do programa Minha Casa, Minha Vida – a crença de Amorim, no entanto, é de que não existirá bolha no curto prazo. "O crédito imobiliário no Brasil representa 3% da economia brasileira, nos Estados Unidos são 80%”, apontou, em referência ao tamanho ainda pequeno deste mercado. O ex-ministro da Fazenda completou: “O Brasil está na infância do crédito imobiliário, porque o longo período de inflaç   
BSB, 1/5- Diante do aquecimento do setor imobiliário, muitas são as dúvidas relacionadas ao tema. Ao se vender um imóvel, caso haja ganho de capital, ou seja, a pessoa vendeu por um preço mais caro do que pagou, é preciso pagar imposto de 15%. Há, no entanto, alguns casos de isenção na apuração do lucro sobre a venda de imóvel realizado pela pessoa física, explica Meire Poza, sócia da Arbor Contábil. O primeiro deles é se o imóvel foi adquirido antes de 1969 e é vendido. Nesse caso, o investidor está isento de apurar o imposto, independentemente do valor de compra e de venda. O segundo é se o imóvel foi adquirido entre 1969 e 1988, quando é possível realizar a depreciação do bem. Meire diz que um programa da Receita chamado "Programa de Apuração dos Ganhos de Capital" faz todo o cálculo da depreciação conforme as informações fornecidas pelo contribuinte. O terceiro caso de isenção é se o valor do imóvel vendido é inferior a R$ 440 mil. O contribuinte também não precisará apurar os ganhos desde que esse bem seja o imóvel da pessoa e ele não tiver sido negociado nos últimos cinco anos (Instrução Normativa 84, artigo 29º , inciso I). Outro caso de isenção foi estabelecido em junho de 2005. Se a pessoa física vendeu um imóvel residencial e usou todo o dinheiro para comprar um outro imóvel, ele está isento de pagar imposto sobre ganhos de capital desde que a aquisição desse novo bem seja feita em até 180 dias da venda do primeiro imóvel. Nesse caso, a regra não está limitada ao único imóvel residencial. O aquecimento do setor de imóveis fez com que muita gente buscasse financiamento em bancos para a aquisição de uma casa ou apartamento ou mesmo usasse os recursos do fundo de garantia. No caso de imóvel adquirido com o fundo de garantia, o valor do FGTS deve ser informado em "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", explica Meire. Já a dívida do financiamento realizado via Sistema Financeiro de Habitacional (SFH) não precisa ser informada, diz a executiva.   
BSB, 29/4- A CEF (Caixa Econômica Federal) concedeu, de janeiro até o último dia 23, R$ 19,6 bilhões em financiamentos habitacionais para 323.268 famílias. O montante emprestado é 126% superior aos R$ 8,7 bilhões registrados no mesmo período do ano passado e representa um recorde. Quando se trata de quantidade, houve acréscimo de 134.636 financiamentos, o que corresponde a um aumento de 71% no período. Somando o Feirão da Casa Própria, para o qual estão previstos R$ 3,5 bilhões em negócios, o banco estima superar a marca de R$ 55 bilhões em crédito habitacional, que pode atingir R$ 60 bilhões este ano. "Este ano, em menos de quatro meses, já superamos a contratação de todo o ano de 2007, que era também recorde de contratação, até então. Com o feirão, vamos alavancar a contratação no Programa Minha Casa, Minha Vida e bater novo recorde de crédito imobiliário", afirmou o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Herada. O Programa Minha Casa, Minha Vida registrou até o momento 836.415 propostas de empreendimentos habitacionais, sendo que 486.821 são destinadas ao público de menor renda (até três salários mínimos). Já 349.594 são destinadas àqueles com renda entre três e dez salários mínimos. Até o dia 26 deste mês, 417.814 contratos foram assinados, o que representa um valor de R$ 23,5 bilhões em investimentos.   
BSB, 26/4- A classe C, caracterizada por ganhos de até três salários mínimos, será a maior responsável pela demanda por imóveis até o ano de 2016. É o que aponta um estudo realizado pela MB Associados, empresa de consultoria que presta serviços na área de análise macroeconômica. A geração de novas famílias na classe está entre os motivos para a demanda, pois cada família gerada é uma demanda potencial para imóveis. Conforme o estudo, o que pode acontecer é a migração das classes mais baixas para a classe média. Segundo o economista Sérgio Vale, chefe da MB Associados, é interessante analisar a consequência dessa expansão, com o detalhe de que a classe média está crescendo. Segundo ele, cerca de 60% do total de famílias ainda se encontram nessas faixas mais baixas, enquanto 30% fazem parte da classe média, entendida aqui como aquelas famílias que ganham entre três e 10 salários mínimos por mês. A mesma pesquisa destaca que, com o crescimento da classe C, diminuirá a demanda por imóveis populares, pois, com a melhora do padrão de rendimentos, os novos integrantes da classe irão procurar imóveis de melhor qualidade.   
BSB, 22/4- A desvinculação da tabela de concessão de subsídios ao número de salários mínimos, introduzida na segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), pode ser benéfica para a perenidade do programa como política habitacional de longo prazo. A opinião é do presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), João Crestana. Segundo Crestana, quando lançado, há um ano, o PMCMV visava ao atendimento de famílias com renda de até 10 salários mínimos. Atualmente, foram estabelecidos tetos que variam de R$ 1.395,00 a R$ 4.750,00, com patente redução. “Isso é ruim para a sociedade, porque parcela importante da população fica fora do programa e deixa de receber subsídios maiores e outros benefícios, como juros baixos e isenções cartorárias”, diz João Crestana. “Se fosse mantida a mesma regra, ou seja, atualizar a tabela pelo novo valor do mínimo (R$ 510,00), famílias com renda mensal de R$ 1.530,00 não seriam excluídas da primeira faixa do programa, assim como aquelas com ganhos de até R$ 5.100,00, da faixa mais elevada”, adiciona. A aceitação dessa excludente mudança implica tolher a abrangência do programa em mais de 40% nos próximos quatro anos, admitindo-se repetição futura da louvável correção do salário mínimo nos níveis efetuados em 2010.   
BSB, 20/4- Nos primeiros três meses deste ano, a Caixa Econômica Federal já disponibilizou R$ 17 bilhões em financiamentos imobiliários, segundo afirmou a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos, nesta segunda-feira (19). De acordo com ela, o banco fechou entre janeiro e março uma média de 4,1 mil contratos por dia. “Um número absolutamente recorde, acima dos três mil contratos do ano passado, que já era um recorde”, considerou Maria Fernanda, de acordo com a Agência Brasil. Em 2009, o banco emprestou R$ 47,3 bilhões para a habitação. O montante representou mais que o dobro do que foi concedido no ano anterior. Com o crescimento, a CEF atingiu uma participação nas operações de habitação do mercado de 77,3%, ante 69,3% em 2008. O saldo da carteira habitacional do banco chegou a R$ 70,5 bilhões no ano passado, depois de apresentar um crescimento de 56,5% em relação ao ano anterior.   
BSB, 19/4- A Associação Frutos da Terra Brasil (AFTB) lançou, há cerca de quatro anos, o programa de financiamento imobiliário isento de juros, sem comprovação de renda e com prestações com valores baixos, que só serão pagas depois da aquisição do imóvel. Segundo o presidente da AFTB, Carlos Alberto Rotermund, a proposta surgiu de pesquisa com empresas do setor da construção civil, a qual demonstrou que pessoas que queriam comprar a casa própria não conseguiam carta de crédito. “Os modelos atuais de financiamento foram analisados para permitir que a associação possa competir com outras empresas. A diferença é que não buscamos o lucro”. O programa desenvolvido e administrado pela AFTB reúne recursos financeiros dos associados, empresas patrocinadoras e do governo, formando um fundo que se converte em crédito habitacional residencial isento de juros para os associados que aderirem ao programa. Para participar do programa, que recebe inscrições de todo o país, é preciso ter renda familiar a partir de um salário mínimo e escolher um imóvel na faixa de R$ 35 mil a R$ 500 mil, sendo que o ideal é que a pessoa não comprometa mais de 30% da renda familiar com a parcela. Os créditos do SAC são destinados à aquisição de imóveis residenciais novos ou usados em qualquer região do Brasil, construção ou até mesmo para quitar outros financiamentos firmados com bancos. No momento da inscrição, basta escolher o valor da carta de crédito para financiar até 100% do imóvel pretendido. Ao se inscrever, o associado contribui com uma taxa mensal equivalente a 0,1% do valor solicitado para ser uma das fontes do financiamento.   
BSB, 18/4- O Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal divulgaram nesta emana, o balanço do primeiro ano do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Até o dia 13 de abril, foram contratadas 408.674 unidades, ou seja, 40,8% da meta do governo de construir um milhão de casas. Essa contratação representa investimento de R$ 21,5 bilhões. Até agora, foram efetivamente entregues apenas três mil unidades. A expectativa é de que haja aceleração na entrega de imóveis a partir de maio. O ministro das Cidades, Marcio Fortes, comemorou o resultado. Segundo ele, 78% das obras contratadas já foram iniciadas. "É muito fácil dizer que estamos longe da meta, mas não temos um cronograma de entrega. Portanto, estamos dentro do prazo", afirmou o ministro. A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, ressaltou que somente neste ano o banco fez a contratação de 278.426 unidades, sendo que 133.146 se referem ao programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2009, a Caixa contratou 896.908 unidades, sendo que 275.528 do Minha Casa, Minha Vida. O vice-presidente da Habitação da Caixa, Jorge Hereda, destacou que o programa ainda enfrenta dificuldades em algumas cidades brasileiras devido ao elevado preço dos imóveis. Disse, no entanto, que apesar das pressões das construtoras, não haverá na primeira fase do programa reajuste dos preços dos imóveis que podem ser contemplados no Minha Casa, Minha Vida. Para tentar contornar o problema, Hereda informou que a Caixa vai apostar nas parcerias com Estados e municípios. No caso de São Paulo, uma parceria com a prefeitura vai viabilizar a construção de quatro mil unidades. Já outra parceria com o governo do Estado possibilitará a construção de 13 mil moradias, sendo que quatro mil delas na cidade de São Paulo. No primeiro ano do Minha Casa, Minha Vida, foram contratados   
BSB, 11/4- Os saques de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para uso na aquisição da casa própria cresceram 27,4% nos três primeiros meses deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. O motivo apontado para o resultado foi a expansão de crédito imobiliário, revelaram dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela CEF (Caixa Econômica Federal). No mesmo período, a captação líquida do fundo foi de R$ 3,75 bilhões, mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2009 e 54% superior ao que foi registrado em todo o ano passado. O uso do FGTS não pode ser feito por quem é comprador ou proprietário de imóvel residencial financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), em todo o Brasil, e por quem tem imóvel residencial concluído ou em construção no atual município de residência ou naquele em que exerça a ocupação principal. O fundo pode ser usado para aquisição de imóvel residencial urbano concluído ( pagamento parcial ou total do preço) e para financiamento da construção de imóvel residencial urbano (como parte ou valor total dos recursos).   
BSB, 9/4- Os critérios de seleção das famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida foram definidos pela Portaria 140, publicada na terça-feira (6) no Diário Oficial da União. As famílias que moram em áreas de risco ou que possuem mulheres como chefes serão priorizadas no programa, que atende a famílias com renda de até R$ 1.395. Os dois critérios definidos valem para operações realizadas com recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e para empreendimentos construídos em municípios com população de até 50 mil habitantes que aderiram ao programa e para os projetos do Minha Casa, Minha Vida - Entidades. Além dos critérios determinados, os estados e municípios poderão estabelecer outros três para realizar a seleção. Os municípios poderão priorizar candidatos que moram próximos à região do empreendimento. Os critérios que serão determinados pelos estados e cidades devem ser aprovados pelos conselhos locais de habitação. Se não houver um conselho local, deverão ser aprovados pelo Conselho de Assistência Social e divulgados nos meios de comunicação do município, divulgando onde será construído o empreendimento. O processo de seleção deverá reservar 75% do total de moradias para os candidatos que preencham quatro ou cinco critérios entre os que foram definidos pela União, estados e cidades. Já 25% serão destinados aos candidatos que preencham até três critérios. Às pessoas com deficiência física inscritas no Minha Casa, Minha Vida foram reservados 3% das unidades dos empreendimentos da região. Os idosos também têm direito a 3% do total de imóveis. Caso o número deste público seja superior ao de moradias reservadas, será realizado um sorteio.   
BSB, 6/4- O crédito imobiliário deve se expandir nos próximos anos, segundo avaliam a CEF (Caixa Econômica Federal) e o BB (Banco do Brasil). Isso porque, na opinião do vice-presidente de cartões e novos negócios do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, o crédito imobiliário no Brasil corresponde a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto que em outros países, como México e Chile, esses índices são maiores, cerca de 11% e 17%, respectivamente. Caffarelli lembra ainda que o país tem déficit habitacional de 8 milhões de unidades, número que indica necessidade de expansão do crédito para a compra de imóveis. “Temos dobrado o desembolso ano após ano, mas ainda estamos distantes de outros países”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil. Ainda na opinião do vice-presidente de cartões e novos negócios do BB, no futuro, o mercado secundário de crédito imobiliário estará disseminado. Na avaliação de técnicos da Caixa, no longo prazo é possível que todos os bancos tenham destinado recursos da poupança para o crédito imobiliário acima do exigido. Além disso, para a CEF, uma das alternativas para uma nova fonte de recursos é a securitização de papéis imobiliários, o que significa transformar créditos de longo prazo em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), sendo que tais certificados são vendidos a investidores. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% das aplicações do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para os empréstimos imobiliários. Segundo Caffarelli, neste ano, não faltam recursos para aplicar no financiamento imobiliário. O BB, por exemplo, tem disponível R$ 7 bilhões, sendo que, em 2009, a carteira de financiamento imobiliário do banco ficou em R$ 1,5 bilhão, com expectativa de dobrar o resultado em 2010 e estar entre os três maiores em 2012. Já a CEF, aplicou R$ 47 bilhões em crédito imobiliário no ano passado e tem meta de R$ 55 bilhões para este ano.   
BSB, 3/4- A segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) terá a habitação como foco e o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) como protagonista. O anúncio, feito nesta semana pelo Governo, foi comemorado pelo setor imobiliário de São Paulo. Porém, representantes do segmento acreditam que ainda há muito o que se fazer e apontam empecilhos para o desenvolvimento do programa. A destinação de R$ 71,7 bilhões para o programa habitacional ainda não passa de uma intenção, na visão do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana. “Um conjunto de intenções é um bom começo para um programa”, afirma. “ Os detalhes ainda não foram definidos, por isso haverá um debate, para tornar esses sonhos e intenções um conjunto de ações efetivas”. De acordo com o anúncio, a área de habitação receberá, ao todo, R$ 278 bilhões em investimentos, sendo que R$ 178 bilhões serão destinados aos financiamentos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e outros R$ 30,5 bilhões à urbanização de assentamentos precários, além dos mais de R$ 70 bilhões destinados ao Minha Casa, Minha Vida. Agora, o Governo se reunirá com representantes do setor para que os parâmetros sejam definidos em até 90 dias. Crestana lembra que o programa Minha Casa, Minha Vida, em sua primeira fase, foi um sucesso e a continuação do projeto deve ser comemorada. Porém, ela ainda acredita que há muito o que se fazer para sanar o déficit habitacional, que hoje está em 5,8 milhões de unidades habitacionais. Para ele, para que o mesmo sucesso aconteça com o MCMV 2 é preciso que tudo fique muito bem determinado. “É perfeitamente viável construir dois milhões de casas em quatro anos. O número é até modesto”, afirma Crestana.   
BSB, 3/4- Para o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóvel de São Paulo), José Augusto Viana, a meta proposta para a segunda fase do projeto também é viável. “É possível construir porque o plano começa a interessar aos empresários. Nota-se que eles começam a investir para construir principalmente para a faixa salarial acima de três mínimos”, ressalta. Tanto Viana como Crestana vêem um problema na nova fase do projeto que agora integra o PAC, os terrenos. “Nas cidades mais desenvolvidas o grande problema ainda é o terreno”, afirma Viana. Para ele, somente com subsídios de prefeituras e dos estados é que é possível consegue fazer projetos para a baixa renda. “Fora isso, é praticamente impossível”, atesta. das Crestana também acredita que a questão dos terrenos também pode se tornar um empecilho para o avanço da nova fase do programa habitacional em cidades como São Paulo Além disso, o presidente do Secovi também critica a mudança nas faixas de renda para que as famílias consigam o subsídio. Em sua primeira fase, o MCMV determinava três faixas de renda para que as famílias pudessem obter subsídios para compra de imóvel. As famílias com renda de zero a três salários mínimos teriam prioridade no programa, seguidas por aquelas com renda de três a seis salários e de seis a dez mínimos. Agora, foram estabelecidos tetos de zero a R$ 1.395 de renda e desse patamar até R$ 4.750. Com isso, Crestana acredita que aqueles que hoje ganham R$ 1.530, que equivaleria a três mínimos, não serão atendidos com prioridade e nem contarão com um subsídio maior que aqueles que recebem acima dos três mínimos. “Essas pessoas podem ser enquadradas na segunda faixa, mas será preciso melhorar o subsídio”, atesta.   
BSB, 31/3- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, no primeiro bimestre deste ano, o consórcio de imóveis ultrapassou o número de 36 mil adesões de novos participantes. O montante é 46,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2009 (25 mil). De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o crescimento foi provocado pela expectativa da entrada em vigor da ampliação do uso do FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pelos consorciados, no último dia 18. "Os consórcios vivem um bom momento. Suas características como, por exemplo, a ausência de juros e parcelamento integral, aliados ao aquecimento da economia e da segurança do emprego, têm gerado uma procura constante e crescente", afirmou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi. Em fevereiro deste ano, havia 539 mil consorciados ativos no ramo de imóveis, número 5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 513,2 mil cotas. No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) chegaram a 9,9 mil, o mesmo volume registrado no ano passado. Considerando todas as categorias do sistema de consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.   
BSB, 29/3- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 73,3% em fevereiro, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 2,99 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Frente a janeiro deste ano, foi registrado crescimento de 3,93% no montante contratado, uma vez que no primeiro mês do ano o volume era de R$ 2,88 bilhões. Quando a comparação é feita com o primeiro bimestre de 2009, os financiamentos com recursos da poupança também registraram alta, de 62,13%. Em fevereiro, 24.733 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 49,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a janeiro, o aumento foi de 8%, já que naquele mês foram financiadas 22.894 unidades. Em 12 meses, foram 316 mil unidades adquiridas por meio de recursos da poupança. Em relação ao resultado da poupança no período, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 617 milhões, com o saldo atingindo R$ 258,4 bilhões. De acordo com a Abecip, esse cenário torna evidente que as cadernetas preservam o papel de fornecer recursos para o crédito imobiliário, sem atrair os aplicadores em fundos de investimentos.   
BSB, 25/3 De acordo com o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o deficit habitacional urbano do País caiu de 6,27 milhões de unidades em 2007 para 5,8 milhões, em 2008. A diferença é de 476 mil casas em um ano. O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foram considerados os motivos para a queda do deficit, na visão do ministro das Cidades, Márcio Fortes. De acordo com o relatório, as famílias com renda de até três salários mínimos concentram 89,2% do deficit habitacional. O problema se agrava nas cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes. Segundo os dados, em 97,3% delas existem favelas, em 86,5%, cortiços e em 94,6%, loteamentos clandestinos ou irregulares. As áreas urbanas concentram 82% do deficit habitacional do País. Apesar de ainda ser alto, o deficit habitacional vem caindo e, nos últimos 16 anos, o percentual de pessoas morando em condições adequadas no País melhorou 15%. Segundo os dados, 50,7% da população morava em locais com boas condições em 1992. Esse percentual subiu para 65,7% em 2008.   
BSB, 23/3- A partir de junho deste ano a Caixa Econômica Federal aplicará o Selo Casa Azul para todos os empreendimentos habitacionais construídos no âmbito dos programas, financiamentos e repasses operacionalizados pela instituição. O objetivo é reconhecer e divulgar ao público os projetos de empreendimentos habitacionais mais sustentáveis. O selo abrange seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, gestão da água, conservação de recursos materiais e práticas sociais. Cada categoria possuirá critérios obrigatórios e facultativos, dependendo do nível que se pretende atingir – esses níveis serão ‘bronze’, ‘prata’ e ‘ouro’. Para obter o selo, o interessado deve preencher o Guia do Proponente que contém as diretrizes do projeto a ser elaborado e encaminhado para análise da Caixa. Essa análise seguirá o trâmite normal de qualquer financiamento de empreendimento imobiliário. O Selo Azul não se sobrepõe ao Procel Edifica. Ele irá, inclusive, se alinhar às regras para etiquetagem de edifícios residenciais, quando elas estiverem prontas.   
BSB, 22/3- A segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida pode incluir entre dois e três milhões de moradias. A estimativa é do presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão. “Ainda não há nada oficial. A proposta feita pela Cbic foi de construção de dois milhões de unidades em quatro anos. O que sabemos, dentro do governo, é que está sendo estudado até três milhões”, declarou Simão. A decisão será anunciada junto à divulgação do PAC 2 (a segunda fase do Plano de Aceleração do Crescimento), prevista para o dia 29. O presidente da Cbic destaca que outra mudança no programa habitacional deve ocorrer na distribuição dos imóveis por faixa de renda. “Nós fizemos uma proposta de aumentar de 40% para 50% as moradias voltadas para as famílias com renda de até três salários mínimos”, afirmou. Simão destaca que, focando mais nas famílias de renda inferior, o governo torna a proposta do Minha Casa, Minha Vida mais ambiciosa, pois essa faixa de renda é a que conta com maior volume de subsídios governamentais. “Isso é muito positivo, porque esse é um programa que deu certo como um dos instrumentos para erradicar o déficit da habitação para as famílias mais pobres”, declarou. Segundo o presidente da Cbic, até hoje mais de 740 mil imóveis já fazem parte do sistema do Minha Casa, Minha Vida, o que significa já terem sido aprovados por todas as análises e estarem disponíveis para contratação na Caixa Econômica Federal. “Até o final do ano teremos cumprido a meta de um milhão de moradias”, completou Simão.   
BSB, 19/3- As empresas do setor de Habitação também entraram na lista daquelas que receberam mais queixas na Fundação Procon-SP em 2009. A área, de acordo com o cadastro de reclamações do órgão, representou 1% do total das reclamações fundamentadas. Ao todo, 320 das 41.685 queixas recebidas pelo órgão de defesa do consumidor no ano passado referem-se ao segmento habitacional. Descumprimento do prazo de entrega, questões relativas à devolução de valores pagos em negócios não concretizados e falhas na informação ao consumidor estão entre as reclamações mais citadas.   
BSB, 16/3- O Ministério das Cidades promove de 19 a 26 de março, no Rio de Janeiro, o V Fórum Urbano Mundial. Criado em 2001 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, sob a responsabilidade da ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, o fórum será realizado pela primeira vez na América Latina. O evento reúne agentes governamentais, representantes da sociedade civil e do setor privado para debater a questão da rápida urbanização. Nesta edição, o fórum terá como tema central “O Direito à Vida: unindo o urbano dividido”. Haverá debates sobre os seguintes assuntos: “Adiante o direito à cidade”; “Unindo o urbano dividido”; “Acesso igualitário à moradia”; “Diversidade cultural nas cidades”; “Governança e participação”, e “urbanização sustentável e inclusiva”.   
BSB, 9/3- O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse ontem que o governo deverá lançar no dia 29 de março, juntamente com a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) a extensão do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, ele não adiantou quantas casas deverão ser incluídas na extensão do programa. O dirigente afirmou que este ano deverão ser contratadas 1 milhão de casas na primeira edição do programa Minha Casa, Minha Vida, e que, também este ano, 300 mil unidades serão entregues.   
BSB, 5/3- Os recordes de vendas no setor imobiliário em 2009 não devem deixar saudade. Isso porque os especialistas nesse mercado acreditam que a avalanche de vendas, principalmente no final do ano passado, foi apenas o começo de ciclo de bons negócios na história do setor. A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, estima que o investimento no Minha Casa, Minha Vida para 2010 será superior ao montante de R$ 50 bilhões, com média de contratação para 60 mil unidades habitacionais por mês, o que representará ao final do ano o cumprimento total da meta do programa, beneficiando um milhão de famílias e atendendo parte do déficit habitacional do país, que é de sete milhões de moradias. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que, até a metade do próximo ano, 700 mil projetos estejam aprovados pela Caixa, em construção ou já entregues. Segundo ele, esse ritmo é um avanço, uma vez que em seis anos do governo Lula foram construídos 750 mil imóveis para a faixa de renda de zero a seis salários mínimos. “Agora vamos fazer isso em apenas 18 meses”, assegurou. Ele acrescentou que a demanda e as condições de produção definem as ações das construtoras. Com a aprovação da Lei nº 10.931, em 2004, que instituiu um novo marco regulatório para o crédito imobiliário, foram ampliadas as garantias aos compradores e financiadores da casa própria Paulo Safady Simão falou das expectativas para o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). “O presidente Lula disse que em março vai lançar o PAC II, e nós estamos nos organizando para fazer uma proposta para um novo programa habitacional”, finalizou.   
BSB, 3/3- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, em 2009 o consórcio de imóveis ultrapassou o número de 533 mil participantes ativos. O montante é 3,4% maior do que o registrado em dezembro de 2008 (515,3 mil) e recorde desde o ano 2000. Na opinião do presidente executivo da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, o consórcio tem sido a alternativa de quem quer realizar o sonho da casa própria ou mesmo formar um patrimônio. "O planejamento do brasileiro começa pela não necessidade de desembolso no valor da entrada. Segue pelo pagamento de parcelas mensais sem qualquer cobrança de taxa de juros e atinge seu principal objetivo, a casa própria ou até mesmo um imóvel maior ou para lazer na praia ou no campo, ou ainda um imóvel para uso profissional, além de uma reforma, com possibilidade de escolha do imóvel como se estivesse com dinheiro na mão. Nesse momento, o consorciado pode negociar e conseguir vantagens na compra à vista. Isso sem falar na formação do seu patrimônio pessoal ou familiar", revela. O acumulado de vendas entre janeiro e dezembro de 2009 apresentou 206,1 mil novas cotas, número 0,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 204,9 mil cotas. No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) cresceram 8,9%, passando de 59,8 mil nos 12 meses de 2008 para 65,1mil em igual período do ano passado, recorde desde 1997.   
BSB, 1/3- A maior parte dos compradores de imóveis usados da cidade de São Paulo optou por pagar o bem à vista em 2009, segundo pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). No ano passado, essa forma de pagamento correspondeu a 57,03% das vendas de imóveis, ante uma participação de 40,02% dos financiamentos com bancos. Somente a CEF (Caixa Econômica Federal) representou, no período, 34,47% das vendas, sendo a principal instituição de financiamento. Os demais bancos ficaram com participação de 5,55%. Além da aquisição à vista e do financiamento bancário, os paulistanos compraram imóvei por meio de consórcio. Esse tipo de negociação correspondeu a 1,34% das vendas no ano passado. Já as negociações diretamente com o proprietário foram uma opção para 1,61% dos compradores. Ainda de acordo com os dados, coletados pelo Creci-SP, em 2009, os imóveis mais vendidos foram aqueles que custavam até R$ 180 mil, que responderam por quase 58% dos negócios realizados na capital.   
BSB, 28/2- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 51,9% em janeiro, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 2,88 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para o mês. Frente a janeiro de 2008, quando havia uma euforia do crédito imobiliário, também foi registrado crescimento, de 77,3%. Quando a comparação é feita com o último semestre de 2009, porém, os financiamentos com recursos da poupança registraram queda de 16,1%, uma vez que naquele período o volume era de R$ 3,43 bilhões em média. No acumulado dos últimos 12 meses, os empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceram 15,5%, frente ao período de 2009, com um volume financiado de R$ 35 bilhões. Em janeiro, 22.894 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 29,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a dezembro, a quantidade é menor, já que naquele mês foram financiadas 31.688 unidades. Em 12 meses, foram 307,91 mil unidades adquiridas por meio de recursos da poupança Em relação ao resultado da poupança no período, os dados mostraram que houve uma captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,8 bilhão, com o saldo atingindo R$ 256,6 bilhões. De acordo com a Abecip, o comportamento é sazonal porque janeiro é um mês em que aumentam os dispêndios das famílias brasileiras. Janeiro de 2010 registrou o melhor resultado para o período desde 1997, quando a captação líquida representou 5,06% do saldo das contas do final de 1996.   
BSB, 22/2- Um imóvel bem localizado e em bom estado de conservação demorou, em média, de 11 a 28 dias para ser alugado em janeiro. O dado faz parte da pesquisa divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) na quinta-feira (18). Segundo o levantamento, as casas e os sobrados foram alugados mais rapidamente do que os apartamentos no primeiro mês do ano. Em média, uma casa demorou entre 9 e 26 dias para ser alugada, ao passo que um apartamento demorou mais, entre 16 e 34 dias. Os fiadores continuam sendo os mais adotados na hora de alugar um imóvel. Em janeiro deste ano, 50,5% dos contratos foram assinados por meio deles na cidade de São Paulo. O depósito (incluindo o caução) respondeu por 29,5% dos contratos de aluguéis assinados no mês passado e o seguro-fiança foi utilizado por 20% dos inquilinos. Ainda de acordo com o Secovi, o valor do aluguel na cidade de São Paulo variou 0,2% em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta ficou em 8,83%.   
BSB, 19/2- A Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC debate no próximo dia 25, em São Paulo, o Programa Minha Casa, Minha Vida I e II. A reunião será realizada das 10h30 às 16h30, na sede do Secovi-SP, em São Paulo, ocasião em que também serão tratados os temas Projetos da CII/CBIC e Pesquisa do Mercado Imobiliário. Confirmações de presenças, bem como sugestão de outros assuntos para compor a pauta dos trabalhos devem ser feitas até o próximo dia 22 pelos e-mails: eloiza@secovi.com.br e celsopetrucci@secovi.com.br.   
BSB, 12/2- Segundo a Lello Condomínios, o número de novos contratos de aluguel de imóveis residenciais cresceu 20% na cidade de São Paulo em 2009, na comparação com o ano anterior. O valor médio do aluguel nas novas locações ficou em R$ 1.500,00 para imóveis residenciais e R$ 3.000,00 para imóveis comerciais, de acordo com o levantamento da empresa. Para Roseli Hernandes, gerente geral de Locação e Vendas da Lello Imóveis, o desempenho do mercado de aluguéis residenciais no ano passado foi bom, mas a escassez de unidades disponíveis para locação, especialmente as de um e dois dormitórios, impediu um crescimento maior no número de negócios. “O cenário de 2010 certamente será ainda mais favorável, já que a nova Lei do Inquilinato deve ajudar a ampliar a oferta de imóveis para aluguel. Já temos recebido, neste início de ano, muitas consultas de proprietários interessados em disponibilizar suas unidades para locação”, diz Roseli. A região da Mooca respondeu por 20% das locações intermediadas pela Lello em 2009, seguida pela do Tatuapé, com 18%, e pela área de Santana, com 16%. Já a região dos Jardins representou 12% dos negócios da empresa na área de locação residencial, seguida por Moema, com 11%, Perdizes, com 10%, e Vila Mariana, com 8%.   
BSB, 5/2- A continuidade do programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida depende, entre outros fatores, da existência de recursos permanentes para garantir a produção de unidades. Além disso, segundo avaliação do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), João Crestana, também são vertentes indispensáveis para a continuidade do programa a segurança jurídica e efetividade das instituições, o fortalecimento das empresas e maior qualidade dos produtos e melhor urbanismo para resolver incompatibilidades, como a "inaceitável" distância entre a habitação e o emprego. De acordo com Crestana, o momento atual é para aperfeiçoar o Minha Casa, Minha Vida e iniciar a preparação para a segunda etapa do programa. “Estamos aprendendo no processo, identificando problemas e possibilidades de solução (…) para que se possa em suas próximas fases ofertar mais do que um milhão de novas moradias ao ano. A meta de todos nós é zerar o deficit habitacional e proporcionar um teto digno aos brasileiros”. No que diz respeito à primeira fase projeto, o presidente do Secovi-SP acredita que o programa caminhe com sucesso. Até agora, a CEF ( Caixa Econômica Federal) contratou, em âmbito nacional, cerca de 300 mil unidades, podendo chegar ao final deste ano ou início de 2011ao total prometido de um milhão de moradias.   
BSB, 4/2- Os recursos para compra da casa própria no País estão cada vez mais volumosos. O orçamento inicial para este ano é de R$ 80 bilhões, sendo R$ 30 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e, R$ 50 bilhões do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Com essa verba,será possível o setor se aproximar de 1 milhão de empréstimos habitacionais. A projeção é do presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antonio França. Os interessados em ter seu primeiro imóvel ou até mesmo a tão sonhada casa de veraneio contam com financiamento farto e condições ainda mais favoráveis. Nesse orçamento expressivo também estão incluídos os recursos para o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Segundo levantamento da Abecip, o valor médio da carta de crédito para compra do imóvel passou de R$ 70.600, em 2006, para R$ 123 mil, no ano passado. O percentual a ser financiado também subiu de 46,8%, em 2004, para 61%, em 2009. Isso mostra que o governo e a iniciativa privada têm desenvolvido mecanismos para facilitar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional no País. Atualmente, o empréstimo imobiliário chega a 100% do valor da unidade e as opções de juros mais acessíveis beneficiam quem vai comprar tanto imóvel na planta quanto usado.   
BSB, 4/2- Os juros variam de 5% a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial) para os contratos assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Há ainda a redução de 0,5% no percentual do empréstimo se o trabalhador tiver conta vinculada do FGTS há pelo menos três anos. Nesse caso, se a taxa é 5% ao ano passará para 4,5%. Outra mudança foi escalonar as taxas, de acordo com o valor do imóvel. As unidades que custam até R$ 150 mil têm percentuais diferenciados nos bancos privados. O HSBC, por exemplo, reduziu de 10% para 8,9% ao ano, os juros para compra de imóveis avaliados em até R$ 150 mil. O cenário favorável oferece condições para aquisição em todas as faixas de renda. Hoje, os trabalhadores com renda acima de R$ 4.900 podem comprar o imóvel, com juros menores, pela linha que utiliza recursos do FGTS. Outra mudança foi a ampliação do valor da unidade para R$ 500 mil dos contratos assinados pelo SFH.   
BSB, 3/2- A aprovação das novas regras de uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em consórcios imobiliários, no mês de dezembro, poderá atrair novos perfis de consumidores em 2010. Pela regra anterior, o interessado poderia usar o dinheiro do fundo para dar um lance e obter a carta de crédito. Agora, ele poderá utilizá-lo também para amortizar o saldo devedor, pagar as parcelas ou quitar o plano. Com isso, segundo estimativa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios Imobiliários (Abac), em 2010, o número de participantes ativos deverá ultrapassar o de 2009 em 15%. De janeiro a novembro do ano passado, as aquisições de imóveis por consórcio já haviam apresentado crescimento: chegaram a 62,3 mil, superando o mesmo período de 2008 em 13,3%. Para poder usar os recursos do fundo, no entanto, os consorciados devem seguir as mesmas regras de uso do FGTS válidas para quem está comprando via financiamento imobiliário. O saldo só pode ser usado por trabalhadores com no mínimo três anos de contribuição e o mutuário não pode ter outro imóvel adquirido com recursos do fundo no mesmo município. Além disso, o consorciado deve respeitar o limite de R$ 500 mil para a compra de imóvel e não ter mais de três parcelas em atraso. Diferentemente do financiamento habitacional, no consórcio não há cobrança de juros. Mas, sobre as parcelas mensais, é adicionada uma taxa de administração, que varia, de acordo com a administradora, entre 1% e 1,5% do valor do imóvel ao ano. O prazo varia entre 80 e 240 meses. O presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, ressalta que o consorciado precisa estar ciente de que poderá esperar alguns anos para obter a carta de crédito.   
BSB, 1/2, A poupança esteve à frente do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como fonte de recurso dos financiamentos habitacionais realizados pela CEF ( Caixa Econômica Federal) no ano passado. Dados divulgados nesta quarta-feira (27) mostraram que as linhas de crédito com FGTS mais que dobraram, para um volume de R$ 9,4 bilhões, no caso de imóveis novos ou na planta. Já no caso de usados, foram financiados R$ 7,84 bilhões em 2009. Os financiamentos com recursos da poupança, por sua vez, alcançaram R$ 19,4 bilhões, depois de dobrar frente a 2008. Isso sem contar o Construcard, que também é irrigado pela poupança, cujo investimento chegou a mais de R$ 3,6 bilhões. Em relação à quantidade de unidades financiadas, o FGTS foi responsável por 144.309 imóveis novos ou na planta, uma alta de 31% frente aos 110.021 de 2008. No caso dos imóveis usados, o financiamento com o fundo dos trabalhadores cresceu 65%, para 284.791 novos contratos. Quando analisados os contratos com recursos da poupança, foram financiadas 153.181 unidades. No caso do Construcard, foram 301.933 unidades, uma alta de 172% frente aos 103.204 de 2008.   
BSB, 27/1- A Caixa Economia Federal tem por meta financiar 1 milhão de moradias pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. Para tanto, terá que financiar neste ano 724.472 imóveis --número quase três vezes maior do que o de 2009 (275.528). "Estamos numa velocidade [de contratação] que nos dá autoridade para falar que chegaremos a um milhão até o final do ano", disse vice-presidente da área de governo, Jorge Hereda, durante apresentação do balanço de crédito imobiliário. Neste ano, o banco não conseguiu atingir a sua meta interna para o programa, que era de 400 mil, ficando em torno de 275 mil unidades. Segundo Hereda, a velocidade de contratação vem subindo nos últimos meses, devido ao "aprendizado" dos agentes envolvidos na operação de financiamento. "Financiamos 188 mil unidades somente nos últimos três meses do ano", disse ele. A expectativa para 2010 é de que sejam liberados 60 mil financiamentos pelo programa federal a cada mês.   
BSB, 25/1- O “Minha Casa, Minha Vida” incluirá grande número de pessoas que hoje não podem se beneficiar do programa. Atualmente, a renda máxima dos trabalhadores para se encaixar na faixa salarial exigida pelo regulamento é R$ 4.651, o equivalente a dez salários mínimos no valor antigo. Com o aumento do salário mínimo que entrou em vigor no início de 2010, os dez salários mínimos passam a valer, agora, a R$ 5.100. Logo, as famílias que recebem entre R$ 4.651 e R$ 5.100 também poderão financiar moradias novas com os incentivos previstos pelo programa – especialmente os descontos na documentação para a compra e isenção do pagamento de seguro habitacional. “Acho de grande importância a inclusão de mais pessoas no programa”, disse o presidente da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia . “Esse é um programa que está dando muito certo. Nas últimas três décadas se produziu muito pouco para este segmento, no qual o programa é especializado”, acrescentou.   
BSB, 25/1- O Ministério das Cidades confirmou que a alteração das faixas de renda na regulamentação do programa já está em estudo. Porém, ainda não há data prevista para a mudança, que dependerá da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso poderá ser feito tanto por meio de uma portaria quanto por uma instrução normativa. O Minha Casa, Minha Vida permite o financiamento de imóveis novos no valor de até R$ 130 mil. Até dezembro de 2009, já haviam sido assinados mais de 220 mil contratos - 71 mil para famílias na faixa entre três e seis salários mínimos e apenas 17 mil foram de famílias com renda de seis a dez salários. A maior parte desses contratos (132 mil moradias) beneficia famílias com renda de até três salários mínimos, segundo informações do ministro das Cidades, Márcio Fortes.   
BSB, 25/1- Entidades do setor de construção civil reivindicam, agora, a inclusão de imóveis usados para financiamento por meio do programa. “Outra coisa interessante que se propõe ao governo é que, como ele aumentou a faixa salarial, por conta do reajuste do salário mínimo, talvez também o valor máximo do imóvel também possa aumentar”, declarou Pompéia. “Se subir para, digamos, R$ 139 mil ou R$ 143 mil, o programa vai conseguir abocanhar uma demanda expressiva que não está sendo atendida”, declarou o diretor da Embraesp.   
BSB, 20/1- A carteira de crédito da Caixa Econômica Federal atingiu R$ 120 bilhões no final do ano passado, valor 56% superior ao obtido no final de 2008, afirmou nesta terça-feira a presidente do banco, Maria Fernanda Coelho, citando dados preliminares do balanço. "Nossa meta é crescer em torno de 30% em 2010", afirmou Maria Fernanda ao deixar o Ministério da Fazenda, onde reuniu-se com Guido Mantega. Ela reconheceu que o crescimento resultou em grande parte do fato de a Caixa ter ganho espaço dos bancos privados, que se retraíram do mercado em meio à crise externa. O financiamento da Caixa para a habitação cresceu cerca de 100% no ano passado, para R$ 46,9 bilhões, segundo ela. "(O programa) Minha Casa Minha Vida tem um impacto grande", afirmou Maria Fernanda, em referência ao programa do governo federal para o financiamento de habitação para a baixa renda. "Mas tem também todas as demais operações da Caixa, com recursos da poupança, que cresceram muito, recursos do Fundo de Garantia, enfim." Ela afirmou que apresentará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira números sobre o programa Minha Casa Minha Vida.   
BSB, 19/1- Para uma parcela da população, a compra de um segundo imóvel está sendo possível por causa de uma combinação nunca vista no país: crédito farto, juros em queda, prazos cada vez maiores para o pagamento, renda em alta e desemprego em baixa. A estimativa entre os bancos é de que os financiamentos do segundo imóvel representem entre 10% e 20% de suas carteiras. E a tendência é de alta. Caso o futuro comprador do segundo imóvel comprove a capacidade de pagamento, as restrições são mínimas e estão vinculadas, principalmente, ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por lei, o dinheiro depositado no fundo só pode ser usado na aquisição de uma única moradia. Ou seja, quem já tem casa ou apartamento em seu nome terá de se contentar, na compra do imóvel extra, com financiamento bancário ou usar recursos de alguma aplicação para quitar o negócio à vista. Alguns bancos limitam o empréstimo para o segundo empreendimento a 60% do valor da operação contra até 100% da primeira moradia. Outro dado importante: as prestações não podem comprometer mais do que 30% da renda familiar do comprador. No mais, como bem ressalta o superintendente de Crédito Imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges, as facilidades são grandes. Sobretudo se o imóvel for avaliado em até R$ 500 mil e o empréstimo não passar de R$ 350 mil, pois tudo pode ser feito dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que tem taxas de juros menores — 9% ao ano mais a TR, em média, contra os 12% anuais além da Taxa Referencial cobrados no sistema hipotecário para empreendimentos acima de meio milhão de reais. O SFH permite, inclusive, que se faça dois financiamentos ao mesmo tempo por uma mesma pessoa.   
BSB, 17/1- Dezembro e janeiro são considerados meses fracos para o mercado imobiliário, principalmente por conta dos gastos do Natal e das férias, além das despesas de início de ano, como IPVA, IPTU e na volta às aulas. Mas, em 2010, o cenário está mudado, e a maioria das construtoras e imobiliárias comemora o recorde de vendas no último mês de 2009 e já nos primeiros dias deste mês. Segundo especialistas, o quadro encontra-se bastante favorável com juros ainda menores — a partir de 4,6% ao ano —, prazos de pagamento ampliados, crédito farto e facilitação no financiamento. O reflexo também pode ser verificado no aumento de pessoas comprando o segundo imóvel comercial ou residencial para investir. Outra tendência: pessoas de fora que resolveram investir próximo dos locais onde serão realizados os Jogos Olímpicos — avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende, na Barra da Tijuca. Segundo o diretor da Estrutura Consultoria Imobiliária, Fábio Mello, o momento é positivo para compra, porque hoje se consegue adquirir unidade de R$ 200 mil, com taxa de juros de 9% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Mello ressalta que as taxas valem para unidades novas, na planta ou em construção. “A Concal, por exemplo, oferece imóveis a partir de R$ 120 mil, em Angra dos Reis, com financiamento da Caixa Econômica e taxa de juros 7,9% ao ano mais TR”, destaca. O diretor acrescenta que imóveis adquiridos com recursos do FGTS não podem ser alugados no período de contrato. Os comprados com dinheiro da poupança podem e assim o proprietário obtem renda extra. “Novembro e dezembro foram meses históricos de vendas, não só no mercado imobiliário. O povo brasileiro está com dinheiro”, diz o diretor de Incorporação da Living, braço econômico da RJZ Cyrela, Alexandre Calazans. Ele adianta que vai lançar 5 mil unidades neste ano no Rio: “Serão imóveis a partir de R$ 85 mil, com área de lazer completa”.   
BSB, 15/1- O governo federal anunciou a liberação de R$ 3 bilhões para ações de moradia popular do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo R$ 1 bilhão exclusivamente para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em municípios com menos de 50 mil habitantes. Os recursos são do Orçamento Geral da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com os recursos do Minha Casa, Minha Vida, que serão repassados a estados e prefeituras, a previsão é construir 74 mil habitações para famílias com renda de até R$ 1.395. Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, 2 mil propostas foram selecionadas, num total de 2.014 municípios atendidos. Cidades vítimas de calamidade pública, com as atingidas pelas enchentes em Santa Catarina, tiveram prioridade na seleção. O Nordeste é a região que mais receberá recursos dessa fase do programa: R$ 540 milhões, seguido pelas regiões Norte e Sudeste, com R$ 161 milhões cada. Os estados do Sul receberão R$ 76,2 milhões, e os do Centro-Oeste, R$ 60 milhões. Os contratos garantirão subsídio de até R$16 mil no valor dos imóveis, com contrapartida de valor simbólico pelos beneficiários. Estados e municípios têm até o dia 31 de março para assinar os contratos com as instituições financeiras. Já o programa Pró-Moradia vai receber R$ 2 bilhões para financiamento de 54 projetos em 13 estados. O dinheiro deve ser aplicado em ações de urbanização de assentamentos precários e áreas de risco, construção de casas populares e desenvolvimento institucional.   
BSB, 14/1- O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve arrecadação bruta recorde de R$ 54,8 bilhões no ano passado, valor 12,4% maior na comparação com 2008, segundo divulgou nesta quinta-feira a Caixa Econômica Federal. A arrecadação líquida (diferença entre o que entrou e o que saiu de recursos)de R$ 6,95 bilhões também foi 15,2% maior. Além disso, o ano de 2009 teve o maior volume de saques da história, com R$ 47,8 bilhões, crescendo 12,1% em relação ao ano anterior. O retorno das operações de crédito (empréstimos de habitação, saneamento básico e infraestrutura) apresentou crescimento de 13,1%, alcançando R$ 14,1 bilhões.. O ativo total do FGTS fechou o ano com R$ 235 bilhões e o patrimônio líquido (resultado acumulado do lucro das operações com os recursos do fundo) chegou a R$ 31 bilhões. Também foram registradas a maior quantidade de empresas com recolhimento, a maior quantidade de guias recolhidas e o maior contingente de trabalhadores com depósitos mensais. Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo da instituição federal, Wellington Moreira Franco, os números recordes "refletiram de forma imediata o nível de recuperação da economia, traduzindo a atividade produtiva e o nível de empregos".   
BSB, 13/1- O Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóvel de São Paulo) apresentou ao ministro de Emprego e Trabalho, Carlos Lupi, durante a reunião da plenário do órgão, medidas para serem incluídas no programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, foram apresentadas três reivindicações: a inclusão da compra de imóveis usados no programa, alteração da distância do imóvel permitida para financiamento da casa própria com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o aumento do valor do imóvel a ser financiado pelo fundo. Segundo Viana, o ministro viu a inclusão de imóveis usados no programa com certas ressalvas. “O ministro acha que a ideia do programa [Minha Casa, Minha Vida] também é a geração de empregos, o que não seria possível com o usado”. A ideia de incluir os imóveis usados no programa é permitir que famílias de baixa renda possam comprá-los nas mesmas condições dos imóveis oferecidos por meio do programa, ou seja, com prazos facilitados e juros mais baixos para esse segmento da população. De acordo com o presidente do Creci-SP, não haveria problemas em incluir os usados no programa. “Basta estender os benefícios”, afirma, dizendo também que não serão necessários quaisquer tipos de recursos para incluir a reivindicação no Minha Casa. O Creci-SP ainda apresentou a proposta de aumentar o limite do valor do imóvel, em R$ 20 mil, para que se possa financiar com o FGTS. Além disso, a entidade apresentou a ideia de permitir que o trabalhador possa financiar a casa própria em municípios que fiquem até 120 quilômetros de distância da sua cidade de origem. Segundo Viana, o ministro não deu prazos para que as propostas sejam analisadas. “ Até porque isso depende de outros setores e também do Conselho Curador do FGTS”, ressalta.   
BSB, 11/1- Os 140 mil servidores ativos e inativos das administrações direta e indireta da Prefeitura do Rio poderão ter descontos de até R$ 5 mil na compra de imóveis construídos pela MRV Engenharia. A redução do valor é resultado da parceria firmada entre as secretarias municipais de Administração e Habitação com a empresa. São três faixas de descontos. Quem adquirir imóvel em fase de construção, no valor de até R$ 100 mil, receberá desconto de R$ 1.500. Se a unidade for acima de R$ 100 mil, também em construção, a redução será de R$ 2.500. Os interessados em adquirir um imóvel pronto receberão redução de R$ 5 mil. Nesse caso, não importa o valor da unidade. A MRV Engenharia estipulou que o período de desconto começa hoje e termina em 10 de março. Para ter direito ao bônus, os servidores ativos e inativos deverão apresentar o último contracheque. O edital que será publicado hoje no Diário Oficial do município esclarece que a empresa assume, integralmente, a responsabilidade pela prestação de seus serviços. Com isso, a Prefeitura do Rio está isenta de qualquer ação decorrente das negociações.   
BSB, 8/1- O ministro das Cidades, Márcio Fortes, está convencido de que, neste ano, o Programa Minha Casa, Minha Vida vai decolar. "Desde março de 2009, quando foi o programa foi lançado, houve um processo de preparação. Agora, o avião está pronto para decolar e voar em céu de brigadeiro", diz. Segundo ele, até o dia 24 de dezembro, havia 3.060 empreendimentos em análise pela Caixa Econômica Federal, totalizando 619,3 mil imóveis, avaliados em R$ 36,8 bilhões. É quase o triplo das 247,9 mil moradias já aprovadas. "Muita gente reclamou da demora para o programa andar. Mas o processo não é tão simples como se pensa. Envolve o governo federal, estados, municípios, os Legislativos locais, a Caixa e as empresas", acrescenta. Os dados contabilizados pelo ministério até agora, afirma Fortes, derrubam a tese de que o programa fracassaria no atendimento às classes de mais baixa renda, a primeira, com rendimento até três salários mínimos (R$ 1.530 por mês), a segunda, com ganho mensal entre três e seis mínimos (R$ 1.530 e R$ 3.060). Dos projetos já aprovados pela Caixa, 60,61% vão beneficiar o primeiro grupo e 31,4%, o segundo. Ou seja, menos de 10% dos empreendimentos estão voltados para a faixa entre seis e 10 salários (R$ 3.060 e R$ 5.100), apontada como filé. Outro dado relevante: 38% dos projetos em análise pela Caixa serão tocados na região Nordeste, onde se concentra parcela importante do público de menor renda. O ministro ressalta que o programa está sendo liderado pelas 13 maiores construtoras do país e não será surpresa se o número de imóveis construídos por meio do Minha Casa, Minha Vida passar de 1 milhão. "As empresas estão construindo verdadeiros bairros ou minicidades, empreendimentos com 5 mil unidades, para abrigar, em média, 20 mil pessoas", destaca.   
BSB, 3/1- Bancos privados estão atrás dos públicos em concessão de crédito para a habitação, mas apresentam crescimento maior, de acordo com a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Banco Central. De acordo com os dados, o sistema financeiro privado nacional emprestou R$ 12,861 bilhões para a habitação em novembro deste ano, o que representa um crescimento de 2,8% frente ao mês de outubro. No mesmo período, os empréstimos dos bancos públicos aumentaram apenas 1%, mas para um montante superior, de R$ 63,447 bilhões. Os empréstimos habitacionais referem-se às operações realizadas com pessoas físicas e cooperativas habitacionais, sendo que as concessões destinadas aos empreendimentos imobiliários são classificadas no segmento indústria. No acumulado do ano, o setor que mais cresceu foi o público, com uma alta de 40,6%, ante um avanço de 24,3% das operações realizadas pelo sistema financeiro privado nacional. Quando analisados todos os financiamentos de imóveis, houve aumento de 1,3% entre outubro e novembro, para R$ 86,388 bilhões, enquanto no acumulado do ano o avanço foi de 36,5%.   
BSB, 30/12- NLevantamento divulgado pelo Ibope Inteligência e pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis mostram que o setor imobiliário vive uma fase próspera. Ao todo, 27% das famílias paulistanas estão neste momento em busca de um imóvel para comprar, segundo o estudo do Ibope. Equivale a dizer que 580 mil famílias da Grande São Paulo estão dispostas a comprar uma casa ou um apartamento. Como a pesquisa ganhou nova metodologia neste ano, não é possível comparar com os dados de 2008. Mas Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, responsável pelos dados, é categórico: “O mercado está mais ativo, não há dúvida. Há mais gente procurando imóvel agora do que no ano passado”. De acordo com os dados, 55% do universo de futuros compradores de um imóvel gostariam de se mudar para uma casa e 39% se interessam por um apartamento. Outros 6% não sabem que tipo de habitação procuram. Quase a totalidade, 91%, quer um imóvel pronto, usado ou recém-construído. Apenas 9% pretendem fazer a aquisição ainda na planta. Segundo o levantamento do Ibope, 40% das famílias de São Paulo moram em imóveis alugados e outros 12% dividem o imóvel com os pais ou parentes. O tipo de imóvel mais procurado em São Paulo, 53%, é o de dois dormitórios, com dois banheiros (com 61%) e uma vaga na garagem (com 47%); A pesquisa também foi feita na Grande Rio, onde 22% das famílias das classes A, B e C disseram estar interessadas em adquirir um imóvel. Ao todo, 60% dos entrevistados buscam um imóvel de dois dormitórios - mais do que em São Paulo. Para Ruótolo, se o ano termina com a volta por cima do mercado imobiliário, 2010 deve ser ainda melhor. “Trabalhamos com a expectativa de crescimento econômico, com uma demanda ainda muito reprimida e com geração de emprego, o que nos leva a acreditar que o ano que vem vai superar 2009″, avalia o executivo.   
BSB, 28/12- O crescimento econômico, a redução do risco da perda do emprego, juntamente com as quedas nas taxas de juros, devem fazer da concessão de crédito à pessoa física o grande motor da economia em 2010, segundo avalia o vice-presidente de pesquisas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel José Oliveira. Além disso, o consumidor pode esperar taxas de juros mais baixas e prazos mais longos. Ainda segundo Oliveira, em 2010, o volume de crédito deve crescer entre 15% e 20%, sendo que por conta das taxas de juros mais baixas todas as modalidades irão crescer, mas terão destaque, sobretudo, o crédito imobiliário, seguido pelo financiamento de veículos e o consignado. No que diz respeito ao crédito imobiliário, o gerente de indicadores de mercado da Serasa, Luiz Rabi, afirma que a retomada da confiança do consumidor é que motivará o crescimento deste tipo de financiamento, já que, segundo ele, “a última etapa da recuperação da confiança é quando há o desdobramento no mercado imobiliário, que tem um financiamento de prazo mais longo”, no qual o tomador do empréstimo precisa estar muito seguro para comprometer sua renda. O economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) concorda e acredita que o crédito imobiliário pode até dobrar de volume nos próximos 12 meses. “Hoje, existe uma tendência de queda nas taxas de juros das aplicações financeiras e muita gente está procurando diversificar as aplicações e o imóvel é uma alternativa. Percentualmente, o crédito imobiliário pode crescer até mais de 50%, mas ainda é um volume inexpressivo”, diz.   
BSB, 17/12- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, em outubro deste ano, o consórcio de imóveis chegou ao número de 530 mil participantes ativos. O percentual é 3,4% maior do que o registrado no mesmo mês de 2008 (512,4 mil). De acordo com o presidente executivo da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, o consórcio tem sido a alternativa de quem quer economiza e realizar o sonho da casa própria. "A procura pelo consórcio de imóveis confirma que o mecanismo tem sido escolhido por quem deseja adquirir seu imóvel, poupando com disciplina, formando seu patrimônio pessoal ou familiar, sem pagar juros", revela. O acumulado de vendas entre janeiro e outubro deste ano apresentou 166,7 mil novas cotas, número 3,5% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 172,7 mil cotas. No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) cresceram 12,2%, passando de 50 mil nos primeiros dez meses de 2008 para 56,1 mil em igual período deste ano. Hoje, no Sistema de Consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.   
BSB, 11/12- As novas operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 3,376 bilhões em outubro, terceiro mês seguido em que o volume supera os R$ 3 bilhões. Frente ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 41,05%. De acordo com os dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) nesta quinta-feira (10), o número de unidades financiadas no décimo mês do ano aumentou 24,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo 29.076 unidades. A Abecip afirmou que, com o montante de outubro, o volume de contratações em 2009 ultrapassou os R$ 26,5 bilhões, número 5,4% maior que o volume de contratações dos primeiros dez meses do ano passado. A associação também ressaltou que o resultado permite prever que, neste ano, o SBPE deverá apresentar um desempenho ainda melhor que o de 2008, confirmando que a crise internacional provocou impacto pequeno sobre a atividade de crédito imobiliário do País. No confronto mensal, as contratações de financiamentos imobiliários realizadas pelos agentes do SBPE caíram 6,3%, já que, em setembro, o montante atingido foi de R$ 3,604 bilhões. Ainda segundo a Abecip, no que diz respeito ao número de unidades financiadas em outubro, houve queda de 4%, na comparação com setembro último, quando este número foi de 30.286 unidades. Por fim, o volume de depósitos nas contas-poupança superou em R$ 670 milhões o de saques. O saldo das contas atingiu, em outubro, R$ 1,848 bilhão, montante 60,52% inferior ao de setembro (R$ 4,681 bilhões). Em outubro do ano passado, o saldo era positivo em R$ 902 milhões.   
BSB, 9/12- A Caixa Econômica Federal retificou informação segundo a qual o volume de crédito imobiliário teria crescido 93% de janeiro a novembro deste ano. Segundo a Caixa, o percentual de fato foi de 68,7%, alcançando R$ 39,3 bilhões, volume que significa novo recorde. Nas informações anteriores, a instituição tinha dito que, em igual período do ano passado, os recursos haviam atingido R$ 20,3 bilhões. Esse total, no entanto, era só o montante referente aos empréstimos com recursos próprios e, somando-se a outras fontes, o valor sobe para R$ 23,3 bilhões. O movimento financeiro dos empréstimos superou em R$ 15,7 bilhões a previsão que a Caixa havia feito no início deste ano. Segundo a projeção do vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o volume total em 2009 deverá passar de R$ 41 bilhões. Ele informou que 74% dos empréstimos habitacionais foram realizados pela Caixa. Dos R$ 39,3 bilhões, R$ 11 bilhões referem-se a contratos do programa Minha Casa Minha Vida. Com os recursos totais, foram beneficiadas 756.507 famílias que puderam comprar a casa própria, 42% delas com renda de até cinco salários mínimos. O valor médio financiado foi de R$ 69 mil, informou a instituição. De acordo com Hereda, o governo federal trabalha com o desafio de viabilizar o financiamento de 400 mil moradias para a faixa de renda de até três salários mínimos até o final deste ano. Ele observou que, diferentemente do que era esperada, a crise financeira internacional não afetou os negócios na instituição, com resultados que mostraram existir no país um clima de confiança na economia.   
BSB, 9/12- Para Hereda, 2009 “foi um ano bom” e, com a volta gradual dos bancos da rede privada, 2010 pode ter um expressivo crescimento. Com base em dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários de Poupança (Abecip), disse ele, há projeções de crescimento em 25% com os recursos da poupança. Para o programa Minha Casa Minha Vida, está prevista a aplicação de R$ 40 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Jorge Hereda lembrou que, ao longo do ano, a Caixa revisou três vezes a meta de crescimento, passando da inicial, de R$ 27 bilhões, para R$ 30 bilhões e R$ 38 bilhões e agora para R$ 41 bilhões. De janeiro a novembro, foram ampliadas todas as modalidades de empréstimos na instituição. Com recursos do FGTS foram R$ 14,9 bilhões (46% acima do mesmo período de 2008), que permitiram o atendimento de 245.229 famílias. Com recursos próprios, que atingiram R$ 20,3 bilhões, a Caixa financiou a compra de 412.327 unidades. Até o último dia 30, a Caixa tinha recebido 2.763 propostas do programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 13 de abril deste ano, o que equivale a 567 mil moradias. Desse total, 322.300 são para a faixa de renda de até três salários mínimos; 138 mil para ganhos de três a seis salários e 106,7 mil para quem recebe de seis a dez salários.   
BSB, 9/12- Para Hereda, 2009 “foi um ano bom” e, com a volta gradual dos bancos da rede privada, 2010 pode ter um expressivo crescimento. Com base em dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários de Poupança (Abecip), disse ele, há projeções de crescimento em 25% com os recursos da poupança. Para o programa Minha Casa Minha Vida, está prevista a aplicação de R$ 40 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Jorge Hereda lembrou que, ao longo do ano, a Caixa revisou três vezes a meta de crescimento, passando da inicial, de R$ 27 bilhões, para R$ 30 bilhões e R$ 38 bilhões e agora para R$ 41 bilhões. De janeiro a novembro, foram ampliadas todas as modalidades de empréstimos na instituição. Com recursos do FGTS foram R$ 14,9 bilhões (46% acima do mesmo período de 2008), que permitiram o atendimento de 245.229 famílias. Com recursos próprios, que atingiram R$ 20,3 bilhões, a Caixa financiou a compra de 412.327 unidades. Até o último dia 30, a Caixa tinha recebido 2.763 propostas do programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 13 de abril deste ano, o que equivale a 567 mil moradias. Desse total, 322.300 são para a faixa de renda de até três salários mínimos; 138 mil para ganhos de três a seis salários e 106,7 mil para quem recebe de seis a dez salários.   
BSB, 3/12- A maior oferta de crédito e a retração dos juros habitacionais foram alguns dos fatores das responsáveis pela queda de 3,3% do deficit habitacional do País entre 2007 e 2008. Segundo estudo do SindusCon-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), no ano passado, o país precisava de 5,572 milhões de moradias. Além das melhores condições para aquisição da casa própria, por meio de financiamento imobiliário, o aumento da renda também contribuiu para a queda do deficit, uma vez que promoveu melhores condições de pagamento dos débitos, principalmente entre os mutuários com renda acima de quatro salários mínimos. O deficit é a soma das moradias inadequadas, que neste ano alcançou 3,552 milhões de unidades, com o número de famílias em coabitação e que manifestaram desejo de se mudar (2,020 milhões). Em 2007, o deficit somou 5,760 milhões de moradias. O levantamento constatou que, no ano passado, houve um aumento de 1,6% do número de famílias que moram em unidades inadequadas. Segundo o SindusCon, o incremento deve-se ao fato de as favelas não terem se reduzido. Hoje, 2,1 milhões de moradias se situam em favelas. Por outro lado, ocorreu uma retração significativa (10,8%) no número de famílias em coabitação. O motivo é o aumento do número de novas unidades habitacionais. No ano passado, foram construídas 1,778 milhão de novas habitações para 1,434 milhão de novas famílias.   
BSB, 3/12- O déficit habitacional do País alcançou 5,572 milhões de moradias em 2008 e famílias com renda de até três salários mínimos concentram 80% dessa soma, de acordo com dados do SindusCon-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgados nesta quarta-feira (2). Do total do deficit, brasileiros de baixa renda precisam de mais de 4,45 milhões de moradias. Para Sérrgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, o deficit só será sanado quando houver uma política consistente que subsidie a moradia, principalmente para mutuários sem renda para sustentar um financiamento. "Neste sentido, defendemos a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Habitação, que destina 2% da arrecadação da União e 1% daquela dos Estados e Municípios aos Fundos de Habitação de Interesse Social, pelo prazo de 20 anos ou até que o deficit habitacional acabe", afirmou. De acordo com levantamento, o estado paulista concentrou em 2008 mais de 20% do deficit nacional. No estado, faltam 1,139 milhão de unidades. O deficit é a soma das moradias inadequadas (3,552 milhões) com o número de famílias em coabitação e que manifestaram desejo de se mudar (2,020 milhões). Segundo o estudo, a falta de moradias recuou 3,3% entre 2007 e 2008, principalmente por conta da queda de 10,8% do número de famílias em coabitação. Por outro lado, o número de famílias que vivem em moradias inadequadas subiu 1,6%. O aumento da oferta de crédito e da renda e a queda dos juros em financiamentos imobiliários determinaram a queda.   
BSB, 30/11- No decorrer do ano de 2009, quem quis comprar a casa própria encontrou preços mais caros tanto na cidade do Rio de Janeiro, como em São Paulo. Na capital carioca, por exemplo, segundo dados do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro), a valorização imobiliária chegou a 87,47% para habitações de quatro dormitórios no bairro do Flamengo. Em São Paulo, a maior valorização, de 121,36%, ocorreu nas casas simples, construídas há mais de 15 anos e situadas em bairros de regiões afastadas do centro, como Itaquera e Lauzane Paulista, conforme levantamento do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Ainda de acordo com o Creci-SP, na cidade de São Paulo houve variações positivas de preços em mais nove regiões, sendo que a menor delas, de 18,75%, foi nas casas de padrão médio, com oito a 15 anos de construção, situadas em bairros como Brasilândia, Cidade Dutra e Santo Amaro. No que diz respeito aos bairros mais nobres da capital paulista, como Itaim Bibi e Campo Belo, a valorização em um ano foi em torno de 42,76%, para apartamentos de padrão médio, construídos há 15 anos ou mais. No Rio de Janeiro, por sua vez, bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Lagoa, Leblon, assim como a região central da cidade, tiveram variações média de 21,39%, 27,37%, 30,60%, 38,72% e 40,14%, respectivamente. "Imóvel sempre é bom negócio e, num país que tem um déficit como o nosso, de mais de 6 milhões de moradias, a tendência natural é que ele siga se valorizando muito bem", disse o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.   
BSB, 23/11- As regras para a oferta pública de recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foram publicadas nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União. Pelo texto, serão doados aos municípios com população de até 50 mil habitantes um valor total de R$ 1 bilhão. O documento impõe as normas que instituições financeiras, cooperativas e o SFH (Sistema financeiro de Habitação) devem seguir para participar da oferta. Elas devem enviar suas propostas à Secretaria Nacional de Habitação, órgão ligado ao Ministério das Cidades, até o dia 15 de dezembro. Os recursos serão distribuídos conforme a região onde os imóveis serão construídos. A divisão regional será: R$ 161,758 milhões para a região Norte, R$ 540,370 milhões para o Nordeste, R$ 161,120 milhões para o Sudeste, R$ 76,207 milhões para o Sul e R$ 60,545 milhões para a região Centro-Oeste. Os resultados das instituições aprovadas para receberem os recursos serão divulgados no dia 21 de dezembro, por meio do site do ministério: www.cidades.gov.br.   
BSB, 19/11- Quem procura apartamento sabe a dor e a delícia que é para encontrar um imóvel que corresponda às suas expectativas de preço e localização. No Rio, São Paulo e Brasília, consideradas as cidades mais carasdo país, a dificuldade é ainda maior. Em uma análise comparativa do metro quadrado do imóvel usado nas áreas nobres das três capitais, o Rio apresenta o maior preço. Já em relação a tipologia dos apartamentos, São Paulo é quem tem o maior valor para o imóvel de 1 quarto. Em Brasília, a área mais nobre para morar em apartamento é o Plano Piloto, sendo a Asa Sul mais valorizada do que a Asa Norte. Nestes bairros, ainda é encontrado um significativo número de edificações antigas, algumas sem elevador ou garagem, mas sempre inseridas numa ampla área verde. O metro quadrado de um apartamento antigo nestas áreas, de acordo com o Secovi-DF, custa em torno de R$ 6 mil enquanto o novo pode valer R$ 10 mil. Uma diferença entre o usado e o novo superior a 60%. Também no Sudoeste, bairro mais recente, os preços já atingiram os mesmos patamares. Em Águas Claras, área com melhor oferta de moradia de apartamentos para a classe média fora do Plano Piloto, o preço do metro quadrado do imóvel novo já cai para R$ 4200,00, ou seja, uma diferença de mais de 130% em relação ao novo das Asas Sul ou Norte.   
BSB, 19/11- No Rio de Janeiro, o Leblon ainda apresenta um preço do metro quadrado do apartamento usado superior à área nobre de Brasília, com valor médio de R$ 7350, (valor de julho de 2009-Secovi) , enquanto no mesmo período, o metro quadrado de um apartamento de 4 quartos estava aproximadamente R$ 8000. De acordo com o Secovi-Rj, a média de preço de um apartamento usado de 4 quatros no Leblon, no mês de setembro, foi de R$ 1532 mil e o de 3 quartos R$ 1111 mil. A diferença de preços dos apartamentos de 4 quartos entre Rio e Brasília só não foi superior, tendo em vista que a área média deste tipo de apartamento no Leblon é de cerca de 180m² enquanto que na capital do Distrito Federal é de 220m2 No Rio, a média de preço de uma moradia no Leblon é, pelo menos, o dobro da média encontrada no restante da cidade. Chega a ser quatro vezes superior quando se trata de apartamento de 3 quartos, conforme pode se avaliar a partir dos dados fornecidos pela Ademi sobre lançamentos de apartamentos na cidade desde o ano 2005.   
BSB, 19/11- Os preços médios de apartamentos em São Paulo são equivalentes ao do Rio de Janeiro. As diferenças maiores são encontradas na tipologia de um dormitório, já que em São Paulo são mais caros do que no Rio porque são voltados à classe media alta, apresentando área útil semelhante a de um imóvel de 2 quartos com aproximadamente 52 m2 com valor médio de R$ 179 mil enquanto no Rio está por volta de R$ 119 mil Entre os bairros caros de São Paulo estão Jardim Europa, Vila Nova Conceição, Ibirapuera, Itaim e Higienópolis. No momento, o metro quadrado de apartamento de 4 quartos em lançamento no Itaim Bibi está em torno de R$ 10400 enquanto o metro quadrado mais caro no Jardim Europa de um imóvel no mesmo padrão está por R$ 11249. Já, em Vila Nova Conceição a média de preço do metro quadrado da área útil de um apartamento está por volta de R$ 7000. Em São Paulo os bairros são valorizados quando apresentam amplos horizontes e áreas verdes. Em Vila Nova Conceição, Ibirapuera, Jardim Europa, há vista para o rio, para o Jockey e para o Clube Pinheiros. A proximidade de parques, como o Burle Marx, Morumbi, também encarecem isparados maiores. Imóveis na orla de Ipanema, Leblon e Copacabana tem preços imbatíveis no patamar de R$ 25 mil o metro quadrado.   
BSB, 14/11- No próximo ano, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) irá aplicar cerca de R$ 18 bilhões em habitação popular, inclusive no campo do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. A informação é do conselheiro e economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Celso Petrucci, para quem é preciso priorizar a aplicação desses recursos em desenvolvimento urbano e manter a saúde do Fundo, que sofreu forte impacto na década de 1990. "As determinações adotadas ressaltam a importância do FGTS no desenvolvimento urbano sustentado e acendem o sinal de alerta para as centenas de iniciativa que tramitam no Congresso Nacional e que pretendem, em última instância, liberalizar suas aplicações com recursos do Fundo", diz Petrucci. Segundo o Secovi-SP, em 2010, o FGTS deve arrecadar das empresas contribuintes quase R$ 73 bilhões, sendo que R$ 27,5 bilhões já foram aprovados para o orçamento do próximo ano pelo Conselho Curador do Fundo. Os saques devem ficar acima dos R$ 63 bilhões, com prevalência das rescisões contratuais (R$ 41 bilhões) e a utilização de saldos de contas para aquisição de moradia (R$ 9,5 bilhões). Quanto ao retorno, a estimativa é de que os empréstimos fiquem em R$ 17,3 bilhões, aí incluídos os destinados à habitação, infraestrutura, ao saneamento básico e ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial). Por fim, as receitas financeiras originadas pela aplicação das disponibilidades do Fundo deverão atingir pouco mais de R$ 6 bilhões, por conta da queda da Selic, e o Fundo de Liquidez do FGTS deve terminar o próximo ano em R$ 15,6 bilhões.   
BSB, 8/11- Estudo do Ibope Inteligência na capital paulista avalia a relação entre a procura por imóveis e as ofertas das incorporadoras que atuam na região. A avaliação, baseada na pesquisa: Tendências Imobiliárias Edição 2008, traz como uma das principais conclusões “a existência de uma grande demanda por unidades residenciais, mesmo no contexto da crise econômica ocorrido na passagem de 2008 para 2009”. A partir daquela pesquisa, a avaliação do Ibope Inteligência conclui que, na “cidade (de São Paulo há) uma significativa proporção de potenciais compradores que buscam imóveis usados e casas, além de imóveis residenciais com preços significativamente menores do que os oferecidos pelo mercado”. Na ótica dos analistas do Ibope Inteligência responsáveis pelo estudo, João Resende e Rosi Rosendo, “há um distanciamento entre a demanda potencial e a oferta em várias regiões paulistanas”. Os detalhes do estudo acerca da relação entre as características dos imóveis procurados pelas famílias paulistanas e a oferta do mercado foram apresentados pelo Ibope Inteligência durante a 9ª Conferência Internacional Latin American Real Estate Society (Lares, na sigla em inglês), que aconteceu na capital de São Paulo (13 a 15, outubro, 2009). Para conhecer a íntegra do estudo acesse: www.ibope.com.br .   
BSB, 29/10- Os cerca de um milhão de mutuários que mantêm contratos fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) anteriores a 1990 podem sacar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida da casa própria. Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de uma mutuária que não podia mais arcar com as parcelas de uma hipoteca e queria utilizar o dinheiro aplicado na conta do FGTS. O Tribunal já deu o mesmo parecer em casos similares. Segundo o advogado Rodrigo Daniel dos Santos, do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), atualmente, a lei do FGTS exige apenas que o trabalhador contribua há três anos, no mínimo; não tenha feito saques; e utilize o saldo para a compra do primeiro imóvel. Até 1990, porém, a legislação do fundo também condicionava o saque à entrada no SFH e excluía os inadimplentes. A mudança veio com a promulgação do Decreto nº 99.684. Para garantir o benefício, recomenda-se aos mutuários ir à Justiça. “Os tribunais têm garantido o direito ao saque quando há empecilhos não estabelecidos pela lei”,afirma Santos. A presidente da Associação dos Mutuários do Brasil (Ambra), Josela Machado, concorda com o STJ. Para ela, quem tem contrato anterior a 1990 deve utilizar o saldo do FGTS para quitar saldos residuais de financiamento.   
BSB, 28/10- O Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon/SP) e a Secretaria Municipal do Trabalho realizarão ações conjuntas, entre elas a assistência técnica gratuita para as famílias de baixa renda construírem suas moradias dentro de padrões seguros. Um Grupo de Trabalho será criado para viabilizar esta e outras ações que fazem parte do acordo, articulado no último dia 22 (quinta-feira, outubro), na sede do sindicato patronal. A decisão da atuação conjunta entre o Sinduscon/SP e a Secretaria Municipal do Trabalho inclui a classificação dos trabalhadores na construção civil; tema diretamente ligado a autoconstrução, uma vez que um profissional capacitado pode atuar no seu meio como agente multiplicador das boas práticas para erguer uma moradia segura, com estrutura adequada. A moradia é um dos mais, se não o mais importante patrimônio familiar. Além de constituir abrigo confortável, deve ser construída para valorizar como patrimônio. Tal acontecerá se a construção obedecer todos os quesitos de habitabilidade e ocupação do solo, determinados por lei. Não raro, construir a casa própria significa sacrificar o lazer, e até reduzir gastos que impactam nos hábitos de todas as pessoas da família. Principalmente, tal ocorre quando os gastos com a construção acumulam com o pagamento de aluguel. Muitas famílias amenizam tais esforços financeiros racionalizando a obra. Racionalizar é, antes de tudo, procurar um profissional ou uma entidade com capacitação para a construção. O próximo passo é estabelecer o modelo que atende as necessidades da família; e, finalmente, iniciar a construção por módulos. Desta forma, enquanto é ampliada e quando totalmente pronta, a construção obedecerá às normas de vedação, ventilação, insolação e ocupação do terreno, e representará um bem patrimonial efetivo. Por ora, o Grupo de Trabalho do Sinduscon/SP está em fase de formação, mas há outras entidades que oferecerem orientação para a autoconstrução.   
BSB, 22/10- A CEF (Caixa Econômica Federal), até a última sexta-feira (9), havia recebido cerca de 1.849 propostas de empreendimentos para o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. O número, segundo informações da assessoria de imprensa da instituição, corresponde a 352.025 unidades habitacionais, que equivalem a R$ 22,5 bilhões. Do total de propostas recebidas, ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, 418 foram contratadas O número representa 95.659 moradias no valor de R$ 6,12 bilhões. Até o fim deste ano, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, espera que 40% da meta de contratos do governo seja atendida, passando a 80% até o final de junho de 2010. "Quarenta por cento da meta estará contratada até o final de dezembro e provavelmente em 30 de junho, teremos outros 40% contratados. Ou seja, 80% dos contratos estarão firmados até 30 de junho. O prazo médio de análise de cada pedido é de 45 dias. Supõe-se que quase a totalidade disso vai estar resolvida até o final do ano, além dos outros que vão entrando", disse o ministro.   
BSB, 16/10- As novas operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 3,182 bilhões em agosto, o melhor desempenho mensal de 2009. Mesmo assim, o volume representa uma queda de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 3,481 bilhões). De acordo com os dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o número de unidades financiadas no oitavo mês do ano caiu 14,7% em relação ao ano anterior, atingindo 29.641. A Abecip disse que os dados mostram que o volume de contratações em 2009 deverá repetir os níveis de 2008, que constituíram o recorde do SBPE, superando os R$ 30 bilhões anuais. "Evidenciou-se, ainda, o vigor da demanda de crédito imobiliário e a resposta positiva oferecida pelos agentes financeiros do SBPE à demanda de mutuários e construtores". No confronto mensal, as contratações de financiamentos imobiliários realizadas pelos agentes do SBPE avançaram 8,16%, já que, em julho, o montante atingido foi de R$ 2,942 bilhões. Ainda segundo a Abecip, no que diz respeito ao número de unidades financiadas, em agosto, houve alta de 15,53%, na comparação com julho último, quando este número foi de 25.656 unidades. Por fim, o volume de depósitos nas contas-poupança superou em R$ 1,515 bilhão o de saques. O saldo das contas atingiu, em agosto, R$ 2,711 bilhões, montante 56,7% inferior a julho (R$ 6,263 bilhões). Em agosto do ano passado, o saldo era positivo em R$ 2,999 bilhões. A captação líquida de agosto, segundo a Abecip, se manteve em um valor próximo à média observada nos meses de maio e junho, o que sugere que julho, com saldo de depósitos de R$ 5 bilhões, foi um mês atípico e que não se configurou em agosto uma migração de outros ativos.   
BSB, 14/10- Os imóveis comprados a preço de custo — modelos que custam até 40% menos por não ter a figura do incorporador e do agente financeiro — estão ainda mais seguros. Isso passou a ocorrer pelo fato de as construtoras que atuam no segmento implantarem garantias por risco de morte e invalidez, desemprego e término de obra. Nessa modalidade, as unidades ficam prontas em, no máximo, cinco anos. Quando o comprador recebe as chaves, o imóvel está quitado, sem dívida nem saldo devedor. Atualmente, a modalidade de obra a preço de custo está utilizando o mesmo seguro e ainda acrescenta o prestamista. Isso faz com que quem está comprando tenha a certeza de que vai receber o bem e a construtora/administradora também vai receber para executar a obra.   
BSB, 9/10- Protocolada na Câmara dos Deputados em agosto de 2008, em Brasília, a PEC 285/08 tem por objetivo assegurar que nos próximos 30 anos, ou até a eliminação do deficit habitacional, no mínimo 2% do orçamento da União e 1% da arrecadação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios sejam destinados, respectivamente, aos Fundos Nacional, Estaduais e Municipais de Habitação de Interesse Social. Para assegurar aos deputados federais que a PEC tem apoio popular, representantes do movimento pela Moradia Digna entregarão, dia 13/10, mais de um milhão de assinaturas colhidas por todo o País. Em São Paulo, no último dia 6/10, aconteceu manifestação na Assembleia Legislativa do Estado, que contou com a presença de inúmeros parlamentares, empresários, sindicalistas e membros de associações populares por moradia. A construção civil e imobiliária é bastante reconhecia por sua capacidade de gerar empregos diretos e indiretos e, mais recentemente, por contratar grande contingente de mulheres em seus canteiros de obras. Sabe-se também que a estrutura familiar está diferenciada e que cada vez mais as mulheres chefiam famílias, assim como lideram movimentos sociais por moradias. Inclusive, essas associações por moradia são as grandes responsáveis pela coleta de assinaturas de apoio à PEC. Na avaliação do presidente do Secovi-SP, João Crestana, o momento é de trabalhar para a perenização tanto da regras do Minha Casa, Minha Vida quanto da destinação de recursos para a produção de moradias. O movimento pela Moradia Digna é uma iniciativa nacional que reúne movimentos pela moradia, parlamentares, Centrais Sindicais, Frentes Parlamentares pela Habitação e Reforma Urbana, Fórum dos Secretários Estaduais da Habitação, Associações de Cohabs e entidades nacionais e regionais da construção civil. Saiba mais acessando www.moradiadigna.org.br   
BSB, 5/10- A escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, deve fazer com que os preços dos imóveis na capital fluminense cresçam, no mínimo, 50%, nos próximos sete anos. A avaliação é do vice-presidente da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), Alexandre Fonseca, para quem a valorização nos preços das unidades comerciais será ainda maior. "Tudo depende da velocidade de lançamento dos empreendimentos, mas, daqui até os jogos, a valorização mínima será de 50%, sendo que o preço dos imóveis comerciais serão ainda maiores, pois, para se ter uma ideia, hoje, logo depois do anúncio, muitas imobiliárias especializadas neste segmento já tiveram a confirmação de compras de unidades próximas aos locais dos jogos", disse. No que diz respeito aos aluguéis, Fonseca também acredita em uma alta expressiva. Além disso, ele aposta no retorno da cidade do Rio de Janeiro como segundo endereço de paulistas, mineiros e brasilienses. "Até a década de oitenta, muitas pessoas de São Paulo, Minas e Brasília procuravam a cidade do Rio de Janeiro para a compra de imóveis para passar férias e festas de fim de ano. Depois, com as notícias de violência, estas pessoas pararam de comprar no Rio. Agora, com a Olimpíadas e os investimentos que a cidade irá receber, acredito na volta deste movimento".   
BSB,30/9- O crédito concedido pelos bancos para o setor habitacional cresceu 3,8% em agosto, na comparação com julho. Com essa expansão, o total da carteira de operações deste segmento atingiu R$ 79,852 bilhões no mês passado. Em 12 meses terminados em agosto, essas operações tiveram crescimento de 42,1% ante 12 meses encerrados em agosto do ano passado. Nesse valor são computados apenas os financiamentos para pessoas físicas e os concedidos por cooperativas habitacionais. Os empréstimos destinados aos empreendimentos são agregados nos dados de pessoas jurídicas. Em agosto, o setor habitacional foi o que apresentou mais expansão entre todas as operações de crédito concedidas ao setor privado. Entre as demais categorias que tomaram financiamento, a carteira de operações destinadas ao setor de serviços cresceu 2,3% em agosto ante julho e as transações para o comércio tiveram alta de 2,1% nesse mesmo período. No total do setor privado, o saldo das operações aumentou 1,5% entre os dois meses e acumula alta de 16,7% nos 12 meses encerrados em agosto.   
BSB, 26/9- "Feliz é o país que tem pessoas que se dispõem a planejá-lo em conjunto", afimou o presidente João Crestana, nesta quinta-feira, 24/9, durante a abertura oficial das iniciativas que integram a Semana Imobiliária e acontecem simultaneamente, até domingo, no Parque Anhembi. A solenidade, realizada no Pavilhão de Exposições, contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do governador de São Paulo, José Serra, dentre outras autoridades federais, estaduais e municipais, presidentes de instituições financeiras, representantes de entidades, empresários do setor e demais convidados. Crestana lembrou que, após um ano de crise, a realização de mais um Salão Imobiliário mostra que o setor está reaquecendo e o consumidor se mostra confiante no mercado e no produto imobiliário. "Temos grande oferta de imóveis e presença de Bancos aptos a oferecer esclarecimentos sobre financiamentos", disse, destacando também a importância da integração, na Semana Imobiliária, da Expo Síndico Secovi Condomínios e do Enacon, oferecendo produtos, serviços e conhecimento para síndicos e administradoras. O presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Juan Pablo de Vera, agradeceu a confiança do Secovi-SP que, 5 anos atrás, propôs a parceria para organizar evento nos moldes do Salão Imobiliário de Madri e que resultou no Sisp. Também falou da importância da integração de todos os eventos em um só local. Depois de breve pronunciamento do diretor da Fiaflora - iniciativa realizada paralelamente no Anhembi -, aconteceu a assinatura de acordo comercial entre o Bradesco e o Secovi-SP (veja matéria sobre o assunto).   
BSB,26/9- A ministra Dilma Roussef iniciou seu pronunciamento dizendo tratar-se de um "dia especial" para todos que participaram da cerimônia de posse de João Crestana. "Depois de ouvi-lo, temos a consciência da força e do poder que se abrem para o mercado imobiliário no Brasil. O presidente fez importante apresentação da economia no País e dos compromissos do setor da construção civil", disse. Segundo ela, as famílias melhoraram, já têm acesso a bens de consumo e a perspectiva é de crescimento exponencial do Brasil, com grande demanda pela casa própria, elemento essencial para construção da cidadania. Observou ainda que o setor financeiro privado tem papel fundamental a cumprir, no sentido de ampliar o crédito à construção civil. E concluiu afirmando que a diversificação de eventos iniciados na ocasião "é a síntese de todo o potencial e da realidade que estamos vivendo". O governador de São Psulo, José Serra disse que a moradia também é uma preocupação do governo estadual, cujo foco são famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos. Os programas incluem urbanização e moradias com qualidade não só na construção como no acabamento - algumas até com energia solar. "Moradia tem de estar atrelada à urbanização e ao meio ambiente", defendeu. Falou ainda sobre algumas medidas destinadas à desburocratização e agilização de processos, informando o empenho na redução de prazos de aprovação de projetos no Graprohab - Grupo de Análise de Aprovação de Projetos Habitacionais; a parceria para identificar terrenos destinados a receber projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida; e a parceria com cartórios que prevê a redução em até 62,5% para registros de Habitação de interesse social - com a meta de regularização de 750 mil moradias.   
BSB, 25/9- A Caixa Econômica Federal financiará R$ 38 bilhões este ano para compra de imóveis novos e usados e materiais de construção, afirmou nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. O valor representa um crescimento de cerca de 65% em relação ao reservado para este fim pela Caixa em 2008, de aproximadamente R$ 23 bilhões, segundo ela. A ministra fez as declarações ao participar de evento de posse da nova diretoria do Secovi-SP, órgão que representa as construtoras.   
BSB, 21/9- Do total de domicílios próprios registrados em 2007, a quantidade de imóveis quitados teve uma participação de 70,1%, destacando-se frente aos demais. Os dados fazem parte da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As residências particulares permanentes, no ano passado, alcançaram um total de 57,6 milhões de unidades, o que significa um incremento de 1,8 milhão frente a 2007. Essa quantia elevou a participação relativa dos imóveis próprios em 0,4 ponto percentual. No que diz respeito aos domicílios próprios em aquisição houve um aumento de 0,2 p.p. em um ano. Em contrapartida os cedidos e os classificados em outra forma de ocupação tiveram uma redução nas participações, de 0,4 e 0,1 p.p., respectivamente. Os alugados permaneceram estáveis em 16,6%. Ainda segundo a pesquisa do IBGE, em quatro das regiões do Brasil, houve crescimento de domicílios próprios quitados, sendo que a região Sul apresentou o maior aumento do período (0,9 p.p.). A região Nordeste, por sua vez, foi a única que apresentou diminuição na participação, de 0,2 p.p., ficando em 75%.   
BSB, 16/9- Lançado em março com o objetivo de construir 1 milhão de casas, dos quais 40% se destinam a famílias de baixa renda, o programa Minha Casa, Minha Vida ainda enfrenta o desafio de se consolidar. Até 28 de agosto, 41,4 mil unidades, o que equivale a 4,1% das unidades previstas, tiveram as obras iniciadas, segundo o balanço mais recente divulgado pela Caixa Econômica Federal. O programa é a principal aposta para estimular a economia no médio prazo, depois que as reduções de impostos deixarem de vigorar. Apesar de aprovado pelo Congresso Nacional no fim de junho e de ter sido sancionado pelo vice-presidente José Alencar no início de julho, o Minha Casa, Minha Vida ainda não conseguiu ser incluído no orçamento de 2009. Enquanto não conta com verba própria, o programa está sendo operado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). No lançamento do plano habitacional, o governo comprometeu-se apenas com o número de moradias, mas não anunciou um prazo para a conclusão das obras. Para 2010, o governo reservou R$ 10 bilhões no projeto do Orçamento Geral da União, quantia suficiente para construir cerca de 250 mil moradias de baixa renda. Reservado a fundo perdido (gastos que não serão recuperados pelo governo), o dinheiro financiará as prestações mensais, que irão de R$ 50 a 10% da renda familiar, dependendo do caso.   
BSB, 7/9- Considerando os consumidores de todas as classes sociais, 31% comprariam um imóvel caso tivessem disponíveis um crédito de R$ 1 mil por mês. Se o bem fosse um carro, a intenção de compra sobe para 36%, mantendo as mesmas condições de crédito disponível. Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Análise e divulgada na última terça-feira (1º). Ainda que a intenção em comprar um automóvel seja maior, a prioridade é a compra da casa própria. Isso porque, para a pesquisa, cada consumidor recebeu 20 fichas de R$ 50 para que as distribuísse entre as diversas opções de produtos e serviços. O maior número de fichas foi creditado à compra da casa própria. Em média, os consumidores comprometeriam quase 37% dos R$ 1 mil disponibilizados com a compra do imóvel, ou seja, 7,39 fichas. O motivo, como explica o diretor de Novos Negócios do Instituto, Ricardo Contrera, é mesmo o valor do bem, maior que o do automóvel. Já para a compra do carro, os consumidores depositaram, em média, 2,38 fichas, ou quase 12% do crédito disponibilizado na simulação. O Instituto realizou mais de 1 mil entrevistas em 70 cidades do País no quarto mês do ano. Constatou-se, dessa forma, que os consumidores, se tivessem R$ 1 mil por mês, por um longo período, para investir em produtos e serviços, o maior valor seria destinado à compra do imóvel, seguido pelo automóvel.   
BSB, 5/9- Com um volume inédito de recursos em subsídios para a população de baixa renda, o novo plano habitacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva é a principal inovação do projeto de Orçamento da União para o ano eleitoral de 2010. Batizado de MINHA CASA, MINHA VIDA, o programa terá, segundo dados parciais divulgados ontem, R$ 10 bilhões para despesas a fundo perdido, a maior parte destinada a famílias com renda até três salários mínimos -a parcela da população que, segundo a experiência das últimas décadas, não tem condições de arcar com os encargos cobrados nos financiamentos habitacionais comuns. Ao menos no papel, trata-se da iniciativa de política habitacional mais ambiciosa já lançada para essa clientela. Só o reservado em 2010 é suficiente para a aquisição de até 270,3 mil casas, se considerado o menor preço previsto nas especificações do programa. Mas, como depende de projetos de engenharia, obras e colaboração de Estados e municípios, a execução da verba é incerta. O programa foi criado como a principal medida destinada a atenuar os efeitos recessivos da crise econômica global. Ao todo, promete-se viabilizar a aquisição, sem prazo final, de 1 milhão de casas populares, das quais 400 mil para as famílias com renda até R$ 1.395 mensais. Dependendo da metodologia, o deficit habitacional do país é estimado entre 6 milhões e 8 milhões de moradias. Em tese, os gastos deveriam começar com R$ 6 bilhões até dezembro, mas, a quase totalidade do dinheiro, que nem foi incluído ainda no Orçamento de 2009, ficará mesmo para o próximo ano. Pelas regras já definidas pelo governo, as famílias mais pobres pagarão prestações mensais que vão variar de R$ 50 a 10% de sua renda. Na prática, porém, haverá subsídio integral quando for avaliado que o mutuário não tem condições de fazer pagamentos.   
BSB, 3/9- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta última terça-feira, 1, que, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou à construção civil R$ 23,2 bilhões, mais do que em todo o ano passado, o que ele considerou "excepcional". Na abertura do 81º Encontro Nacional da Indústria de Construção Civil, na noite desta última terça-feira, no Rio de Janeiro, Lula desafiou os empresários do setor a construir um milhão de habitações, meta, sem prazo, do programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida". De acordo com Lula, em seu governo o patamar da construção civil mudou e o setor ainda terá no futuro as obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Também disse que anunciará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em janeiro do ano que vem e que em 2015 o Brasil precisará de outro PAC. Lula também afirmou no discurso que "este País tem de fazer mais". Para Lula, "este País pode se tornar uma das economias mais importantes do mundo, mas isso não depende só do presidente da República, depende de todos os brasileiros". Ele afirmou ainda que aprendeu que o Brasil não é só construído por trabalhadores, mas também por empresários que tem o capital e empregam os trabalhadores. O presidente ainda disse que o Brasil "não precisava ter passado pela crise que passou" e que alguns setores se acovardaram por medo, que teria sido suscitado pela imprensa. Lula citou que a indústria automobilística ficou parada em novembro e dezembro (de 2008) e comemorou o crescimento generalizado da produção industrial em julho de 2009.   
BSB, 1/9- Dados oficiais revelam que os mutuários da casa própria estão descobrindo as vantagens de sacar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para abater ou liquidar o saldo devedor e também para pagar parte das prestações. As retiradas com essas finalidades dispararam nos últimos quatro anos. Em 2005, R$ 312 milhões saíram das contas do FGTS para amortizar ou liquidar o financiamento habitacional. No ano passado, o volume mais que dobrou: R$ 639 milhões. Neste ano, somente até julho, já foram retirados R$ 482 milhões, o que projeta em torno de R$ 800 milhões até o fim do ano (156% mais). O valor médio por mutuário foi de R$ 6 mil. Embora em valores menores, o montante total utilizado para pagar parte das prestações também cresceu significativamente, 63% nos últimos três anos: pulou de R$ 59 milhões em 2005 para R$ 96 milhões. Para este ano, a estimativa é de R$ 140 milhões, 137% mais que há quatro anos. Não é vantagem para o mutuário deixar dinheiro na conta do FGTS, pois os juros do financiamento são bem mais altos que o rendimento do dinheiro que fica no Fundo de Garantia. Enquanto o saldo do FGTS rende 3% ao ano mais correção pela TR, os empréstimos da casa própria cobram taxas que vão de 5% ao ano (para rendas menores) a 12% ao ano mais TR, além do seguro habitacional por danos ao imóvel, que é calculado com base no valor do saldo devedor existente a cada mês. O aumento de saques para abater prestação ou saldar dívida foi maior que a da tradicional retirada para cobrir a entrada ou reduzir o valor financiado no momento da compra, que cresceu 43% entre 2005 (R$ 2,8 bilhões) e 2008 (R$ 4 bilhões). Para este ano, a estimativa é de no máximo empatar com o total usado no ano passado. Nesse tipo de saque, o valor médio variou de R$ 8.600 a R$ 9.300 por trabalhador nos últimos dois anos.   
BSB, 1/9- Chama a atenção nas estatísticas o fato de a utilização do FGTS para pagar parte da prestação ter crescido neste ano mais que as demais modalidades em relação a 2008, quando iniciou a crise econômica internacional. Significa que muitos mutuários não estavam aguentando pagar a prestação contratada inicialmente. Isso porque usar o saldo do FGTS para amortizar o saldo devedor é mais vantajoso do que para cobrir parte do valor da prestação devida. É que o mutuário desembolsará menos a título de juros ao longo do financiamento, no caso de amortização, ou se livrará de vez da dívida, caso tenha o suficiente no FGTS para quitá-la. Há regras básicas para utilização do FGTS na casa própria. O trabalhador tem que ter pelo menos três anos de conta do FGTS, mesmo que não sejam seguidos ou recentes. No caso de utilização para amortizar o saldo devedor ou pagar prestações, o imóvel precisa ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e ser a moradia própria do mutuário e sua família. O titular da conta não pode ter outro imóvel no município onde reside ou tem a ocupação principal, nem nas cidades vizinhas ou limítrofes. Também não pode ser promissor comprador, ou seja, ter adquirido os direitos de um imóvel ainda em construção, na planta. Outra exigência é que o mutuário não pode ter outro financiamento do SFH em qualquer lugar do País. Para solicitar o saque do Fundo de Garantia, as prestações do financiamento precisam estar em dia. Outro detalhe é que o mutuário precisa ter atendido essas condições também na época em que comprou o imóvel, ou seja, para moradia própria. O mecanismo uso do FGTS não é autorizado em caso de imóvel comercial ou mesmo residencial financiado fora do SFH.   
BSB 28/8- , Os candidatos a financiamento imobiliário já encontram no mercado alternativas que permitem o comprometimento de 35% da renda líquida com a prestação mensal. Trata-se de um alongamento da margem da mensalidade, cuja prática de mercado varia entre 25% e 30%. O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado (Creci-SP) verificou diversas opções de crédito para compra da casa própria existentes no mercado. O levantamento apontou que Itaú e Unibanco têm alternativas que permitem prestação equivalente a 35% da renda líquida do cliente. José Viana Neto, presidente do Creci-SP, acredita que a possibilidade de aumento na margem da renda que pode ser comprometida com o financiamento é, antes de tudo, uma forma de concorrer num mercado que vive bom momento. Viana também acredita na hipótese de que o alargamento do porcentual de comprometimento da renda também esteja relacionado ao fato de que, com o aumento de captação de recursos pela caderneta de poupança (veja quadro), os bancos precisam emprestar mais. Pelas regras em vigor, os bancos são obrigados a aplicar pelo menos 65% do total dos recursos da caderneta em financiamento imobiliário. O montante deste porcentual do volume total de depósitos que não for destinado ao financiamento de imóveis deve ser recolhido ao Banco Central e por pelo menos 180 dias será remunerado apenas pela Taxa Referencial (TR). “Assim os bancos ganham menos porque não terão os juros”, diz. Viana afirma que outro fator que levou ao aumento foi a maior confiança do mercado pela baixa inadimplência. Segundo ele, o Índice de Reserva de Domínio, que mede o nível de retomada de imóveis por falta de pagamento está abaixo de 1%. “Com isso há mais disposição para conceder crédito”, afirma.   
BSB, 24/8- A baixa renda cada vez mais vem ganhando espaço no setor imobiliário. Mesmo antes do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, esse segmento da população já conseguia comprar a casa própria. Com o incentivo, tudo ficou ainda mais fácil. As considerações são do publicitário e sócio-diretor da Agência Data Popular, Renato Meirelles. Para ele, o programa "é um avanço". Apesar disso, ele atenta a certos temores, inerentes à baixa renda, que, se sanados, poderiam facilitar ainda mais o acesso à casa própria: o velho medo de ficar inadimplente. De acordo com o especialista no mercado de baixa renda, vencer esse medo poderia estimular ainda mais o mercado imobiliário. "Não conseguir pagar o imóvel e não ter o financiamento aprovado são os principais medos da baixa renda que devem ser combatidos", afirma Meirelles. "A classe A duvida das construtoras, enquanto a baixa renda tem medo de que duvidem dela", assim Meirelles define o principal entrave, além dos econômicos, para a baixa renda comprar a casa própria. Segundo ele, cerca de 65% desse segmento da população tem medo de ficar inadimplente ao adquirir imóvel, ao passo que esse percentual cai para 25% nas classes mais altas. O publicitário analisa que, enquanto a baixa renda teme, basicamente, ficar endividada, as classes mais abonadas pensam duas vezes em comprar a casa própria, por medo de não receber o bem.   
BSB, 20/8- Seja para morar ou para investir, a compra de imóveis por meio de consórcios tem crescido nos últimos anos. Segundo os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), nos primeiros seis meses do ano, o número de pessoas que adquiriram uma casa, apartamento ou sala comercial via estes grupos chegou a 32 mil. No mesmo período do ano passado, foram 29 mil os contemplados em sorteio ou com uso do lance. É o que mostra reportagem de Felipe Frish na edição de segunda-feira do jornal O GLOBO. Segundo a reportagem, cada vez mais gente adere ao sistema onde vários compradores se unem para adquirir um bem, cada um pagando uma parcela todos os meses. Pelas mesmas estatísticas, o número de cotas de planos imobiliários vendidas (cada cota representa um consorciado, mas é possível ter mais de uma) nos primeiros seis meses do ano chegou a 100 mil. No mesmo período de 2008, o acumulado era de 97 mil, fazendo o número de pessoas em consórcios imobiliários no Brasil chegar a 525 mil, contra os 492 mil de junho de 2008.   
BSB, 19/9- Mesmo com valores até 20% mais caros, dependendo do estado de conservação dos móveis e da própria unidade, a locação de imóveis mobiliados na cidade de São Paulo apresentou alta de 10% no primeiro semestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Lello Imóveis, empresa especializada em administração imobiliária. Segundo a gerente de locação e vendas da empresa, Roseli Hernandes, o aluguel de casas e apartamentos mobiliados atende a um público específico, como universitários que vêm de outras cidades, pessoas que se separam dos cônjuges e preferem não gastar dinheiro com a mobília, além de executivos que chegam de outros estados para trabalhar em São Paulo. Ainda de acordo com Lello, a demanda para este tipo de imóvel ocorre principalmente em bairros como Perdizes, Pacaembu, Vila Mariana e Moema, locais de grande concentração de empresas ou universidades. Levantamento realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) revela que, dependendo da região escolhida, o valor do aluguel na cidade de São Paulo mais do que dobra, podendo ficar até 166,83% mais caro. O aluguel de uma unidade de 90 metros quadrados, por exemplo, sai por R$ 746,10 na região Leste B (Brás, Penha, Vila Matilde) e por R$ 1.990,80 na região Sul A (Vila Mariana, Moema, Jardins).   
BSB, 18/8- O governo brasileiro possui dinheiro suficiente para construir mais de um milhão de moradias, segundo afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira (13), ao participar do evento de lançamento do programa Moradia Digna, do governo do estado de Goiás. "Temos dinheiro, as prefeituras já estão fazendo o cadastramento, se o cadastramento passar de um milhão de casas, vamos fazer mais de um milhão de casas nesse país", disse em referência ao programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com a Agência Brasil, Lula também aproveitou a ocasião para falar sobre a forma de governar e como deve ser um governante. Para ele, é preciso usar o coração para ver as necessidades do povo. "Se uma criança com fome não toca a alma de um governante, se o desemprego não toca a alma de um governante, se a violência sexual contra as meninas desse país não toca a alma de um governante, ele não serve para ser governante desse país, nem de lugar nenhum", afirmou.   
BSB, 12/8- O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança para compra de casa própria cresceu 29% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta segunda-feira, 10. Os empréstimos para compra de imóveis somaram R$ 8 bilhões no período. No semestre, o número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil. Os financiamentos para construção caíram 24% na comparação com o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise econômica mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões. No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2008. Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, com queda de 6,78% em relação a junho do ano passado e alta de 24,7% ante maio. Conforme a Abecip, foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% a menos que no mesmo mês do ano passado e aumento de 24,1% ante maio.   
BSB, 8/8- Lançado em março para aumentar o acesso à moradia, o programa Minha Casa, Minha Vida tem falhas que podem comprometer a efetiva redução do déficit habitacional no país. É o que diz relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão questiona as metas do projeto, que privilegia a população com renda mensal de três a 10 salários mínimos apesar de 90% do déficit estar entre os brasileiros que ganham até três salários por mês. O TCU determinou ao Ministério das Cidades que reveja as bases para que a construção de moradias subsidiadas beneficie prioritariamente a faixa de renda com maior demanda por habitação. A meta do Minha Casa, Minha Vida é uma redução de 14% no déficit brasileiro. A União investirá R$ 34 bilhões na construção de um milhão de novas casas ou apartamentos. A ideia do programa é ampliar o acesso à moradia e aquecer a economia, gerando emprego e renda. O relatório do TCU mostra que as pessoas com renda de três a 10 salários correspondem a apenas 8% do déficit nacional. Ainda assim, 60% das novas casas ou apartamentos serão destinados à população nessa faixa salarial. As 400 mil habitações restantes atenderão às famílias que ganham, no máximo, três salários. Ao todo, 7,1 milhões de pessoas com essa renda estão em busca de moradia. Ou seja: o programa Minha Casa, Minha Vida reduzirá em apenas 5,5% o déficit habitacional entre as pessoas mais necessitadas, enquanto o índice entre a população com renda maior cairá 75% com a execução do projeto. Diante desses dados, os auditores do TCU decidiram recomendar ao Ministério das Cidades que reavalie a adequação da meta de construção de moradias por faixa de renda, bem como sua execução, uma vez que estão sendo priorizadas famílias cuja renda mensal é superior a três salários mínimos, enquanto que 90% do déficit brasileiro concentra-se na faixa de renda de até três salários.   
BSB, 5/8- Proprietários que desejam alugar o seu imóvel anseiam por uma negociação lucrativa e rápida. Para aumentar as chances de locação, o proprietário pode implementar algumas melhorias que agregam valor ao patrimônio e deixam o ambiente mais atrativo, potencializando seu valor. Valorizar a residência antes de alugá-la não significa promover uma reforma geral no imóvel. Conforme o gerente geral de locações da Auxiliadora Predial, Alexandre Arruda, às vezes, simples ajustes tornam o local mais interessante aos olhos daqueles que procuram por uma moradia. “O proprietário deve ter bom senso e concentrar as suas despesas em áreas pouco onerosas, mas que possam trazer um retorno significativo”, aconselha. Para subir o preço da oferta e acelerar a locação, a dica é investir em pequenos detalhes, que muitas vezes são suficientes para comprometer a avaliação. A organização e a limpeza do espaço, o conserto de pisos e azulejos quebrados, vazamentos de água, uma pintura com cores neutras e, em alguns casos, uma boa mobília na cozinha são algumas maneiras de valorizar o patrimônio. Segundo Arruda, medidas como estas podem fazer com que o valor pedido pela locação se eleve em 20%. Além disso, um imóvel bem conservado e com uma apresentação agradável possui uma velocidade de locação superior aos demais. “O proprietário deve encarar a reforma como um investimento, sendo que as melhorias realizadas têm como propósito o retorno financeiro”, diz Arruda.   
BSB, 3/8- A despesa com o seguro da casa própria nos financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal ficará até 40% menor a partir desta segunda-feira. A maior redução vai contemplar as pessoas com mais idade (51 a 55 anos). Ou seja, economia de R$ 46,52 em cada parcela. A condição facilita que as famílias comprem um imóvel mais caro. Segundo a Caixa Seguros, o cálculo leva em consideração a idade e o prazo de financiamento. Para um trabalhador de 40 anos, por exemplo, que pretende comprar um imóvel avaliado em R$ 100 mil, sendo R$ 80 mil financiados em 240 meses, a economia chega a R$ 2 mil (durante os 20 anos). O seguro também é reajustado anualmente pela TR (Taxa Referencial), conforme a prestação e o saldo devedor. A Caixa Seguros já assinou, de janeiro a junho, 220 mil contratos no País. Os valores menores só valem para os contratos novos.Outro dado importante é que a soma da idade com o prazo de financiamento não pode ultrapassar 80 anos. A única exceção é para o Estatuto do Idoso, que obriga que 3% da carteira da seguradora aceite o financiamento para pessoas com idade acima de 80 anos. Na segunda-feira, interessados podem verificar a redução no simulador habitacional, no site www.caixa.gov.br. Em junho, O DIA mostrou que o seguro da Caixa era o mais alto do mercado. Diretor da Estrutura Consultoria de Financiamentos e Correspondente Imobiliário da Caixa, Fabio Mello comemora a iniciativa. “Com o novo cálculo do seguro, um número maior de famílias terá a chance de comprar um imóvel melhor. Além disso, há demanda de pessoas com mais idade que não entravam no financiamento porque o valor do seguro pesava muito na prestação”, destaca.   
BSB, 31/7- O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quarta-feira (29) que todas as instituições financeiras autorizadas a funcionarem pelo Banco Central e todos os agentes financeiros do sistema de financiamento da habitação poderão concorrer à subvenção econômica do Tesouro Nacional na operacionalização do programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida", na faixa destinada para os municípios com até 50 mil habitantes e para as famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Segundo o chefe da Assessoria Econômica do Tesouro, Jeferson Bittencourt, a subvenção, que é no valor total de R$ 1 bilhão, será concedida por meio de oferta pública, que ainda será regulamentada por uma portaria dos ministérios da Fazenda e das Cidades nas próximas semanas. Ele explicou que sairão vitoriosas as instituições que cobrarem da União a menor taxa para repassar os recursos ao tomador do financiamento. No entanto, nenhuma instituição poderá ter mais que 15% do total ofertado por município.   
BSB, 27/7- Com a queda do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que reajusta o valor do aluguel, dos financiamentos imobiliários e dos consórcios, chegou a hora dos consumidores negociarem os contratos, na avaliação de especialistas. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), depois de registrar deflação de 0,07% em maio, o IGP-M ficou em 0,10% em junho. Na segunda prévia de julho, o índice teve queda de 0,27%, ficando abaixo do observado no mesmo período do mês anterior, quando houve leve alta de 0,07 %. No ano, o índice acumula queda de 1,51%. O diretor da Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), Lúcio de Queiroz Delfino, lembra que quem tem contratos mensais corrigidos por esse índice tem direito de pagar mais barato no período em que houve deflação. Mas, segundo ele, em geral os contratos são anuais e por isso nem sempre o consumidor vai poder pagar menos. Por exemplo, afirma Delfino, nos doze meses fechados em junho, houve aumento do IGP-M de 1,52%.   
BSB, 27/7- Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, apesar de os reajustes serem feitos ao final do contrato, nada impede que o consumidor negocie antes. Entretanto, ele não acredita que o índice permaneça negativo ao longo do ano. Segundo pesquisa do Banco Central, o IGP-M deve fechar o ano em 0,44%. Oliveira lembra que em anos anteriores o IGP-M subia acima dos reajustes de salários, o que causava problemas para quem pagava aluguel ou financiamentos corrigidos pelo índice. Neste ano, a expectativa é de reajustes menores. Mesmo com previsão de que os consumidores pagarão menos pelo aluguel, o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Prando, considera que o imóvel está sendo vitos como uma forma de investimento e esse é um dos fatores que tem levado à recuperação do setor. Segundo Prando, no ínicio do ano houve redução de lançamentos de empreendimentos imobiliários por causa dos efeitos da crise financeira internacional no país, mas com recuperação a partir de maio. A expectativa é fechar o ano com lançamento de 28 mil unidades em São Paulo, contra 35 mil registradas no ano passado. De acordo Prando, a projeção para este ano ainda pode ser revisada para cima a depender do resultado dos próximos dois meses. O estado representa cerca de 40% da comercialização de imóveis no país.   
BSB, 23/7- A Caixa Econômica Federal alcançou a marca de R$ 101 bilhões no saldo da caderneta de poupança em 16 de julho de 2009. O montante representa um crescimento de 19,67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegou a R$ 84,4 bilhões. O desempenho da instituição em captação líquida no ano de 2009 (R$ 5,2 bilhões) é destaque frente ao crescimento do mercado (R$ 5,5 bilhões). No saldo, os recursos totais do mercado chegam a R$ 286,5 bilhões. Dos R$ 5,2 bilhões de captação líquida, 60,41% são provenientes de clientes com renda até dois salários mínimos. Segundo a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, o que torna a poupança atrativa, além da tradição e segurança é a remuneração dos saldos (TR + 6% a.a.), que não sofre tributação. “A atratividade da aplicação está principalmente na facilidade de acesso e nos benefícios que oferece. O produto é isento de tarifa de manutenção e não possui valor mínimo para sua abertura. São aceitos depósitos em qualquer dia do mês e não há incidência de IRPF”, destaca. Para abrir uma conta poupança basta apresentar os documentos de identidade, CPF e comprovante de endereço em qualquer agência da CAIXA e, em poucos dias, o cliente já recebe o cartão magnético da conta em sua residência. A poupança, além de ser uma aplicação acessível a qualquer pessoa e porto seguro para quem diversifica seus investimentos, representa importante fonte de recursos para habitação no país. Somente com recursos da sua carteira de poupança, a CAIXA já emprestou nesse ano R$ 10,46 bilhões, dentro da modalidade Carta de Crédito SBPE. O montante foi o suficiente para atender mais de 239 mil famílias   
BSB, 21/7- Os empréstimos imobiliários de alto risco ("subprime") realizados nos Estados Unidos em larga escala --que deram início à crise econômica global e ainda atormentam os bancos-- estão ressurgindo na renegociação de hipotecas, segundo reportagem no New York Times desta segunda-feira (20/7). Segundo a reportagem, que traz como exemplo Jack Soussana, que intermediou hipotecas durante boom imobiliário e agora intermedia a renegociação, os honorários dos agenciadores podem custar até US$ 3.500. Soussana admitiu que, enquanto as vendas estavam aquecidas, muitos de seus clientes se arriscaram e agora estão inadimplentes. Segundo o jornal, no final do ano passado, a equipe de Soussana --do mesmo escritório em que costumava intermediar empréstimos imobiliários-- começou a prestar serviços a uma empresa cuja especialidade é renegociar os termos de hipotecas. A promessa é negociar com os credores de forma a reduzir as prestações das hipotecas hoje em débito. "Nós mudamos o roteiro e o produto que estávamos vendendo", disse Soussana. O novo roteiro, ele diz, baseia-se na ideia de que os mutuários fizeram um mau negócio, "mas agora poderemos ajudá-los a escapar das piores consequências, porque conhecemos bem as instituições de empréstimos".   
BSB, 21/7- Em 2003, com os juros reduzidos (1% ao ano), a economia recebeu o impulso que precisava para sair da recessão. Um ano de juros baixos foi o suficiente para estimular o mercado imobiliário americano, além de elevar o consumo e a circulação de crédito de modo geral. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado. Com juros baixos, as companhias hipotecárias passaram a explorar o segmento de clientes "subprime" --que contém um risco maior que o de clientes com classificação melhor de crédito, mas compensado por taxas de retorno mais altas. Os papéis de dívidas hipotecárias atraíram gestores de fundos e bancos. Essas instituições compraram esses títulos hipotecários "subprime" e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.   
BSB, 21/7- Em 2006, o mercado imobiliário já dava sinais de saturação, com preços e estoques altos de casas, ao lado de uma taxa de juros que vinha subindo desde junho de 2004, chegando a 5,25%. Com os juros mais altos, as correções nos contratos de hipotecas dificultaram os pagamentos de prestações, e a consequência foi o aumento da inadimplência. Como no início dos empréstimos o índice de inadimplência era baixo, os empréstimos hipotecários "subprime" pareciam um ótimo negócio, pois traziam alta rentabilidade com um risco que parecia menor do que realmente tinha. Com isso, as instituições financeiras, que compraram os títulos hipotecários "subprime" e os revenderam sob a forma de derivativos, também começaram a ter problemas. Se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito). Derivativos são papéis que tem, seu valor derivado de outros ativos, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir riscos. São instrumentos financeiros considerados de risco, uma vez que a avaliação de seus valores e das consequências de seu uso generalizado é muito complexa em um mercado financeiro cada vez mais globalizado. Em 2007, o setor financeiro sofreu o primeiro golpe, quando o aumento da inadimplência nas hipotecas "subprime" aumentou o risco embutido nos derivativos lastreados nesses papéis de dívida. O banco francês BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou, em agosto daquele ano, resgates em três fundos, alegando dificuldades de avaliar os valores dos investimentos ligados a essas hipotecas de risco.   
BSB, 20/7- Em maio, a maior parte dos moradores da cidade de São Paulo comprou um imóvel usado à vista, segundo indicou a pesquisa divulgada na quinta-feira (16) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis). No quinto mês do ano, o pagamento à vista correspondeu a 51,04% das vendas de imóveis, ante uma participação de 47,92% dos financiamentos com bancos. Somente a CEF (Caixa Econômica Federal) atingiu, no período, 36,46% das vendas, sendo a principal instituição de financiamento. Os demais bancos ficaram com participação de 11,46%. Além da aquisição à vista e do financiamento bancário, os paulistanos fizeram a compra por meio do consórcio, tendo esse tipo de negociação correspondido a 1,04% das vendas de maio. As negociações diretamente com o proprietário, por sua vez, não foram uma opção para os compradores, já que, em maio, essa forma de aquisição teve participação nula nas vendas. Ainda de acordo com os dados, coletados em 447 imobiliárias pelo Creci-SP, no quinto mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles que custavam até R$ 160 mil, que responderam por 54,21% dos negócios realizados.   
BSB, 15/7- A Câmara dos Deputados tem até o dia 13 de agosto para votar a MP (Medida Provisória) 460/09 que, entre outros pontos, reduz tributos para as construtoras de imóveis do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Caso contrário, a medida perderá sua eficácia. Aprovada no último dia 3 de junho pela Câmara, a MP tranca novamente a pauta das sessões ordinárias da Casa, conforme publicado pela Agência Câmara. Isso porque, ao ser analisada pelo Senado Federal, foram feitas mudanças que agora devem ser aprovadas pelos deputados. Dentre as novidades está a permissão de cobrança de preços diferentes para pagamentos à vista ou no cartão de crédito, emenda apresentada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), juntamente com o senador Aldemir Santana (DEM-DF). Além disso, a proposta aprovada pelo Senado determina a fixação de normas para o pagamento de dívidas com a União por exportadores, utilizando-se de créditos tributários do chamado Crédito-prêmio do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). No que diz respeito ao projeto de habitação do governo federal, Minha Casa, Minha Vida, a medida prevê regime especial de tributação para as construtoras participantes do programa. O benefício é válido para as construções de até R$ 60 mil, sendo que para cada incorporação submetida ao regime, a incorporadora deverá pagar o equivalente a 6% da receita mensal recebida. O percentual correspondente ao pagamento unificado dos tributos, que incluem o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), PIS/Pasep, Cofins e CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), será igual a 1% da receita mensal obtida, sendo que o pagamento dos impostos será considerado definitivo, não gerando, em qualquer hipótese, direito à restituição ou à compensação com o que for apurado pela construtora.   
BSB, 14/7- A Caixa Econômica Federal voltará a oferecer, depois de seis anos, financiamentos habitacionais com parcelas mais baixas no início do contrato com o objetivo de aumentar o acesso ao programa do governo federal que promete a construção de 1 milhão de casas. De acordo com as estimativas do governo, esse sistema de pagamentos, conhecido como Tabela Price, permitirá que 7,6 milhões de pessoas com renda de até dois salários mínimos busquem financiamentos no valor de R$ 40 mil para a compra de imóveis, por exemplo. Se o método de cálculo das prestações fosse o SAC (Sistema de Amortização Constante, o único usado hoje pela Caixa), essas pessoas não poderiam pegar o empréstimo por não terem renda suficiente para as parcelas iniciais do contrato. As estimativas do governo foram feitas com base na renda das famílias declarada ao IBGE. A Caixa decidiu voltar a oferecer esse tipo de empréstimo depois da sanção da lei que criou o programa Minha Casa, Minha Vida. Na lei, o governo obriga os bancos a oferecerem aos mutuários pelo menos dois sistemas de pagamento. Um deles tem de ser obrigatoriamente o SAC, que começa com uma parcela mais elevada, mas tem a vantagem de ir caindo ao longo do contrato. O outro sistema não foi predeterminado e os bancos poderão optar. A Tabela Price já é usada pelos bancos privados, mas acaba não tendo impacto relevante no mercado porque a Caixa, que responde por 70% do crédito habitacional no país, não usa esse sistema.   
BSB, 14/7- Na lei sancionada pelo presidente Lula, há a autorização explícita para a cobrança de juros sobre juros, sistema que serve de base para os cálculos da Tabela Price. É com base nessa permissão que a Caixa pretende se basear para evitar o risco jurídico que forçou o banco a parar de operar com esse tipo de contrato em 2003. Até agora, a Justiça recorrentemente dá ganho de causa a mutuários que questionam os pagamentos feitos com base na Tabela Price porque considera que esse tipo de cálculo dos juros é proibido no país. A discussão jurídica tem a ver com aumentos excessivos no valor das prestações. É que pela Tabela Price o mutuário leva mais tempo para devolver o dinheiro ao banco e, portanto, se houver aumento na taxa de juros, ele incidirá sobre um saldo devedor mais elevado. Isso fará com que a prestação aumente, com o consequente risco maior para o tomador. Já no caso do SAC, há menos influência da TR, a taxa de juros que corrige uma parte dos financiamentos, porque o mutuário devolve o dinheiro emprestado pelo banco num tempo mais curto. Com isso, a prestação, que começa mais elevada, cai com o tempo. Apesar de pagar menos no começo do contrato, o mutuário que financiar imóvel pela Tabela Price acabará pagando mais juros ao banco ao final do empréstimo. Isso acontece porque a amortização (parte da parcela que corresponde à devolução do dinheiro ao banco) é mais lenta nesse sistema.   
BSB, 13/7- O Conselho Gestor do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) decidiu como serão distribuídos os recursos no valor de R$ 1,050 bilhão, entre julho deste ano e o mesmo mês de 2010. De acordo com a Agência Brasil, 87% serão destinados a obras de urbanização, sendo que, desse total, 40% serão para novos projetos e 7% a projetos priorizados pelos conselhos locais, que passam a ter mais influência sobre o uso dos recursos. Também ficou decidido que 6% serão destinados à elaboração de planos locais de habitação e 2%, à assistência técnica. Os 5% restantes têm como destino a produção de habitação social dos movimentos sociais, que devem estar ligados a cooperativas para usar a verba. No orçamento do ano anterior, 45% foram destinados à habitação de interesse social, 40% para urbanização, 10% para produção ligada aos movimentos sociais, 3% para elaboração de planos e 2% para assistência técnica. A principal novidade está na destinação de verbas para os projetos priorizados pelos conselhos locais, que inexistia até o ano passado. Os recursos deverão ser aplicados por meio dos Conselhos Gestores dos estados, Distrito Federal e municípios, com garantia de participação popular   
BSB, 13/7- O governo vetou a inclusão do financiamento de lotes para famílias com renda de até seis salários mínimos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A lei com as regras do programa foi sancionada pelo presidente em exercício, José Alencar, com três vetos. Além de excluir o financiamento com subsídio da União para produção e aquisição de lotes urbanizados sem vinculação a um projeto de construção de imóveis, o governo tirou do texto final a obrigatoriedade de realização de sorteio eletrônico público para distribuição das residências destinadas à famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Também ficou fora da lei a possibilidade de aplicar aos imóveis de classes média e alta situados no Distrito Federal as regras facilitadas de regularização fundiária previstas no programa. Essas modificações haviam sido incluídas no texto original durante as discussões no Congresso Nacional. Para justificar o veto, o governo afirmou que a aquisição de lotes isoladamente não garante um dos principais objetivos do programa: a geração de emprego e renda com o aumento da demanda no setor da construção civil. Também argumentou dificuldade em controlar a exigência que havia sido feita no texto para que a família que comprasse o lote iniciasse a construção dentro de seis meses. O veto foi criticado por entidades do setor. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) divulgou nota afirmando que, com essa decisão, o programa torna-se "pouco eficaz para atender famílias com renda de até três mínimos". Para o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da entidade, Caio Portugal, o maior gargalo do Minha Casa, Minha Vida é "a escassez de terra urbanizada e a inexistência de linhas de financiamento adequadas para produção e aquisição de novos lotes".   
BSB, 13/7- A decisão de vetar a distribuição das casas por meio de sorteios eletrônicos públicos também gerou polêmica. Para a oposição, esse era um instrumento que garantiria "impessoalidade na seleção" dos beneficiados e evitaria o uso eleitoreiro do programa. O governo disse que o sorteio eletrônico dificulta a "operacionalização do programa". Em nota oficial, o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, tratou como "inadmissível e incompreensível" o argumento do governo. Outro veto impede que famílias das classes média e alta do Distrito Federal sejam beneficiadas pelo processo simplificado e administrativo de regularização de terras previsto no novo programa. Para o governo, as novas regras que facilitam a regularização fundiária devem valer para áreas ocupadas por população de baixa renda, o que está "em sintonia com o princípio da igualdade" previsto na Constituição e se justifica pela renda dos beneficiados.   
BSB, 9/7- A redução da taxa Selic a um patamar abaixo de um dígito, traz novas perspectivas para empresas dos setores imobiliário e varejista no longo prazo. Com juros menores e as medidas de estímulo do governo à aquisição da casa própria, através do programa "Minha Casa, Minha Vida", ampliam-se as expectativas de avanço da venda de bens duráveis, como geladeiras, fogões, micro-ondas e móveis, entre outros produtos, para as novas unidades habitacionais que serão construídas. Após a última redução da Selic, que recuou a 9,25% ao ano - o menor patamar desde sua criação, em 1986 -, várias instituições financeiras voltaram a assumir postura proativa na concessão de crédito imobiliário, anunciando redução nos juros cobrados nesses financiamentos. Alguns bancos divulgaram também o aumento dos prazos de pagamento. A própria Caixa Econômica Federal, líder nesse mercado e principal agente de execução do programa "Minha Casa, Minha Vida", baixou os juros.   
BSB, 8/7- Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,45 bilhões no primeiro semestre de 2009, segundo dados do Banco Central. Apesar de o número ser positivo, trata-se do pior resultado em três anos. O valor representa também uma queda de 45% em relação à captação (diferença entre saques e depósitos) registrada no primeiro semestre de 2008, quando a entrada de novos recursos na poupança somou R$ 4,43 bilhões. No mesmo período de 2007, foram R$ 8,77 bilhões. Em 2006, o resultado ficou negativo. Em 2009, os saques superaram os depósitos em três meses (janeiro, março e abril). Nos outros três, houve mais dinheiro entrando do que saindo. Desde maio, quando o resultado ficou positivo em R$ 1,88 bilhão, a poupança registra recuperação. Em junho, a captação da poupança ficou positiva em R$ 2,09 bilhões. Somados, os resultados dos dois meses superam em 50% o registrado no mesmo período de 2008 e em 5% o verificado no primeiro semestre de 2007.   
BSB, 8/7- O financiamento à casa própria pela Caixa Econômica Federal segue num ritmo forte este ano, apesar da crise global. As operações de crédito imobiliário da Caixa cresceram 75% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 17,5 bilhões. Também houve alta no número de contratações, que chegou a 351 mil, com expansão "um pouco maior" que a do volume financeiro, segundo o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda. Do valor total financiado, R$ 9,2 bilhões vieram da poupança, R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o restante de outras fontes. Conforme Hereda, as contratações com recursos da poupança, que atendem principalmente a classe média, cresceram 220% no semestre. O programa "Minha Casa, Minha Vida" respondeu por valor próximo a R$ 1,5 bilhão das contratações, sendo metade para financiamento à produção e metade para pessoas físicas. Até 1º de julho, 580 empreendimentos nos moldes do programa estavam em análise pela Caixa, e 175 tinham a documentação completa. Estavam em avaliação 100 mil imóveis.   
BSB, 8/7- De acordo com o vice-presidente da Caixa, mais de 10 mil unidades já foram contratadas. A expectativa é que a contratação do total de 1 milhão de unidades previsto no programa seja fechada até o fim de 2010. Para a expansão do crédito habitacional contribuíram também os feirões, segundo Hereda. Os negócios fechados e agendados nesses eventos ainda vão se reverter em novos contratos, pois as cartas de crédito obtidas no feirão têm validade de seis meses. A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou ontem que a redução de juros para o crédito em geral está em estudo permanente pelo banco. "Na última segunda-feira, anunciamos redução de juros para alguns produtos. As taxas para micro e pequenas empresas chegaram a cair de 6% para 2,44% ao ano para operações com fundo garantidor." Segundo Maria Fernanda, o total previsto para crédito à micro e pequena empresa em 2009 é de R$ 22 bilhões. O crédito total estimado pelo banco para este ano é de R$ 90 bilhões.   
BSB, 6/7O valor máximo do imóvel que poderá ser adquirido com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do mutuário será elevado dos atuais R$ 350 mil para R$ 600 mil. A informação foi dada ontem pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. Ela confirmou também que o valor do pacote da habitação é de R$ 70 bilhões, volume suficiente para construir 1,2 milhão de novas moradias. Esses recursos não sairão integralmente dos cofres públicos. Boa parte refere-se a financiamentos, que serão pagos pelos adquirentes dos imóveis. Ainda não está totalmente certo, mas o pacote poderá conter outra vantagem: o saldo do FGTS poderá ser usado mensalmente para pagar prestações da casa própria. Atualmente, os recursos só podem ser utilizados de dois em dois anos, para reduzir o valor das prestações ou abater no saldo devedor. Há mais uma "bondade" em estudo para facilitar a compra da casa própria pelas famílias de renda mais elevada. Nos imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a parcela financiada aumentará dos atuais 80% para 90%. Ou seja, o valor da entrada a ser paga à vista ficará menor. Os imóveis que se enquadram no SBPE são aqueles de valor mais elevado.   
BSB, 6/7- Embora o foco do pacote habitacional do governo sejam as famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650), há agrados para todas as faixas de renda. A ordem dada aos técnicos foi turbinar todos os instrumentos de financiamento habitacional existentes hoje. A classe média terá mais chances de comprar a casa própria sem ter de pagar entrada. Os imóveis construídos com recursos do FGTS, que hoje são financiados em 80%, passarão a ser financiados na sua totalidade. Enquadram-se nessa categoria as moradias avaliadas em até R$ 130 mil (se estiverem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal), R$ 100 mil (nos municípios de até 500 mil habitantes) ou R$ 80 mil (nas demais regiões). Podem comprar imóveis financiados pelo FGTS as famílias com renda de até R$ 3,9 mil mensais (ou R$ 4,9 mil, se morarem em São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal). Hoje, há linhas do FGTS que financiam 100% do valor do imóvel. No entanto, o prazo de pagamento é relativamente curto: 20 anos. Nos contratos de 30 anos, a parcela financiada é 80%. É essa parcela que os técnicos querem elevar para 100%.   
BSB, 6/7- O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida já contratou 97 empreendimentos, que serão responsáveis pela construção de 10.168 unidades habitacionais em diversas regiões do país. Até 29 de junho, o total de propostas apresentadas por empreendedores foi de 581. Caso sejam aprovadas, elas devem resultar na construção de 100.865 unidades. Os dados foram apresentados hoje pela secretária de Habitação, Inês Magalhães, durante a reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (Fnhis). Segundo ela, das unidades previstas nos 581 empreendimentos apresentados até agora, 42.292 serão destinadas aos beneficiados com renda de zero a três salários mínimos. As habitações estão distribuídas entre 164 empreendimentos. "Já para a fatia entre três e seis mínimos são 33.040 unidades divididas entre 260 empreendimentos, e para a fatia entre seis e dez mínimos, são 25.533 unidades previstas, divididas em 157 empreendimentos", informou Inês Magalhães. Dos empreendimentos contratados, 47 serão realizados na região Sudeste, com a construção de 4.189 unidades habitacionais; 26 na Região Sul, com 1.963 moradias; 13 na Região Nordeste, com 2.122 unidades; nove empreendimentos na Região Centro-Oeste, gerando 1.862 habitações; e dois na Região Norte, com 32 unidades previstas. A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que não há como fazer uma previsão sobre o prazo de entrega das habitações dos empreendimentos contratados.   
BSB, 3/7 - Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel no país vão ganhar mais uma opção na hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança. O locatário que optar por ele, receberá um cartão de crédito para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário nem fica sabendo do problema. - O produto está montado. Agora, esperamos a área de tecnologia de informação fazer algumas alterações no sistema para começar - afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda. Por conta desses ajustes, a data de lançamento não está totalmente fechada. A Caixa está substituindo a tecnologia dos cartões de crédito, que passarão a funcionar com chip eletrônico. Assim que finalizar a mudança, lançará o Cartão Aluguel. Muitos inquilinos encontram dificuldade na hora de assinar o contrato por não terem um fiador. Uma outra opção, o seguro-fiança, também é inviável financeiramente para alguns, já que chega a custar uma vez e meia o valor do aluguel. O locatário terá que desembolsar uma taxa de anuidade. Ele fará o acerto direto com o banco, que enviará uma fatura mensalmente, assim como ocorre com o cartão de crédito. As taxas de juros, no caso de atraso, devem ser semelhantes às cobradas pelos cartões de crédito, de cerca de 10% ao mês. A instituição financeira vai analisar a capacidade de pagamento do locatário, antes de conceder o crédito.   
BSB, 1/7- Por conta da falta de imóveis disponíveis, está cada vez mais difícil encontrar um apartamento ou uma casa para alugar em São Paulo. Em várias regiões na cidade, mais que dobrou o número de pessoas que procuram um imóvel em algumas imobiliárias. Nos casos de imóveis com preços mais populares, o tempo de espera pode chegar a quatro meses. "A falta de imóveis residenciais para locação é algo que vem crescendo nos últimos anos. E isso é um problema que ocorre em todo o país, mas em São Paulo há fatores que agravam a situação, como a falta de terrenos para novas construções", afirma o vice-presidente de locação do Secovi-SP, José Roberto Federighi. Os imóveis mais procurados na capital são de um e de dois dormitórios, com aluguel entre R$ 1.000 e R$ 1.600, segundo Federighi. A alta demanda faz com que os preços dos alugueis também aumentem constantemente. De acordo com pesquisa realizada pelo Secovi-SP, o preço do aluguel subiu cerca de 11,1% na capital paulista, entre junho de 2008 e maio desse ano --aumento bem maior do que a variação no período do índice base para reajuste dos contratos de aluguel, o IGP-M, que foi de 3,6%. Só em 2009, o acréscimo no valor médio do aluguel já chega a 2,93%. Na Lello Imóveis, por exemplo, mais que dobrou o número de pessoas que procuram locar uma moradia. A fila de espera aumentou 113% em um ano --saltando de 860, em 2008, para 2.000, em 2009. O tempo médio de espera é de até quatro meses. Na Pacheco Imóveis, a procura aumentou cerca de 40% em comparação ao ano passado. A espera, em média, é de dois a três meses por uma oferta de aluguel. Dependendo do bairro, chega a quatro meses.   
BSB, 30/6- A secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, apresentou na última sexta-feira (26), em São Paulo, os novos números do déficit habitacional no Brasil. Em evento que reuniu especialistas da área, foram divulgados resultados do déficit habitacional do país apurados pelo Ministério das Cidades (MCidades) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP), tendo como base Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2007. O déficit foi calculado em 6,273 milhões de domicílios, considerando as mudanças na metodologia. "Com essas alterações metodológicas, conseguimos chegar a uma estimativa mais próxima à realidade", explica a secretária Inês. A principal novidade da pesquisa é a mudança metodológica que permite aferir mais precisamente o quantitativo do déficit habitacional. Nas pesquisas anteriores o problema da coabitação ou de famílias conviventes - um dos elementos que compõem o déficit - era apontado por especialistas como um dado que precisava ser aperfeiçoado. Para se ter uma ideia mais precisa do déficit, era necessário descobrir o número de famílias que convivem por opção e, portanto, retirá-las do cálculo do déficit habitacional.   
BSB, 30/6- A partir de entendimento entre o MCidades, a Fundação João Pinheiro e o IBGE, foram incluídas duas perguntas no questionário da PNAD 2007 que permitiram separar o grupo de famílias que compartilham uma mesma moradia por necessidade econômica - e que fazem parte do novo cálculo - do grupo que cohabita exclusivamente por vontade própria, não computadas no déficit. A secretária Inês Magalhães alerta para o risco de se comparar o novo resultado com os números de 2006. "Na versão atual do déficit habitacional foram feitas alterações metodológicas pelo IBGE que resultaram em uma redução mais acentuada do indicador", afirma. Mas mesmo pela metodologia antiga, o déficit apresentou redução em termos absolutos, passando de 7,935 milhões de unidades, em 2006, para 7,288 milhões, em 2007. Como déficit habitacional, que demanda reposição ou incremento do estoque de moradias, são classificados os domicílios improvisados e os rústicos, as habitações precárias, parte da coabitação familiar, o ônus excessivo com aluguel (comprometimento maior que 30% da renda familiar com aluguel entre as famílias que ganham até três salários mínimos) e, introduzido na versão atual, o adensamento excessivo nos domicílios alugados.   
BSB, 28/6- Na contramão ao movimento da construção nacional que segue com fôlego maior rumo aos negócios com imóveis de padrão econômico, em Brasília, no Distrito Federal, a venda de unidades voltadas às classes A e B seguiu em ritmo acelerado neste primeiro semestre e observou forte alta. Na maior imobiliária da região, a Lopes Royal, foi apresentado R$ 1 bilhão em lançamentos no período, e a empresa, apesar da turbulência econômica, deve bater os R$ 800 milhões em vendas consolidadas, valor 180% superior ao dos primeiros meses de 2008. As construtoras confirmam o aquecimento do setor, como a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários. A empresa afirma estar com novos empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) estimado em pouco mais de R$ 1,2 bilhão no total e estima para 2009 um crescimento de 30% - o dobro do que observou no ano passado. Já a MTD Engenharia, que também atua para o público de maior poder aquisitivo, no eixo Brasília-Rio de Janeiro, pretende buscar novas parcerias para ampliar mercado. Para Marco Antônio Demartini, diretor da Lopes Royal, braço do Grupo Lopes, de São Paulo, o alto poder aquisitivo da população na região ajuda a impulsionar os negócios. "65% do público consumidor são compostos de funcionários públicos que têm boa renda e estabilidade profissional", destacou, acrescentando que lá a demanda é maior que a oferta porque as áreas para construção são limitadas, na região. O executivo comentou que existem estimativas de profissionais do setor que apontam a que o mercado imobiliário de Brasília passou o do Rio de Janeiro, com mais de R$ 1,3 bilhão em lançamentos, o que prova que lá o setor não foi atingido de forma cruel pela turbulência financeira. Demartini incluiu outro fator para esse forte incremento: o fato de novas áreas para projetos residenciais não serem disponibilizadas frequentemente, por conta do tombamento da região. "Demorou mais de uma década a aprovação de uma nova região", explicou.   
BSB, 28/6- O executivo Marcelo Carvalho, diretor da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários, diz concordar que a falta de áreas para construção agrega um valor adicional ao setor imobiliário do Distrito Federal, diferentemente do que ocorre em outras regiões. O executivo também vê o fator estabilidade versus renda como um atributo a mais para aquecer os negócios. "Temos algumas oportunidades no setor noroeste, em Águas Claras, além de áreas remanescentes no setor sudoeste", falou, calculando que as unidades nas diversas áreas atendem a rendas médias de R$ 8 mil a R$ 15 mil. Carvalho também contou que há um desenvolvimento de projeto na região de Guará. Entre os empreendimentos da Paulo Octávio, Águas Claras conta com um conjunto de 120 apartamentos que foi 100% vendido e cuja metade já foi entregue. Na mesma área, um projeto de quase 1,9 mil apartamentos, avaliado em VGV de R$ 1 bilhão, está em fase de andamento. Já na área noroeste estão em construção três prédios que ficarão prontos dentro de três anos, avaliados em R$ 120 milhões. Já no que está em desenvolvimento no Guará, são mais de 60 as unidades, que perfazem R$ 40 milhões. Há ainda um projeto de 300 escritórios que ficam prontos dentro de 24 meses. O Grupo Paulo Octávio ainda mantém negócios em hotelaria, concessionárias de veículos e comunicação. Outra que trabalha na incorporação e construção de residenciais voltados às classes A e B, além de prédios comerciais, é a MTD Engenharia, que não tem negócios no segmento econômico. "Trabalhamos com boas expectativas para 2009/2010, tanto em relação ao setor de incorporações, quanto em relação à prestação de serviços para o mercado privado em geral", comentou Sílvio Romero Graça Carvalho, um dos sócios da MTD Engenharia.   
BSB, 25/6- A classe C, que representa 52% da população, tem tido mais facilidade com programas de financiamento e utilização de recursos do FGTS na compra de imóveis. Segundo o consultor Renato Meirelles, do Instituto Data Popular - que realizou uma pesquisa sobre o setor e a população carente -, a maior movimentação do mercado está na base da pirâmide e não na faixa de maior renda. "A proporção de pessoas com imóvel próprio é menor nas classes C, D e E, mas, em contrapartida, vê-se que esse público da base é muito mais jovem do que os da classe A e B. Sendo assim, o número potencial de famílias é maior e a demanda pelo perfil de imóvel para esse público guiará o mercado imobiliário nos próximos anos", disse Meirelles. Portanto, as construtoras e imobiliárias devem estar preparadas para atender às exigências específicas. O consumidor de baixa renda, segundo o especialista, tem mais medo de não receber o imóvel e de não conseguir pagar as prestações. A ligação com o bairro também é outro fator que deve ser levado em conta, pois, geralmente, esse público evita se afastar de parentes e amigos quando vai comprar ou alugar uma casa.   
BSB, 24/6- O Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi Rio antecipou estudo que auxilia profissionais da área e pessoas físicas interessadas na compra e venda do imóvel. Segundo o coordenador da pesquisa, Maurício Eiras, sabendo a média do valor do metro quadrado por bairro, é possível analisar com maior precisão se um imóvel tem benfeitorias ou localização que agreguem valor. 'Se num bairro, o preço do metro quadrado é de R$ 4 mil e um determinado imóvel custa R$ 4.500 por m², podemos concluir que esta unidade tem algo que contribui para valorizá-lo, seja localização, acabamento mais luxuoso, vista, segurança, etc', explica Eiras. Uma das comparações são os imóveis de dois quartos. Na análise do especialista, o bairro de Ipanema é o que tem o metro quadrado mais caro, R$ 6.555 e o de Bangu o mais barato, com R$ 1.286. Já em relação ao tamanho médio do imóvel, o Leblon é o que apresenta a média mais alta, com 94 m², enquanto que Bangu apresenta o menor, com 57 m². Nos imóveis de quatro quartos da tabela, o bairro do Leblon é o que possui o m² mais caro, R$ 6.639 e Bangu tem o mais em conta, R$ 1.326. Já em relação ao tamanho médio do imóvel, Copacabana é o que apresenta a média mais alta, com 231 m², enquanto que o bairro de Bangu apresenta o menor, com 102 m². O diretor da administradora Quatro Marias, Frederico Wähmann, afirma que com a nova ferramenta fica mais fácil negociar. 'A pesquisa revela com exatidão os valores médios praticados nas regiões que atuamos para orientar ainda melhor os clientes', diz Wähmann, que já pôde utilizar o estudo. O Secovi Rio adianta que vai disponibilizar as pesquisas a partir de julho em sua página na Internet. Enquanto isso, interessados podem obter informações por meio de e-mail (cepai@secovirio.com.br).   
BSB, 23/6- Quem comprar um imóvel pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida' com renda acima de três e até 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650) pagará pelo seguro habitacional, que será substituído pelo Fundo Garantidor. O governo ainda não definiu se cobra uma taxa fixa ou progressiva, levando em conta a renda e a idade do mutuário. O fundo — criado para bancar as prestações de mutuários que ficarem desempregados durante o contrato — deverá ficar responsável também por coberturas de Morte e Invalidez e Danos Físicos ao Imóvel — despesas cobertas pelo seguro habitacional. A nova taxa está prevista na Medida Provisória 449/09, que cria o programa e já foi aprovada pelo Senado. Para entrar em vigor, as regras precisam da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos estudos prevê que o encargo com o fundo chegue a 10% do valor da prestação. Isso significa que, se a prestação for de R$ 200, o mutuário terá que pagar mais R$ 20. Mas, enquanto o presidente não sanciona a MP, os interessados na compra da moradia estarão isentos da cobrança. De acordo com a tabela do programa, um mutuário acima de 61 anos deixaria de pagar 35,09% da prestação com seguro para desembolsar apenas 6,64%. Vale lembrar que os mutuários que aderiram ao 'Minha Casa, Minha Vida', também não estão arcando com o 0,5% do Fundo Garantidor, que permite ficar até 36 meses sem pagar o financiamento em caso de desemprego. Ontem, o Congresso aprovou R$ 6 bilhões para o programa — parcela prevista para este ano. Do total, R$ 750 milhões vão para o Fundo Garantidor.   
BSB, 21/6 - O programa "Minha casa, minha vida", do governo federal, vai permitir a compra de terreno, desde que o interessado contrate um financiamento para iniciar a construção da casa em até seis meses. A possibilidade de aquisição de lote foi incluída na Medida Provisória 459/2009, transformada no Projeto de Lei de Conversão 11/2009. O texto - que trata de todas as regras do programa - foi aprovado na noite de ontem pelo plenário do Senado. A matéria já havia passado pela Câmara dos Deputados. Agora, para o projeto ser posto em prática, serão necessárias apenas a sanção de Lula e a regulamentação do Ministério das Cidades. A secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, confirmou que a exigência do financiamento para a construção será feita para garantir que a obra seja iniciada no prazo máximo de seis meses, evitando a utilização do benefício para compra de terrenos como forma de investimento. Quem optar pela autoconstrução terá acesso aos prazos e taxas de juros do "Minha casa, minha vida", ou seja, juros de 4,5% a 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR), de acordo com a renda, e parcelas divididas em até 30 anos.   
BSB, 19/6- A CEF ( Caixa Econômica Federal) espera superar as projeções iniciais para 2009 e emprestar mais de R$ 29 bilhões em contratos de crédito no setor imobiliário até o fim deste ano. Para isso, a entidade conta com a contribuição da procura das construtoras pelo programa do governo federal, Minha Casa, Minha Vida, que já recebeu em torno de 400 projetos, totalizando 73 mil unidades habitacionais. "Há uma mobilização muito grande das construtoras para apresentarem projetos. Nós já temos empréstimos contratados para seis mil unidades", disse, conforme publicado pela Agência Brasil, a presidenta do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho. Nos cinco primeiros meses do ano, a instituição já emprestou R$ 13 bilhões em mais de 300 mil contratos de habitação. Segundo dados divulgados pelo banco no último dia 5, este valor representa mais que o dobro do liberado no mesmo período do ano passado, de aproximadamente R$ 6,5 bilhões.   
BSB, 15/9- O consórcio de imóveis bateu o recorde de clientes em março deste ano, chegando a uma carteira de contratos vigentes de 518 mil pessoas. O crescimento é de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No terceiro mês deste ano foram comercializadas 22.320 novas cotas, somando 47,4 mil no trimestre, 3,2% a mais do que no primeiro trimestre de 2008. Com a queda dos juros do crédito habitacional anunciada recentemente pelos bancos, a vantagem do consórcio sobre o financiamento para a compra da casa própria está diminuindo. 'A diferença vem caindo. Porém, em termos monetários o consórcio ainda é mais barato do que os financiamentos', afirma Miguel de Oliveira, economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo o economista, a diferença entre o financiamento pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, e a compra pelo consórcio é de apenas R$ 3.559,85 para um crédito de R$ 100 mil, com prazo de 120 meses para pagar. Outra grande vantagem que o consórcio possuía sobre o financiamento habitacional era a possibilidade de cobrir 100% do valor do imóvel. Já no crédito, até bem pouco tempo atrás, só era possível financiar, no máximo, 80% do valor do bem. 'Hoje já é possível financiar o valor total do imóvel', explica Oliveira. O presidente regional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Luiz Fernando Savian, explica que as duas modalidades não são concorrentes diretas. O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Ricardo Humberto Rocha, também destaca as diferenças entre as duas opções para a compra de um imóvel. 'O consórcio é um produto que estimula a poupança, mas cobra taxa de administração. É mais para quem tem dificuldade de poupar. Mas para quem tem urgência, o financiamento seria o mais apropriado, pois, na outra modalidade, há a possibilidade de demorar para sair a carta de crédito no sorteio', comenta.   
BSB, 13/6- É cada vez mais comum a utilização de termos como 'ecologicamente correto', 'prédio verde', na divulgação de lançamentos do mercado imobiliário. Mas nem toda construção pode ser rotulada como 'verde' se não obedecer critérios internacionais e se não tiver certificação para este fim. Estes empreendimentos usam apenas um 'verniz verde', o chamado greenwashing, que está longe de ser realmente considerada uma obra sustentável. O engenheiro Fernando de Barros, responsável técnico da Master Ambiental, que presta consultoria para empresas e órgãos públicos na área de licenciamento ambiental, explica que a construção civil 'é a atividade humana que mais causa impacto ambiental'. Estudos mostram que 75% de todos os recursos naturais são destinados à construção civil, 50% da energia elétrica é consumida na construção e na operação dos edifícios, 34% do consumo de água é atribuído às construções e 30% dos gases de efeito estufa são produzidos pela indústria da construção civil e seus insumos. Os critérios internacionais que definem se uma obra é sustentável indicam, por exemplo: um prédio verde deve consumir no mínimo 30% menos água e 30% menos energia elétrica do que um prédio comum. Um prédio verde não pode deixar que, durante a obra, o solo chegue até a via pública e consequentemente aos bueiros e depois para os rios. Esta obra só pode utilizar madeira de reflorestamento ou de desmatamento legalizado. Todos os materiais utilizados devem causar o menor impacto ambiental possível. A tinta, por exemplo, não pode conter grande quantidade de VOC (compostos orgânicos voláteis), como látex e acrílica.   
BSB,13/6- Um prédio verde deve reservar vagas de garagem para os automóveis flex em detrimento dos carros que usam combustível fóssil como diesel e gasolina. Também deve ter local apropriado para guardar as bicicletas de seus clientes e funcionários que usem este meio de transporte, inclusive com vestiário para que possam se higienizar. Todos os funcionários da obra, inclusive os prestadores de serviços e fornecedores de materiais de construção, devem ser legalizados. A iluminação que tenha origem em um prédio verde não pode sair de seus limites prejudicando ou ofuscando os vizinhos bem como a fauna de seu entorno. Uma obra pode ser enquadrada como sustentável na medida em que obter pontos atendendo aos rigorosos critérios de certificação LEED norte-americano, ou HQE, francês. A obra deve atender a vários pré-requisitos sobre a poluição gerada durante a construção e no pós-ocupação. Uma obra sustentável certificada custa cerca de 3% a mais que uma obra normal, porém ela tem a grande vantagem que o custo de sua operação é menor. 'A taxa de condomínio é mais barata, em especial pelo menor consumo de água e energia elétrica, entre outros itens', destaca Barros. Atualmente, os Estados Unidos concentram o maior número de prédios sustentáveis. Em alguns estados, as obras públicas só podem ser realizadas se forem certificadas pelo LEED. O primeiro prédio verde de Londrina será o Ecomercado Palhano, com projeto do arquiteto Guilherme Torres e empreendimento do imobiliarista Raul Fulgêncio. A Master Ambiental participa deste projeto com o objetivo de garantir a obtenção da certificação internacional do Ecomercado Palhano como prédio sustentável.   
BSB, 11/6- A Caixa Econômica Federal informou na semana passada que reduziu os juros nos empréstimos habitacionais. Segundo a instituição, as taxas para os financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) estarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos de TR e passariam a valer na última segunda-feira. Segundo o banco, as novas regras podem reduzir o valor das prestações em até 10,58%. Para os empréstimos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) imóveis com valor de até R$ 500 mil a redução chega a 1 ponto percentual. Para unidades habitacionais avaliadas em até R$ 150 mil, as taxas serão de 8,9% ao ano na opção de pagamento via boleto bancário; de 8,4% para o mutuário que escolher o débito em conta e de 8,2% para aqueles que tiverem cesta de produtos (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). No fim de maio, a Caixa bateu novo recorde em financiamento habitacional. O banco liberou nos cinco primeiros meses do ano o montante de R$ 13,2 bilhões, em 275.464 contratos. O volume é 106% superior, se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o banco emprestou R$ 6,5 bilhões e o número de pessoas beneficiadas subiu em 113% (130.872 contratos).   
BSB, 10/6- A Caixa Econômica Federal recebeu até a última segunda-feira 385 propostas de empreendimentos imobiliários para o programa Minha Casa Minha. Desses projetos, 94 estão com documentação completa para análise e 40 já foram contratados. No caso de pessoas físicas, até o dia 31 de maio, foram financiadas 3.347 unidades, o que corresponde a R$ 152 milhões. Quanto aos municípios que aderiram ao programa, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, informou que, pelos números mais recente, são 339. "Mas esse número muda todo dia por causa dos processos de adesão", destacou.   
BSB, 8/6- Anunciado em março pelo governo federal, o Programa Minha Casa, Minha Vida está provocando uma forte valorização nos preços dos imóveis novos para a população com renda mensal de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). Esse movimento se deve ao aumento da procura por empreendimentos que ainda serão construídos, ou seja com habite-se registrado a partir de 26 de março, e que, portanto, contam com um subsídio público mais expressivo para aquisição do imóvel. Em Valparaíso de Goiás, uma casa de dois quartos — com 48 a 52 metros quadrados construídos — custava, antes do anúncio do programa do governo, R$ 50 mil. Agora, o valor subiu 10%, ou seja, o imóvel passou a ser vendido por R$ 55 mil. Segundo uma corretora de imóvel, o consumidor acaba não sentindo esse aumento porque existe o subsídio do governo, que, neste caso, pode chegar a R$ 16 mil. Na prática, a ajuda do governo está bancando parte da elevação. “Mas para subir os preços tivemos que promover uma melhoria”, afirma a funcionária de uma imobiliária. No caso dos imóveis usados, os interessados poderiam até pagar menos, mas estão optando por desembolsar mais para não perder os incentivos do governo. O delegado do Conselho Regional de Corretores (Creci) de Valparaíso, Nixon Gutemberg, concorda que a elevação dos preços está vinculada ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Isso porque muita gente está procurando imóveis novos, porém não existem empreendimentos suficientes. “É a lei da oferta e da procura”, conta Gutemberg.   
BSB, 5/6- A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira, em Brasília, um novo instrumento de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais. Trata-se do "Selo Casa Azul", que qualificará projetos de empreendimentos dentro de critérios socioambientais, que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais. O Selo é o principal instrumento do Programa de Construção Sustentável do banco. A ação fez parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que contemplou também a assinatura de parceira com o Grupo Neoenergia, para a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras. Para a concessão do selo, a Caixa analisará critérios agrupados em seis categorias: inserção urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional da água e práticas sociais. "Nosso objetivo é incentivar a construção de moradias que no processo de edificação tenham respeitado o meio ambiente e ao mesmo tempo propiciem boas condições de conforto e salubridade para seus usuários", destaca a presidenta do banco. O 'Selo Casa Azul' será dividido nas classes ouro, prata e bronze, definidas pelo número de critérios atendidos. Para receber o ouro, o empreendimento deverá atender a, no mínimo, 24 das 46 condições. Receberão prata aqueles que atenderem a 19 critérios, e bronze os que apresentarem o cumprimento de, pelo menos, 14 critérios obrigatórios. "A partir de novembro deste ano, nós divulgaremos o "Guia do Proponente" e, em janeiro de 2010, vamos receber os projetos candidatos ao selo", antecipa Maria Fernanda Ramos Coelho.   
BSB, 4/6- O Banco do Brasil (BB) anunciou a redução na taxa de juros para financiamento de imóveis residenciais e comerciais localizados em área urbana, já a partir desta quarta-feira. A medida abrange todas as modalidades de financiamento imobiliário no BB. A menor taxa efetiva praticada pelo Banco do Brasil no crédito imobiliário passa de 8,9% ao ano, mais a taxa referencial (TR), para 8,4% ao ano, mais a TR, nas operações realizadas no âmbito dos convênios que a Instituição formaliza com empresas e órgãos da administração pública. O valor financiado também fica maior. O comprador pode financiar até 90% do valor de venda ou avaliação do imóvel, o que for menor, ante os 80% que o BB praticava até agora. O limite de comprometimento máximo da renda líquida não deve ultrapassar os 30%.   
BSB, 2/6- Especialistas do mercado imobiliário apostam que este ano será o ‘mais marcante no âmbito do crédito para a compra de imóveis no Brasil. E na região isso ficou evidente, principalmente se for levado em conta o volume de recursos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, no primeiro trimestre deste ano, o volume de investimento no Grande ABC foi de R$ 108,7 milhões em financiamentos de unidades novas e usadas. Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo), o salto de crescimento no Estado será possível uma vez que, além da abundância de recursos para habitação, quase R$ 80 bilhões das principais fontes de financiamento, caderneta de poupança e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), há dois fatores que estimulam o volume de financiamentos. O primeiro é programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Por conta disso, as vendas cresceram em todo o País, não só para produtos destinados às famílias de baixa renda, mas também para produtos de maior valor de venda, segundo o sindicato. A reação do mercado imobiliário se fez sentir em todos os Estados e, em alguns deles, as vendas do primeiro trimestre de 2009 dão sinais de fechamento no mesmo patamar ou até melhor que igual período de 2008. O segundo está vinculado à caderneta de poupança. "O presidente Lula vem insistindo em declarações de que a poupança não é investimento e não servirá de refúgio para investidores profissionais. Existem ideias sendo veiculadas a partir do fato de que a Selic (taxa básica) nunca esteve tão baixa - está em 10,25% -, o que poderá levar investidores que aplicam em fundos de renda fixa a migrarem para caderneta de poupança", explicou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.   
BSB, 1/6- “O tijolo que produzimos é utilizado desde a antiguidade, porém estava desacreditado, pois os fabricantes não se preocupavam com a qualidade e usavam equipamentos inadequados”, diz Roberto Cláudio Pereira, diretor da Tijol-Eco, empresa que criou há quatro anos, para fabricar tijolos de solo-cimento. Pereira conta que, para chegar à qualidade necessária à aprovação do mercado, a Tijol-Eco – sediada em São Pedro, no interior paulista, a xxx km da capital – fabrica também os equipamentos utilizados na produção. O empresário comenta que, por conta dos menores custos de produção, os tijolos de solo-cimento resultam em “uma parede até 50% mais barata”, e explica: “O tijolo de solo-cimento possui menor quantidade de ferro, não usa massa para assentamento e nem precisa ser rebocado, como os similares convencionais”. Segundo afirma, ao optar pela produção desse tipo de tijolo o empresário não pensou somente nas boas chances mercadológicas do preço competitivo: “Além de mais barato, o tijolo de solo-cimento reduz os riscos ao meio ambiente, uma vez que dispensa a queima em fornos de carvão e não requer reboco. Em nossos processos, não utilizamos lenha e nem liberamos gases na atmosfera. Ao invés disso, nosso tijolo é prensado, molhado e curado”, comenta. Outro apelo ecológico da Tijol-Eco tem a ver com o uso da água: “A água utilizada na curagem dos tijolos é reutilizada por um sistema de filtragem em cisternas, e ainda fazemos a captação de águas da chuva”, enfatiza o empresário, que também atua como consultor na criação de indústrias semelhantes, com a transferência de tecnologia e equipamentos. “Precisamos tratar melhor o planeta. Com nosso produto, acreditamos poder reduzir os índices de poluição da indústria da construção civil”, finaliza. Para outras informações: 19 3481 5226.   
BSB, 29/5- A crise econômica trouxe uma boa notícia para quem sonha com a casa própria: opções de imóveis econômicos, de até R$ 200 mil. Apesar do número de lançamentos terem caído quase pela metade quando comparado ao mesmo período de 2008 , esses tipos de unidades responderam pela maioria dos lançamentos nos três primeiros meses desse ano, atingindo 54%, ciclo que já vinha sendo observado desde 2006, mas que, agora, deve crescer mais que os outros segmentos até o fim do ano, impulsionado pelo pacote habitacional lançado pelo governo federal em março. Segundo previsão do Sindicato de Habitação de São Paulo, o Secovi, o crescimento deve atingir 40%. Os lançamentos somaram 2.278 unidades do tipo nos quatro primeiros meses do ano, 37% na Zona Leste da Capital, em bairros como São Miguel Paulista (451 unidades), Jardim Aricanduva (240), Itaquera (174), Tatuapé (173) e Penha (119). Em outras regiões, se destacam a Freguesia do Ó (219) e Limão (182). Nos anos anteriores, eram mais distribuídos em regiões como a Norte. ?A tendência é que se concentrem em áreas com terrenos mais baratos, em direção à periferia. A Zona Sul também tem espaço para esses empreendimentos, em bairros como e Campo Limpo, mas a expansão é coibida pela zona de proteção de mananciais, na região da Represa Guarapiranga, assim como na Zona Norte, em bairros como a Freguesia do Ó, é restringida pela Serra da Cantareira?, diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). ?O segmento está aquecido, pois pega carona no programa governamental ?Minha Casa Minha Vida?, que atinge pessoas com renda de até dez salários mínimos, ou R$ 4.650 de renda familiar. Como a prestação do imóvel correspondendo a 20% do salário, são prestações mensais de R$ 800. Há demanda nesse segmento, que foi mal atendido pelo mercado nos últimos dez anos?, explica Pompéia. Apesar desse crescimento, quem quer comprar uma casa não vai mais encontrar o número de opções que 2008 proporcionou.   
BSB, 25/5- Além de outras adesões ao “Minha Casa, Minha Vida”, a Living, a MRV e a Mudar entraram no programa, propondo construir 1.190 unidades habitacionais com custo, para o comprador, de até R$ 130 mil. Os contratos de adesão das construtoras ao programa habitacional para moradias populares foram assinados durante a edição carioca (15 a 17, maio, 2009) do Feirão da Caixa. No Rio de Janeiro, o evento – que até junho acontecerá em, ao menos, dez cidades brasileiras – proporcionou o início de 7.298 negócios para fechamento em curto prazo, movimentando R$ 733,4 milhões, segundo informou a Caixa Econômica Federal ao Jornal Extra. Independente de aderir ao “Minha Casa, Minha Vida”, as construtoras que participaram do Feirão no Riocentro têm o que comemorar. O Extra menciona o exemplo da Concal, “que fechou 16 reservas para unidades disponíveis nos empreendimentos: Quinta do Conde, em São Cristóvão; e Avant Gard Residencial, na Freguesia, com resultado aproximado de R$ 3 milhões”, ou preço médio de R$ 187.500/unidade. Durante o Feirão, a Concal recebeu 560 cadastros de potenciais compradores para seus próximos lançamentos, na Tijuca e em Angra dos Reis. A MDL Realty também colheu bons resultados durante o Feirão RJ, alcançando o número de 700 cadastros. Segundo a matéria publicada pelo Extra, “a expectativa da incorporadora é fechar 70 contratos esta semana (18 a 23, maio, 2009), chegando a um valor geral de vendas superior a R$ 9 milhões. Para isso, manteve a promoção da entrega das unidades com armários de cozinha, dez eletrodomésticos e mensais fixas durante a obra”.   
BSB, 25/5-- Durante os três dias (15/17, maio) de realização na capital mineira, o Feirão de Imóveis da Caixa Econômica Federal (Caixa) movimentou volume de financiamentos igual a R$ 330 milhões. Imóveis de até R$ 100 mil reais foram totalmente absorvidos, zerando, para as construtoras presentes, o estoque voltado a tal perfil de mutuário. A demanda gerou lista de interessados capaz de repercutir por dois meses, segundo noticiou o Jornal Estado de Minas, e elevar para perto de 410 milhões a movimentação financeira da quinta edição do Feirão em Belo Horizonte. As informações foram prestadas ao periódico pelo gerente regional da Caixa em Belo Horizonte, Marcelo Luís Barão Salgado. O executivo disse que, durante os três dias, 55.239 pessoas visitaram o Feirão. Participaram 42 construtoras e 32 imobiliárias, e foram fechados “1.012 contratos, representando movimento de R$ 70,3 milhões”, ressaltou o executivo. Salgado informou que os negócios encaminhados a partir do Feirão devem alcançar “R$ 408,2 milhões, com a venda de 5.398 imóveis”. Em relação aos resultados da edição 2008 em Belo Horizonte, Salgado apontou um crescimento de cerca de 23,6%. O executivo comentou que o programa: “Minha Casa, Minha Vida” foi um dos motivos a colaborar para o crescimento do volume de negócios, em relação ao ano anterior. Além da capital, ocorreram edições do Feirão em outras cidades mineiras, como Uberlândia, que recebeu público de 23.102 pessoas, com resultado de 1.240 negócios encaminhados, e movimentação “que deve alcançar R$ 135,9 milhões”.   
BSB, 23/5- A abertura da feira imobiliária da Caixa Econômica Federal, ontem pela manhã, surpreendeu pela grande procura. Apesar da chuva, antes mesmo da abertura do evento, às 10 horas, uma grande fila se formava em frente ao espaço montado no estacionamento do Shopping Iguatemi, de pessoas em busca de informação sobre como concretizar o sonho da casa própria. Esta é a segunda feira imobiliária realizada este ano. Na primeira, em janeiro, foram negociados cerca de mil imóveis, segundo informou o gerente de negócios da Caixa, Guido Palmeira. A expectativa para o feirão iniciado ontem, é de triplicar esse número, chegando em torno dos três mil imóveis vendidos. Até o próximo domingo, quando será encerrado o evento, são esperadas cerca de 35 mil pessoas no local.   
BSB, 23/5- A Caixa Econômica Federal liberou até a última segunda-feira (18) R$ 11,7 bilhões para o financiamento de 248.689 imóveis em todo o país. Esses números correspondem a aumentos de 112% em volume de recursos e de 125% no número de moradias, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho. A informação foi divulgada no endereço eletrônico da instituição (www.caixa.gov.br). Segundo o site, Maria Fernanda considerou o resultado “motivador”, porque o mercado da construção civil “é grande impulsionador da economia”, ao gerar emprego e renda. A direção da Caixa acredita que poderá aumentar ainda mais as vendas com a quinta edição, este ano, do Feirão Caixa da Casa Própria, iniciado no fim de semana passado, com a realização simultânea de feiras no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte e Urbelândia, nas quais movimentou R$ 1,4 bilhão em negócios fechados no local ou encaminhados às agências da Caixa. As atenções da instituição se voltam agora para o Feirão Caixa da Casa Própria em São Paulo e em Brasília, neste fim de semana. As duas feiras oferecem mais de 112 mil opções de moradias novas, usadas ou na planta, e o banco estima movimentação de recursos em torno de R$ 2 bilhões até o próximo domingo (24). O Feirão prosseguirá, no mês que vem, nas cidades de Recife e Porto Alegre (de 5 a 7) e Fortaleza (de 19 a 21). Além dos dez grandes feirões, a Caixa programou a realização de outras 62 feiras menores, em 59 cidades, até 28 de junho.   
BSB, 21/5- Quem quer aproveitar o Feirão Caixa para comprar a casa própria e não tem nenhuma reserva financeira pode financiar até 100% do imóvel. Há duas linhas disponíveis na Caixa Econômica Federal que permitem esse tipo de financiamento. São elas: a linha do programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida e a Carta de Crédito FGTS. Em ambos os casos, é possível financiar imóveis cujo valor irá variar de acordo com a região em que está o imóvel, podendo chegar a R$ 130 mil, se estiver localizado nas regiões metropolitanas do Rio e São Paulo, ou no Distrito Federal. Nas demais regiões, o valor máximo do imóvel para este tipo de financiamento é de R$ 80 mil a R$ 100 mil. Em ambas as linhas, o interessado não pode ter outro imóvel. O prazo máximo de financiamento também varia. Quem quer financiar 100% da casa própria terá até 20 anos para pagar. Quem tiver alguma reserva e financiar 90% do imóvel pode pagar por até 25 anos. Já quem financiar 80% tem até 30 anos para pagar. Os juros vão de 5% a 8,16%, mais TR. Estes financiamentos estão disponíveis para quem tem renda de um salário mínimo até R$ 4.900,00 (Carta de Crédito FGTS) ou até dez salários mínimos (R$ 4.650,00), no caso do Minha Casa, Minha Vida.   
BSB, 21/5- Para as famílias que têm renda de até seis salários mínimos (R$ 2.790,00), a linha de financiamento Minha Casa, Minha Vida, oferece um desconto que varia de R$ 2.000,00 a R$ 23.000,00. Quem tem renda de até três salários mínimos (R$ 1.395,00) e deseja ter acesso ao programa do governo deve realizar um cadastro na Prefeitura para conseguir uma casa ou apartamento popular. Na cidade de São Paulo, o site para fazer o cadastramento é o www.cohab.sp.gov.br/demanda. Neste caso, o valor mínimo da prestação será de R$ 50 e de no máximo R$ 139,50 (10% do salário). O prazo para pagar o financiamento é de até 10 anos e o valor máximo dos imóveis é de até R$ 52 mil (em SP). Quem tiver renda acima de três salários mínimos poderá ter uma prestação com valor de até 20% da renda e prazo de até 30 anos para pagar. Neste caso, terá de procurar um imóvel que permita financiamento com a Caixa Econômica Federal e verificar com o banco se poderá se enquadrar no plano. O imóvel poderá custar até R$ 130 mil (em SP, RJ e Distrito Federal). Clique aqui para obter mais informações sobre o Minha Casa, Minha Vida.   
BSB, 20/5- A edição 2009 do Feirão da Casa Própria, promovido no último fim de semana em Curitiba pela Caixa Econômica Federal, bateu recorde e mais do que dobrou o volume de recursos contratados nos financiamentos imobiliários em relação ao evento do ano passado. Entre a última sexta-feira e domingo, a feira recebeu aproximadamente 35 mil visitantes, que fecharam 2.420 negócios, totalizando R$ 184 milhões em contratos imobiliários. O volume representa um crescimento de 130% em relação à edição anterior, quando 1.349 negócios movimentaram cerca de R$ 80 milhões. Os números surpreenderam até mesmo os organizadores do evento, cuja expectativa inicial era contratar R$ 120 milhões. Dos total de negócios, 244 foram efetivados no próprio feirão, 751 foram encaminhados para contratação nas agências da Caixa e outras 522 operações foram fechadas diretamente com as construtoras. Além disso, ocorreram 903 operações diretas. De acordo com a Caixa Econômica, o valor médio do imóvel negociado no evento foi de R$ 78 mil, sendo que 80% das unidades ficaram na faixa entre R$ 50 mil e R$ 130 mil. Eles foram contratados principalmente com recursos do FGTS e por famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil mensais. O feirão reuniu mais de 11 mil imóveis – 4 mil novos e 7 mil usados – de Curitiba e região metropolitana.   
BSB, 19/5- A Caixa Econômica Federal registrou 1.089 contratações efetivas de empréstimos habitacionais integrantes do programa Minha Casa, Minha Vida ao segmento de Pessoas Físicas (PF) até o início da última semana. Essas operações representam um volume financiado de R$ 48,2 milhões, com subsídio equivalente a R$ 8,2 milhões. A Caixa informa também que mantém 270 projetos sob análise que serão capazes de oferecer 46,8 mil novas moradias. A construção destas residências deverá representar R$ 3,2 bilhões em financiamento. Esses números integram um balanço parcial, com resultados acumulados até o dia dez de maio. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, é mais otimista e afirma que já há projetos sendo avaliados pela Caixa prontos para viabilizar a construção de 55 mil novas e que em quatro meses a oferta do Minha Casa, Minha Vida irá alcançar a marca de pelo menos 300 mil unidades. A Caixa informou também que foram realizados 159 mil atendimentos telefônicos de pessoas interessadas em obter financiamento por meio do Minha Casa, Minha Vida desde o lançamento do programa. Neste período, a instituição financeira cadastrou 198 mil potenciais clientes, incluindo atendimento nas agências. Um levantamento regional da demanda mostrou que a procura pelo cadastramento foi maior em São Paulo (26,85%), Distrito Federal (24,89%), Sergipe (11,34%), Minas Gerais (5,82%) e Rio de Janeiro (5,80%).   
BSB, 19/5- A operacionalização do Minha Casa, Minha Vida depende da assinatura de termo de adesão ao programa entre estados e municípios e a Caixa. No atendimento à faixa de público de zero a três salários mínimos, essa parceria é imprescindível, pois serão as prefeituras que vão conduzir a seleção dos beneficiados. De acordo com o balanço da Caixa, até o início da última semana, somente 16 estados formalizaram a adesão ao programa. Nas capitais, houve 12 formalizações. No conjunto de municípios, 340 assinaram a parceria. O balanço mostra que do total de contratações efetivas com pessoas físicas, 211 operações atingiram o público com renda de até três salários mínimos; 684 contratos envolveram a faixa com renda entre três e seis salários mínimos mensais e as 194 operações restantes foram firmadas com famílias que recebem entre seis e dez salários mínimos. Em relação aos empreendimentos já contratados com as construtoras, a posição mais recente da Caixa indica dez projetos, responsáveis por 1.730 unidades habitacionais, em um valor total de projeto de R$ 90,7 bilhões. O presidente da entidade avalia que "o projeto está indo muito bem". Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida está começando e que não há motivos para exigir um grande volume de programas de novas construções neste período inicial. Além de garantir que projetos responsáveis pela construção de 55 mil novas unidades habitacionais já foram encaminhados à Caixa, o dirigente vai além: "Tenho notícias de mais 150 mil unidades em preparação para os próximos 90 ou 120 dias", afirmou. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o Nossa Caixa, Nossa Vida deverá ter atingido pelo menos atingindo 600 mil unidades a disposição no início de 2010. O programa Minha Casa, Minha Vida começou em 13 de abril. O pacote de habitação tem R$ 60 bilhões para serem aplicados em três anos. A meta é alcançar a construção de 1 milhão de moradias.   
BSB, 16/5- O programa Minha Casa Minha Vida deve ser, segundo o superintendente regional da Caixa, Válter Nunes, o grande impulsionador do 5º Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal. Com um mês de existência, o programa habitacional já tem 198,1 mil famílias cadastradas no Brasil, sendo 26,8% delas no Estado de São Paulo. Ao todo, 340 municípios de 16 Estados. Até hoje, foram fechados 1.089 contratos de venda de imóveis por meio do programa em todo o País, total que inclui imóveis novos e usados, planejados antes do lançamento do programa. Os empreendimentos lançados já com foco no programa são, nos 16 estados participantes, apenas 10. Cinco deles são em São Paulo e contemplam o público com renda familiar entre três e seis salários mínimos. Os dois únicos lançamentos já contratados destinados ao público de famílias com renda mensal até três salários mínimos estão no Estado do Mato Grosso. O Sindicato representativo das empresas do ramo de habitação, o Secovi, no entanto, vê dificuldades burocráticas para a criação de empreendimentos destinados a esse público. Segundo o diretor do Secovi-SP João César Miranda, os empecilhos são maiores nas áreas de menor renda, geralmente em subúrbios, do que nas áreas centrais mais valorizadas. Apesar de o Minha Casa, Minha Vida ter completado apenas seu primeiro mês, as contratações de financiamentos realizadas pela Caixa no primeiro quadrimestre de 2009 ultrapassaram o dobro das realizadas nos primeiros quatro meses do ano passado: nesse ano foram 67,6 mil financiamentos fechados no Estado de São Paulo, movimentando 2,9 bilhões, contra 24,8 mil contratos entre janeiro e abril de 2008, que movimentaram 1,3 milhão. No total do Brasil, foram 96,5 mil financiamentos nos quatro primeiros meses de 2008 e 206,5 mil nesse ano. Em valor negociado, o aumento foi de 104%, passando de R$ 4,7 bilhões para R$ 9,7 bilhões.   
BSB, 16/5- Quem pretende comprar uma das 3 mil unidades retomadas pela Caixa Econômica Federal poderá fazer um “tour virtual” para conhecer onde fica a futura moradia. Essa é uma das novidades da quinta edição do ‘Feirão da Casa Própria’, no Riocentro. Esses imóveis chegam a custar 30% menos do que os preços de mercado, porque a maioria está ocupada. Outra vantagem é que essas unidades também são financiadas pela instituição. Dos imóveis desocupados, o mais barato custa R$ 45 mil. Evento vai até amanhã. A Caixa desenvolveu um programa — com base no Google Earth, que permite viajar virtualmente para qualquer lugar do planeta. Nesse espaço, o interessado na compra do imóvel tem quatro minutos para conhecer o empreendimento que escolheu na Revista de Imóveis da Caixa. Segundo a instituição, as pessoas usam a ferramenta para checar informações sobre o imóvel, por exemplo, se está mesmo perto da praia, como indicado. A Caixa atendeu a 1.423 pessoas interessadas nas unidades retomadas e 83 já deram sinal para a compra, no total de R$ 4 milhões. O assistente de instalação Alexsander da Silva, 23 anos, era um dos que aguardavam para ser atendido ontem no setor de imóveis retomados. Ele planeja comprar um apartamento na Taquara de até R$ 60 mil. “Fiz uma simulação, e a minha prestação será de R$ 350. Moro com minha mulher e filha na casa dos meus pais. Quero aproveitar a oportunidade para ter a casa própria”, explicou. O balanço dos dois dias do evento registrou a visita de mais de 45 mil pessoas, que procuram um dos 292 estandes em busca de informações e ofertas compatíveis com sua capacidade financeira. No próximo fim de semana, a Caixa vai realizar a primeira feira do estado, em Niterói. Serão oferecidos 17 mil imóveis em Niterói, São Gonçalo, Magé, Itaboraí e Região dos Lagos. O evento será nos dias 23 e 24, no shopping Bay Market.   
BSB, 15/4- Um levantamento da administradora Lello, aponta que o número de imóveis com mais de um herdeiro disponibilizados no mercado de locação cresceu 21% nos últimos cinco anos. Com mais pessoas para receber a parcela do rendimento dos alugueis, a divisão proporcional dos valores pode gerar dúvidas e questionamentos por parte dos herdeiros, que passam a cobrar constantemente a prestação de contas da pessoa nomeada como responsável pela administração dos bens. "Os herdeiros podem acabar em conflito por causa de pequenas desconfianças", afirma Roseli Hernandes, gerente geral da administradora imobiliária. Para atender a demanda crescente do mercado, a Lello desenvolveu um sistema diferenciado para a administração de imóveis herdados, com acompanhamento jurídico e prestação de contas completa aos clientes, em que cada herdeiro pode monitorar quanto que vai receber. "Amigos, amigos, negócios à parte", brinca Roseli. "A Lello faz a prestação de contas e repassa os valores proporcionais para cada beneficiado. Tudo é feito de forma bastante transparente", diz. Segundo Roseli, aumentou bastante o número de herdeiros que têm renda proveniente de imóveis. "Há famílias em São Paulo que tem mais de 200 imóveis. Imagina como é fazer a administração dos alugueis de todos eles. Mas ninguém leva vantagem, sob a nossa gestão", explica.   
BSB, 14/5- Prestações baixas, financiamento de até 100%, brindes e até sorteio de um Gol 1.6 são os principais atrativos da quinta edição do ‘Feirão da Casa Própria’, da Caixa Econômica Federal, que começa hoje, no Riocentro. A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) vai oferecer 673 unidades prontas nos bairros de Cosmos e Santa Cruz — todas do Programa de Arrendamento Residencial, com prestações de R$ 280. No total, serão 66.160 imóveis novos, usados e na planta, além das 3 mil unidades retomadas pela Caixa de mutuários inadimplentes. Segundo a instituição, 30% dos imóveis estão desocupados e têm preço médio de R$ 90 mil. Para facilitar, a Caixa também vai distribuir cartilha com as ofertas dessas unidades. A SMH receberá inscrições de interessados em adquirir uma das 1.436 unidades na planta do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, nos bairros de Campo Grande, Realengo e Lins. Interessados devem levar identidade, CPF e comprovantes de renda e residência. O atendimento vai das 10h às 21h, até sábado, das 10h às 18h, no domingo. Informações: www.feiraohabitacaocaixa.com.br ou 0800-726-0101.   
BSB, 12/5- Após criar o carro mais barato do mundo, a empresa indiana Tata Group quer lançar a casa mais barata do mundo. O projeto já foi apelidado de Nano Casa, e será feito na Índia pela Tata Housing, que assim como a Tata Motors, pertence ao grupo. O imóvel deverá custar a partir de 390 mil rúpias, ou cerca de R$ 16 mil. Mas claro, por esse preço, não se pode esperar algo muito grande. O apartamento terá apenas 26 metros quadrados, e consiste em sala, cozinha e quarto conjugados. Para quem quiser mais espaço, também haverá uma outra opção, de 43 metros quadrados, e com o quarto separado da sala. Esse apartamento deverá custar 670 mil rúpias, ou cerca de R$ 28 mil. A construção será feita na periferia de Mumbai, cidade onde os imóveis são extremamente caros, e competem com os preços cobrados por apartamentos em Nova York. Para a empresa, o projeto possibilitará que vários indianos possam comprar a casa própria e será uma oportunidade para aqueles que estão na base da pirâmide. Em Mumbai, o empreendimento terá 1.000 residências, além de hospital, escola e playground. O grupo também pretende construir imóveis desse tipo em Nova Déli e Bangalore.   
BSB, 11/5- A Caixa Econômica Federal já trabalha com a possibilidade de ultrapassar o orçamento deste ano na concessão de financiamentos habitacionais, que é de R$ 27 bilhões, informou ontem a superintendente nacional de Habitação do banco, Bernadete Coury. Segundo ela, a expectativa se baseia no ritmo forte de novas contratações de empréstimos imobiliários verificado nos quatro primeiros meses do ano. De janeiro a abril, informa a Caixa, já foram emprestados R$ 10 bilhões, valor recorde, que supera em 104% o que foi emprestado em igual período do ano passado. Os R$ 27 bilhões em recursos se compõem de dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), das cadernetas de poupança e da própria Caixa Econômica. Além disso, a Caixa espera uma ampliação dos negócios na área imobiliária com a realização dos Feirões da Casa Própria em dez cidades brasileiras, de 14 de maio a 21 de junho. Ela informou que, em 2008, o saldo dos feirões foi a contratação de empréstimos no valor de R$ 4 bilhões, que representaram 39 mil contratos. Para este ano, nos cinco primeiros feirões (Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Uberlândia (MG), estarão disponíveis 109 mil imóveis.   
BSB, 11/5- A Caixa Econômica informou que assinou até o momento dez contratos para empreendimentos no setor de construção civil voltados para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4,6 mil) por mês, dentro das regras do programa habitacional ´Minha Casa Minha Vida´. A inscrição de candidatos à aquisição de casas pelo programa começou no dia 13 de abril. A superintendente informou que os dez projetos de empreendimentos já assinados no âmbito do programa estão assim divididos: sete são voltados para o atendimento de famílias com renda de três a seis salários mínimos; dois são destinados a famílias com renda de até três salários; e um visa atender famílias com renda de seis a dez salários. Os empreendimentos serão executados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Juntos, os dez projetos representam 1.730 unidades habitacionais e somam R$ 90,7 milhões em investimentos.   
BSB, 10/5- O programa governamental “Minha Casa, Minha Vida” abre campo para que o setor imobiliário opere no segmento que concentra a maior demanda por moradias: as classes C, D e E. “Ao subsidiar essas famílias, o governo criou um mercado que, até então, era atendido de forma insuficiente. Na verdade, temos dois grandes nichos: o primeiro, integrado por famílias com renda mensal de até três salários mínimos, as quais contam com amplos subsídios (nessa faixa, o comprador vai pagar R$ 15 mil por uma habitação que vale R$ 50 mil); o segundo, de três a dez salários mínimos, em que os subsídios continuam existindo, aliados a melhores condições de financiamentos. O grande desafio das empresas é atender ao primeiro nicho, com criatividade e pró-atividade”, afirma o presidente do Secovi-SP, João Crestana. E qual o tamanho desse mercado? O vice-presidente de Comercialização e Marketing, Elbio Fernandez Mera (foto), estima que o segmento de habitações de interesse social permitirá que a indústria imobiliária dobre sua capacidade de faturamento nos próximos anos. “Até 2016, o mercado econômico (unidades com valor inferior a R$ 150 mil) vai superar tremendamente o mercado tradicional. Com financiamento, os compradores de menor renda vão substituir a construção autogerida pela aquisição de unidades produzidas pelas empresas. Vão trocar a prestação do material de construção pela prestação da casa própria. Além disso, é preciso considerar que, na pirâmide social, 30% da população de classe C têm menos de 20 anos de idade, porcentual que sobe para 41% nas classes D e E. Conhecer a base dessa pirâmide é investir no mercado do presente e do futuro”, garante.   
BSB, 5/5- Depois das dificuldades diante da crise financeira global, o mercado de imóveis usados começa a dar sinais de recuperação. Nem a concorrência do programa 'Minha Casa, Minha Vida', do governo federal, que oferece vantagens em moradias novas e em construção, para famílias com renda até 10 mínimos (R$ 4.650), parece estar atrapalhando. Dados da Caixa Econômica Federal mostram que, no primeiro trimestre de 2009, foram financiadas 26.842 unidades usadas contra 20.885 no mesmo período do ano passado. São quase 6 mil imóveis a mais, apesar das turbulências. Segundo Marlei Feliciano, diretor-presidente da Ética Imobiliária, do Grupo Brasil Brokers, o mercado continua aquecido porque a Caixa não restringiu o crédito imobiliário e ainda reduziu as taxas de juros. 'Voltamos aos números de antes da crise. Em março, por exemplo, vendemos mais de 500 imóveis. O nosso tíquete médio é de R$ 185 mil. Do total das vendas, 55% são financiadas', garante Marlei. Ele informa que o crescimento da Ética no primeiro trimestre foi de 20% se comparado aos três primeiros meses de 2008. De acordo com o executivo, o metro quadrado da unidade avulsa é, em média, 50% mais em conta do que a dos imóveis na planta. 'Além disso, as unidades estão prontas e com benfeitorias, como armários, blindex, aquecedores e janelas', diz Marlei. Outra vantagem para adquirir esses imóveis é que os bancos oferecem as mesmas condições das unidades novas para as usadas. Na Caixa, o empréstimo pode chegar a 100% do valor do imóvel, mas o pagamento tem que ser feito em até 20 anos. Esse financiamento utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Marlei também aponta como positiva a ampliação do teto do valor do imóvel, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, para aquisição com dinheiro da conta vinculada dos trabalhadores.   
BSB, 3/5- Pesquisa da Ademi-Rio concluiu que, entre os 11,6 mil imóveis lançados em 2008 na cidade do Rio de Janeiro, apenas 262 são de um quarto. Para reforçar a importância do segmento, a entidade reportou-se ao Censo 2008, lembrando que, “em uma década, o número de brasileiros que moram sozinhos quase dobrou, chegando a 6 milhões de pessoas”. Ao comentar os resultados da pesquisa, texto da matéria do Jornal O Globo (27/04/2009) menciona que “em São Paulo a situação é parecida: foram 34,5 mil lançamentos na capital, mas só 1.540 quartos-e-salas, ou seja, só 4,4%, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP)”. A matéria reforça que a oferta carioca de apartamentos de um quarto é cada vez menor: “hoje, no Rio, de cada cem lançamentos, somente 2,2 são de um quarto”. Conforme a Ademi/RJ, a Zona Sul e o Centro são as regiões com maior demanda por imóveis com um dormitório. No primeiro caso, a legislação é o empecilho para a oferta, enquanto no centro a questão é a revitalização. “Nos bairros cariocas onde há maior demanda por imóveis de um quarto, há obstáculos. Na Zona Sul, por causa da legislação, as unidades têm de ter área útil de, ao menos, 60 metros quadrados. E, nessas medidas, cabe perfeitamente um dois-quartos. Seria um imóvel caro para ter um quarto só. No Centro, há a possibilidade de se construir, mas o setor ainda espera a revitalização do bairro”, afirmou ao Jornal O Globo o vice-presidente da Ademi-Rio, Rodrigo Caldas.   
BSB, 1/5- O novo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, anunciou ontem que a instituição vai aderir ao programa de financiamento habitacional ''''Minha Casa, Minha Vida'''' com aporte inicial de R$ 500 milhões. Segundo ele, os recursos serão da carteira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e podem, eventualmente, ser reforçados, caso haja necessidade. Bendine informou que o dinheiro será aplicado em imóveis novos para famílias com renda entre três e dez salários mínimos R$ 1.395 a R$ 4.650. Segundo ele, a instituição estará apta a operar no programa em 60 dias.   
BSB, 1/5- A Caixa Econômica Federal bateu mais um recorde nos financiamentos habitacionais no primeiro trimestre deste ano, quando contratou R$ 7 bilhões para novas moradias – valor 110% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço de atividades divulgado hoje (30) pela instituição. O destaque da linha foram as contratações com recursos da caderneta de poupança, que atingiram R$ 3,9 bilhões no trimestre, com acréscimo de 217,6% em relação a igual período de 2008. Os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 2,6 bilhões, ou 50,7% a mais. No total, foram R$ 6,5 bilhões em financiamentos, R$ 296 milhões em subsídios do FGTS, R$ 541 mil em repasses do Orçamento Geral da União, R$ 56 milhões em arrendamentos e R$ 144 milhões em consórcios. Os recordes das contratações no setor habitacional estão relacionados a investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, foram R$ 44 bilhões em 4.705 projetos contratados: 3.418 operações em moradias, no valor de R$ 12,5 bilhões; 1.243 contratos em saneamento, no total de R$ 17,2 bilhões; e 44 projetos de infraestrutura que somaram R$ 14,6 bilhões. De acordo com a direção da Caixa, também houve boa evolução na concessão de crédito, no início do ano, apesar da crise financeira. As contratações e repasses no primeiro trimestre somaram R$ 29,9 bilhões, com expansão de 60,6% na comparação trimestral. O saldo total das operações de crédito da Caixa atingiu R$ 89,2 bilhões, dos quais R$ 33,4 bilhões realizados no crédito comercial. O segmento de pessoa física (famílias) foi responsável por R$ 15,8 bilhões (36,2% maior que no primeiro trimestre de 2008) e as contratações para pessoa jurídica (empresas) registrou R$ 17,6 bilhões (crescimento de 16,4% na mesma base de comparação).   
BSB, 1/5- A Caixa Econômica Federal, o governo e a prefeitura de São Paulo assinaram ontem, (30/4), a adesão ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Serão liberados R$ 350 milhões por meio de empréstimo da Caixa à Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional do Estado. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), ressaltou a importância do programa, mas ponderou que são necessárias outras medidas para resolver os problemas habitacionais da capital. "A iniciativa é muito importante para a cidade de São Paulo, porém as soluções habitacionais pedem ainda outras ações, tendo em vista a complexidade da cidade e ausência de áreas livres." Os recursos são destinados à construção de casas para a realocação de 13.508 pessoas que hoje vivem dentro da Reserva Ambiental de Guarapiranga. O programa está dividido em seis sub-projetos que devem ser implementados nas cidades de São Paulo, Cubatão, Santos, Guarulhos e São Vicente. O vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, disse que todos os estados e capitais já manifestaram intenção de aderir ao programa.   
BSB, 1/5- O governo do Estado de São Paulo lançou ontem o Programa Vila Dignidade que prevê a construção de pequenas vilas voltadas aos maiores de 60 anos com renda de até 2 mínimos. "Trata-se de uma iniciativa piloto. Se der certo, a gente vai multiplicar porque em São Paulo tem perto de 4,2 milhões de pessoas acima de 60 e uma parte delas tem problemas de isolamento e renda", disse o governador José Serra. A Secretaria Estadual de Habitação investirá inicialmente R$ 10 milhões na construção das primeiras 120 unidades. Os municípios contemplados nessa primeira fase serão Avaré, São José do Rio Preto, Cubatão, Santos, Caraguatatuba, Ribeirão Preto e Itapeva. O programa é uma ação conjunta das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social, de Economia e Planejamento, da Cultura, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, em parceria com as prefeituras paulistas.   
BSB, 30/4- A Caixa Econômica Federal planeja homologar novos sistemas de análise de risco de crédito de pessoas físicas para dar maior agilidade ao processo de aprovação de crédito habitacional. Em apresentação durante o Seminário "Tendências do Mercado Imobiliário", realizado pelo Secovi-SP em 28 de abril, André Marinho de Souza Filho, gerente nacional do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal, afirmou que o banco estuda a incorporação de novas ferramentas de análise de crédito, elaboradoras e apresentadas à Caixa por construtoras e imobiliárias especializadas, aos processos internos da instituição. "Estamos conhecendo esses sistemas e planejamos experimentá-los por um tempo para depois homologá-los, permitindo que a análise de risco da carteira de clientes das construtoras, quando chegue à Caixa, já tenha passado por toda essa análise, mais completa", explica Marinho. Esses novos sistemas incluíram métodos mais sofisticados de análise de risco, como inclusão de aspectos comportamentais e informações sobre hábitos de pagamento de compromissos contratados, em adição às consagradas consultas ao Serasa ou SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Quanto tempo essa medida, se de fato efetivada, poderá otimizar a aprovação de crédito, Marinho ainda não sabe. "Ainda estamos estudando os sistemas", diz, "mas ela deve facilitar, ainda mais, o alcance da meta de 15 dias estabelecida pelo Plano para aprovação", diz.   
BSB 29/4- A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, informou que até a última quinta-feira, 221 projetos de obras já tinham sido apresentados ao banco para o programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com Maria Fernanda, número de projetos garante a construção de 43 mil casas. Maria Fernanda prevê que entre oito e doze meses as primeiras casas começarão a ser entregues. As propostas são um parceria entre construtoras, estados e municípios. Segundo a presidente da Caixa, a idéia do programa é "criar uma situação de política permanente para resolver o problema do déficit habitacional." Foram assinados 200 termos de adesão de estados e municípios ao programa. A presidente da instituição também informou que este mês já foram feitas 14 milhões de simulações de financiamento para o programa no site da Caixa. De acordo com ela, as pessoas podem evitar filas, buscando informações pelo número 0800-7260101, nas agências da caixa e no portal www.caixa.gov.br.   
28/4- O crédito imobiliário é umas das linhas que mais crescem entre as pessoas físicas. Em termos anuais, a expansão é de 40,2%, quase o dobro dos 20,9% de avanço registrado nas modalidades para o consumo entre março deste ano e o mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados do Banco Central. Por outro lado, a redução no ritmo de novos lançamentos por parte das incorporadoras resultou em uma queda de quase 40% nas concessões mensais para essas companhias nos últimos meses do ano. Em janeiro e fevereiro, essa desaceleração da atividade das empresas de construção civil se acentuou e a demanda, que atingiu R$ 2,2 bilhões em agosto do ano passado, foi a pouco mais de R$ 700 milhões em fevereiro, recuo de 68%. As características da construção civil explicam esse comportamento. A decisão de compra de um imóvel demora entre seis e oito meses. Mesmo a crise que se apresentava não fez com que a maior parte dos consumidores desistisse da compra já programada. Por conta disso, a demanda dos mutuários teve desempenho positivo mesmo no auge das turbulências, mas pode influenciar negativamente nos próximos meses. Entre novembro e dezembro, o volume de concessões mensais dentro do sistema financeiro da habitação se manteve acima de R$ 1,2 bilhão para aquisição de unidades novas e usadas, praticamente no mesmo patamar dos meses anteriores ao aperto de crédito. O ritmo se manteve, mas boa parte dessa estabilidade se deve ao apetite da Caixa Econômica Federal. Segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), a participação dos bancos privados, que chegou a oscilar entre 10% e 15% do total das vendas na capital paulista, caiu para 5% em janeiro e recuou para 2,8% em fevereiro. Enquanto isso, a Caixa continuou respondendo por quase 30% do mercado- as vendas à vista atingiram mais de 60%.   
BSB, 25/4- Reunir executivos do mercado imobiliário para discutir o investimento nos segmentos de baixa e média renda é a proposta da conferência que a IBC (International Business Communications) promove em São Paulo, nos dias 28 e 29 de abril. Participam do encontro representantes do Sinduscon-RJ, Itaplan, Cyrela Brazil, Cohab/SP, Caixa Econômica Federal, Rodobens, Gismarket e Bairro Novo Empreendimentos Imobiliários, entre outros. Na abertura do evento, o diretor geral da Cyrela São Paulo, Ubiratan Freitas, debate as perspectivas e tendências para os próximos anos, o que se pode esperar do segmento de baixa e média renda, como as empresas tem trabalhado este nicho de mercado e o seu desempenho nas diferentes regiões do país. Logo depois, o presidente do Sinduscon-RJ, Roberto Kauffmann, analisa as características que definem o segmento: classificação sócio-econômica, valor do imóvel para este público, hábitos e costumes relevantes para a área de marketing e produtos que podem ser desenvolvidos para o segmento. A manhã do primeiro dia da conferência termina com a apresentação do diretor presidente da Cohab/SP, Ricardo Pereira Leite, que aborda o controle de custos e a gestão de estoques de imóveis. Entre os outros temas que também serão debatidos no encontro estão a atuação dos bancos no financiamento dos imóveis, com uma palestra da Superintendência Nacional da Habitação da Caixa Econômica Federal, o planejamento de uma construtora para entrar no segmento, metodologias de construção, estratégias de aquisição de terrenos, estudos de viabilidade técnica e avaliação de riscos em empreendimentos. Local: Hotel Pergamon - Rua Frei Caneca, 80 - São Paulo/SP Informações e inscrições: (11) 3017-6808 ou ibc@ibcbrasil.com.br   
BSB, 24/4- Com o lançamento do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, o simulador de financiamento da Caixa Econômica Federal bateu recorde entre os dias 14 e 15 de abril, com mais de 1 milhão de acessos em cada dia. Em março e início de abril, a média diária era de 295 mil simulações. No dia 14 deste mês, o número de simulações disparou para 1.140.061, e no dia 15 ocorreram 1.144.733 simulações. O simulador para pessoas jurídicas também bateu recorde. No último dia 15, foram registradas 1.031 simulações, sendo que, antes do lançamento do programa, a média diária era de 372 simulações. Com esses resultados, o simulador da Caixa fechou março com 8.908.616 acessos, acumulando até agora mais de 61 milhões de simulações desde seu lançamento, em julho de 2008. Entre as famílias que podem participar do programa do governo, apenas aquelas com renda entre três e dez salários mínimos podem fazer a simulação, já que elas podem procurar diretamente a Caixa ou as construtoras. Para quem estiver nessa faixa de renda, as regras de financiamento não mudam. A Caixa, inclusive, orienta os interessados em aderir ao programa a procurar os lançamentos de imóveis diretamente nas construtoras. Nesse caso, os candidatos não podem ter financiamento ativo pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) nem ser proprietários, cessionários ou promitentes compradores ou titulares de direito de aquisição de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio. Famílias com renda inferior a três salários mínimos podem se cadastrar nas prefeituras das cidades onde moram. Elas não devem ter casa própria ou financiamento de imóvel ativo nem ser beneficiárias de programa habitacional social do governo. Com todos os critérios atendidos e cadastro feito, o candidato terá de apresentar documentação pessoal ao agente financeiro e a assinatura do contrato será feita na entrega do imóvel.   
BSB, 24/4- O crédito habitacional cresceu 0,6% em março deste ano, quando comparado ao valor registrado no mesmo período de 2008. Enquanto em março do ano passado, essa modalidade representava 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), no mesmo mês de 2009, o percentual chegou a 2,3%. Na comparação com o mês anterior (fevereiro), o crescimento do volume do crédito habitacional foi de 2,5% e, em 12 meses, a alta foi de 40,2%. O volume em março chegou a R$ 64,137 bilhões. Esses dados referem-se às operações com recursos direcionados, que são aquelas feitas com taxas ou recursos pré-estabelecidos em normas governamentais, destinadas basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura.   
BSB, 21/4- A prefeitura do Rio de Janeiro firmou termo de adesão do município ao programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal com o objetivo de construir 1 milhão de moradias. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a meta é construir 100 mil moradias no município durante os próximos quatro anos. As obras serão subsidiadas, terão menores prazos no licenciamento, isenção de impostos, análise de crédito e seguro para famílias com renda de até três salários mínimos - faixa que concentra 90,9% do déficit habitacional no país. Na última quarta-feira (15), a prefeitura de Queimados, na Baixada Fluminense, assinou o termo de adesão ao programa. No município, serão financiadas casas populares com prestações a partir de R$ 50 para quem recebe até três salários mínimos (R$ 1.395,00). O programa Minha Casa, Minha Vida dará prioridade às cidades com mais de 100 mil habitantes. O valor do imóvel, segundo informações da Caixa Econômica Federal, parceira do governo federal no empreendimento, vai variar de acordo com o porte do município. O investimento total estimado para o programa é de R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios, o que deverá gerar cerca de 800 mil empregos este ano.   
BSB, 21/4- A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, assinou hoje o primeiro contrato do país firmado nos moldes do plano habitacional Minha Casa, Minha Vida com a ASA Incorporadora, braço da AGRA Incorporadora para o segmento econômico. A validação ocorreu com a presença do presidente da AGRA, Luiz Roberto Horst, do diretor da ASA André Sampaio e do superintendente da Caixa Econômica Federal, Marcelo Bomfim, na Federação das Indústrias de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Nos próximos 60 dias, a incorporadora deve validar R$ 120 milhões em contratos com a Caixa. Serão 2 mil unidades distribuídas pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul. Cada unidade habitacional vai custar entre R$ 55 mil e R$ 80 mil. Para tornar o processo mais ágil e dar fôlego ao programa, a Caixa já começa a assinar os empreendimentos imobiliários. Neste cenário, a ASA Incorporadora sai na frente e a presença da ministra ratifica a importância desse primeiro contrato. Parceira da Caixa há mais de 20 anos, a ASA já tem os produtos formatados para esse público em regiões com histórico de carência habitacional. Desde sua criação, na década de 80, a companhia entregou 10 mil unidades seguindo os moldes do governo. De acordo com nota da MVL, foi justamente essa expertise que chamou a atenção de Paulo Simão, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Ao lado da CBIC e do Sindicato da Construção Civil, a ASA contribuiu para dar os primeiros passos do que se transformou no pacote governamental Minha Casa, Minha Vida. Um dos fatores que mais chamou atenção dos executivos das empresas em relação ao novo pacote é a agilidade na análise do contrato - que estipula um prazo máximo de 45 dias pela Caixa e pela prefeitura. Aproveitando este cenário favorável, a incorporadora prevê formatar, nos mesmos moldes, mais R$ 500 milhões de contratos nos próximos dois anos.   
BSB, 19/4- Quem tem acima de 50 anos terá que financiar a moradia em um prazo inferior a 30 anos. Isso porque as regras da Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, só permite acesso ao financiamento aquele cuja a soma da idade com o prazo de quitação do empréstimo não ultrapasse 80 anos. Para um mutuário de 65 anos, o prazo máximo de contrato será de 15 anos. Portanto, se a renda familiar for de até R$ 1.395, não haverá alteração porque o prazo de pagamento é de 10 anos.   
BSB,19/4- Trabalhadores com renda entre três e 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650) que não quiserem esperar a construção de unidades do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ já podem procurar empreendimentos que receberam habite-se a partir do dia 26 de março. Nesse caso, os imóveis têm que custar até R$ 130 mil. O pagamento pode ser em até 30 anos e comprometimento de renda não pode ultrapassar 30%. Os juros variam de 5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Segundo a superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Nelma Tavares, a instituição vai priorizar os projetos focados no programa. “Temos mais de 20 mil unidades em análise que se enquadram no pacote. Sem falar nas que estão prontas e podem ser financiadas de imediato”, explica Nelma. Ela lembra que as famílias com renda acima de três salários (R$ 1.395) podem procurar os estandes das construtoras ou a Caixa para soliciar seu financiamento. Desde que o programa entrou em vigor no dia 13 que o simulador da Caixa registrou mais de 1 milhão de simulações em apenas um dia. São 430 mil acessos diariamente. De acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, os empresários da construção civil estão apostando no programa e já procuram terrenos, principalmente na área central. Para o diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, o segmento de unidades até R$ 130 mil vai crescer por conta dos incentivos do governo e porque há uma demanda reprimida: “O desafio das grandes construtoras, acostumadas com produtos de luxo, será levantar unidades populares”.   
BSB, 17/4- A inscrição para a casa própria no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ poderá ser feita por meio de cadastro único no Rio. A proposta foi discutida ontem, na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), entre empresários e os secretários de Habitação Leonardo Picciani (estado) e Jorge Bittar (município). A ideia é unir inscrições de prefeituras, fundos de pensão, movimentos sociais e militares. O funcionalismo estadual também será beneficiado com notificações nos contracheques sobre lançamentos de imóveis do programa. O cadastro único vai guiar as construtoras sobre os perfis dos candidatos e os bairros mais procurados para receber os empreendimentos. Pelo programa, a inscrição beneficiaria famílias com renda de até três mínimos (R$ 1.395). Agora, o objetivo é ampliar para até 10 salários mínimos (R$ 4.650). Dos 103.635 cadastrados no sistema da Casa Própria da Secretaria Estadual da Habitação, 32.328 são servidores. O presidente do Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado), Roberto Kauffmann, disse que a divulgação dos lançamentos para população seria feita pela Prefeitura do Rio e pelo estado. O governo federal definiu que as unidades no Rio para famílias com renda até R$ 1.395 terão os valores de R$ 51 mil (apartamentos) e R$ 47 mil (casas). Empreendimentos desse porte terão administrador e assistente social para mediar a convivência entre os moradores e evitar a favelização do condomínio. O PAR (Programa de Arrendamento Residencial) deverá ser absorvido pelo pacote, que garante propriedade imediata. No PAR, o preço da unidade é de no máximo R$ 48 mil, mas os compradores só se tornam donos depois de 15 anos.   
BSB, 16/4- Aqueles que se inscreverem no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, na Secretaria Municipal de Habitação, poderão já ter o crédito pré-aprovado. O cadastro vai analisar a capacidade de pagamento, quanto deverá ser financiado, o valor da parcela e o subsídio concedido. Segundo o secretário Jorge Bittar, o cadastro será qualificado para liberação imediata do empréstimo. Serão criados serviço de telemarketing para atualização do banco de dados e 15 novos postos de atendimento na cidade. A Prefeitura do Rio vai enviar para votação projeto de lei que flexibiliza a legislação das construções de moradias populares do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal. Se for aprovado, imóveis no Centro e nas zonas Norte e Oeste poderão ser construídos sem apartamento para zelador, sem vagas para carros e com número de pavimentos maior que o previsto na lei em vigor. Também deverão ser votados projetos de perdão da dívida do IPTU e isenções de ITBI e ISS.   
BSB, 15/4- Quartos minúsculos para aluguel - alguns medem menos de 2 m² - têm se popularizado no Japão. Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, por causa da crise, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas. Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo. Quitinetes de até 15 m² foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo. A diária varia de US$ 9 a US$ 30, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos. Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas. "Com a chegada da crise, no final do ano passado, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos", comemora Koji Kawamata, 25 anos, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de "net rooms". A Tsukasa tem hoje cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 m². Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto - apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar. Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.   
BSB, 15/4 - A classe média tem a oportunidade de adquirir imóvel com juros abaixo dos tradicionais 12% ao ano, além da atualização pela TR (Taxa Referencial de Juros). Os bancos estão oferecendo condições entre 8,66% e 11% ao ano para imóveis de preço mais alto, acima de R$ 120 mil, pelo Sistema Financeiro de Habitação. Mesmo quem já tem casa ou apartamento pode adquirir outro imóvel com essas taxas. A elevação de R$ 350 mil para R$ 500 mil do valor do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, que utiliza recursos captados pela caderneta de poupança, acabou beneficiando quem planeja comprar um imóvel acima de R$ 350 mil, porque as taxas em torno de 9% e 11% também foram estendidas para a habitação de até R$ 500 mil. Para quem for comprar o primeiro imóvel, onde mora ou trabalha, ainda será possível usar o saldo da sua conta do FGTS. O trabalhador de classe média inscrito no FGTS há mais de três anos (mesmo que não sejam seguidos) ainda tem direito a uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal, com taxas de juros de 8,66% ao ano, para comprar imóvel de até R$ 500 mil. O percentual financiado pode chegar a 80% do preço do apartamento ou casa. Mas essa é uma linha com orçamento do FGTS — por isso, sujeita a disponibilidade de recursos nas agências. Além disso, o imóvel tem que ser para moradia própria e o comprador não pode ter outro na cidade onde reside nem financiamento do SFH em qualquer município. Elaine do Bomfim, pedagoga, decidiu trocar seu apartamento, em Olaria, por um maior, em Del Castilho. Não são apenas as taxas de juros divulgadas pelos bancos que são cobradas dos mutuários sobre o valor emprestado. Ao fazer pesquisa, o cliente deve verificar o Custo Efetivo Total (CET), que é de fato quanto ele paga de encargos. Na prestação, vem com as parcelas do seguro de vida do mutuário e de danos no imóvel, e a taxa mensal de administração.   
BSB, 15/4- Em mais uma boa notícia para o mercado, o governo federal resolveu incluir no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ os imóveis que estão prontos e que receberam o habite-se — documento que atesta que o prédio foi construído seguindo as exigências estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos — a partir do fim março. Antes, a ideia era beneficiar somente as unidades na planta, principal geradoras de emprego e renda. Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, essa é uma forma de estimular todo o mercado imobiliário. A maioria das grandes construtoras já se prepara para participar do programa. A diferença é que a Caixa vai aprovar os projetos mais rapidamente e enquadrar as famílias na taxa de juros mais baixa: Por isso, é que os interessados, com renda superior a R$ 1.395, podem procurar direto os estandes de empresas que se encaixam no perfil do programa. Os servidores federais também podem participar do ‘Minha Casa, Minha Vida’. É preciso comparar a faixa de renda para ver se é mais vantajoso aderir ao pacote ou optar pelo financiamento exclusivo para a categoria. Banco do Brasil e Caixa são responsáveis por essas linhas. A Caixa tem juros a partir de 8,4% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O desconto das prestações pode ser direto no contracheque. No programa do governo, também há descontos para famílias com renda até seis salários mínimos (R$ 2.790). O bônus máximo é de R$ 23 mil (para renda de até R$ 1.395) e o mínimo de R$ 2 mil (renda de até R$ 2.790). Se o imóvel custar R$ 50 mil, com o desconto de R$ 23 mil, o empréstimo será de apenas R$ 27 mil.   
BSB, 13/4- Os interessados na compra de uma moradia pelo Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal para gerar empregos e contornar os efeitos da crise econômica mundial, já podem fazer seus financiamentos a partir de hoje em todo o País. Aqueles que preferirem se antecipar, podem consultar as condições de financiamento do programa — que traz condições especiais para quem tem rendimentos de 3 a 10 salários mínimos — no site da Caixa Econômica Federal. (www.caixa.gov.br). Acessando o site, basta entrar no link ‘habitação’ para que o mutuário tenha informações sobre o programa. Clicando na opção ‘simulador’ é possível saber o valor das mensalidades. Dependendo da faixa de renda é possível conseguir crédito para um imóvel de até R$ 130 mil. O primeiro passo é acessar o site da Caixa Econômica Federal: www.caixa.gov.br. O interessado em comprar um imóvel novo deve entrar no link habitação, onde terá dicas para escolher o imóvel, como usar o saldo do FGTS no financiamento. Poderá ainda entrar na cartilha que explica, entre outros itens, quem pode ser beneficiado com o programa, quais os valores e o tempo máximo do financiamento.   
BSB, 13/4- o Simulador é o local em que o interessado pode colocar o valor do imóvel pretendido e dados pessoais, como a renda mensal e data de nascimento. Após preencher essas informações, o interessado deve clicar em ‘avançar’. Outra tela aparecerá e o usuário deve entrar na primeira opção ‘Carta de Crédito FGTS, Minha Casa Minha Vida’. O programa calculará o número de prestações e o valor da entrada, entre outros itens. Para verificar o valor das parcelas, basta clicar em CET.Planilha.   
BSB, 13/4- No caso de um imóvel de R$ 30 mil, o interessado em comprar um imóvel desse valor e que tenha renda de R$1.500, tem o subsídio do governo de R$21.420. Ou seja, terá que pagar R$8.580 em 300 meses. A parcela inicial será de R$64,35. No caso de um imóvel de R$50 mil, uma família com renda mensal bruta de R$ 1.600 teria o subsídio do governo federal no valor de R$ 19.915 na compra de um imóvel no valor de R$ 50 mil. O restante do valor da unidade (R$ 30.085) seria financiado em 300 prestações mensais. Na primeira prestação, o mutuário teria que pagar R$ 225.63. Na última, o valor seria de R$ 100,70. Na opção calculada, o mutuário de 32 anos não ofereceu entrada. Para essa compra, a cota máxima de financiamento é de 90% do valor de avaliação do imóvel. Para a compra de um imóvel no valor de R$99 mil, com uma renda mensal de R$ 2.700, o interessado poderá comprar um imóvel deste valor em 300 meses, com as prestações iniciais em R$ 797. Já na compra de um imóvel com valor de R$115 mil, com renda de R$ 4.000 mensais é possível comprar um imóvel residencial de R$ 115mil em 360 meses. Sem entrada, a parcela inicial será de R$ 1.123,10. A última prestação terá o valor de R$ 343,27. E, finalmente, na aquisição de uma casa de R$130 mil, uma pessoa com renda de R$ 4.600 pagaria um imóvel no valor máximo do financiamento do programa em 360 meses. Sem entrada, a primeira parcela será de R$1.266,77.   
BSB, 12/4- A Prefeitura do Rio está preparando um pacote para estimular a construção e a compra de imóveis populares na cidade. Entre as medidas, estão a isenção ou o desconto de 50% em tributos como o Imposto sobre Serviços (ISS) durante a obra e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os moradores por um tempo determinado, mas ainda não estabelecido. O programa deve ser anunciado no próximo dia 17. Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, os critérios de escolha dos empreendimentos que receberão as vantagens fiscais serão definidos pela Secretaria de Habitação, conforme o perfil do empreendimento, o valor e as prestações do imóvel. Outra medida do pacote tem o objetivo de agilizar a liberação de construções de novos imóveis que se enquadrem no programa "Minha casa, minha vida", do governo federal, cujo valor máximo tem que ser de R$ 130 mil. A prefeitura terá até 20 dias para dar seu parecer. Os recursos do "Minha casa, minha vida" são para quem apresentar primeiro seus projetos - disse Sérgio Dias. A meta do município é construir cem mil unidades.   
BSB, 11/4- O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que até a próxima segunda-feira (13/4) os entraves ao acesso à linha de crédito para capital de giro da Caixa Econômica Federal sejam revogados. Na mesma data, deverá ser implantado todo o sistema de regulamentação para concessão de crédito dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. "Houve um avanço nas negociações e as novas regras da linha devem sair na próxima semana, descomplicando a questão das garantias", afirmou Simão, ao falar da questão do crédito para capital de giro. A informação foi dada pelo presidente da CBIC ao sair da reunião do Grupo Anticrise (GAC), no Ministério da Fazenda. A linha especial de capital de giro da Caixa foi anunciada em novembro do ano passado e conta com um saldo de R$ 3 bilhões. No entanto, apenas R$ 50 milhões foram liberados até março. Durante a reunião com a equipe econômica do governo, a CBIC fez uma projeção de contratar cerca de 650 mil unidades habitacionais dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, até junho de 2010, com uma possibilidade de geração de mais de 600 mil empregos diretos. "O objetivo do setor não é construir apenas 1 milhão de casas, é reduzir drasticamente o déficit habitacional", destacou Simão em entrevista à imprensa.   
BSB, 10/4- Se o problema for crédito, o setor imobiliário deve começar a comemorar desde agora. Não vão faltar linhas de financiamento em 2009, mesmo com a crise econômica mundial. É o que preveem especialistas no setor. Jaime Pessoas Chinganças, superintendente de crédito imobiliário do banco HSBC, e João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), debateram o assunto durante o Nordeste Invest 2009. A avaliação é de que 2009 começou com uma parada no ritmo das construtoras de lançar novas unidades, mas elas seguem levantando os empreendimentos lançados nos anos de 2007 e 2008. O que está com fôlego neste ano é o crédito para unidades prontas. "Em fevereiro o financiamento para unidades prontas cresceu 36%. As construtoras realmente precisam parar, mas o mercado de unidades prontas continua forte e, nesses dois meses, até mais aquecido do que em 2008", analisa Jaime. O banco está aumentando o número de pessoal diretamente ligado ao financiamento imobiliário, segundo o superintendente. E isso seria uma postura atual em toda a rede bancária que atua com o crédito imobiliário. Jaime explica que é uma estratégia bancária de lucrar a longo prazo, de forma sólida. Antes, a grande margem de lucro dos bancos vinha do cheque especial, o que acabou nos últimos anos por uma mudança no pensamento das próprias pessoas de querer pagar menos juros. "Eu posso dizer que, com essa visão, todos os bancos querem investir no mercado imobiliário porque garante esse retorno. Os juros tendem a cair, o dinheiro tende a ficar mais barato", conclui. O lançamento do plano de habitação do Governo Federal "Minha Casa, Minha Vida" também anima o setor. "Acho que nosso mercadinho de classe média para cima vai continuar e acho que vamos ter um novo mercado, que é o grande mercado brasileiro, o da classe de renda menos favorecida. Acredito que 2009 deva ter um crescimento igual ao de 2006", avalia João Crestana.   
BSB, 9/4 - A Prefeitura do Rio encaminhou a Brasília uma lista com 271 terrenos que poderão ser usados para a construção de 100 mil moradias populares dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. A maioria das propriedades é privada, mas existem bens do INSS, da antiga Rede Ferroviária Federal, das Forças Armadas e da Secretaria de Patrimônio da União. A escolha levou em consideração pontos urbanizados — beneficiados com redes de saneamento, transporte, coleta de lixo e segurança — sem restrição a locais próximos a favelas. Entre essas áreas, estão os bairros do Centro e os eixos viários da Avenida Brasil e do futuro corredor T5 (que fará a ligação da Barra da Tijuca à Penha com ônibus expressos). No próximo dia 17, a prefeitura vai anunciar série de medidas de incentivo à construção e aquisição de casas populares. Entre as ações, está decreto que vai facilitar a implantação de projetos imobiliários com valor de até R$ 130 mil. Entre as medidas que a Prefeitura do Rio vai anunciar, está o perdão da dívida de IPTU para imóveis de interesse social, como os localizados na região do Cais do Porto e em galpões abandonados na Avenida Brasil. De acordo com o secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, outra novidade é a isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) para empresas investirem em construção para quem recebe até seis salários mínimos (R$ 2.790) e de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para o futuro morador. Esses tributos serão reduzidos em 50%, se a margem a ser considerada for quem ganha de seis a 10 mínimos (R$ 4.650). O ITBI representa hoje 2% do valor do imóvel.   
BSB, 9/4 - No dia em que o presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, foi afastado do cargo devido à cobrança de altos juros, o banco divulgou que fará parte do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal, que tem meta de construir de 1 milhão de moradias até 2010. A troca no comando do BB traz a nova estratégia de ação da instituição financeira, com foco também na baixa renda.O BB vai liberar recursos para construtoras interessadas nos projetos habitacionais para as camadas mais pobres da população, sem abandonar a classe média. O banco passará a conceder financiamento para famílias com renda de 3 a 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650), faixa salarial abaixo da qual costumava operar (acima dos R$ 2.500). Nesse caso, serão usados R$ 500 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os juros no programa também serão menores: variam de 5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Atualmente, são de 8,9%. O prazo de pagamento é de até 30 anos. Os mutuários poderão financiar 100% do valor do imóvel, limitado a R$ 130 mil. O BB também divulgou que ampliou de 20 para 25 anos o prazo de financiamento fora do pacote habitacional. Outra mudança foi no valor do imóvel a ser financiado, que subiu de 80% para 90%. Mas a instituição ressalta que a renda do mutuário é que vai definir a aplicação das novas condições. A taxa de juros é de 8,9% ao ano mais TR. Os trabalhadores poderão comprar também unidades de até R$ 500 mil e usar o FGTS. O financiamento do Banco do Brasil também foi modificado, subindo de R$ 245 mil para R$ 400 mil. Para isso, os contratos precisam ser assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação).   
BSB, 8/4- O pacote habitacional anunciado pelo governo aumentou as chances de quem quer sair do aluguel. Famílias que ganham até dez salários mínimos por mês vão ser beneficiadas com subsídios e uma linha de crédito a juros baixos. O programa 'Minha Casa, Minha Vida', anunciado na quarta-feira (1) pelo governo federal, pretende construir até um milhão de moradias nos próximos anos. A parcela mínima para quem recebe até três salários mínimos será de R$ 50,00. Do total de um milhão de moradias, 400 mil serão destinadas para quem tem renda até três salários mínimos. Outras 200 mil para quem recebe entre três e quatro salários mínimos. Cem mil para quem tem renda entre quatro e cinco salários mínimos. Outras 100 mil para quem recebe entre cinco e seis salários mínimos. As 200 mil restantes são para população que recebe entre seis e dez salários mínimos. Para a faixa da população com menor renda (entre zero e três salários mínimos), a prestação das moradias não pode exceder 10% da renda do proprietário. O financiamento, neste caso, é de dez anos. O mutuário não poderá pagar uma parcela inferior a R$ 50,00. Para quem recebe entre três e cinco salários mínimos, os financiamentos serão reajustados com taxas de juros de 5% ao ano. Para aqueles que têm renda entre cinco e seis salários mínimos, os juros serão de 6% ao ano. O valor máximo do imóvel nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal para habitações dessa faixa de renda será de R$ 130 mil. Em municípios acima de 500 mil habitantes, demais capitais e seus municípios limítrofes (vizinhos) o financiamento não pode ultrapassar R$ 100 mil. Nos demais municípios brasileiros, o valor máximo do imóvel deve ser de R$ 80 mil.   
BSB, 7/4- A Caixa Econômica Federal vai criar uma estrutura interna específica para agilizar a execução das obras do programa Minha Casa Minha Vida, o qual prevê a construção de 1 milhão de moradias, informou o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida. O governo quer acelerar o trabalho de execução das obras, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tenha estabelecido prazo para a conclusão do projeto habitacional. O ministro reforçou que o governo quer encurtar de 33 meses para 11 meses o prazo médio da entrega das chaves aos mutuários. Na prática, o governo trabalha para entregar as casas ainda no governo Lula. Segundo o ministro, a instituição financeira pública criou um grupo de trabalho específico para tocar o projeto. E assim reforçar o quadro funcional já existente que atende às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “A Caixa Econômica começou a desenvolver um grupo específico para tratar do assunto, dar agilidade e responder dentro dos prazos fixados” disse o ministro. O ministro das Cidades disse que a Caixa trabalha com prazo estreito, de até 30 dias, para analisar e aprovar os projetos que serão recebidos de construtoras ou estados e municípios a partir do dia 13 deste mês. Tal prazo foi estabelecido pela Casa Civil para os interessados encaminharem seus projetos a instituição pública. Dessa forma, a expectativa do governo é que as obras comecem a ser executadas a partir do próximo mês. Ele não quis citar números. Porém informou que já existem vários projetos de moradias encaminhados a Caixa por estados e municípios para serem analisados pelos técnicos da instituição.   
BSB, 5/4- A Receita Federal estima que deixará de arrecadar cerca de R$ 338 milhões com a redução nos tributos cobrados das construtoras e com desconto no Imposto de Renda dos cartórios de imóveis que investirem em informatização. As duas medidas fazem parte do pacote habitacional lançado na semana passada e foram oficializadas hoje, com a publicação da Medida Provisória 460 no Diário Oficial da União. Embora o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não tenha se comprometido com prazos para construir 1 milhão de moradias, a MP 460 dá um horizonte para a execução do programa. A tributação mais baixa vigora até 31 de dezembro de 2013. As construtoras, que recolhiam uma alíquota única de 7% de sua receita mensal para quitar tributos federais dentro do chamado Regime Especial de Tributação (RET), passarão a pagar 6%. Segundo a Receita, essa redução vale para todo tipo de empreendimento imobiliário. Se o imóvel tiver valor comercial de até R$ 60 mil e fizer parte do programa Minha Casa, Minha Vida, a alíquota será de 1%. A renúncia fiscal decorrente da desoneração das construtoras é estimada em R$ 238 milhões até o final de 2013. De acordo com cálculos da CBIC, até o final de 2010 será recolhido R$ 1,82 milhão em contribuições previdenciárias nos empreendimentos destinados à população com renda de até três salários mínimos. No mesmo período, a renúncia fiscal estimada é de R$ 960 mil para esse segmento. A MP também prevê incentivos fiscais para cartórios que investirem em informatização, pois reduzir o tempo e o custo da burocracia é uma das prioridades do pacote habitacional. Até 2013, os investimentos na aquisição de equipamentos e programas de informática dos serviços de registro de imóveis poderão ser deduzidos do Imposto de Renda. Estima-se que esse benefício reduzirá os recolhimentos tributários em cerca de R$ 100 milhões.   
BSB,4/4- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o Executivo deixou claro a prioridade dos recursos previstos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida para municípios com mais de 50 mil habitantes. Deputados federais, inclusive da base aliada, já preparam modificações no projeto com o objetivo dos recursos atenderem, também, municípios com menos de 50 mil habitantes. "A lei é clara, ela prioriza os municípios com populações acima de 100 mil habitantes mas não é exclusivo. Ou seja, nós contemplamos municípios acima de 50 mil habitantes", afirmou. Dilma Rousseff lembrou que já existem recursos orçamentários previstos para a construção de habitações populares em pequenos municípios. "Tem R$ 1 bilhão para municípios pequenos sob a forma de Orçamento Geral da União, que são projetos até R$ 10 milhões. Tem R$ 1 bilhão dos R$ 16 bilhões do nosso programa [Minha Casa, Minha Vida] que é para trabalhador rural e, portanto, para município pequeno", afirmou. A ministra considera natural a movimentação dos parlamentares uma vez que o projeto chegou recentemente ao Congresso e existem "muitas coisas a serem ainda esclarecidas". Ela lembrou que foram mantidas na Caixa Econômica Federal (CEF) as linhas de créditos já existentes como para compra de imóveis usados para trabalhadores com renda familiar acima de 10 salários mínimos.   
BSB, 2/4- O Banco do Brasil criou estímulos adicionais para a linha de crédito que financia material de construção e designou R$ 400 milhões de recursos próprios, neste ano, para os clientes que queiram fazer reformas em casa. A informação é do gerente executivo da diretoria de Varejo do BB, Mário Casasanta. Segundo ele, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de material de construção e o pacote habitacional lançado pelo governo federal, na semana passada, foram determinantes para a decisão do BB no sentido de revigorar a linha de crédito que já financiou R$ 2,4 bilhões desde 2004. Casasanta disse que a principal alteração, já em vigor desde ontem é o aumento do prazo de carência, que passou de dois meses para seis meses. Com isso, o cliente só precisa pagar a primeira parcela do financiamento 180 dias depois de fazer a compra. 'Assim, o cliente ganha mais fôlego para pagar o crédito obtido', disse Casasanta.   
BSB, 1/4- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmOU que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação de R$ 350 mil para R$ 500 mil do valor dos imóveis que poderão ser financiados com saldo do mutuário no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "Isso vai permitir um uso maior do FGTS", afirmou o ministro. Ele anunciou ainda a criação, pelo CMN, de uma linha de financiamento de infraestrutura para a implantação dos conjuntos habitacionais, dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida", que pretende construir 1 milhão de moradias no País. Além disso, o CMN aprovou nesta quinta a elevação de R$ 245 mil para R$ 450 mil o valor máximo dos financiamentos imobiliários que podem ser feitos dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Essa medida complementa a elevação do teto máximo de imóvel de R$ 350 mil para R$ 500 mil que pode ser adquirido com saldo da conta vinculada no FGTS. Segundo documento divulgado nesta quinta sobre os votos aprovados pelo CMN, o conselho também autorizou que todas as instituições financeiras passem a operar no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e estabeleceu critério para a remuneração do vendedor do imóvel pelo mesmo índice de remuneração da poupança.   
BSB, 30/3- O plano habitacional Minha Casa, Minha Vida estabelece em R$ 130 mil o valor máximo do imóvel a ser comprado por famílias com renda entre três e seis salários mínimos. Esse valor se refere a moradias em regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Em municípios com mais de 500 mil habitantes e demais capitais e seus municípios limítrofes, o valor cai para R$ 100 mil. Nos demais municípios, o limite é de R$ 80 mil. O plano prevê um aporte de R$ 34 bilhões para a construção de 1 milhão de casas. O maior volume, 400 mil, será destinado para famílias com renda de até três salários mínimos.   
BSB, 29/3- O programa habitacional a ser lançado neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê prestações mensais de R$ 15 a R$ 20 mensais para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395) por mês, segundo informações do Estado de S. Paulo. O governo deve subsidiar quase integralmente a compra de casa própria para mutuários de baixa renda. O plano ainda prevê que o comprador da residência só comece a pagar as prestações quando estiver morando no imóvel. Ainda de acordo com o jornal, os subsídios de quase 100% atingirão apenas os mais carentes, apesar de o programa ser destinado a famílias que ganham até dez salários mínimos (R$ 4.650)   
BSB, 29/3- O ministro das Cidades, Marcio Fortes, rebateu as críticas de alguns setores da sociedade de que as casas do plano habitacional do governo, anunciado na ultima quarta-feira, seriam construídas em locais de pouca infra-estrutura. Fortes disse que o plano prevê R$ 5 bilhões para a construção de ligações entre a infra-estrutura das cidades e os novos conjuntos habitacionais. "Meu lar tem de ter toda a infra-estrutura. Tem de ter água, esgoto, luz, posto de saúde próximo, escola, a infra-estrutura de pavimentação, todo o link (ligações) tem de ser feito. Não é só dentro do conjunto que vai haver essa infra-estrutura. O link com a infra-estrutura das cidades também vai ser possibilitado", disse em visita a uma feira de construção, em São Paulo. Na quinta-feira, em nota, o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Marcos Túlio de Melo, levantou dúvidas sobre o projeto do governo. "Casa popular não pode ser sinônimo de desrespeito ao cidadão, nem um local onde as famílias se amontoam. É preciso dar qualidade de vida à população e isso vai além de casas, alcança o transporte público, a rede de saúde, o acesso ao comércio direto como padarias e farmácias. Quanto mais distantes da infra-estrutura de centros urbanos, mais longe de uma qualidade de vida melhor".   
BSB, 26/3- O presidente Lula finalmente lançou ontem o programa para a construção de um milhão de casas. Com subsídios pesados da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que, somados, chegam a R$ 28 bilhões, o pacote habitacional tem a pretensão de reduzir, em 14%, o déficit habitacional do país de 7,2 milhões de moradias até 2011. Sem recursos em caixa para arcar com todo o custo, o governo precisou buscar dinheiro no FGTS. Para subsidiar os compradores, o aporte do Tesouro é maior — R$ 20,5 bilhões contra R$ 7,5 bilhões do FGTS. Mas, no financiamento, todo o dinheiro virá do patrimônio dos trabalhadores. O orçamento do fundo deste ano para a habitação mais que dobrou, passando para R$ 19 bilhões. Até 2011, serão R$ 57 bilhões. O pacote habitacional foi desenhado para ser implementado até 2011 mas, preocupado com possíveis atrasos por conta da regularização fundiária, licença ambiental e de alocação de terrenos disponíveis para a construção das casas, o presidente Lula disse que não se comprometia com nenhuma data. O lançamento foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela explicou que o eixo todo do pacote partiu da necessidade de compatibilizar a prestação com a capacidade de pagamento das famílias. Dilma destacou o aporte de recursos subsidiados pelo Tesouro e o FGTS, mas deixou de lado os financiamentos, a cargo exclusivo do Fundo de Garantia, para as famílias com renda entre três e dez salários mínimos. Nos dados distribuídos pelo Palácio do Planalto só constam os subsídios de R$ 28 bilhões, sendo R$ 20,5 bilhões a cargo da União. A esses recursos o governo somou outros R$ 6 bilhões, sendo R$ 5 bilhões de financiamento à infraestrutura e mais R$ 1 bilhão de financiamento à cadeira produtiva, a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, segundo Dilma, R$ 34 bilhões.   
BSB, 25/3- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a destinação de R$ 4 bilhões do fundo para o plano de habitação do governo federal em 2009. No total, o conselho aprovou R$ 12 bilhões para o plano. A idéia é que os R$ 8 bilhões remanescentes sejam liberados em 2010. Os recursos serão utilizados para financiar a compra de imóveis por famílias com renda superior a três salários mínimos. Para as famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, a compra será totalmente subsidiada com recursos do Tesouro Nacional. Lupi descartou a possibilidade de que esses repasses abalem a saúde financeira do FGTS. "O FGTS tem saúde financeira forte e continuará com essa saúde financeira forte", disse. Os R$ 4 bilhões aprovados para o plano representam um aumento de R$ 2,4 bilhões em relação ao valor que o FGTS já tinha aprovado para subsidiar habitação este ano. Ele afirmou que, de acordo com estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o pacote habitacional deve gerar cerca de 532 mil empregos e crescimento adicional de 0,7 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no País. O governo federal deve exigir das construtoras que os trabalhadores da construção civil responsáveis por erguer as casas populares sejam necessariamente registrados em carteira e não possam ser subcontratados por empresas terceirizadas.   
BSB, 23/3- O presidente Luiz Inácio Lula Silva confirmou que o pacote de habitação para construir um milhão de casas para famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650) será anunciado na próxima quarta-feira, dia 25. As medidas foram discutidas entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e representantes dos trabalhadores. O governo definiu, segundo os sindicalistas, o valor da prestação das moradias para famílias com renda até três salários mínimos (R$ 1.395) em R$ 50. Ainda de acordo com eles, a prestação para as famílias com renda entre três e seis salários mínimos (R$ 2.790) será R$ 100. Para aquelas que recebem entre seis e dez salários mínimos, R$ 150. O valor inicial ficou bem acima dos R$ 20 que Dilma Rousseff chegou a anunciar. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para sugerir que as empresas beneficiadas com dinheiro público para a execução das obras apresentem contrapartidas sociais. A principal delas é que as contratações sejam feitas de forma direta e com carteira assinada. “Nos manifestamos contrários à mão de obra terceirizada. Não há necessidade de as empresas subcontratarem outras empresas porque essa é uma estratégia adotada para não haver vínculo com os trabalhadores, visando exclusivamente à redução de custos”, disse o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado. Ele acrescentou que a Dilma planeja um “teto máximo médio” para o custo da obra, de R$ 60 mil, para as famílias com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 2.325). Já está acertado que o trabalhador passará a pagar a casa apenas depois de se mudar para ela, para evitar o duplo pagamento, de aluguel e prestação.   
BSB, 23/3- A ministra comunicou ainda que será "zero" o custo do seguro de vida para o financiamento de quem ganha até cinco salários. De cinco a dez, o valor cobrado será de 1,5% a 6% ou 6,5%, dependendo do salário. Para quem ficar desempregado, o Fundo Garantidor, bancado pelo Tesouro, cobrirá integralmente as prestações de quem ganha até três salários mínimos. O trabalhador que ganhar acima desse valor e perder o emprego poderá ficar 24 meses pagando apenas 5% da prestação – os 95% restantes serão transferidos para o final do contrato. Outra proposta apresentada pelos representantes das entidades sindicais foi o vínculo da propriedade à família. A intenção é que o imóvel não sirva a propósitos especulativos. Foi apresentada sugestão de que essa residência seja um bem da família para que isso não seja transacionado. Os sindicalistas também pediram que o tempo de construção caia de 33 meses para 11 meses. “Além de diminuir o tempo, isso diminuiria os custos dela”, disse Canindé.   
BSB, 23/3- Os representantes dos trabalhadores também disseram que a ministra admitiu dificuldades para atingir a meta inicial do governo de construir um milhão de moradias até 2010. “A ministra disse que pode não sair até 2010 (a construção de todas as moradias previstas). Sabemos que sempre há problemas de licenciamento ou burocráticos. Há decisão política de fazer um milhão de casas até 2010, mas a burocracia pode atrapalhar”, contou Valdemar Pires de Oliveira, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ao anunciar a data da divulgação do pacote, o presidente Lula disse que a indústria da construção civil brasileira, que passou 50 anos reclamando, vai ter um milhão de casas para construir.   
BSB, 23/3- A Caixa Econômica Federal, conhecida como o banco da habitação, atinge nova marca no financiamento à casa própria. Somente nos 10 primeiros dias de março, a instituição assinou mais de 28 mil contratos, o que corresponde a mais de R$ 1 bilhão. Somando os três primeiros meses de 2009, o valor passa de R$ 5 bilhões. O anúncio foi feito nesta semana pela presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal. Os números representam uma média diária de 2,8 mil contratos, cerca de 14 mil por semana. Neste período, os financiamentos representam a construção de um município do porte de Diamantina, em Minas Gerais, que tem hoje 44 mil habitantes. No ano, o investimento equivale a erguer uma cidade como Feira de Santana, na Bahia, e Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Em seu discurso na CAE, a presidente destacou também a importância da discussão sobre o seguro habitacional. “Tivemos redução significativa neste valor. Acreditamos que esse serviço é uma garantia ao cidadão e proporciona tranquilidade para a família”, defende a executiva.   
BSB, 23/3- O governo estuda mudar a forma de correção dos financiamentos imobiliários feitos com recursos originários da poupança. A ideia em estudo na equipe econômica é substituir o formato de TR mais 12% ao ano, no máximo, que vale hoje no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), para um modelo em que o financiamento tenha taxa de juros como um porcentual da Selic (taxa básica de juros), adicionado de um spread (margem de lucro) a ser cobrado dos mutuários pelos bancos. A possível mudança vem na esteira dos estudos para se reduzir a rentabilidade da poupança, que voltou à cena do debate econômico em função da trajetória acelerada de queda na Selic. O governo teme que em breve, quando os juros básicos caírem para o patamar de um dígito e os fundos de renda fixa perderem rentabilidade, a remuneração fixa da caderneta - TR mais 0,5% ao mês - provoque uma migração de recursos de fundos de investimento para a poupança, prejudicando a rolagem da dívida pública. Como uma mudança na poupança vai reduzir o rendimento dessa modalidade de aplicação, o custo de captação dos bancos para emprestar dinheiro à casa própria também cai. E se cai o custo de captação, é natural que se busque encontrar um meio de o juro final desses financiamentos fazer um movimento na mesma direção.   
BSB, 23/3- No debate sobre a remuneração da poupança, a proposta que tem mais simpatia na área técnica do governo é a que substitui o modelo TR mais 6% por uma taxa que seja uma proporção da Selic, possivelmente dentro de uma banda a ser definida pelo governo. Assim, os financiamentos também teriam o custo vinculado a um porcentual da Selic, mais o spread a ser recebido pelos bancos. A ideia em estudo deixaria a TR de fora dos financiamentos imobiliários, mas o indexador não seria extinto. Continuaria por exemplo remunerando as contas do FGTS e poderia continuar sendo usado nos financiamentos imobiliários, já que a proposta em estudo é de deixar a nova fórmula como uma opção para o cliente decidir, ou seja, seria facultativa.   
BSB, 22/3- O programa habitacional Um milhão de Casas, que o governo federal pretende lançar na próxima semana, está focado na lógica da inclusão social e do enfrentamento da crise externa, que é a criação de empregos. A afirmação foi feita neste sábado (21/03), no Rio de Janeiro, pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, durante seminário promovido pelo PT. O programa garante população de zero a dez salários mínimos o acesso moradia. Só começa a pagar a prestação quando tiver a chave na mão, sublinhou Dilma. A medida visa a impedir que haja acúmulo do pagamento da prestação com o do aluguel. Para a população de zero a três mínimos, vai haver um subsídio próximo do integral. A ministra assegurou, contudo, que não vamos dar casa de graça. A prestação mínima será de R$ 50. Dilma afirmou que para cobrir o custo de uma casa de 40 metros quadrados é papel do Estado dar a garantia desse subsídio. Acima de três mínimos até seis salários haverá um subsídio parcial. O trabalhador não poderá comprometer mais de 20% da renda na prestação. Quem recebe menos, vai pagar uma prestação menor, explicou a ministra. De seis a dez salários, haverá uma política de estímulo. Dilma disse que o programa vai criar muitos empregos não só na construção civil, mas em toda a cadeia de fornecedores. O governo vai colocar o foco onde ele deve estar, que é a garantia de acesso da população de baixa renda casa própria. A idéia do governo, relatou a ministra, é transformar o combate crise em oportunidade de o país sair da crise melhor do que entrou.   
BSB, 22/3- Caso seja concedida desoneração total de ICMS, PIS e Cofins na cadeia de construção civil para as empresas que resolverem investir na construção de 1 milhão de residências populares, projeto prometido pelo governo federal, o preço de cada casa poderia ser reduzido em 16%. O cálculo é do escritório Tauil & Chequer Advogados, feito com base em imóveis de R$ 54 mil, ICMS de 18% e PIS/Cofins de 9,25%. "Trata-se de uma redução significativa porque, nessa hipótese, os tributos indiretos representariam 27,25% do custo com material de construção", diz Ivan Tauil, sócio do escritório. A queda no preço leva em conta ainda uma margem de 9,5% para o construtor. Segundo ele, esse tipo de empreendimento tem margem de 8%. "Isso tornaria o investimento mais atrativo, já que esse tipo de obra costuma trazer baixo retorno e risco alto." Tauil acredita que os Estados não terão grandes perdas se houver desoneração de ICMS no projeto. A arrecadação dos governos estaduais, diz ele, está fortemente centrada em preços administrados, como combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, além de alguns setores industriais. Ontem a Receita Federal divulgou sua projeção de renúncia fiscal para 2009. O órgão estima em R$ 138 bilhões a perda de arrecadação do governo federal em 2009 com desonerações tributárias. O montante é cerca de 20% da receita total de 2008 e é superior aos R$ 97 bilhões das desonerações do ano passado. Essa previsão de queda na arrecadação ainda não inclui, porém, possíveis cortes de impostos que virão no pacote para construção de 1 milhão de moradias populares. Para 2009, o coordenador de Estudos da Receita, Marcelo Lettieri, aponta que serão R$ 102 bilhões em redução direta de impostos, com um adicional de R$ 18 bilhões em descontos nas contribuições previdenciárias. E somente as medidas anticrise vão diminuir a arrecadação global em outros R$ 18 bilhões.   
BSB, 21/3- Representantes de seis entidades sindicais se reuniram com ministros para conhecer detalhes do plano de habitação a ser lançado pelo governo até o final de março. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para sugerir que as empresas beneficiadas com dinheiro público para a execução das obras apresentem contrapartidas sociais. A principal delas é que as contratações sejam feitas de forma direta e com carteira assinada. Segundo o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Valdemar Pires de Oliveira, o governo fará tudo para que não tenha uma obra com trabalhadores sem carteira assinada”. O governo definiu, segundo os sindicalistas, o valor da prestação das moradias para famílias com renda de até três salários mínimos. “Ao que parece será de R$ 50”, disse Canindé. Os sindicalistas informaram que, até o momento, o governo trabalha com a expectativa de que a prestação para as famílias com renda entre três e seis salários mínimos seja de R$ 100. Para aquelas que recebem entre seis e dez salários mínimos, seria de R$ 150. Canindé acrescentou que o governo planeja um “teto máximo médio” para o custo da obra, que seria de R$ 60 mil para as famílias com renda superior a cinco salários mínimos. Os representantes sugeriram também incluir, nas moradias, um sistema de aquecimento solar para água. “Isso inclusive baixaria o custo da energia para as famílias”, disse Antônio Neto. Os sindicalistas afirmaram que a construção das casas não será concluída necessariamente até 2010, como tem sido divulgado pelo governo. “O horizonte é cumprir 1 milhão de casas, mas não necessariamente até 2010”, afirmou o representante da CGTB. Outra proposta apresentada pelos representantes das entidades sindicais foi o vínculo da propriedade à família. A intenção é que o imóvel não sirva a propósitos especulativos. “Foi apresentada uma sugestão de que essa residência seja um bem da família para que isso não seja transacionado”, disse Antônio Neto.   
BSB, 17/3- O mercado paulista de locação residencial manteve a tendência de alta, segundo o o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). De acordo com levantamento, houve um aumento de 0,8% em fevereiro no volumie de imóveis alugados em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chega a 12,44%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior à variação do IGP-M, de 7,86%, no mesmo período. Unidades com 1 dormitório tiveram acréscimos em torno de 0,5%, em relação aos aluguéis de janeiro. Neste mês, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 2 e 3 dormitórios: 0,9%. Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49,5%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de 32% dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas. O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em fevereiro de 2009, demoraram, em média, de 10 a 27 dias para serem locadas. Apartamentos demoraram um pouco mais: entre 17 e 34 dias. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 11 e 29 dias. Os dados da pesquisa são apresentados conforme intervalo de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, teria o valor do aluguel por metro quadrado entre R$ 10,82 e R$ 11,09. Assim, nessa região, para uma unidade de 90 metros quadrados o valor da locação ficaria R$ 974,00 e R$ 998,00.   
BSB, 16/3 - A contratação de financiamento imobiliário por agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança, somou R$ 1,9 bilhão em janeiro, um avanço de 17,45% em relação a dezembro. A cifra atendeu a compra e aquisição de 18 mil unidades, o que representa um crescimento de 3,85% na passagem de dezembro para janeiro. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em janeiro de 2008, o SBPE havia financiado 17 mil imóveis com cerca de R$ 1,6 bilhão. Nos últimos 12 meses, o número de unidades financiadas superou 300,3 mil (contra 299,7 mil, em dezembro) e o volume de recursos avançou de R$ 30 bilhões para R$ 30,3 bilhões.   
BSB, 15/3- Mutuários acima de 40 anos não vão pagar o seguro de vida na compra do imóvel financiado no novo pacote habitacional. O encargo, que representa 37% do valor da prestação, é obrigatório nos contratos assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também reafirmou que, para os que pagam aluguel, a parcela da moradia só será cobrada a partir da entrega das chaves. A equipe técnica do governo estuda parcelas entre R$ 15 e R$ 20 no período de construção das unidades — consideradas simbólicas, para que as famílias com renda até três salários mínimos (R$ 1.395) possam pagar o aluguel e a casa nova, ao mesmo tempo. Segundo o advogado especializado em Direito Imobiliário Sérgio Sender, a isenção do seguro elimina parte do custo da operação, mas aumenta o risco. “A prestação ficará mais barata, mas, se o titular do financiamento morrer, o herdeiro terá que bancar integralmente as parcelas. Se não assumi-las, vai correr o risco de perder o imóvel”, explica. Para Sender, mutuários de contratos antigos não terão direito ao novo modelo, por já haver um ato jurídico perfeito.   
BSB, 15-3 Pela legislação atual, o seguro se confunde com o contrato e é calculado de acordo com a faixa etária. O de vida pode variar de R$ 30 a R$ 150, para um financiamento de R$ 100 mil, segundo cálculos do Núcleo de Seguros da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC). O de dano físico ao imóvel representa um terço do seguro de vida. Os valores são embutidos na parcela do financiamento e pagos mensalmente. Para o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, essa não é a solução para o déficit imobiliário no País: “A abordagem não é simplória. O seguro tem que continuar como obrigatório, mas tem que ser aberto, sem a prática atual do esquema de venda casada. O governo deveria estimular a concorrência no seguro habitacional”.   
BSB, 14/3- O mercado paulista de locação residencial manteve a tendência de alta, segundo o o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). De acordo com levantamento, houve um aumento de 0,8% em fevereiro no volume de imóveis alugados em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chega a 12,44%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior à variação do IGP-M, de 7,86%, no mesmo período. Unidades com 1 dormitório tiveram acréscimos em torno de 0,5%, em relação aos aluguéis de janeiro. Neste mês, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 2 e 3 dormitórios: 0,9%. Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49,5%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de 32% dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas. O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em fevereiro de 2009, demoraram, em média, de 10 a 27 dias para serem locadas. Apartamentos demoraram um pouco mais: entre 17 e 34 dias. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 11 e 29 dias. Os dados da pesquisa são apresentados conforme intervalo de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, teria o valor do aluguel por metro quadrado entre R$ 10,82 e R$ 11,09. Assim, nessa região, para uma unidade de 90 metros quadrados o valor da locação ficaria R$ 974,00 e R$ 998,00.   
BSB, 13/3- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (12) duas medidas do plano habitacional do governo que prevê a construção de um milhão de casas populares. Uma delas é a isenção da cobrança do seguro de vida sobre o valor da prestação da casa própria. De acordo com ele, atualmente, um mutuário de até 40 anos de idade paga seguro de vida de 10% do valor da prestação, percentual que pode chegar a 37%. “Vamos acabar com isso”, disse. Para os que pagam aluguel, o valor integral da prestação do novo móvel só será cobrado após a entrega das chaves. Antes disso, segundo o presidente, será cobrada apenas a taxa simbólica de R$ 20 a R$ 30. Lula classificou o novo pacote como “o mais ousado e corajoso programa habitacional do país”. O presidente disse que o programa será lançado em, no máximo, 10 dias. Ele adiantou as medidas em discurso durante a entrega de 2,4 mil escrituras a moradores de um bairro da capital de Rondônia, Porto Velho.   
BSB, 10/3- Estados e municípios ficarão responsáveis pela escolha dos terrenos que serão disponibilizados para a construção de casas e pelo cadastro dos beneficiários do plano habitacional que o governo federal está elaborando para pessoas de baixa renda. Cada prestação do financiamento concedido às famílias beneficiadas, cuja renda não poderá ser superior a três salários mínimos, será de cerca R$ 20,. Existe, também, a possibilidade de redução ou isenção de impostos na compra do material de construção para as casas, além da isenção de ICMS o material de construção para as casas populares. Ele disse que alertou a ministra Dilma para a necessidade de tomar medidas que reduzam a burocracia no processo, porque, sem isso, o programa correrá o risco de não sair do papel. Outro ponto é a redução de taxas que estão embutidas nos valores das prestações do financiamento habitacional, como o seguro de vida para quem faz o contrato A redução de custas de cartório também está em discussão. Os recursos do programa serão geridos pelo governo e as obras, executadas pela iniciativa privada, que apresentará projetos para construção das moradias. O plano de habitação será direcionado a pessoas de baixa renda, e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010. A expectativa é de que o conjunto de medidas seja anunciado ainda neste mês.   
BSB, 9/3- O governo federal anunciou que o novo programa de habitaçãol prevê casas sem custos para as famílias mais carentes. "Quem não puder pagar nada não pagará nada. Mas haverá um esforço para todo mundo contribuir, nem que seja simbolicamente, com a prestação'', disse a ministra Dilma Roussef. A ministra antecipou dois detalhes do "bolsa habitação'': serão dois padrões de casa, sendo um modelo popular, para quem ganha até três salários (R$ 1.395) e um superior, para quem tem renda de até R$ 4.650. O valor máximo do imóvel será de R$ 130 mil. Dilma explicou ainda que as prestações serão de até 20% da renda. Assim, quem ganha dez salários mínimos pagará, no máximo, R$ 930 de prestação. O financiamento será de 20 anos. O programa do governo federal não se limita aos subsídios que vão assegurar prestações simbólicas. As famílias na faixa até dez salários mínimos contarão com o Fundo Garantidor, que terá cerca de R$ 500 milhões do Tesouro e vai bancar prestações dos mutuários que ficarem desempregados. Os mutuários com renda até três salários mínimos poderão suspender o pagamento das prestações por até 36 meses, mas terão de quitá-las ao final do contrato. Para a faixa de até cinco salários, o Fundo honrará até 24 meses; para o grupo até dez mínimos, 12 meses. Foi a forma que o governo encontrou para encorajar os bancos a financiar profissionais autônomos, com dificuldade de comprovar renda.   
BSB, 8/3- O valor máximo do imóvel que poderá ser adquirido com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do mutuário será elevado dos atuais R$ 350 mil para R$ 600 mil. A informação foi dada nessa sexta-feira pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. Ela confirmou também que o valor do pacote da habitação é de R$ 70 bilhões, volume suficiente para construir 1 2 milhão de novas moradias. Esses recursos não sairão integralmente dos cofres públicos. Boa parte refere-se a financiamentos, que serão pagos pelos adquirentes dos imóveis. Ainda não está totalmente certo, mas o pacote poderá conter outra vantagem: o saldo do FGTS poderá ser usado mensalmente para pagar prestações da casa própria. Atualmente, os recursos só podem ser utilizados de dois em dois anos, para reduzir o valor das prestações ou abater no saldo devedor.   
BSB, 8/3- Há mais uma "bondade" em estudo para facilitar a compra da casa própria pelas famílias de renda mais elevada. Nos imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a parcela financiada aumentará dos atuais 80% para 90%. Ou seja, o valor da entrada a ser paga à vista ficará menor. Os imóveis que se enquadram no SBPE são aqueles de valor mais elevado. Embora o foco do pacote habitacional do governo sejam as famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650), há agrados para todas as faixas de renda. A classe média terá mais chances de comprar a casa própria sem ter de pagar entrada. Os imóveis construídos com recursos do FGTS, que hoje são financiados em 80%, passarão a ser financiados na sua totalidade. Enquadram-se nessa categoria as moradias avaliadas em até R$ 130 mil (se estiverem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal), R$ 100 mil (nos municípios de até 500 mil habitantes) ou R$ 80 mil (nas demais regiões). Podem comprar imóveis financiados pelo FGTS as famílias com renda de até R$ 3,9 mil mensais (ou R$ 4,9 mil, se morarem em São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal). Hoje, há linhas do FGTS que financiam 100% do valor do imóvel. No entanto, o prazo de pagamento é relativamente curto: 20 anos. Nos contratos de 30 anos, a parcela financiada é 80%. É essa parcela que os técnicos querem elevar para 100%.   
BSB, 7/3 - Quem comprar uma casa pelas regras do plano de habitação que será lançado pelo governo nos próximos dias só começará a pagar as prestações depois que estiver morando no imóvel. Até que a chave seja entregue, será paga apenas uma taxa simbólica. As informações são do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele só vai começar a pagar a prestação quando entrar na casa, porque uma pessoa que trabalha e ganha dois salários mínimos e paga aluguel não pode pagar aluguel e prestação da casa ao mesmo tempo. Então, ele pagará uma taxa simbólica até receber a chave. Quando receber a chave e deixar o aluguel, vai pagar a prestação da casa”, explicou Lula ao falar com a imprensa hoje (6), após participar de cerimônia em Vitória (ES). Segundo o presidente, o plano será anunciado após seu retorno da viagem aos Estados Unidos, no final da próxima semana. Ele negou que haja desentendimentos entre ministros sobre o plano de habitação, como foi noticiado na imprensa, e disse que a demora para fechar o projeto se deve à sua ampliação e a negociações em torno de questões como juros e subsídios. “Hoje eu vi a imprensa dizendo que tem uma divergência no governo entre Dilma [Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil] e Guido [Guido Mantega, ministro da Fazenda]. Não há hipótese de ter divergência entre Dilma e Guido Mantega. O que acontece é que você está discutindo um programa, primeiro alguém propôs que fizéssemos 200 mil casas, eu disse 'nós vamos fazer 1 milhão de casas'. Agora estamos discutindo taxa de juros e subsídio”. Ontem (5), a ministra da Casa Civil já havia dito que o plano de habitação terá três pilares: subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações. O pacote para a habitação está em discussão desde o ano passado e inicialmente seria anunciado em janeiro. As medidas serão direcionadas a pessoas de baixa renda e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010.   
BSB, 7/3 - Quem comprar uma casa pelas regras do plano de habitação que será lançado pelo governo nos próximos dias só começará a pagar as prestações depois que estiver morando no imóvel. Até que a chave seja entregue, será paga apenas uma taxa simbólica. As informações são do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele só vai começar a pagar a prestação quando entrar na casa, porque uma pessoa que trabalha e ganha dois salários mínimos e paga aluguel não pode pagar aluguel e prestação da casa ao mesmo tempo. Então, ele pagará uma taxa simbólica até receber a chave. Quando receber a chave e deixar o aluguel, vai pagar a prestação da casa”, explicou Lula ao falar com a imprensa hoje (6), após participar de cerimônia em Vitória (ES). Segundo o presidente, o plano será anunciado após seu retorno da viagem aos Estados Unidos, no final da próxima semana. Ele negou que haja desentendimentos entre ministros sobre o plano de habitação, como foi noticiado na imprensa, e disse que a demora para fechar o projeto se deve à sua ampliação e a negociações em torno de questões como juros e subsídios. “Hoje eu vi a imprensa dizendo que tem uma divergência no governo entre Dilma [Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil] e Guido [Guido Mantega, ministro da Fazenda]. Não há hipótese de ter divergência entre Dilma e Guido Mantega. O que acontece é que você está discutindo um programa, primeiro alguém propôs que fizéssemos 200 mil casas, eu disse 'nós vamos fazer 1 milhão de casas'. Agora estamos discutindo taxa de juros e subsídio”. Ontem (5), a ministra da Casa Civil já havia dito que o plano de habitação terá três pilares: subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações. O pacote para a habitação está em discussão desde o ano passado e inicialmente seria anunciado em janeiro. As medidas serão direcionadas a pessoas de baixa renda e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010.   
BSB, 6/5- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o Plano Nacional de Habitação Popular, que será lançado este mês pelo governo, será baseado em três pilares - subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações. "A idéia por trás desse plano é compatibilizar a geração de emprego, por meio da construção civil, com a questão do déficit habitacional que, no Brasil, se concentra em 85% da população de zero a três salários mínimos", disse a ministra em discurso no Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Em discurso anterior ao de Dilma, o presidente Lula afirmou que o plano representará um desafio para os empresários da construção civil. "Agora, não é mais desafiar o governo para saber investimentos em infra-estrutura, é desafiar os empresários a se preparar para construir as obras que vamos contratar".O Plano Nacional de Habitação Popular tem a meta de construir 1 milhão de casas até 2010.   
BSB, 5/3- A prestação do financiamento da casa própria poderá ficar 10% mais barata, com o fim ou a redução do seguro habitacional obrigatório dos contratos pelo SFH (. Além disso, só a construção de 500 mil moradias no País este ano (a meta é de 1 milhão até o fim de 2010) vai gerar 1,5 milhão de empregos com carteira assinada — 75% do mercado atual (2,1 milhões de pessoas). No Rio, serão 150 mil vagas. Segundo o Sinduscon-Rio, salários variam de R$ 655 a R$ 2.200 (de serventes a mestres-de-obras). A meta faz parte do pacote habitacional, que será anunciado este mês, para reduzir os impactos da crise mundial. O governo federal planeja construir 1 milhão de moradias até 2010. As medidas visam facilitar famílias com renda de até 10 mínimos (R$ 4.650), com benefícios maiores para as que recebem até cinco pisos (R$ 2.325) — faixa do déficit habitacional de 7,2 milhões de moradias. Outra novidade, o seguro-desemprego da casa própria, vai permitir que o mutuário, mesmo tendo sido demitido, fique até 36 meses (3 anos) sem pagar o imóvel e sem correr o risco de perdê-lo. Isso será possível graças à criação de um fundo garantidor, que terá R$ 800 milhões do Tesouro Nacional, para bancar as prestações em caso de desemprego. Mais tarde, o mutuário terá que acertar as contas desse benefício. A cobrança poderá ser feita no fim do contrato ou diluída nas parcelas. Segundo o conselheiro da Ademi, Rodolpho Vasconcelos, a medida é positiva e já houve modelo parecido por meio do FCVS (Fundo de Compensação das Variações Salariais) — criado para cobrir o saldo devedor no fim do contrato. Para o presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, o governo deveria copiar modelos de sucesso usados no México e na Espanha. “Esses países criaram também um banco de empregos para ajudar os desempregados e cursos de capacitação de mão-de-obra”, conta Kauffmann.   
BSB, 4/3- O pacote do governo federal para a construção civil deve sair dentro de 15 dias. A previsão foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou hoje a Estação de Tratamento de Esgoto Capivari I, em Campinas, São Paulo. O programa prevê a construção de um milhão de casas populares até 2010. Para atingir essa meta, Lula repetiu o apelo para que governadores e prefeitos disponibilizem terrenos públicos. Ele acrescentou que caberá à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliar os projetos habitacionais das prefeituras e dos estados. "Se tiver prefeito com terreno para fazer as casas mais baratas, pode ficar certo que terá prioridade", disse Lula. A ministra tem consultado governadores para saber a situação habitacional nos Estados. Amanhã (3), estão previstas reuniões com Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, e Roberto Requião, do Paraná, ambos do PMDB. No dia 19 de fevereiro, Dilma reuniu-se com os governadores do Nordeste, entre eles, o da Bahia, Jacques Wagner; de Sergipe, Marcelo Déda; e do Piauí, Wellington Dias, todos do PT. Em Campinas, Lula criticou as 4.200 demissões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) que, de acordo com o presidente, foram feitas de "forma precipitada", sem negociação com os trabalhadores. "Preferiram mandar embora na véspera do carnaval achando que isso iria diminuir o impacto", afirmou o presidente Lula.   
BSB, 3/3- O Banco do Brasil vai esperar o anúncio do pacote de habitação pelo governo federal para então definir sua estratégia em relação ao financiamento de imóveis para a população de baixa renda. "Vamos esperar o teor do plano e os incentivos que serão dados. Só depois iremos entrar nessa operação", afirmou o presidente da instituição, Antonio Lima Neto. O BB começou a operar crédito imobiliário no segundo semestre do ano passado e, ao anunciar essa operação, defendeu que o objetivo era financiar moradia voltada para um público de média a alta renda. De acordo com Lima Neto, isso foi feito porque na época que o banco decidiu entrar nesse negócio contava apenas com recursos próprios para o crédito imobiliário. A possibilidade de operar com a baixa renda dependia, segundo o executivo, do acesso a recursos da caderneta de poupança, que possibilitam taxas finais de juros menores, o que foi conseguido no ano passado, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que 10% da captação da poupança fosse destinada a esse fim. Antes, 100% eram direcionados ao crédito rural. O executivo afirmou ainda que financiar moradia para a baixa renda não está fora do direcionamento estratégico do banco, já que 18 milhões de correntistas do BB têm renda de até três salários mínimos. A carteira de crédito imobiliário do BB é de R$ 100 milhões. A meta é que ela chegue a R$ 1 bilhão ao final deste ano. A instituição tem disponível em 2009, além dos recursos próprios e dos 10% da poupança, R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).   
BSB, 2/3- Comercializado sob a publicidade possuir o maior apartamento de São Paulo, o edifício ACL Morumbi chama atenção não só pelo tamanho, mas também pelo preço. Com 1,2 mil metros quadrados por unidade, o imóvel está avaliado em, aproximadamente, R$ 14 milhões, segundo a Brasil São Paulo Sotheby's, responsável pela comercialização do empreendimento. De acordo com o diretor da empresa Celso Pinto, o proprietário de uma nova unidade chega a gastar até R$ 3 milhões na decoração do local, o que faz, numa conta simplificada, a obra alcançar o valor estimado de R$ 17 milhões. O executivo explica que o ACL é entregue ao proprietário sem pisos e gessos. O prédio localizado em uma rua sem saída, próxima à avenida Morumbi, e com vigilância 24 horas, cobra em torno de R$ 8 mil por apartamento a título de condomínio. As cifras não afugentam interessados, nem mesmo em tempos de crise. Segundo ele, fazem parte deste grupo de possíveis donos de uma unidade no ACL Morumbi grandes empresários, banqueiros, executivos estrangeiros e famílias tradicionais paulistanas. Dos apartamentos vendidos no empreendimento, todos estão em nome de empresários. "Alguns pedem anonimato, inclusive incluindo uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra". O ACL Morumbi integra um conjunto de imóveis de altíssimo padrão, que compreende cerca de seis a oito empreendimentos na capital paulista. Segundo Pinto, para entrar neste rol, o edifício precisa ter classificação alta nos quesitos localização, segurança, luxo e serviços. Os aspirantes a proprietário da obra milionária ainda podem negociar. Segundo o executivo da Sotheby's, quatro dos 12 apartamentos do empreendimento continuam à venda.   
BSB, 28/2- As medidas de estímulo à construção civil deverão ser apresentadas na próxima terça-feira aos governadores de São Paulo, Minas Gerais, do Paraná e do Rio de Janeiro. Na reunião, a ser capitaneada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo pedirá a colaboração dos Estados para dar maior alcance às medidas. Dilma deverá sugerir aos governadores, por exemplo, que reduzam o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - o principal tributo estadual - sobre o material de construção. A ministra foi orientada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fazer os últimos ajustes no pacote da habitação após a conversa com os governadores. Assim, é possível que na semana que vem as medidas sejam, finalmente, anunciadas. O ponto central do pacote é a meta de contratar a construção de 1 milhão de moradias até 2010. Para a classe média, a principal medida deverá ser a elevação, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, do valor do imóvel que pode ser pago usando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Nas últimas semanas, os técnicos concentraram esforços para encontrar uma forma de baratear o seguro do financiamento habitacional, que cobre morte ou invalidez do mutuário ou danos, permanentes ao imóvel. Estudos preliminares mostram que o seguro chega a 40% da prestação. Outro ponto ainda em discussão é o tamanho das desonerações tributárias envolvidas no pacote. Existe a hipótese de reduzir a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do material de construção Há dúvidas também sobre a redução de 7% para 6%, da tributação incidente sobre o patrimônio afetado das construtoras. Trata-se de um sistema de tributação no qual a incorporadora faz uma contabilidade separada para cada empreendimento e, ao final, recolhe uma alíquota única a título de tributos federais.   
BSB, 27/2 - Os maiores bancos e financeiras de Nova York podem desocupar 744 mil metros quadrados de escritórios este ano, agravando a pior crise do setor de imóveis comerciais em mais de uma década. O JPMorgan Chase & Co., o Citigroup, o quebrado Lehman Brothers e outras empresas do setor vagaram 427,3 mil metros quadrados, e esse número pode crescer mais 372 mil metros quadrados, à medida que as empresas desocupam ou sublocam espaço de que não mais precisam, segundo a CB Richard Ellis Group, maior corretora de imóveis comerciais. Bancos, corretoras e seguradoras demitiram mais de 177 mil empregados nos EUA e Canadá. As empresas de serviços financeiros ocupam cerca de 25% dos 33,7 milhões de metros quadrados de espaço para escritórios de Manhattan e representam quase 40% do espaço disponível para sublocação, segundo mostram dados da CB Richard Ellis. O total de espaço disponível pode chegar a 15,6% até o fim deste ano, a maior percentagem desde 1996, segundo a CB Richard Ellis, de Los Angeles. Os espaços vagos já estão no mais alto patamar desde 2004, e os aluguéis caíram 5%, maior queda em pelo menos duas décadas. Os preços de imóveis comerciais caíram quase 15% no ano passado, mais que os preços dos residenciais nos EUA, segundo relatório da Moody's Investors Service divulgado há 10 dias. Com o declínio, os valores caíram aos níveis de 2005, pelos índices Moody's/REAL Commercial Property Price. O Índice Bloomberg Office REIT caiu 25% desde o começo de janeiro, com o SL Green Realty, maior dono de arranha- céus de Manhattan, desabando 50%. Os proprietários devem se preparar para uma recuperação lenta, disse Di Natale, da Moody's Economy.com.   
BSB, - O pacote habitacional que será anunciado pelo governo federal terá impacto positivo no desempenho da construção civil. Para alcançar a meta prevista de construir 1 milhão de casas em dois anos, conforme prometido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, será necessário vencer desafios como a escassez de terrenos para obras em grandes centros urbanos, entraves legais e a desconfiança dos agentes financeiros para concessão de empréstimos à população de baixa renda. O presidente Lula solicitou à equipe econômica que alterasse o projeto e incluísse condições melhores de financiamento para construção de casas destinadas a famílias com renda inferior a cinco salários mínimos. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os custos do pacote estão sendo avaliados por seu ministério e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O estímulo prevê investimentos de R$ 100 bilhões em dois anos, diz Mantega. A execução do projeto não ocorrerá sem obstáculos. "O plano tem de contemplar as dificuldades para ser efetivo", afirma Eduardo Zaidan, diretor de economia do Sinduscon-SP. Com a crise, os recursos para o capital de giro das construtoras sumiram e os compradores se retraíram. "Muitos lançamentos foram suspensos ou cancelados. O setor está ativo por conta das obras em andamento. Se novos empreendimentos não forem feitos, ele sentirá o baque no segundo semestre", diz Ana Maria Castelo, da FGV Projetos.   
BSB, 25/2- Apesar da queda generalizada das vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo em novembro, ela foi menor na capital: -1,68%, ante queda de 26,36% em outubro. No período, foram vendidos 160 casas e apartamentos, segundo pesquisa do Creci-SP. Para José Augusto Viana Neto, o dado reflete uma economia forte. ?Há uma situação de otimismo, que analisa que o pior já passou. É uma forte desaceleração e acredito que a expectativa do mercado melhore.? No período, as vendas à vista somaram 58,65% do montante de vendas na capital. O financiamento pela Caixa Econômica Federal arrebatou um total de 32,33% das operações. Os imóveis mais vendidos na cidade em novembro foram casas e apartamentos com valor maior que R$ 200 mil, que representaram 27,86% dos negócios. Os apartamentos foram os campeões de vendas e representaram 68,75% do total. O presidente do Creci-SP lembra que as taxas foram reduzidas de 6% para 5% ao ano nos financiamentos para famílias com renda mensal de até R$ 2 mi com o objetivo de estimular o mercado. Quem tem saldo em conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há mais de três anos terá uma redução de 0,5 ponto porcentual nas condições de financiamento habitacional.   
BSB, 25/2- O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo encerrou 2008 com 32.847 unidades comercializadas. O desempenho de vendas médio no ano, expresso pelo indicador Vendas sobre Oferta (VSO) - relação entre número de unidades vendidas sobre a oferta - foi de 13,8% por mês. O resultado é inferior ao obtido em 2007, quando foram vendidas 36.615 moradias com VSO médio de 16,2%. No último mês do ano passado, a pesquisa realizada pelo Secovi-SP identificou redução de 4,7% no volume de unidades comercializadas, com o escoamento de 1.677 moradias, contra 1.760 em novembro e 5.428 em dezembro de 2007. Quanto ao volume de lançamentos, a Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio (Embraesp) contabilizou 2.541 moradias colocadas em oferta. O índice de desempenho VSO de dezembro ficou em 7,7%, contra 8,4% registrado em novembro. O ritmo de comercialização variou conforme segmentação por número de dormitórios, sendo que o nicho de dois dormitórios continuou puxando o mercado, atingindo 18,4% no mês. O VSO do segmento de três dormitórios ficou próximo do índice geral, com 6,8%. Em termos de unidades comercializadas, os imóveis de dois e três dormitórios representaram 79% das vendas do último mês de 2008. A maior parte das vendas concentrou-se na fase de lançamento, ou seja, nos primeiros seis meses após colocação do produto em oferta. Cerca de 77% (1.292 unidades) do que foi comercializado em dezembro tinha menos de seis meses desde o momento de lançamento. O VSO de 11,9% confirma o bom ritmo de comercialização desse segmento na pesquisa. Para o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci, os primeiros meses de 2009 ainda devem ser de ritmo moroso de vendas, por se tratar de um período de tradicional sazonalidade, prevalecendo a preocupação quanto aos rumos da economia.   
BSB, 25/2A oferta de apartamentos com um quarto cresceu 67% nos últimos dois anos, quando foram oferecidos 813 novas moradias com essa característica, em comparação com os anos de 2005 e 2006. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), há três anos praticamente não havia lançamento no mercado de apartamentos com um quarto. Nesta época do ano, até março, a procura por esse tipo de imóvel cresce consideravelmente, em razão da demanda dos estudantes universitários, principalmente. Com poucos quartos para alugar na cidade ou tendo ofertas de locação com preços altos para esta característica de imóvel, os investidores resolveram voltar as atenções para os apartamentos com um quarto, segundo aponta o consultor imobiliário do Sinduscon-PR, Marcos Kahtalian. “É uma demanda com forte pico de sazonalidade no início do ano e os lançamentos que têm aparecido são pensados tendo em vista a multiplicação do número de cursos e faculdades dos últimos anos, já que os lançamentos do mercado imobiliário são pensados em ciclos de dois a três anos”, explica o consultor. Além dos estudantes, o aumento da procura por este tipo de imóvel demonstra a mudança no perfil da família brasileira, que está sendo menor nos últimos anos, conforme apontam as últimas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O perfil do comprador do apartamento de um quarto geralmente é o investidor que vai alugar o imóvel depois, além daquele jovem ou casal que não tem intenção, num horizonte de pelo menos 10 ou 15 anos, de construir família”, explica Kahtalian.   
BSB, 25/2- O preço do aluguel residencial subiu 0,9% na capital paulista em janeiro, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Nos últimos 12 meses, a elevação acumulada é de 12,33%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior ao comportamento da inflação oficial, representada pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA (5,84%) e do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), de 8,15%, no mesmo período. De acordo com o Secovi-SP, as unidades com até dois dormitórios tiveram acréscimos em torno da média mensal. O nicho de residências de 1 quarto registrou aumento médio da ordem de 0,9%; e, no segmento de 2 dormitórios, houve alta média de 0,8%. No período, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 3 dormitórios: 1,3%. Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de um terço dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas. O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em janeiro de 2009, demoraram, em média, de 11 a 28 dias para serem locadas. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 18 e 37 dias. Na média geral da cidade, um imóvel em bom estado de conservação pode ser locado em torno de 12 dias após a sua desocupação.   
BSB, 24/2- Além de anunciar que haverá redução dos juros cobrados nos financiamentos habitacionais com recursos do FGTS, o governo aprovou ontem um aumento de R$ 4,2 bilhões no limite de recursos que bancos podem destinar para programa oficiais de saneamento, habitação e transporte. No caso dos programas de saneamento e habitação, que são operados principalmente pelo BNDES e pela Caixa, o limite foi aumentado de R$ 16 bilhões para R$ 19,7 bilhões. A redução de juros foi anunciada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele afirmou que na próxima reunião do conselho curador do FGTS, na primeira quinzena de março, deve haver redução nos juros dos financiamentos habitacionais com recursos do fundo. Atualmente, a taxa média dos empréstimos é de 8,66% ao ano, mais a variação da TR. As medida fazem parte de um esforço do governo em estimular o setor da construção civil. Também foi anunciada uma extensão no prazo para que construtoras se habilitem para a linha de crédito para capital de giro que a Caixa Econômica Federal criou no ano passado para socorrer o setor. A mudança veio por meio de decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional), que aprovou a prorrogação de prazo para as empresas de construção civil que quiserem buscar esses recursos na Caixa, com juros de 11% ao ano mais a TR. A data final para conceder o crédito nestas condições passou de 31 de março para 31 de dezembro. O risco de inadimplência desta linha é arcado pelo governo, com um fundo garantidor de R$ 1,050 bilhão. Empresas que registrem o empreendimento até 30 de junho poderão pedir o financiamento. Quando o programa foi lançado, só podiam aderir empresas com empreendimentos já iniciados, registrados em cartório até 1º de outubro. O governo também quer fazer licitação para escolher projetos de habitação para famílias de baixa renda que sejam econômicos e de rápida construção, sinalizando que comprará casas para revendê-las por um preço mais acessível.   
BSB, 22/2- Depois de um 2008 com recordes de vendas seguidos de quedas bruscas nos negócios por conta da crise econômica mundial, a expectativa da construção civil para 2009 é de retomada da confiança. Carlos Alberto Aita, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS), acredita que o pacote prometido pelo governo federal devolva a autoestima ao mercado. No mercado imobiliário, o segmento popular (famílias com renda de até R$ 2 mil que buscam moradias na faixa de R$ 60 mil) e o econômico (imóveis de até R$ 235 mil) devem puxar as vendas em 2009, diz Aita. Apesar do cenário controverso, o ano passado fechou com números positivos. No período, o mercado imobiliário de Porto Alegre registrou aumento de 26,58% na venda de imóveis novos, na comparação com 2007 (veja quadro). O destaque ficou por conta do segmento econômico, que representou 62% do total negociado no ano. Esse perfil de unidade encontrou amparo na ampla oferta de crédito com juros compatíveis com o bolso dos compradores. Somados às medidas governamentais de incentivo ao setor prometidas para o pós-Carnaval, os investimentos públicos em infraestrutura previstos para 2009 são a outra aposta para restabelecer o crescimento da construção civil no Estado. Para o atual período, o sindicato projeta a destinação de R$ 400 milhões, entre obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e verbas da prefeitura da Capital e do governo do Estado - Percentualmente, o investimento público representa 18% do previstos para o período - disse Aita ontem, durante o balanço setorial da instituição.   
BSB, 20/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu convocar um grupo de governadores e prefeitos para debater com eles como serão distribuídos os recursos e onde deverão ser construídas um milhão de novas casas populares que constam do futuro pacote habitacional do governo. O programa, que visa fazer frente à crise financeira mundial, prevê a viabilização de moradias para a população de baixa renda e deve ser anunciado oficialmente dentro de, no máximo, 15 dias. Segundo o governo, é preciso debater em que proporção geográfica serão distribuídas as futuras casas e valorizar as regiões mais carentes em habitação. Juntas, as novas residências devem reduzir o atual déficit habitacional para 6,4 milhões de moradias. "(O governo quer saber) como os Estados podem colaborar e minimizar os custos", afirmou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. O Palácio do Planalto e a equipe econômica discutem como utilizar terrenos de propriedade da União para garantir casas mais baratas e poder atingir a meta de um milhão de habitações populares até 2010. No esboço já apresentado a Lula pelos ministros, o próprio presidente havia reclamado do excesso de juros no financiamento das propriedades, além de os ministros responsáveis pelo pacote de habitação não terem estudado a possibilidade de utilizar terrenos de mais baixo custo, como aqueles de controle da União, estados e municípios.   
BSB, 19/2- O pacote de habitação que o governo brasileiro deve anunciar nos próximos dias para estimular o setor da construção civil deve incluir medida para baratear o custo dos imóveis, por meio do financiamento das obras de infraestrutura no entorno dos empreendimentos imobiliários. A alternativa em estudo é a criação de uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal para obras como asfaltamento das ruas, calçamento, estrutura para fornecimento de água e coleta de esgoto que, especialmente nas regiões mais pobres, não existem ou são muito deficientes e não valorizam os imóveis. Segundo fontes do governo, a medida visa a baratear o custo dos imóveis, já que as construtoras, ao realizarem essas obras, tendem a repassar o custo para o preço final das habitações. Cálculos oficiais dão conta de que essas despesas podem chegar a 10% do valor da obra. Hoje, as construtoras tomam empréstimos no mercado, com juros mais elevados, e repassam o custo para o comprador.   
BSB, 18/2- A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira que encerrou o mês de janeiro com o volume recorde de 45.975 contratos assinados em financiamento habitacional, no valor de R$ 1,91 bilhão, que representa um crescimento de 155% em relação ao mesmo período de 2008. Até o fim do ano, a instituição estima aplicar em torno de R$ 27 bilhões. Este foi o melhor janeiro do banco em volume de contratação do crédito imobiliário. No Estado de São Paulo foram financiados 12.979 imóveis - 28,23% do total nacional -, no valor de R$ 569,7 milhões. Esse número representa um crescimento de 220% na quantidade de unidades e de 185,56% no valor contratado em relação a janeiro de 2008. A média diária de contratação nacional está em 2.189 contratos, o que corresponde a cerca de R$ 90 milhões. Em igual período de 2008, a média por dia foi de 738 contratos e R$ 34 milhões. Os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE), em 2009, totalizaram R$ 1,09 bilhão, representando 57% do volume contratado. Nessa modalidade, a Caixa, em São Paulo, destinou R$ 310 milhões para financiar 8.116 imóveis em 2009, ante R$ 82 milhões para 1.609 imóveis em janeiro de 2008. Na linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS, a Caixa aplicou até agora o montante de R$ 790 milhões, representando um crescimento de 121% em relação ao mesmo período de 2008.   
BSB, 17/2- - A captação dos bancos por meio da poupança deve melhorar no atual cenário macroeconômico, em que se espera uma queda mais acentuada da taxa básica de juros, ganhando em atratividade para o investidor. A Caixa Econômica Federal espera ampliar em cerca de 20% as captações na modalidade e passar de R$ 11 bilhões no ano passado, para até R$ 13 bilhões em 2009. Além disso, a instituição já aumentou sua participação de mercado nessa modalidade frente aos concorrentes, passando de 32,5% em janeiro de 2008 para 34,5% em janeiro deste ano, segundo informações do superintendente regional Augusto Bandeira Vargas. Ainda segundo Vargas, a atratividade da poupança nesse cenário se deve ao modelo sob o qual foi criada. Outro argumento utilizado por Vargas é que, sempre que a economia caminha para taxas menores, também fortalece a poupança. Com esse incremento esperado nas captações de poupança, o crédito imobiliário deve ser beneficiado, já que a autoridade monetária nacional determina que parte desses depósitos devem ser usados como funding habitacional. Segundo dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em 2008 foram utilizados R$ 30 bilhões em operações com recursos da caderneta de poupança, que corresponde a um crescimento de 64,36% se comprado ao ano anterior, quando foram financiados R$ 18,2 bilhões. Devido às incertezas provocadas pela crise mundial, a entidade ainda não realizou previsões para esse ano, porém se diz otimista com o pacote do governo para o setor, que deve ser anunciado depois do período de carnaval. Segundo pesquisa realizada pela Creci-SP, que monitora as formas de aquisição de imóveis usados no estado, o financiamento via bancos e Caixa fechou 2008 com participação de 39,50% do total, enquanto as compras a vista passaram de 62,12% em 2007 para 56,55% no ano passado. A parcela direta com o vendedor teve uma queda na representatividade, de 8,24% em 2007 para 3,53% em 2008.   
BSB, 15/2- Cresce o número de ‘Correspondente Negocial Imobiliário’, da Caixa Econômica Federal, no Estado do Rio. A expansão foi de 40%, no ano passado, totalizando 97 correspondentes na comparação com 2007. O modelo transfere para construtoras, empresas e imobiliárias grande parte do processo de concessão do financiamento imobiliário. Os correspondentes realizam algumas atividades como apuração de renda, cálculo das prestações do empréstimo habitacional pretendido, entrevista pessoal e assinatura do contrato da moradia. Segundo o superintendete da Caixa no Rio, José Domingos Vargas, a estratégia é ampliar ainda mais o modelo mantendo a qualidade,sem abrir mão da segurança e dos padrões técnicos. Os correspondentes têm como objetivo melhorar a gestão do crédito imobiliário, principalmente com foco na redução do prazo de atendimento e permitindo ao interessado a opção de contratar o financiamento sem precisar ir à uma agência. Medida que garante ainda mais comodidade para o mutuário. MRV Engenharia, Tenda, Estrutura Consultoria e Assessoria de Financiamentos e Ética Imobiliária, entre outros já aderiram ao modelo. A MRV, por exemplo, contratou profissionais para realizar o serviço. Além disso, a equipe da construtora passou por treinamento com técnicos da Caixa. De acordo com Fabio Mello, da Estrutura, as empresas funcionam como uma miniagência da instituição. “Montamos todo o processo (dossiê) no próprio estande ou em nosso escritório. O foco é dar velocidade para assinar a escritura no menor tempo possível, mas garantindo a segurança da operação”, afirma Mello, que realiza também o serviço para construtoras. O superintendente da Caixa ressalta que os correspondentes contribuem para que o banco chegue cada vez mais perto de seus clientes.   
BSB, 14/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o pacote para o setor de habitação que o governo prepara deve ser anunciado após o carnaval. O plano prevê a construção de 1 milhão de casas populares, até 2010, para famílias com renda de até 10 salários mínimos. “O povo precisa. Temos condições de fazer, temos o projeto, o dinheiro. Portanto, agora é colocar o bloco na rua depois do carnaval. Certamente não vamos competir o nosso bloco de construção com o bloco de carnaval no Rio de Janeiro, de Pernambuco, de Salvador” disse Lula a jornalistas, após visitar um projeto de criação de peixes em Recife (PE). Segundo Lula, o plano de habitação trará medidas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na quarta-feira, ele já havia dito que terrenos da União, estados e municípios também devem ser incluídos no plano. “Estamos vendo que terrenos da União podem ser disponibilizados para baratear e que estados e prefeituras podem doar terreno”, disse o presidente na ocasião. Em dezembro do ano passado Lula havia afirmado que o plano para o setor habitacional seria anunciado no mês de janeiro. No início desta semana, ele explicou que o adiamento ocorreu porque a primeira versão do plano, elaborada por ministros, não o agradou por ter “muito penduricalho de juros” e outros detalhes que ele quer ver excluídos.   
BSB, 13/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os juros inclusos nas propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e por integrantes da equipe econômica para o novo projeto de habitação e afirmou que o governo pretende utilizar terrenos de propriedade da União para garantir casas mais baratas e poder atingir a meta de um milhão de habitações populares até 2010. De acordo com o presidente, no esboço já apresentado a ele pelos ministros, havia excesso de juros no financiamento das propriedades, além de seus auxiliares não terem estudado a possibilidade de utilizar terrenos de mais baixo custo, como aqueles de controle da União, Estados e municípios. A combinação dos dois fatores, comentou, não permitia que as casas populares fossem tão baratas. "(Estamos discutindo) com muita tranqüilidade porque nós tínhamos pensado primeiro em 200 mil casas, depois eu pedi 500 mil e daí pensamos em 500 mil e agora eu já estou com vontade fazer 1 milhão de casas ate 2010. E pode ficar certo que nós vamos anunciar. Assim que me convencerem do programa, nós vamos fazer. Achamos que ele é bom porque a construção civil é uma área extremamente importante para gerar empregos, O governo também pretende diminuir o prazo de construção dos imóveis de 33 meses, que é a média atual, para 11 meses.   
BSB, 12/2- A Caixa Econômica Federal, a Prefeitura do Rio e a Construtora Tenda estão promovendo feirões de imóveis com oferta de 3.120 unidades em todo o estado. As unidades contam com financiamento e taxas de juros mais acessíveis. As vantagens incluem começar a pagar prestação de R$ 296,40, já morando, e usar o carro ou a moto como parte do pagamento. Das ofertas, 520 unidades estão prontas e são do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Servidores, bombeiros, policiais civis e militares e guardas municipais também podem participar. Segundo a Secretaria de Habitação, o evento em parceria com a Caixa será no sábado no Centro Esportivo Miécimo da Silva, na Rua Olinda Ellis 470, Campo Grande (Zona Oeste), das 10h às 16h. A renda familiar exigida varia de R$ 1 mil a R$ 2.800. Nesse caso, o prazo de pagamento é de até 15 anos. As unidades ficam nos condomínios Siena, em Cosmos, Vivendas do Império e Vivendas do Paraíso, em Santa Cruz. Segundo o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, os imóveis representam grande oportunidade de moradia com qualidade, com a vantagem de ter a prestação mensal menor que o valor de um aluguel. O feirão da Tenda começa hoje e vai até domingo, nas lojas da construtora. Imóveis a partir de R$ 49.900, no município de Nova Iguaçu.   
BSB, 10/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizará a Caixa Econômica Federal a emprestar recursos para a compra da casa própria, em operações de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), que têm juros mais baixos, a servidores públicos municipais e estaduais. A decisão será anunciada durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que será aberto nesta terça-feira (10/02) por Lula, e tem potencial para beneficiar pelo menos 5,28 milhões de trabalhadores. Essa é a quantidade de funcionários a serviço das prefeituras, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, só servidores federais têm direito a empréstimo consignado. Ao ampliar a lista, o governo pretende estimular a economia e, principalmente, a construção civil, um setor fortemente empregador. Esse objetivo norteia as outras medidas que serão divulgadas aos prefeitos. Lula e os 36 ministros que participarão do encontro deixarão claro que não faltará dinheiro para a execução de obras em infraestrutura e programas sociais. A ideia é conclamar os governantes municipais a ajudar na reação à crise, evitando uma desaceleração acentuada da atividade econômica e a piora de indicadores em áreas como saúde e educação.   
BSB, 7/12- O governo estuda conceder a famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 2.325) um prazo entre 24 e 36 meses em que poderão ficar sem pagar as prestações dos financiamentos habitacionais sem que sejam considerados inadimplentes. Essa é uma das propostas em estudo na área econômica do governo para ser encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas, como estímulo ao setor imobiliário e tentativa de contornar os efeitos da crise financeira no país. Para as famílias com renda superior a esse valor, a sugestão é aplicar um prazo de carência menor, em torno de 12 meses, e limitar o benefício aos cinco primeiros anos do contrato. O objetivo das medidas é evitar que o medo do desemprego paralise o setor da construção e, ao mesmo tempo, criar instrumentos que permitam o acesso da população de baixa renda --especialmente a chamada nova classe média, que forma a base eleitoral de Lula-- a financiamentos habitacionais com custos menores. Nesta semana, o governo anunciou a criação de um fundo para cobrir parte do risco de inadimplência nos financiamentos habitacionais para a baixa renda. A medida, divulgada pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), prevê o gasto em até R$ 500 milhões em recursos do Tesouro Nacional. A área econômica quer limitar a cobertura para famílias com renda até cinco salários mínimos, um pouco mais de R$ 2.000, e para financiamentos de até R$ 50 mil. O fundo garantidor é uma das medidas que integrarão o pacote habitacional que deverá ser anunciado pelo governo até o fim da próxima semana.   
BSB, 6/2- A crise financeira não conseguiu abalar os números do crédito imobiliário em 2008. O ano teve o maior volume de financiamentos desde a criação da opera-ção financeira, ultrapassando o recorde da década de 1980 - de 260 mil - em quase 40 mil unidades. O montante de contratações de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos da caderneta de poupança, superou R$ 30 bilhões. Em 2007, o valor chegou a R$ 18 bilhões. "O crescimento foi muito grande se levarmos em consideração que o ano de 2007 também foi muito bom", afirma Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Dos R$ 30 milhões financiados, R$ 16 milhões foram destinados à construção, e em torno de R$ 14 milhões para a aquisição de unidades. "Nossos consumidores estão criando o hábito de usar financiamento bancário para adquirir imóveis." De acordo com os dados da Abecip, 39,50% dos compradores optaram pelo financiamento para adquirir o imóvel contra 29,95% do período anterior. Para João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), 2008 foi um ano muito forte, seguido de outro período atípico, em 2007. Segundo Crestana, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve volume entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, e desse montante apenas 25% foi repassado à produção.   
BSB, 5/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou Na terça-feira (3/02) que em cerca de dez dias ministros apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país. “Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil), o Guido Mantega (ministro da Fazenda) e o Márcio Fortes (ministro das Cidades) vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói”. Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. “Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos”. Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.   
BSB, 3/2- Além de aumentar de R$ 350 mil para o patamar entre R$ 500 mil e R$ 600 mil o valor do imóvel a ser financiado com recursos do FGTS, o governo também discute acabar com o prazo mínimo de carência para uso do dinheiro do fundo, com o objetivo de abater parte das prestações mensais do financiamento imobiliário. O pacote, cujo anúncio é esperado para a próxima semana, deve privilegiar nessa resolução famílias com renda mensal de até R$ 2.200. O objetivo é permitir a construção de 1 milhão de novas unidades habitacionais até 2010. Existe ainda a proposta de criação de um "fundo garantidor", com o intuito de os bancos financiarem a compra da casa própria para famílias com menor poder aquisitivo. Não há consenso se o fundo cobrirá somente os primeiros cinco anos ou todo o período do financiamento. O projeto também prevê que o fundo seja usado para incentivo ao pagamento em dia, dando bônus equivalente ao valor da prestação para quem não atrasar durante determinado período, e ainda sirva para quitar parcelas no caso de demissão do mutuário.   
BSB, 2/2- Mesmo com a escassez de crédito por conta da crise mundial, a Caixa Econômica Federal decidiu manter as linhas de financiamento imobiliário e incentivar novos contratos para compra do segundo imóvel, com a finalidade de investimento ou veraneio. A modalidade utiliza recursos da caderneta de poupança. Os interessados podem financiar até 90% do imóvel, com juros entre 9,5% a 11% ao ano mais TR (Taxa Referencial), que fechou em 1,6% no ano passado. O prazo de pagamento é de até 30 anos. O empreendimento Porto Real Suítes, da Efer Construtores Associados, lançado neste fim de semana em Angra dos Reis, é um dos exemplos. Segundo o diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, responsável pela comercialização do novo condomínio, o mercado nunca teve condições tão vantajosas para aquisição do segundo imóvel: “Outro benefício é a garantia da Caixa de que o empreendimento será entregue, pois o banco só libera o dinheiro para construtor de acordo com o cronograma de execução de obra”. “É uma grande oportunidade, porque é o último terreno disponível no Porto Real. As unidades são vendidas a partir de R$ 175 mil. O interessado terá que pagar apenas 10% e o restante será financiado pela Caixa. Na largada da operação o cliente já assina a escritura”. O empreendimento financiado pela Caixa em Angra dos Reis, o Porto Real Suítes, também poderá adotar o sistema de pool para locação. Segundo o diretor da Efer, Carlos Eduardo Penna, todos os apartamentos terão um box no próprio andar para que o proprietário possa guardar seus pertences, se optar pelo aluguel do imóvel. De acordo com Alfredo Lopes, da Protel Administradora, a modalidade pode ser útil para quem pretende passar apenas um período de férias no local. Ele explica que o pool funciona como uma cooperativa. Mesmo que o proprietário não alugue sua unidade, as receitas e despesas são divididas igualmente.   
BSB, 31/1- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (29) em discurso no Fórum Social Mundial, em Belém, que o governo federal vai lançar nos próximos dias um plano para a construção de um milhão de casas no Brasil até o ano que vem. Para o presidente, o investimento público é o caminho para superar a crise financeira internacional. “Vamos anunciar nos próximos dias a construção de 500 mil casas em 2009 e mais 500 mil em 2010. O movimento da área de moradia vai ser chamado para discutir isso”, disse Lula. A declaração foi feita para uma platéia favorável que recebeu o presidente com muitos aplausos e palavras de ordem.   
BSB, 29/01- O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que em 2009 o governo vai investir em habitação de interesse social. De acordo com o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, um pacote de medidas de investimento para o segmento será anunciado até o final do mês. Entre as propostas sugeridas pela CBIC para o novo pacote estão: a criação de produtos que dêem maior tranqüilidade ao consumidor final, como a carência ao longo da vigência dos contratos de financiamentos habitacionais; a desoneração do produto final; subsídios; o cadastro positivo e desburocratização. A meta será investir cerca de R$ 300 bilhões até 2023, para construir mais de 8 milhões de moradias para famílias com renda de até cinco salários mínimos.   
BSB, 28/01- O ex-presidente do Lehman Brothers, Richard S. Fuld Jr, vendeu sua mansão, comprada há cinco anos por R$ 13 milhões, por US$ 10 para sua esposa Kathleen. O negócio foi fechado em novembro depois do colapso que atingiu o Lehman em setembro do ano passado. A motivação não está clara, mas Fuld passa por intensa investigação desde que o Lehman entrou em colapso. "É possível que no momento o ex-chairman esteja transferindo propriedades devido ao temor de ações legais dos investidores", disseram advogados na Flórida. O estado da Flórida possui leis generosas sobre proteção de domicílio que evitam que residentes percam suas moradias no caso de processos ou concordatas. Porém, Fuld pode não ser beneficiado por esta legislação porque terá dificuldade em comprovar que reside na Flórida, já que vivia e trabalhava em Nova York. Para advogados, a transferência para a esposa poderá parecer uma conveniência fraudulenta, já que ela não pagou um preço justo.   
BSB, 27/01- Desde o fim das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2003, quando o presidente Muammar Qadhafi se comprometeu a deixar de produzir armas de destruição em massa, as portas para o mundo começaram a se abrir. Agora, o governo líbio procura recuperar os prejuízos com um ambicioso plano de desenvolvimento. Com 90% da economia girando em torno da venda de petróleo, o governo líbio investe prioritariamente em projetos de infra-estrutura e de habitação. Na capital, prédios altos estão sendo erguidos ao lado de construções antigas e mal conservadas. Ainda neste ano, o governo pretende iniciar a construção de um milhão de casas para a população de baixa renda. Ainda em Trípoli, banhada pelo mar Mediterrâneo, e que concentra um quarto da população de todo o país (6,3 milhões), estão em andamento obras de construção de um anel viário para desafogar o trânsito e do novo aeroporto, que terá 440 mil metros quadrados, quase duas vezes o tamanho do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O custo total destas duas obras é de US$ 1,850 bilhão.   
BSB, 26/01- O governo vai incluir mais projetos de habitação no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em um momento delicado, mas muito oportuno para reaquecer a economia doméstica. A avaliação é do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana. Para ele, o fato do programa não ter sido implantado de forma efetiva se deve ao tamanho e dimensão do projeto. Crestana acredita que o PAC vai mesmo deslanchar nos últimos dois anos, impulsionando a atividade doméstica. "Tenho convicção de que o PAC vai ser realizado, especialmente, porque pautas que não estavam agregadas vão fazer parte com mais força. A habitação, por expemplo, que estava de maneira marginal no programa vai agora entrar no cronograma do governo para ativar a economia num momento delicado, pois é oportuno já que a indústria de contrução pode aquecer a atividade nacional, gerando emprego e renda", disse. Segundo o dirigente, a demora para a implantação do programa tem apoio de discussões políticas que muitas vezes emperram a liberação dos projetos, mas por outro lado, são necessárias para priorizar as iniciativas. De acordo com o Comitê Gestor do PAC, o governo monitorava em setembro (último balanço realizado) 214 ações do eixo de Infraestrutura Social e Urbana, sendo que no setor de Habitação foram selecionados investimentos no valor total de R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 12,4 bilhões estão contratados.   
BSB, 26/01- Famílias que já têm casa própria, mas precisam melhorar seus domicílios também serão beneficiadas pelo Plano Nacional de Habitação. De acordo com projeto do governo federal em análise no Ministério da Fazend, as “cestas de material de construção”, de R$ 5,6 mil e R$ 5,8 mil, serão financiadas a quem tem capacidade de pagamento de juros de 6,16% ao ano. O governo chama o pacote de “autopromoção habitacional assistida”. A medida “de curto prazo” tem o objetivo de alcançar domicílios com necessidade de complementação de infraestrutura. Além de facilitar acesso à aquisição de material de construção, o governo prevê assistência técnica gratuita, dada por engenheiros ou arquitetos, para evitar que a medida gere processo de favelização, com construção de imóveis sem planejamento. Em cidades menores, o financiamento de lotes também está no plano voltado a quem ganha menos. A Associação Brasileira das Indústrias de Material de Construção (Abramat) tenta convencer o governo a zerar impostos para aquecer o mercado de baixa renda. O setor já tem a promessa de que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sofrerá redução no segmento. No PNH, há ainda previsão de isenção de impostos federais para projetos de imóveis de até R$ 80 mil. Na proposta, famílias com renda entre R$ 800 e R$ 1600 terão financiamento habitacional facilitado. Para inserir essa faixa da população nas linhas de crédito imobiliário, há bônus para quem quitar em dia 18 prestações consecutivas. O “estímulo à adimplência” será o perdão de uma prestação a cada vez que as parcelas forem pagas no mês de vencimento. Considerados clientes de “alto risco de crédito”, mutuários com renda de R$ 800 a R$ 1.600 (Rio e São Paulo) e de R$ 600 a R$ 1.600 (regiões com custo de vida mais baixo) serão incluídos no sistema de financiamento mediante contratação de seguro contra desemprego.   
BSB, 26/01- Recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) poderão ser destinados diretamente à população interessada em financiar ou construir um imóvel, e não somente a programas governamentais. Interessados em construir, ampliar ou reformar a casa própria poderão adquirir “cesta” de material de construção de aproximadamente R$ 6 mil. A reforma deverá ser acompanhada por arquiteto ou engenheiro, seguindo lei sancionada pelo presidente Lula em dezembro, concedendo o benefício de forma gratuita. A estimativa do Plano Nacional de Habitação é que imóveis de 40 metros quadrados custem de R$ 29 mil a R$ 48 mil para as famílias beneficiadas. Os lotes de até 125 metros quadrados devem custar de R$ 12 mil a R$ 21 mil. Empreendimentos imobiliários novos terão de destinar de 10% a 15% do total da obra para Habitação de Interesse Social. Empresas que doarem material de construção para o programa ganharão incentivos fiscais. O proprietário que pagar em dia 18 prestações consecutivas terá uma parcela eliminada do montante da dívida do financiamento. Para casos de “força maior”, o beneficiário poderá suspender pagamento das prestações por três meses a cada dois anos. As parcelas não pagas serão diluídas no restante do financiamento, depois de resolvido o problema. Imóveis de até R$ 80 mil terão isenção total de tributos federais. Mais da metade do custo dos imóveis populares financiados receberá subsídio do governo para baratear a compra.   
BSB, 22/01- A Caixa Econômica informou, através da vice-presidente, Clarice Coppetti, que o orçamento para o crédito imobiliário da instituição em 2009 será de R$ 27 bilhões, frente aos R$ 22 bilhões do ano passado, quando foram financiadas 45% unidades habitacionais a mais do que em 2007.   
BSB, 21/01 - O valor do aluguel residencial na cidade de São Paulo registrou, nos últimos 12 meses terminados em dezembro, alta acumulada de 12,4%. De acordo com a Pesquisa Mensal dos Valores de Locação Residencial, divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta terça-feira (20), o percentual é superior ao dos índices que medem o comportamento da inflação ao consumidor no período, como o IPCA, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e que subiu 5,9%, e o IGP-M, da FGV (Fundação Getulio Vargas), que apresentou variação de 9,8%. Considerando o mês de dezembro, o valor do aluguel residencial na capital paulista subiu 0,7%, na comparação com novembro. De acordo com o levantamento, os aluguéis de imóveis com três dormitórios apresentaram a maior alta na comparação mensal, de 1,3%. Já as unidades de um dormitório foram as que menos aumentaram, 0,2%, enquanto as locações de dois dormitórios subiram 0,8%. Vale lembrar que os dados da pesquisa estão disponibilizados em faixas de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Para um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, por exemplo, o aluguel do metro quadrado está entre R$ 10,31 e R$ 10,65; uma moradia de 90 metros quadrados teria, portanto, sua locação entre R$ 928 e R$ 958. Na Zona Sul, por sua vez, o valor do metro quadrado de um imóvel nas mesmas condições está entre R$ 15,63 e R$ 20,37. Assim, uma propriedade com área em torno de 150 metros quadrados na região teria aluguel entre R$ 2.344 e R$ 3.055.   
BSB, 19/01- A Caixa anunciou o resultado de seu setor de financiamento imobiliário em 2008. Segundo o banco, no acumulado até 28 de novembro, a Caixa assinou 446 mil contratos de financiamento imobiliário, o que representa um montante financiado de R$ 20,4 bilhões – aumento de 60% sobre o total do mesmo período do ano passado (R$ 12,7 bilhões). Em evento realizado na Universidade da Caixa, na região central da capital paulista, a instituição também destacou que a estimativa era chegar ao final do ano com até 500 mil contratos assinados, em um montante total de R$ 22,8 bilhões.   
BSB, 17/11- O governo estuda a criação de um fundo garantidor para quem tiver financiamento da casa própria e ficar desempregado. Uma das discussões em torno do fundo envolve o prazo que o seguro cobriria. A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, deu como exemplo um trabalhador que fique por até seis meses sem renda. Hoje, a Caixa pode retomar o imóvel caso as prestações deixem de ser pagas durante três meses. A executiva destacou que um dos objetivos do Plano Nacional de Habitação (PlanHab), que está sendo fechado pelo governo, é criar mecanismos que garantam que o trabalhador não perca seu imóvel, mesmo que fique desempregado por um período. 'A discussão que está havendo é a criação de alguns mecanismos que garantam, em caso de o cidadão ficar uma parte do período de seu financiamento sem uma renda estável, que ele tenha condições de continuar com o financiamento', afirmou. Classificado por Maria Fernanda de seguro-fundo, ele permitiria ainda, ao mutuário que não precisou fazer uso desse recurso, que houvesse uma compensação no final do período.   
BSB, 17/01- O mercado espera um impulso na demanda por imóveis na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil, caso o governo confirme, ao lançar o pacote habitacional, o aumento do limite máximo do valor a ser financiado com recursos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou que o limite deverá passar para R$ 500 mil - ao invés dos atuais R$ 350 mil - mas ressaltou que o valor ainda não está fechado. 'A mudança vai contribuir para a venda de imóveis em construção e lançamentos na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil', afirmou o presidente do Sindicato das Em-presas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Batista Crestana.   
BSB, 17/01- O setor de habitação apresentou a maior participação na renda da classe média, no período de 2000 a setembro de 2008 (32,43%), informou hoje o Índice de Custo de Vida da Classe Média (ICVM), calculado pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). Já o setor que apresentou maior incremento na participação da renda, no período, ante a década de 90, foi o de transportes (18,17%, ante 13,62%). "A classe média teve um grande aumento do poder aquisitivo e investiu em aquisições de alto custo. A elevação dos gastos em setores como habitação e transporte é natural, já que a classe teve mais condições de comprar ou financiar bens caros como casas e carros", explicou o membro do Conselho superior da OEB, Juarez Rizzieri. "Já para a classe baixa, o reflexo é outro", ressaltou o economista. Segundo dados da pesquisa, a faixa tem 37,56% da renda direcionada para a compra de alimentos. "Esta categoria gasta aproximadamente 40% de sua renda total, só com alimentos. É um índice muito alto, que evidencia o maior sofrimento dessas pessoas nos últimos anos".   
BSB, 15/01- A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, descartou nesta terça-feira a possibilidade do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de um segundo imóvel. Segundo a executiva, a medida não está em estudo dentro do pacote que o governo pretende lançar para fomentar o mercado de habitação no país. Ela explicou que os estudos estão em conclusão no âmbito dos ministérios da Fazenda e das Cidades e que o foco do plano de habitação será a população de baixa renda. "O recurso do FGTS é subsidiado. Então você estaria dando dois subsídios a uma mesma pessoa, por isso é que do recurso é destinado a apenas um cidadão", afirmou Maria Fernanda durante cerimônia de homenagem da Caixa aos 72 anos de existência do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. A executiva confirmou que está em estudo a elevação do teto que permite o uso do FGTS para financiamento de imóvel. Atualmente, o valor máximo é de R$ 350 mil e pode passar a R$ 500 mil. "A gente está buscando exatamente um valor que equalize a necessidade do cidadão que precisa do financiamento, mas também com a saúde financeira do fundo." A presidente da Caixa informou ainda que o plano de habitação terá mecanismos para garantir que o cidadão não perca o imóvel caso tenha dificuldade para quitar as prestações em caso, por exemplo, de perda de emprego.   
BSB, 11/01- O governo brasileiro discute a ampliação do limite de valor dos imóveis que podem ser financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil, dentro de um pacote voltado para o setor da construção civil, que sofre desaceleração com a crise financeira. A medida ainda encontra resistência dentro da Caixa Econômica Federal, que controla o FGTS e teme o aumento dos saques em um período de incertezas globais. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) havia proposto ao governo um teto de R$ 800 mil para os financiamentos. O banco federal já informou que destinará em 2009 pelo menos R$ 4,5 bilhões de recursos do fundo para o financiamento da casa própria de famílias com rendimento mensal bruto de até R$ 1.875, e um valor máximo de R$ 2 bilhões para famílias com renda superior a R$ 3,9 mil. O montante faz parte de um total de R$ 14 bilhões, que serão distribuídos também para programas de saneamento básico e infra-estrutura urbana. De acordo com o jornal, o déficit habitacional das famílias com renda superior a R$ 2 mil representa apenas 4% do total e 29% da demanda futura. No entanto, o interesse do governo seria unir o interesse das construtoras e dos bancos.   
BSB, 9/01- A Caixa Econômica Federal pretende financiar, pelo menos, 40 mil imóveis em 2009, no Rio, para todas as faixas de renda. O orçamento do banco para gastos com habitação no estado é de R$ 2,6 bilhões. O valor é 30% maior do que o aplicado no ano passado. Em número de unidades, o aumento é de 17%, se comparado a 2008. Para o superintendente em exercício da Caixa Econômica Federal no Rio, Luiz Carlos Peserico, a crise financeira não deve inibir a demanda por casa própria, principalmente na faixa de renda de até R$ 1.875, que passa a contar com juros de 4,5% a 5%, nas linhas com recursos do Fundo de Garantiado Tempo de Serviço (FGTS). Em todo o país, R$ 4,5 bilhões do FGTS serão dedicados a essa faixa de renda. Para imóveis do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), a Caixa reservou R$ 250 milhões este ano. Serão 5.472 unidades na Região Metropolitana do Rio, especialmente em bairros como Campo Grande, Cosmos e Santíssimo. O número é quase o dobro do registrado em 2008, quando foram financiadas 2.734 unidades do PAR. O programa oferece benefício a servidores da Segurança Pública (policiais, bombeiros e agentes penitenciários). Além de uma renda mensal ampliada (R$ 2.800), eles podem estar com o nome sujo em cadastros como SPC e Serasa.   
BSB, 9/01- Apesar da crise financeira internacional, o mercado imobiliário baiano colheu os melhores resultados de sua história em 2008, com 13 mil unidades vendidas. Mas as vendas, que estiveram numa crescente até o terceiro trimestre, atingindo o recorde de 11.512 unidades comercializadas ao longo de nove meses, deram uma retraída no quarto trimestre com o agravamento da crise e seus reflexos no Brasil a partir de outubro. A expectativa inicial era de fechar o ano com 15 mil imóveis. "A crise internacional impediu um melhor desempenho, mas mesmo assim tivemos o melhor resultado de nossa história em 2008, superior em 70% o de 2007", explica o presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Walter Barreto. Para ele, apesar da desaceleração da economia em 2009, o setor baiano ainda terá um bom resultado. "Devemos vender 10 mil unidades", afirma. A redução nos negócios imobiliários em 2009 - estimada pela Ademi-BA em 23% com relação a 2008 - já estimula a diversificação e exploração de nichos de mercados pelas construtoras. A terceirização imobiliária é um deles, principalmente a voltada para a execução de grandes projetos de construção civil personalizados para a atuação de uma determinada empresa e já formatado para atender suas necessidades específicas, as chamadas construções por encomenda ou built to suilt.   
BSB, 8/01- De acordo com o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo), João Crestana, uma pequena parcela das pessoas que compraram imóvel na planta nos últimos dois anos, que pagaram uma parte para a construtora e que, agora, precisam de empréstimo bancário sofrerão alguma consequência da crise, como restrição de crédito. Uma parcela de 20% a 25% toma o empréstimo em bancos privados, sendo que metade dessas instituições estão com condições semelhantes de financiamento, porque querem cativar o cliente imobiliário, uma vez que ele tem um horizonte de 15 ou 20 anos. Outra parte dos bancos estão aumentando os juros, mas nada exorbitante. As pessoas que recorrem aos bancos privados são, em sua maioria, de classe média alta. Então, de acordo com Crestana, quando essas pessoas não conseguem o empréstimo, elas começam a se desfazer de bens de pouca utilidade para poder negociar, o que representa 15% dos financiamentos. Aquelas que não conseguem negociar com a construtora, as quais correspondem a 1% ou 2%, estão no caso mais extremo, chegando a desistir do imóvel, vendendo para a construtora. De acordo com Crestana, este não é um cenário genérico. "Eu não afasto a possibilidade de que alguns bancos vão ser mais restritivos. Aquelas pessoas que em dois anos pagaram o bem e mantiveram sua rigidez no orçamento vão ter crédito. Aquelas que foram mais frouxas, permissivas, deteriorando as condições de pagamento, vão ter mais dificuldades". Mesmo neste caso, Crestana acredita que o mercado não será muito prejudicado porque a construtora não terá prejuízos em retomar os imóveis, que valorizaram nos últimos dois anos de acordo com a inflação, trazendo rendimentos maiores do que outras formas de investimento.   
BSB, 7/01- O conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, na semana passada, a redução do juro anual de 8% para 6,5% para os projetos habitacionais destinados à classe média, ou seja, o público que ganha entre R$ 3,9 mil e R$ 4,9 mil mensais. A nova taxa envolve empréstimos obtidos com recursos do fundo de garantia para a compra da casa própria, de imóveis novos ou usados com valor de até R$ 100 mil. Na habitação popular, o juro foi mantido em 6% ao ano. O orçamento de 2009 do fundo é de R$ 14 bilhões. Esse montante refere-se a valores por área de aplicação, programa e unidade da federação. Desse total de recursos, foi estabelecido limite mínimo de R$ 4,5 bilhões a serem aplicados em programas de habitação popular, atendendo famílias com rendimento mensal bruto de até R$ 1.875. Também foi fixado que no máximo R$ 2 bilhões serão destinados a projetos da área habitacional atendendo famílias com rendimento mensal superior a R$ 3,9 mil. Do total de recursos do FGTS, ficou estabelecida a obrigatoriedade de que pelo menos 50% do dinheiro seja destinado a financiamentos para imóveis novos. Outros 80% terão de ser destinados a financiamentos de imóveis em regiões urbanas. Da mesma forma, foi estabelecido teto de 30% de liberação para financiamentos para famílias de baixa renda.   
BSB, 6/01- O governo vai subsidiar a compra da casa própria para famílias com rendimento mensal entre R$ 600 e R$ 2.075 (cinco salários mínimos). Em vez da carta de crédito, tradicional instrumento oferecido pelos bancos para a aquisição de imóveis pela classe média, será instituída a “carta subsídio”, que beneficiará cerca de 12,5 milhões de famílias, a maioria com rendimentos oriundos do mercado informal de trabalho. O benefício será anunciado até o final de janeiro, dentro do pacote de medidas do governo para amenizar os efeitos da crise mundial e garantir crescimento econômico de 4% em 2009. A “carta subsídio” bancará boa parte dos juros cobrados nos financiamentos à baixa renda, que variam entre 4,5% e 5% ao ano além da Taxa Referencial (TR), de forma que as prestações, segundo simulações feitas com base no banco de dados da Caixa Econômica Federal, variem em torno de R$ 200 por mês. A parcela dos juros que as famílias deixarão de pagar será quitada junto aos bancos com recursos — a fundo perdido — do Orçamento Geral da União (OGU) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além dos subsídios, os ministérios das Cidades e da Fazenda estão discutindo a criação de um Fundo Garantidor para bancar os financiamentos em caso de calote. O fundo é um pleito dos grandes bancos — Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú-Unibanco, Santander-Real e HSBC —, que participaram de todos os debates para se desenhar o pacote que tem como principal meta zerar o déficit de moradias no país até 2023, conforme o Plano Nacional de Habitação (PlanHab). Estima-se que faltem, atualmente, 7,9 milhões de imóveis e que haverá uma demanda de 27 milhões de casas nos próximos 14 anos. O fundo também receberá, a fundo perdido, recursos do Tesouro, cujo valor ainda depende de aprovação do Ministério da Fazenda.   
BSB, 3/12- O Banco Central (BC) anunciou hoje o limite máximo de taxa de juros para utilização em contratos de financiamento prefixados dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). De acordo com nota, o percentual referente à remuneração básica dos depósitos de poupança, para vigência em janeiro, é de 2,1568% ao ano. Já o limite máximo de taxa de juros para os contratos firmados a taxas prefixadas no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para vigência no mesmo mês, é de 14,4156% ao ano.   
BSB, 1/01- A Caixa Econômica Federal assinou, na última saemana do ano, contrato de cooperação que possibilita a utilização de recursos da Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo (SH/SP) em obras do Programa Carta de Crédito FGTS Operações Coletivas, voltado para famílias de baixa renda. Na ocasião, foram assinados termos específicos para empreendimentos rurais e urbanos, totalizando um montante de aproximadamente R$ 3,8 milhões em aporte da Secretaria, valor que será liberado com o andamento das obras. No mesmo evento, também foi formalizado o andamento das obras em duas vilas do Programa Crédito Solidário: a Vila Patrimonial, localizada no Jardim Míriam, Zona Sul de SP, com 96 imóveis, no valor de R$ 4,9 milhões; e a Vila Nova, em Osasco, com 284 unidades habitacionais e valor de R$ 11 milhões. Esta última construção tem a parceria da Prefeitura de Osasco, que doou um terreno de 9.000m² e forneceu assistência técnica. As famílias, que já habitavam o local, foram deslocadas para residências provisórias, com aluguel subsidiado pela Prefeitura, deixando o local livre para a execução das moradias. O programa Crédito Solidário financia habitações com prazo de amortização em até 20 anos, não possui juros, e é voltado para famílias organizadas por associações, cooperativas e entidades sem fins lucrativos. Até o dia 19 de dezembro, a CAIXA financiou 107.009 unidades habitacionais no estado de São Paulo, no valor de R$ 6,1 bilhões, gerando 575 mil empregos.   
BSB, 31/12 - A arrecadação de recursos para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) encerrará o ano próxima de R$ 40 bilhões, no maior nível da história, revelou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo números apresentados hoje pelo ministro, a diferença entre a arrecadação e os saques também fechará 2008 em alta, o que permitirá a destinação de recursos do fundo para socorrer setores da economia afetados pela crise. Até 15 de dezembro, destacou Lupi, o FGTS havia arrecadado R$ 39,436 bilhões. Nesse período, os saques somaram R$ 33,835 bilhões, R$ 1,6 bilhão a mais que em 2007. Apesar do aumento nos resgates, o fundo tem saldo líquido recorde de R$ 5,601 bilhões no acumulado do ano, dinheiro que será usado para ampliar o patrimônio do FGTS e impulsionar os investimentos. As contas do fundo referentes a todo o ano só deverão ser divulgadas em meados de janeiro. Segundo o ministro, o desempenho do Fundo de Garantia neste ano é resultado do aquecimento do mercado de trabalho registrado até o terceiro trimestre deste ano, antes do agravamento da crise econômica. Com o saldo positivo recorde, destacou Lupi, o FGTS poderá ser usado para financiar linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a setores da economia atingidos pela retração no crédito. A medida já foi usada para estimular a construção civil e, segundo ele, também pode ser aplicada para a indústria automotiva. O ministro confirmou ainda que o governo estuda a elevação do valor dos imóveis financiados pelo FGTS, que atualmente só pode ser usado para adquirir unidades de até R$ 350 mil. A ação deverá fazer parte do pacote de estímulo a habitação a ser anunciado pelo governo até o fim de janeiro.   
BSB, 30/12- O pacote habitacional que o governo prepara para anunciar em janeiro terá como foco a construção de casas com valor entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. O projeto do governo é oferecer garantias parciais do Tesouro Nacional aos financiamentos concedidos pelas construtoras a seus clientes nos primeiros anos após a venda, quando a taxa de inadimplência é mais alta. Com isso, a equipe econômica avalia que reduzirá o risco do investimento e conseguirá atrair os investidores privados. A proposta em discussão ainda inclui a padronização das casas que serão construídas. O governo considera que pode reduzir custos se as exigências feitas por municípios forem uniformes em todo o país. Uma outra forma de reduzir os custos será a oferta de infra-estrutura nos locais onde forem construídas essas residências. A equipe econômica discute a oferta, por União, Estados e municípios, de benfeitorias como energia elétrica, saneamento e água tratada. O objetivo do governo é construir 300 mil casas em dois anos. A definição do valor das moradias que serão construídas é baseada na avaliação do governo de que a construção para a baixa renda tem financiamento por meio de programas subsidiados pela União e por recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A classe média mais alta seria financiada diretamente pelos bancos privados e com a retirada de recursos das contas vinculadas do FGTS. Portanto, a necessidade de estímulo estaria concentrada na classe média de renda mais baixa, sem fonte de financiamentos nem oferta de imóveis em quantidade suficiente. A construção civil também deverá ser beneficiada por uma mudança no valor máximo dos imóveis a serem adquiridos com o saque de recursos do FGTS. O limite atual, de R$ 350 mil, deve subir. O governo analisa se esse teto se aplicará somente às retiradas do fundo ou também para financiamentos por meio do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).   
BSB, 28/12- O governo vai decidir até meados de janeiro o novo valor para os imóveis que poderão ser comprados com a liberação do dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida fará parte do pacote de estímulo à habitação. Atualmente, o trabalhador só pode sacar o dinheiro depositado no fundo se estiver comprando imóveis de até R$ 350 mil. Esse valor não é corrigido desde 2003, apesar dos pedidos feitos pelo setor da construção civil. A proposta de reajuste no valor do imóvel já foi levada em outros momentos ao Conselho Curador do FGTS, instância máxima de controle do fundo, mas nunca foi à frente por veto do Ministério da Fazenda ao impulso que a medida traria na demanda. Num cenário de crise, essa avaliação foi alterada. De acordo com técnicos que estão discutindo a medida, a referência para a correção não será a inflação ou índices setoriais, mas a capacidade do FGTS de sustentar a liberação de mais recursos. Uma elevação no valor do imóvel implicará maior quantidade de saques do fundo, um movimento que já é esperado por causa da queda prevista no emprego ao longo de 2009. Combinados, esses efeitos podem reduzir a capacidade de o FGTS financiar habitação de baixa renda e saneamento, o que o governo quer evitar. A ampliação no valor dos imóveis elegíveis para compra com recursos do fundo depende de autorização do Conselho Monetário Nacional, integrado pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.   
BSB, 27/12- Brasil, Egito, México e China continuam sendo uns dos melhores lugares para investimentos em construções imobiliárias à medida que a crise financeira se prolonga, afirmou o magnata dos bens imóveis Sam Zell, chairman do Equioty Group Investments, durante um fórum em Nova York. "Estes países têm deficiência de imóveis disponíveis e de infra-estrutura que ampara investimentos estrangeiros", disse Zell, acrescentando que "o Brasil é auto-suficiente, possui uma grande reserva de profissionais qualificados e recursos ilimitados". O país ainda oferece um grande mercado, acrescentou, citando o crescimento de 12 por cento dos centros comerciais do Equity Group Investments. "Se você olhar para os fatos, eu não acho que exista um ambiente melhor em todo mundo do que o Brasil", afirmou Zell, que sugeriu que o país pode superar a China economicamente em 30 anos. "No Brasil e México, financiamentos para construções não têm sido afetados pelas turbulências nos mercados de créditos que têm congelado ou diminuído as construções em outros lugares".   
BSB, 26/12- No décimo mês do ano, a maior parte dos moradores do ABCD, Guarulhos e Osasco comprou um imóvel usado com financiamento da Caixa Econômica Federal, que registrou 55,88% de participação do total de crédito da região. Segundo pesquisa divulgada na última quarta-feira (17) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), esta forma de pagamento superou os negócios à vista, predominantes em todas as regiões do estado. Isso porque estes últimos corresponderam a 39,71% das vendas de outubro. A Caixa é a principal instituição dos financiamentos. Para se ter uma idéia, as demais instituições ficaram com participação de 2,94%. Capital Na capital, por sua vez, a Caixa financiou 24,18% dos imóveis vendidos em outubro, enquanto os pagamentos à vista responderam por 63,74%, conforme a tabela abaixo: Venda de imóveis na cidade de São Paulo em outubro Forma de pagamento Participação À vista 63,74% Financiamento com CEF 24,18% Financiamento com outros bancos 6,59% Direto com proprietário 5,49% Consórcio zero Fonte: Creci-SP Mais vendidos Ainda de acordo com os dados, coletados em 1.490 imobiliárias pelo Creci-SP, no décimo mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles com valor acima de R$ 200 mil, que responderam por 37,62%, na capital paulista. No interior, aparecem os com valor entre R$ 81 mil e R$ 100 mil, representando 19,91% das vendas. Já no ABCD, Guarulhos e Osasco, 18,26% dos imóveis vendidos situaram-se na faixa de R$ 141 mil a R$ 200 mil.   
BSB, 24/12- O pacote tão necessário e aguardado pela indústria da construção civil, que contribuiu largamente para o crescimento do País este ano, terá um viés popular. Uma das medidas que deverá ser anunciada pelo governo é uma Parceria Público Privada com uma grande empreiteira, para a construção de 200 mil casas populares pelo Brasil inteiro, com foco mais concentrado no Nordeste. Na verdade, seria uma versão moradia do Bolsa Família, unindo o útil ao agradável, de olho nas eleições presidenciais em 2010, é claro.   
BSB, 22/12- A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades avalia que o déficit habitacional do país em 2007 foi de 6,273 milhões de moradias. Para chegar a esse número, o governo utiliza desde 1995 informações da Fundação João Pinheiro -instituição pública estadual de Minas Gerais que, no ano passado, fez uma alteração na metodologia do cálculo do déficit. Entre as famílias (duas ou mais) que moram juntas em uma mesma residência (item coabitação), foram incluídas no déficit somente as que informaram que dividiam moradia por falta de opção. "Havia dúvida de quanto do total de famílias que dividem a mesma moradia estavam ali por opção. Esse aprimoramento na metodologia nos aproxima mais da realidade", diz a secretária Inês Magalhães. Pelo cálculo antigo, o déficit passou de 7,93 milhões em 2006 para 7,29 milhões em 2007 -número próximo ao da FGV Projetos. São Paulo foi o Estado que apresentou a maior queda do déficit, de 1,52 milhão em 2006 para 1,36 milhão em 2007 para a FGV. Eduardo Trani, chefe-de-gabinete da Secretaria estadual de habitação, diz que o governo tem entregue 20 mil moradias por ano para atender à baixa renda.   
BSB, 21/12- Os juros da compra da casa própria para quem recebe até R$ 2 mil e pretende usar a linha de crédito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram reduzidos. Atualmente, os juros cobrados para esse tipo de transação são de 6% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Porém, a partir de 2009, a taxa será de 5% mais TR. O valor fica ainda menor para os trabalhadores empregados cujas empresas fazem depósitos no FGTS, os chamados cotistas. Uma medida aprovada pelo Conselho Curador do Fundo reduziu em 0,5 % a taxa de juros para os cotistas, que pagarão 4,5% de juros mais a Taxa Referencial (TR). A taxa anterior era de 6% mais TR. Ao anunciar a medida, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que o objetivo é aquecer o mercado da construção civil, gerar empregos e realizar o sonho de todos os brasileiros de ter a casa própria. “É a mais baixa taxa de juros do mercado para a aquisição da casa própria”, disse o ministro.   
BSB, 21/12- Na contramão da crise internacional que afetou vários segmentos da economia, o mercado imobiliário em Cuiabá vive um momento de euforia com o lançamento de vários empreendimentos e, boa parte deles, com suas unidades já comercializadas antes mesmo do início das obras e das campanhas em mídias. Acompanhando o bom momento vivido pelo setor a Concremax, empresa 100% mato-grossense, está lançando o maior empreendimento vertical do Estado, o Condomínio Morada do Parque, no bairro Morada do Ouro. Com um conceito inovador e com o diferencial de ter o menor valor por metro quadrado do mercado, R$ 2,1 mil, o empreendimento terá investimento no valor de R$ 100 milhões. Os construtores explicam que a média do metro quadrado é de cerca de R$ 2,8 mil. O novo residencial segue a linha de imóveis que valorizam a área verde e o espaço ao lazer. No total serão seis torres de 14 andares, com 720 apartamentos de dois, três e quatro quartos, todos com suíte e sacada. Os apartamentos medem entre 60, 80 e 100 metros quadrados respectivamente e contam com planta flexível, sendo que os de três e quatro quartos contam ainda com um closet. Os preços variam entre R$ 126 mil e R$ 129 mil para imóveis de dois quartos, de R$ 166 a R$ 169 mil o de três quartos e de R$ 208 mil em média os de quatro quartos.   
BSB, 20/12- Quase nenhum segmento do mercado imobiliário da cidade de Nova York foi poupado pelos desdobramentos do caso Madoff (pronuncia-se MAY-doff), que pode vir a ser o maior esquema de pirâmide financeira da história: pequenos e grandes corretores comerciais, construtoras pouco conhecidas e famílias de destaque como Wilpon ou Rechler perderam dinheiro devido ao escândalo Bernard L. Madoff, afirmaram executivos do setor. A gravidade do impacto sobre o setor explica-se por um fato: Madoff administrava seus fundos da mesma maneira que os executivos do mercado imobiliário têm conduzido, com sucesso, suas operações há décadas - ele fornecia pouca informação e demandava muita confiança. - Há uma série de milionários que ganharam muito dinheiro com apertos de mão - defendeu Mark S. Weiss, corretor de mercado imobiliário na Newmark Knight Frank. - Havia algo sobre ele - pedigree ou reputação - que inspirava confiança - acrescentou. Por toda a cidade, executivos do setor relatam casos de negócios que naufragaram ou foram prejudicados em meio ao escândalo. Muitos corretores de imóveis estão recebendo ligações daqueles que investiram em Madoff e tiveram que colocar seus apartamentos no mercado. Muitas construtoras defenderam que seus investimentos com Madoff eram garantias de crédito para seus projetos e agora temem que seus bancos exijam o pagamento dos empréstimos concedidos.   
BSB, 20/12- Mesmo com a crise econômica, empresários chineses iniciaram, no mês passado, a construção daquele que, segundo eles, será o maior arranha-céu do mundo. Com 632 m de altura, o Shanghai Tower está sendo construído no distrito financeiro de Lujiazui, em Xangai, vai consumir US$ 2,2 bilhões em investimentos e tem conclusão prevista para 2014. Segundo Gu Jianping, diretor gerente do consórcio que administra o projeto, quando o empreendimento for concluído, a economia chinesa já deverá estar crescendo com vigor novamente. Ainda de acordo com ele, o início da construção em um ciclo de contração econômica deve proporcionar alguma economia nos custos por conta do preço mais barato dos materiais de construção. "Lançar a construção neste momento vai ajudar a impulsionar a moral de Xangai na luta contra a crise financeira", completou Gu Jianping. Pelo projeto, o prédio de vidro e aço terá escritórios, espaço para um shopping, hotel e espaços culturais. Os designers do projeto afirmam ainda que o empreendimento será um dos arranha-céus mais "verdes" da China, com formato espiral para diminuir a resistência do vento e 54 turbinas de vento no topo. O Shanghai Tower vai superar o atual prédio mais alto da China, o Shanghai World Financial Centre, de 492 m e inaugurado em agosto deste ano, e também o Taipei 101 tower, maior edifício do mundo, que fica em Taiwan e tem 509 m de altura. Em seguida na lista dos maiores prédios do mundo estão as torres Petronas (452 m), em Kuala Lampur, o Sears Tower (442 m), de Chicago, e o Jin Mao Building, também de Xangai, com 421 m.   
BSB, 18/12- Os brasileiros começam a perceber o mercado imobiliário internacional como uma nova alternativa de investimento. Diante da crise econômica que tornou os preços dos imóveis mais atrativos, as oportunidades se abrem em países como França, Estados Unidos ou outros da América Latina, como Argentina, Uruguai e Aruba. "Com os últimos acontecimentos, estes países passaram a ser interessantes no que se refere a investimentos imobiliários. O preço fica ainda lastreado em dólar", afirma Fábio Rossi, diretor da Brasil Sotheby"s International Realty. Segundo Rossi, a procura por esse tipo de investimento tem aumentado. A Sotheby"s atua como uma espécie de mediadora para a aquisição dos imóveis, garimpando as oportunidades. A empresa está presente em mais de 45 países, com cerca de 500 escritórios no mundo. "Mesmo com o dólar mais elevado, os preços dos imóveis no exterior compensam. A percepção do mercado é por aproveitar as oportunidades. Além disso, é um investimento seguro", explica. A compra do imóvel em outros países tem como finalidade tanto para o investimento com a obtenção de aluguel como para o uso. Mas ainda há a possibilidade de casar as duas oportunidades. Diante do crescimento na demanda do público brasileiro de altíssimo padrão por imóveis no exterior, a Sotheby"s Brasil lançou ao mercado imobiliário brasileiro um empreendimento em Punta del Este, Uruguai. O empreendimento conta com 34 unidades, sendo 22 exclusivamente para o Brasil, que variam de 300 m² a 1.650 m², com duplex, suítes com banho privativo e closet, terraços de 356 m² e piscinas exclusivas. Todos os imóveis são mobiliados e decorados. O grande diferencial é o conceito Acqua Experience. O cliente pode fazer um teste drive do imóvel, alugando por um prazo determinado. Ao final do período, o cliente que efetivar a compra do imóvel, terá o aluguel descontado do valor do imóvel.   
BSB, 17/12-- O governo decidiu apressar o Plano Nacional de Habitação (PlanHab) e fecha os últimos detalhes para lançá-lo em janeiro, reforçando o pacote de medidas para reduzir os efeitos da crise no Brasil. Pela proposta inicial, serão erguidas 12 milhões de moradias para a baixa renda em 15 anos, num investimento que pode chegar a R$ 300 bilhões em recursos orçamentários, incluindo União, Estados e municípios, se for considerada a média nacional dos imóveis para essa faixa de renda, em torno dos R$ 25 mil. Esse é o público para o qual, em geral, o crédito não resolve o problema, e por isso é o mais carente de estímulo. Juntamente com o aumento gradual dos recursos orçamentários destinados ao setor, o plano prevê mudanças nas regras do Fundo de Garanta por Tempo de Serviço (FGTS), uma das principais fontes do setor. O plano que trata do financiamento à baixa renda prevê a criação de um fundo garantidor, cuja finalidade é estimular o crédito a um público considerado de alto risco pelas instituições financeiras (até três salários mínimos). A cada 24 meses, esse fundo poderá arcar com o pagamento de até três prestações em caso de dificuldade do mutuário seja a perda de emprego ou qualquer outro motivo. Para colocar o fundo em operação, o Tesouro Nacional aportaria R$ 500 milhões. O plano divide os mutuários em cinco categorias. Na primeira estão aqueles que só terão um imóvel se ganharem a casa. Na segunda, estão aqueles que têm alguma capacidade de pagamento, mas precisam de subsídio. Na terceira, encontram-se os que podem pagar o empréstimo do FGTS em condições favorecidas. Na quinta, está a classe média, que não precisa de qualquer subsídio.   
BSB, 15/12- Influenciada pelo enfraquecimento dos mercados financeiros e a constante incerteza sobre os impactos da desaceleração econômica sobre o comportamento do consumidor, a confiança dos empresários no setor imobiliário norte-americano no mês de dezembro permaneceu com a mesma leitura registrada em novembro, de 9 pontos, o menor nível desde que a medição foi criada em janeiro de 1985. O índice HMI é registrado pela Associação Nacional de Construtores de Casas dos Estados Unidos (NAHB). "O relatório de hoje mostra que a crise continua. O Congresso precisa se concentrar em ações estabilizadas para resgatar os compradores qualificados", disse o presidente da NAHB, Sandy Dunn.   
BSB, 15/12- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o governo federal estuda dois novos programas, um na área de habitação e outro sobre mobilidade urbana nas cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. A ministra não deu detalhes sobre os projetos, mas adiantou que as medidas na área de habitação vão beneficiar trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos por mês.   
BSB, 14/12- Em meio à crise financeira mundial que começou em setembro e provocou uma onda de recessão em vários países, no Brasil, o setor de imóveis baratos continua bastante aquecido em um universo de outras empresas com o pé no freio. O Secovi, Sindicato da Habitação, fecha o ano de 2008 em comemoração - a Caixa Econômica Federal financiou mais de 300 mil imóveis. As classes C e D são as principais responsáveis pelo aquecimento nas vendas de casas mais populares. Segundo o Secovi, até 2006 a maior parte dos lançamentos era de imóveis de luxo, de três e quatro quartos. Hoje, esse tipo de venda caiu 20%, enquanto apartamentos mais baratos, para as classes C e D, de dois e três dormitórios, estão vendendo 20% a mais. “Esse novo mercado é muito interessante. É aí que vai sustentar o crescimento do país e do mercado imobiliário”, diz Celso Petrucci, diretor-executivo do Secovi. Em Guarulhos, um empreendimento 100% financiado tem entrado de, no máximo, R$ 1.800. As parcelas, durante a obra, não chegam a R$ 200. Depois de pronto, serão 300 prestações de R$ 600. À vista, o apartamento, que tem em média 48 metros quadrados, sai por R$ 77 mil. Em oito meses foram vendidos 700 apartamentos a profissionais com rendimento de até R$ 2,5 mil. Segundo os corretores, a crise não conseguiu diminuir as vendas dos produtos populares. “Ele precisa disso, ele está casando, ele está saindo de aluguel, buscando outro espaço, querendo se estruturar nesse início de vida”, diz o corretor Durval Gomes.   
BSB- 13/12- O sistema é usado com sucesso na França, na Itália, no Uruguai e na África do Sul. Segundo a secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Teresa Jucá, existem 5 milhões de imóveis vazios em centros urbanos (União, estados e municípios), que poderão ser ocupados, de graça ou mediante pagamento mínimo, por famílias de baixa renda valor mensal ainda indefinido. O novo programa social, que vai complementar o Bolsa-Família, foi debatido no Seminário Internacional de Locação Social, em Brasília. No evento, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, assinou acordo internacional com a Itália para apoiar estados e municípios na elaboração de projetos de locação social no Brasil. A modalidade tem o fim de reduzir o déficit habitacional, hoje de 8 milhões de moradias no País, que se concentra entre famílias com renda até cinco salários mínimos (R$ 2.075). O Bolsa-Aluguel será mais um serviço que o governo federal vai prestar à população de baixa renda, como já ocorre com o Bolsa-Família. O foco é justiça social", afirmou Teresa. A secretária explicou que o objetivo do encontro é discutir com a sociedade formas de viabilizar o programa. Os governos do Rio e da Bahia já assinaram convênio de cooperação técnica com França e Itália para desenvolver o projeto-piloto. O principal objetivo é ocupar os vazios urbanos e conter a favelização. Já estamos trabalhando com alguns prédios do INSS para implementar o aluguel social. Há também terrenos da Rede Ferroviária, entre outros", adiantou Teresa. De acordo com a secretária, o Rio é um dos estados que mais têm imóveis desocupados. Ela ressalta que, no seminário, estão sendo discutidos os critérios de ocupação, o tempo que a família poderá ficar no imóvel, a responsabilidade de cada inquilino em preservar a moradia e outros detalhes.   
BSB, 13/12- A crise financeira mundial se espalhou para muito além dos bancos e das bolsas de valores. Diversos setores da chamada economia real, como o de imóveis e o de carros, estão sofrendo impacto nos seus resultados. No mercado imobiliário, por exemplo, o volume de imóveis residenciais comercializados em São Paulo sofreu recuo de 38,6% em setembro. Para combater essa queda, a aposta das imobiliárias são os apartamentos mais baratos. Isso inclui imóveis de vários tipos: usados, com apenas uma vaga na garagem, ou com vista para os fundos do prédio.   
BSB,12/12- Diante da desaceleração mais forte da economia brasileira do que o previsto, o Ministério da Fazenda prepara um pacote habitacional a ser lançado no próximo ano, que será voltado principalmente para a construção de residências. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou que uma das possibilidades é incluir entre as medidas a criação de uma linha de financiamento que embuta a possibilidade de o mutuário ficar entre oito e dez meses sem pagar prestações, em caso de desemprego. Segundo ele, estimular a construção civil é importante porque se trata de um setor de uso intensivo de mão-de-obra. Com isso, o governo ataca outra das suas prioridades: o combate ao desemprego em 2009. A idéia de estimular os financiamentos dessa forma foi apresentada por representantes da construção civil. A proposta é considerada mais efetiva que a criação de um seguro em caso de desemprego do mutuário ou outros imprevistos.   
BSB, 12/12- As vendas de imóveis na China recuaram 19,8% entre janeiro e novembro deste ano, para 1,926 trilhão de iuanes (US$ 281 bilhões), em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados divulgados hoje pelo Departamento Nacional de Estatísticas do gigante asiático. Considerando somente as vendas de imóveis residenciais, a queda observada foi de 20,6% no período.   
BSB, 11/12- Como forma de garantir a aquisição da casa própria pelas famílias brasileiras, o Banco do Brasil e a Caixa concederão, em 2009, R$ 28 bilhões em linhas de crédito com desconto em folha, conhecido como crédito consignado. O reforço financeiro é de R$ 5 bilhões em relação aos desembolsos ocorridos neste ano. O Banco do Brasil e a Caixa abriram uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para financiar em até 100%, com prazo máximo de 30 anos, a compra de imóveis para 1,3 milhão de servidores públicos federais em condições facilitadas. Além disso, os dois bancos estão ampliando os recursos para crédito consignado em até R$ 5 bilhões no ano que vem. No total serão mais de R$ 13 bilhões em novos recursos. As duas instituições reforçam a disposição do governo de suprir a escassez de crédito no mercado imobiliário. No início deste mês, o governo federal liberou, por intermédio da Caixa, R$ 2 bilhões para financiar compras no varejo e R$ 1 bilhão para a aquisição de material de construção para quem recebe até R$ 4,9 mil mensais. Com a injeção dessas verbas, o pacote anticrise do Poder Executivo já contabiliza R$ 373,5 bilhões. A Caixa ainda informou, no começo desta semana, a inclusão de R$ 10 bilhões para crédito consignado em 2009 e se comprometeu a manter inalterados as taxas de juros e o prazo de pagamento. O valor representa alta de 25% sobre os R$ 8 bilhões destinados a essa modalidade de crédito este ano. O anúncio dos recursos para financiamento de imóveis foi feito no Ministério do Planejamento. O ministro Paulo Bernardo enfatizou ser esta mais uma medida para impulsionar o escoamento do crédito nesse momento de crise de liquidez.   
BSB, 10/12- A pesquisa mensal sobre locação do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo) mostra que o aluguel residencial continua em alta na Capital. Em outubro, o aumento foi de 0,8%, o que, nos últimos 12 meses, soma 12,33% de elevação nos preços dos aluguéis. O acumulado está mais alto do que a inflação apresentada no mesmo período. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentou em 12 meses 6,41% de aumento. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), da Fundação Getúlio Vargas, subiu 12,23%. O maior reajuste ficou por conta dos imóveis de três dormitórios, que tiveram aumento de 1,6% em outubro. Já as unidades de dois dormitórios subiram 0,4%, e os de um quarto, 0,8%. O levantamento também mostra que a modalidade de garantia mais utilizada nos contratos de locação foi o fiador, com 48,5% dos negócios realizados. O depósito representaram 33,5% das escolhas dos inquilinos e o seguro-fiança18,5%. As casas têm o tempo de vacância entre 11 e 30 dias. Já os apartamentos costumam receber um novo inquilino entre 17 e 36 dias após serem entregues.   
BSB, 8/12- O mercado de imóveis para escritórios, em São Paulo e no Rio de Janeiro, teve seu melhor momento, desde 1990, no terceiro trimestre deste ano. Concluído no final de setembro, o balanço desse período avaliou a absorção em espaços para a classe A de 173 mil metros quadrados a mais do que o trimestre anterior, e uma taxa de vacância no Estado de São Paulo, para edifícios do mesmo público, de 5,2%, valor abaixo do estipulado como ideal - 8% a 10%. No Rio de Janeiro, a taxa de vacância, avaliada em 10,7%, foi maior, devido a entrega de um novo edifício - torre A do Ventura Corporate Tower - no centro, com 54 mil metros quadrados. A elevação dos preços de locação foi outro aspecto que comprovou a ascensão do segmento no período. Segundo estudo realizado pela consultoria Cushman & Wakefield, a metrópole paulista atingiu média total de R$ 54,50 o metro quadrado útil, e a carioca, de R$ 64,70 o metro quadrado útil. Com 8,4 milhões de metros quadrados para imóveis comerciais em São Paulo e 5,2 milhões de metros quadrados no Rio de Janeiro - sendo 1,8 milhão de metros quadrados e 1,3 milhão de metros quadrados para a classe A respectivamente - a locação de imóveis vem evoluindo desde 2003. Só no Rio, verificou-se um aumento de 20% nos meses de julho, agosto e setembro. Mesmo com dados expressivos, preocupação e cautela são importantes nesse momento de incertezas, devido a crise financeira mundial. "É preciso esperar as medidas do governo. As construtoras que já tinham investido continuarão com os empreendimentos, as que não descapitalizaram estão aguardando o que irá acontecer no mercado até o início de 2009", afirmou a gerente de pesquisas para a América do Sul da Cushman & Wakefield, Milena Morales.   
BSB, 7/12- O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, afirmou hoje (2) que a crise financeira não vai alterar os planos de crescimento do crédito imobiliário para o ano que vem. Segundo ele, no orçamento da Caixa para 2009, ainda não foi definido o volume destinado aos financiamentos, mas está previsto aumento de 20% no valor dos empréstimos, na comparação com os R$ 22,8 bilhões citados na meta para 2008. "Mesmo que tenhamos uma queda no número de lançamentos, teremos financiamentos para compra de imóveis usados e para os novos que estão sendo entregues”, afirmou Hereda, em entrevista coletiva. “Como ou sem crise, as obras vão ser entregues, e os imóveis serão financiados.” De acordo com Hereda, muito se tem falado sobre os impactos negativos da crise para a economia do país, porém esses impactos ainda não foram sentidos pela Caixa.   
BSB, 5/12- Se para alguns setores o momento turbulento na economia internacional já vem exigindo cortes, tanto de investimentos quanto da estrutura operacional, para o sistema de consórcio a crise vem se convertendo em um fator positivo. Com a alta das taxas de juros dos financiamentos verificada nos últimos meses, o setor está ganhando espaço no mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), já é possível sentir um crescimento de 20% no volume de adesões nos meses de outubro e novembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Abac, o crescimento de adesões no acumulado no ano já havia superado o volume do ano passado ainda em setembro. Nos primeiros nove meses de 2008, foram verificadas 1,28 milhão de novas cotas - cerca de 1,2% a mais do que foi registrado no mesmo período de 2007. Com o desempenho das últimas semanas, a Abac espera fechar o ano com um movimento de R$ 20 bilhões em créditos contemplados e R$ 60 bilhões em ativos administrados. O órgão também estima superar a marca de 3,6 milhões de consorciados até o final do ano. Em setembro, o número total de consorciados chegou aos 3,53 milhões - 3,4% a mais que os 3,42 milhões dos 12 meses anteriores. Já a média de contemplações no ano, no entanto, teve uma redução de 1,3%, em relação aos nove primeiros meses de 2007. De acordo com dados da Abac, o número de participantes ativos cresceu 4,4%, saltando de 2,77 milhões em setembro de 2007 para 2,89 milhões em setembro desse ano. No acumulado das contemplações, também houve alta. Em 2008, chegou a 494 mil até setembro - cerca de 1,3% maior que o mesmo período do ano anterior, cujo volume esteve em 487,6 mil.   
BSB, 4/12- A Caixa Econômica Federal oferece a mesma taxa de juros (8,4% ao ano mais TR)do financiamento imobiliário dos servidores federais para os interessados na aquisição da moradia. Para ter acesso ao percentual menor, é preciso escolher imóvel de até R$ 130 mil, além do pacote básico de relacionamento com o banco (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). A linha usa recursos da caderneta de poupança. Os mutuários que optarem por boleto bancário pagarão juros mais altos, 9,4% ao ano mais TR. Já os que preferirem efetuar o acerto mensal por débito em conta terão taxa de 8,9% ao ano, além da Taxa Referencial. Juros menores também são aplicados nos imóveis de maior valor. Unidade de R$ 130 mil a R$ 200 mil operam com taxa de 9,5% ao ano mais TR. Imóveis de R$ 200 mil a R$ 350 mil têm juros de 10,5% ao ano mais TR. Para unidades acima desse valor, o percentual fica em 11% ao ano mais TR. O prazo de pagamento pode chegar a 30 anos e financiamento é de até 100% para unidades novas, usadas e na planta. A Caixa Econômica Federal disponibiliza o simulador habitacional no site www.caixa.gov.br. A ferramenta registrou só em novembro mais de 5 milhões de acessos em todo o País. No Rio, foram 600 mil simulações. De julho até o mês passado, o sistema totalizou 24,7 milhões de consultas.   
BSB, 3/12- A Caixa Econômica Federal superou as expectativas de crescimento e bateu novo recorde em financiamento habitacional. Até 28 de novembro foram assinados 446 mil contratos no valor de R$ 20,4 bilhões, que representa um crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco alcançou R$ 12,7 bilhões. A expectativa é aplicar R$ 22,8 bilhões até o final deste ano e chegar atingir 500 mil financiamentos. Para 2009, a meta é superar os valores deste ano, mantendo as condições de financiamento (prazos e taxas de juros). Em 2008, foram assinados 1.924 contratos em média, por dia, o que corresponde a cerca de R$ 88 milhões. Se considerada a performance apenas do segundo semestre de 2008, a média sobe para 2.466 contratos por dia, no montante de R$ 107 milhões. Em 2007, de janeiro a novembro, a média diária de financiamentos foi de R$ 56 milhões. Este ano, os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE) já superaram R$ 9,3 bilhões, contra a meta de R$ 9,2 bilhões, ou seja, crescimento da ordem de 76% em relação aos R$ 5,2 bilhões de 2007. O novo desafio é superar R$ 10 bilhões até 31/12/08. Já na linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS, a CAIXA bateu R$ 10,2 bilhões, o que representa um crescimento de 60% em relação com o mesmo período de 2007. A perspectiva é que a CAIXA atinja a marca de R$ 11,7 bilhões até o final deste ano. Para o vice-presidente de Governo da CAIXA, Jorge Hereda, esse recorde se deve principalmente à prática do banco de oferecer as melhores condições de mercado para os seus clientes, principalmente com relação à taxa de juros, quota e prazos de financiamentos. 'A CAIXA cumpre o seu papel de banco público, priorizando o desenvolvimento econômico e social do país, atuando para a redução do déficit habitacional brasileiro', destaca.   
BSB, 2/12- A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reuniu na capital paulista representantes do governo (federal, estadual e municipal), empresários e entidades para assinar um acordo de cooperação técnica que visa propor e apresentar soluções para a implementação do Plano Nacional de Habitação (PlanHab), criado em 2007 por intermédio da Secretaria Nacional da Habitação, além de lançar bases para um Plano Nacional de Infra-estrutura, que prevê projetos de: Energia (PNE), Logística e Transporte (PNLT), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a Política Nacional de Saneamento. O acordo foi assinado durante o 7º ConstruBusiness pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o secretário do Desenvolvimento da Produção, Armando de Mello Neto - que representou o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge -, a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, o presidente da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdi), Paulo Godoy, e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Fontes Hereda. Entre as iniciativas previstas pelo acordo, Skaf destacou o empenho das entidades em suprir a demanda do segmento por mão-de-obra qualificada. "Estamos dando todo apoio possível à cadeia da construção. Formaremos este ano 46 mil profissionais por meio do Senai de São Paulo. Continuaremos trabalhando muito, porque o Brasil precisa do fortalecimento maior da cadeia da construção", disse.   
BSB, 30/11- Em meio as oscilações do mercado financeiro, os ramos de imóveis residenciais usados e comerciais percebe uma alta no número de investidores. Dados do Creci-SP mostram que residenciais usados na capital valorizaram de 6,21% a 187,97%, conforme localização e tipo, de janeiro a setembro, acima de rendimentos como poupança e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Entre os mais procurados estão os dois-quartos. Mesmo com uma percepção de retração no número de negócios fechados em outubro, "players" do mercado não acreditam em depreciação. "O usado não teve a loucura da valorização dos novos, valorizou-se em função de coisas concretas, como construção de metrô", explica Roseli Hernandes, gerente da Lello. Um aspecto que pode impulsionar o comércio de usados é a expectativa de redução do número de lançamentos. "O novo está muito caro, e sua oferta vai diminuir", opina José Viana Neto, presidente do Creci-SP. O professor de mercado de capitais Keyler Carvalho Rocha, da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), é mais reticente e acha difícil fazer um prognóstico da variação de preços.   
BSB. 30/11- O mercado imobiliário de escritórios está colhendo os últimos efeitos positivos dos bons tempos que o setor vivia antes do aprofundamento da crise, em setembro. O terceiro trimestre de 2008 foi o melhor período que o mercado imobiliário de escritórios já teve, tanto em São Paulo como no Rio, segundo Celina Antunes, presidente da Cushman & Wakefield, uma das maiores empresas privadas de serviços imobiliários do mundo. Valores de locação subiram, taxas de vacância caíram e a absorção líquida foi a mais alta em um único trimestre, segundo pesquisa da empresa. Por enquanto, os valores dos contratos de aluguel ainda estão vivendo a alta do mercado. Como esses contratos são reajustados a cada três anos, muitos inquilinos ainda não puderam renegociá-los para baixo. "Nos últimos três anos, se o inquilino viesse pedir renegociação para baixar o aluguel, era tirado do imóvel. O proprietário trocava de inquilino, tinha muita gente para entrar", diz Celina. Os novos contratos e as renegociações que forem fechadas a partir de agora deverão pressionar o mercado para baixo, o que deve aparecer em 2009.   
BSB, 27/11- Levantamento feito pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) constatou que a Caixa Econômica tem a menor taxa anual de juros para financiamento imobiliário, 6,17%. Trata-se do plano Carta de Crédito Caixa FGTS/Individual para quem tem renda entre R$ 415,00 e R$ 1.875,00. O empréstimo está limitado à compra de imóveis de R$ 130 mil localizados no Distrito Federal e nas cidades integrantes das regiões metropolitanas dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O prazo para pagar é de até 30 anos. O Creci-SP pesquisou oito grandes bancos e a maioria tem taxas de juros anuais variando entre 7,95% e 14,4%, declaradas pelos em seus sites e confirmadas com as assessorias das instituições. De forma geral, o levantamento mostra que o prazo máximo financiado é de 30 anos e o limite de comprometimento da renda (individual ou familiar) com as prestações, de 30%. No Santander e no Unibanco, o limite é 27%. A tabela sistema de amortização constante (SAC) predomina entre os tipos de amortização dos empréstimos nos bancos pesquisados e a quase unanimidade deles declara adotar a TR (taxa referencial de juros) como fator de correção das prestações. Alguns bancos oferecem a modalidade de prestações fixas, em que as taxas de juros podem ser maiores que as dos financiamentos com prestações corrigidas ao longo do contrato. Santander, Bradesco, Real e Nossa Caixa têm vários planos com prestações fixas e diferentes opções de amortização do empréstimo.   
BSB, 26/11- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em seu programa semanal de rádio, a criação de uma nova linha de financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal destinada a brasileiros que vivem e trabalham no exterior. O novo produto financeiro, dirigido à compra de imóveis dentro do Brasil, já vinha sendo desenvolvido pela Caixa desde 2007, mas tornou-se mais conveniente com a crise financeira internacional, que afeta comunidades de brasileiros em outros países, sobretudo nos Estados Unidos e em países da Europa. Por isso, a tendência é que não sejam, necessariamente, exigidos comprovantes de renda para os emigrantes. Para conhecer a capacidade de pagamento dos candidatos a empréstimo, a Caixa deverá exigir a abertura de conta poupança, na qual o emigrante deverá fazer depósitos mensais durante determinado período. Quem cumprir essa obrigação em dia terá automaticamente um limite de crédito aberto dentro do banco. Brasileiros que vivem no exterior estão entre os mais atingidos pela crise financeira internacional. Não há números disponíveis, mas o governo colheu informações que indicam que parte desses brasileiros, que não tem renda garantida, tomou empréstimos conhecidos como "subprime" e enfrenta dificuldades para pagar. A comunidade de brasileiro está também entre o grupo mais vulnerável à perda de emprego na recessão que ocorre na Europa e Estados Unidos. As pesquisas de mercado feitas pela Caixa já apontavam que uma boa parte dos emigrantes tinha o interesse em retornar ao Brasil. De olho nesse público, o banco já vinha desenhando uma linha de crédito para financiar a aquisição de moradias no Brasil. A crise, porém, criou uma oportunidade a mais, pois tende a reforçar o desejo de regresso entre os brasileiros. Para restringir os riscos do novo produto, a Caixa deverá anunciar um prazo relativamente curto de financiamento, comparado com outras linhas, que chegam a 30 anos.   
BSB, 23/11- A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, informou que a instituição registrou, de janeiro a outubro deste ano, uma captação recorde de recursos, em torno de R$ 80 bilhões, sendo o principal instrumento as cadernetas de poupança. "É uma tendência mundial, em momentos de turbulência, as pessoas buscarem as caixas econômicas para depositarem seu dinheiro, porque a população enxerga essas instituições públicas como um porto seguro", afirmou a presidente ao deixar o Encontro Anual Regional da América Latina, organizado pelo Instituto Mundial de Bancos de Poupança. Segundo a executiva, a poupança é uma aplicação que tem um caráter popular muito grande e de segurança, o que tem permitido as captações recorde de recursos. "E é essa condição que dá à Caixa condições de fazer tantas operações de créditos, especialmente no segmento de habitação", completou. O encontro, que reúne representantes de diversas instituições públicas semelhantes à Caixa Econômica Federal de vários países, prosseguirá amanhã em Brasília. O Instituto Mundial de Bancos de Poupança - cuja sigla em inglês é WSBI - é uma organização independente, não-governamental, que se propõe fomentar a cooperação e a realização de projetos de desenvolvimento entre os países.   
BSB, 23/11- Um volume maior dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será disponibilizado para financiamento e investimento no setor habitacional a partir de 2009, destacou nesta quinta-feira o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no programa "Bom Dia Ministro". De acordo com Lupi, os recursos passarão dos atuais R$ 6 bilhões para R$ 11,5 bilhões, e têm por objetivo impedir que a crise financeira internacional reduza o volume de crédito para um setor importante da economia. "Nós estamos aumentando o orçamento do FGTS em cerca de 70%, só na área de investimento de habitação, com linhas de créditos para a construção de habitações populares e habitações em geral. Para que essa área, que é tão fundamental, gere emprego", disse. O ministro informou ainda que os recursos serão destinados aos bancos públicos e privados que atuam na área de financiamento habitacional.   
BSB, 18/11- Cerca de 1,3 milhão de servidores públicos federais terão crédito facilitado para a compra da casa própria. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, lançou nesta segunda-feira uma linha de crédito imobiliário para o servidor público federal. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil oferecerão até R$ 8 bilhões em financiamentos com juros menores e prazo de até 30 anos. O convênio assinado nesta segunda-feira permitirá o financiamento de até 100% de imóveis avaliados em até R$ 350 mil com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Para os imóveis do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), os juros variam de 8,4% a 8,9% ao ano. Para unidades fora do SFH, as taxas ficarão entre 11% e 11,5% ao ano. A medida beneficiará tanto servidores ativos, como inativos e pensionistas. Entre outras vantagens, os servidores poderão pedir o financiamento pelo sistema interno de internet que atende os servidores públicos federais. Além disso, não haverá taxa de abertura de crédito. O funcionário com pendências no Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) não está impedido de requerer o financiamento. Nesse caso, o crédito será aprovado, mas o mutuário só terá acesso ao empréstimo após regularizar a situação. Para a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, a parceria é importante para combater a escassez de crédito provocada pela crise financeira internacional. "Num momento de crise, os bancos públicos estão cumprindo sua parte em manter o acesso ao crédito", ressaltou.   
BSB, 17/11- A atividade do mercado imobiliário deve sofrer uma redução em 2009 por conta do impacto da crise econômica mundial no Brasil, mas não um impacto muito forte. O que deve ocorrer é uma desaceleração e uma diminuição na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A avaliação foi feita hoje (23) pelo presidente da Unidade de Negócios Pessoa Jurídica da Serasa, Laércio de Oliveira Filho. Segundo ele, a inadimplência está relacionada com o nível da atividade econômica, e se o crescimento for de 3,8% o cenário de inadimplência não deve ser muito grave. “Mas se a desaceleração for maior, podemos ter problemas porque vai provocar perda de emprego, que gera problemas de consumo”, explicou. De acordo com Oliveira Filho, o déficit habitacional do país é de cerca de oito milhões de moradias, com carência maior nas classes de menor renda. “O mercado tem que dirigir sua oferta para esse público, tomando os cuidados necessários. Tem que olhar para esse público, mas dentro da premissa de que o país vá crescer 3,8% vamos conseguir manter aquele movimento que ocorreu da classe C para a D se sustentar”, disse. Já para o economista Paulo Rabello de Castro, a oferta de crédito não aumentará porque a crise que atinge o mercado brasileiro "é extraordinária, enorme". Segundo ele, além da diminuição da oferta do crédito por parte dos bancos, há o principal que é a diminuição da demanda. Na avaliação de Rabello, assim que as instituições financeiras descobrirem qual o novo patamar de juros a ser cobrado e quais as novas exigências para o crédito haverá sempre o crédito certo para cada interessado em comprar um imóvel.   
BSB, 13/11- Em meio à crise financeira mundial, terminou no último final de semana a 12ª edição do Barcelona Meeting Point, considerado o mais importante salão imobiliário internacional da Europa, que, neste ano, destacou o mercado brasileiro. Greg Clark, analista do The Urban Land Institute, de Londres, realizou um seminário sobre as melhores cidades para os investidores do setor, entre elas São Paulo. "As metrópoles de um determinado país vão ter que trabalhar em conjunto se quiserem ser protagonistas de um mundo globalizado", diz ele, citando Londres, Nova York, Paris e Tóquio como centros urbanos que conseguiram se tornar cidades de êxito no século XX. "As cidades que não se manifestarem sobre o assunto neste momento ficarão para trás. Países asiáticos e latino-americanos - São Paulo em especial - parece que já se deram conta deste processo de refletir sobre seu futuro imobiliário", diz. Como representantes do Brasil no evento deste ano compareceram comitivas do Ministério do Turismo, dos governos da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e da cidade de São Paulo, todos dispostos a mostrar um Brasil que foge de qualquer tipo de estereótipo. João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), que esteve presente em Barcelona, prevê que a crise não vai conter o crescimento da economia e, por extensão, do mercado imobiliário nacional. Otimista, diz que o "medo" será superado, já que diversos governos ao redor do planeta estão determinados a socorrer instituições financeiras. No Brasil não será diferente, segundo ele, apesar da previsão do capital fluir em volume menor.   
BSB, 12/11- A Caixa Econômica Federal ampliou de R$ 7 mil para R$ 25 mil o limite de financiamento para aquisição de material de construção, destinado a famílias com renda de até R$ 1,9 mil. O novo limite está em vigor desde a última segunda-feira (10), de acordo com informe divulgado hoje pela assessoria de imprensa da Caixa. A linha de crédito chamada de Construcard FGTS, por utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tem juros entre 6% e 8,16%, de acordo com a faixa de renda do tomador, e do prazo do financiamento é até 40 meses. A contratação é simplificada, diretamente nas agências da Caixa e ainda permite incluir até 15% do valor do material para custos de mão-de-obra. Para quem ganha acima de R$ 1,9 mil a opção para financiar material de construção é a linha de crédito Construcard Caixa/SBPE, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O limite mínimo de empréstimos nesse caso é de R$ 1 mil, e o valor máximo depende da capacidade de pagamento do tomador. Em qualquer dos casos, a Caixa exige que a documentação do imóvel esteja em ordem e que o tomador do empréstimo não comprometa mais de 30% da renda mensal. Tanto o Construcard FGTS quanto o Construcard Caixa/SBPE são aceitos em mais de 40 mil lojas credenciadas no país.   
BSB, 11/11- Um megaempreendimento imobiliário deverá renovar a região próxima da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), na Capital. O projeto da incorporadora Rossi, orçado em R$ 500 milhões, deve ser lançado no primeiro semestre de 2009 e prevê oito quadras privativas em uma região de 300 mil metros quadrados na Avenida Ipiranga. Ao todo serão seis condomínios residenciais fechados (composto por apartamentos e casas), além de duas quadras comerciais, incluindo edifício de escritórios, centro de compras e um hotel com cerca de 120 apartamentos. O projeto ainda não foi concluído, mas o objetivo é estabelecer um novo conceito urbanístico em Porto Alegre em áreas ainda não saturadas, segundo a construtora. De acordo com o diretor da Regional Sul da Rossi, Rodrigo Martins, o conceito adotado é de um bairro. - Cada vez mais o desenvolvimento imobiliário passa por buscar grandes áreas disponíveis fora dos bairros tradicionais. Esses empreendimentos envolvem a criação do que chamamos de novos bairros. Essa é uma das grandes áreas disponíveis dentro de Porto Alegre e próxima de tudo. O conceito é de um parque-clube, com baixa ocupação, muita área verde e espaço de lazer - detalha o executivo, acrescentando que o prazo para a execução total do projeto será de oito anos.   
BSB, 8/11- A procura por imóveis pela internet no maior portal de ofertas do setor, o Imovelweb, registrou o crescimento de 97% nas buscas de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Do início do ano até a metade do mês de outubro, o total de consultas realizadas em todo o Brasil foi de cerca de 35 milhões, tendo uma média semanal de 861 mil acessos. A região metropolitana da grande São Paulo totalizou o maior índice de buscas no site em relação aos outros estados e cidades brasileiras. Nos noves primeiros meses deste ano registraram-se 30 milhões de consultas, o dobro em comparação a 2007. O bairro mais procurado foi o Butantã, seguido pela Vila Mariana, Morumbi, Saúde e Moema. No Rio de Janeiro, segundo estado com maior número de buscas, 2,5 milhões - 75,6% a mais do que no ano passado -, a Barra da Tijuca foi o bairro mais procurado, seguido de Copacabana, Jacarepaguá, Tijuca e Botafogo. O Estado de Minas Gerais, que totalizou uma média de 25 mil consultas semanais nesse ano, aumentou em 16,3% as buscas no portal em outubro, em comparação aos meses anteriores. Os bairros de Belo Horizonte: Buritis, Castelo, Santa Amélia, Funcionários e Santa Mônica, tiveram maior destaque na capital. Ainda sem reflexos concretos da crise econômica, o mercado imobiliário vive um momento otimista. Apesar das incertezas do mercado, os registros do portal comprovam a acentuada demanda no setor, sendo os imóveis mais procurados, de janeiro a setembro de 2008, na faixa de R$ 100 mil até R$ 250 mil.   
BSB, 8/11- A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta sexta-feira que aplicou R$ 8,03 bilhões em financiamentos habitacionais, com recursos da caderneta de poupança, entre janeiro e outubro deste ano. O volume é recorde e representa um crescimento de 69,3% em relação ao mesmo período de 2007, de R$ 4,74 bilhões. Do total de recursos para esse tipo de financiamento em 2008, 87% já foram aplicados. O volume representa que 601 mil pessoas foram contempladas, ou 148.11 moradias. No Estado de São Paulo, até 31 de outubro, foram investidos R$ 2,2 bilhões com recursos da poupança, valor 76% maior do que o realizado no mesmo período de 2007 (R$ 1,3 bilhão) e também superior em 43% ao total aplicado em 2007, que foi de R$ 1,6 bilhão. Neste ano, foram assinados 37 mil contratos com mais de 150 mil pessoas beneficiadas e 219 mil empregos gerados no Estado com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Somente com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a Caixa afirma que aplicou nacionalmente R$ 9,332 bilhões, em 2008, contra R$ 5,760 bilhões no mesmo período do ano passado. Foram financiadas 228.833 unidades. Em São Paulo, foram assinados 55 mil contratos com recursos do FGTS no valor de R$ 2,8 bilhões, beneficiando 230 mil pessoas e 265 mil empregos gerados no Estado. Os recursos do FGTS investidos até o momento representam 18% a mais do que o valor investido em todo o ano de 2007, que foi de R$ 2,37 bilhões.   
BSB, 7/11- Cerca de 1,2 mil condomínios da cidade de São Paulo, Grande ABC e Guarujá serão estimulados a partir de agora a adotar projetos de sustentabilidade que contribuam para a preservação ambiental. O programa, criado pela Lello Condomínios, empresa de administração condominial no estado, é o primeiro do País a certificar empreendimentos residenciais e comerciais que realizam ações em prol do meio ambiente. Desenvolvido em parceria com o Instituto Falcão Bauer de Qualidade, o programa incentiva a implantação de medidas que economizam fontes de energia, como utilização racional e reuso da água, armazenamento adequado de óleo, coleta seletiva do lixo e alternativas para economia de energia elétrica, além de obras e reformas que possam garantir maior acessibilidade a condôminos com problemas de locomoção. A administradora fará um mapeamento completo dos condomínios, apresentando as opções de sustentabilidade que podem ser implantadas e mantidas. Já o Instituto Falcão Bauer irá elaborar um diagnóstico completo, contemplando as necessidades apontadas para a implementação do programa em cada empreendimento. Síndicos, condôminos, funcionários e fornecedores serão treinados sob supervisão dos técnicos do instituto, que emitirá o selo Renove Sustentabilidade Condominial assim que o condomínio cumprir as etapas da certificação.   
BSB, 6/11- A fusão do Itaú com o Unibanco será positiva para o mercado imobiliário, segundo a Ademi e o Sinduscon-Rio. A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário e o Sindicato da Indústria da Construção Civil afirmam que os dois bancos atuam de forma intensa no setor. O Unibanco, por exemplo, prioriza o financiamento à produção de empreendimentos. Para o presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, a iniciativa ajuda a fortalecer o mercado: “Os dois bancos já atuam no setor, mas deveriam aproveitar a fusão para aperfeiçoar o financiamento à produção. Isso incrementaria o mercado. Queremos a volta do Plano Empresário, que financiava 100% dos custos da construção”, lembra. De acordo com o conselheiro da Ademi Rodolpho Vasconcelos, a fusão é boa, mas reduz o número de instituições dispostas a oferecer crédito imobiliário e, conseqüentemente, diminui a concorrência — prática que tem ajudado os interessados na compra da moradia e a conseguir taxas abaixo de 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial) pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). JUROS SÃO IGUAIS Itaú e Unibanco garantem que, para interessados na casa própria, nada muda. No Unibanco, não é necessário ser correntista para pedir empréstimo. Se a obra estiver sendo financiada pela instituição e o cliente for correntista do Itaú, ele poderá optar pelo banco que oferecer a menor taxa. Os dois bancos e o Bradesco aumentaram os juros do crédito imobiliário, por causa da crise financeira mundial. No Itaú e no Unibanco, as regras para concessão do crédito são parecidas: juros de 11,5% ao ano mais TR, pagamento em até 25 anos e comprometimento de renda de 27% do salário do cliente. As diferenças aparecem no valor mínimo a ser financiado. No Unibanco, o empréstimo mínimo é de R$ 20 mil e o percentual a ser liberado, de até 80% do imóvel. No Itaú, o crédito é a partir de R$ 50 mil e o financiamento, de 70% do bem.   
BSB, 5/11- Dos paulistanos que entregam as chaves de uma casa ou apartamento alugado na capital e Grande São Paulo, 33% vão comprar a casa própria. É o que aponta levantamento da Lello, empresa líder em administração imobiliária no Estado. O estudo, feito com base nas desocupações ocorridas no primeiro semestre deste ano, também revelou que os inquilinos estão permanecendo mais tempo nos imóveis. De janeiro a setembro o número de devoluções de chaves foi 25% inferior em relação ao mesmo período de 2007. Do total de pessoas que desocuparam imóveis locados, 20% informaram que o motivo foi para alugar um imóvel maior, e outros 20% disseram que iriam mudar de estado ou de cidade. Já 17% dos inquilinos alegaram problemas financeiros (iriam mudar para um imóvel menor ou morar com parentes) e 10% justificaram a entrega de chaves por problemas diversos, como a necessidade de mudança para imóveis mais próximos do local de trabalho. "O balanço mostra um perfil bem heterogêneo das pessoas que saem do imóvel alugado, com predominância para a compra da casa própria. Mas a falta de casas e apartamentos para locação vagos no mercado está freando o número de devoluções de chaves", afirma a gerente de Locação e Vendas da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.   
BSB, 4/11- O Rio de Janeiro será palco em 2010 das discussões do 5° Fórum Urbano Mundial, evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que promete a avaliar e propor políticas públicas para os problemas decorrentes de moradia e urbanização. O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Marcio Fortes, pelo governadordo estado, Sérgio Cabral, e pelo prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes. A divulgação oficial será feita pelo governo federal, na próxima semana, durante a quarta edição do Fórum, na cidade de Nanjing, na China. “As pessoas pensam que infra-estrutura é só [a construção de] casas. Mas não é só isso. È a construção de lares. As pessoas têm um lar quando têm parede, mas, ao lado dela, infra-estrutura de água, esgoto, drenagem, pavimentação, transporte passando na porta...”,disse o ministro Fortes. De acordo com ele, na edição do Fórum no Rio, que se chamará Cidade Cidadã, haverá a integração de temas da urbanização aos problemas das comunidades marginalizadas pela violência e vulneráveis socialmente. O PAC em comunidades carentes do Rio conta com R$ 17 bilhões a serem investidos até 2010. O dinheiro ds das três esferas de governo será aplicado na ampliação de ruas,saneamento e construção de casas, por exemplo. No total, serão R$ 106,3 bilhões, dinheiro que também será investido na despoluição e drenagem de rios e na construção de redes de abastecimento de água, em todo o estado.   
BSB, 3/11- Policiais civis e militares de todo o país terão os mesmos benefícios dos servidores públicos federais para financiar imóveis em condições privilegiadas. O ministro da Previdência, José Pimentel, anunciou ontem que as duas categorias serão incluídas na linha de crédito habitacional que deve ser lançada pelo governo na semana que vem, junto com a Caixa e o Banco do Brasil, para financiamento da casa própria a juros mais baixos que os praticados no mercado. A iniciativa é mais uma medida para estimular o setor da construção civil, que vem sendo impactado negativamente pela restrição e encarecimento do crédito, conseqüência do agravamento da crise financeira internacional A princípio, o convênio com a Caixa e o Banco do Brasil beneficiaria 100,8 mil servidores da Previdência Social, Dataprev (empresa de processamento de dados da Previdência) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com o agravamento da crise, o governo resolveu ampliar a linha de crédito para todos os servidores públicos federais e policiais civis e militares. Na Caixa, poderá ser financiado até 100% do imóvel novo ou usado. A taxa varia de 8,4% a 10,5% ao ano mais Taxa Referencial (TR) para financiamento de R$ 130 mil a R$ 350 mil. Para imóveis acima deste valor, os juros são de 12%. A Caixa também vai oferecer essa linha de crédito para reforma e construção. O prazo máximo para pagamento são 30 anos. Pelo BB, será possível financiar até 80% do valor do imóvel para pagamento em até 20 anos. As taxas variam de 8,9% a 11,9% ao ano para imóveis entre R$ 120 mil a R$ 350 mil e de 13,5% ao ano para financiamentos acima desses valores. Uma vez por ano, o cliente do BB poderá escolher um mês para não pagar a prestação. Na data escolhida, só quitará o montante referente ao seguro e às taxas administrativas. Nessa linha exclusiva, as duas instituições oferecem ao cliente carência de seis meses para começar a pagar as prestações.   
BSB, 1/11- As empresas do setor imobiliário estão reduzindo o número de lançamentos para este ano e revendo os planos para 2009, cautelosas diante da crise financeira internacional. Em alguns casos, o recuo nos lançamentos faz com que as vendas caiam mais da metade do que já estava programado para 2008. O pacote de socorro do governo ao setor poderá ajudar mas, ainda assim, parte das empresas, além da cautela, estão também mais seletivas e mantendo apenas lançamentos de retorno considerado mais certo. Construtoras e incorporadoras estão revendo seus planos para 2008, como é o caso da CR2, que atua no Rio e em São Paulo. Segundo Rogério Furtado, diretor financeiro da empresa, seriam lançados 15 novos empreendimentos, em um total de 8 mil unidades. Com a piora da crise, a previsão foi reduzida para 10 empreendimento e 5 mil unidades, uma queda de 33% e 37%, respectivamente. Na Patrimóvel, as vendas totais apresentaram queda de 55% em outubro, frente a setembro, de R$ 200 milhões para R$ 90 milhões. Já o vice-presidente construtora Fator Realty, Marcos Freire, conta que a escassez de crédito levou a empresa a adiar para o ano que vem dois lançamentos imobiliários que seriam realizados neste final do ano, em Salvador, com valor geral de venda (VGV) total de R$ 160 milhões. O vice-presidente da RJZ/Cyrella, Rogério Zylberstajn, diz que está mantendo o número de empreendimentos. Mas que, no fim deste mês, irá avaliar se os demais lançamentos previstos para este ano serão mantidos ou adiados para 2009. O presidente da Associação Brasileira dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rogério Chor - que também é presidente da CHL -, afirma que há uma redução nos lançamentos imobiliários, apesar de não ter ainda números fechados sobre quantos deixaram de ser colocados à venda. Ele também defende que o mercado está mais seletivo.   
BSB, 30/10- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que pretende aumentar para o exercício de 2009 os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) destinados à aplicação em investimentos, como forma de atenuar os efeitos da crise em setores geradores de emprego, especialmente a construção civil. Atualmente o fundo conta com R$ 17,090 bilhões, "e estou propondo ampliar para R$ 27,440 bilhões, o que dá um aumento real de 60,56% para o próximo exercício", destacou o ministro. A proposta será apresentada na próxima reunião do Conselho Curador do FGTS, que se reúne no dia 30 deste mês. O FGTS possui diversas linhas cujo objetivo é financiar projetos de infra-estrutura, principalmente nas áreas de habitação saneamento básico, energia, rodovias, ferrovias e portos. Segundo Lupi, os receitas para ampliar a capacidade de investimento do FGTS são advindas de "um aumento grande de arrecadação" verificado neste ano. O ministro do Trabalho destacou que de janeiro a setembro de 2008 a relação entre arrecadação e despesa brutas do FGTS gerou um saldo líquido positivo de R$ 6,534 bilhões. "Todo o sistema arrecadador no Brasil teve crescimento, e a arrecadação do FGTS e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) tiveram aumento real acima das médias previstas", salientou o ministro.   
BSB, 30/10- As vendas de casas novas nos Estados Unidos cresceram inesperadamente este mês, enquanto os mercados de crédito se congelavam. A reação, depois de as vendas terem atingido o patamar mais baixo em 17 anos, aconteceu graças à queda nos preços. As compras cresceram a uma taxa de 2,7% em setembro, para um total anualizado de 464 mil, contra os 452 mil do mês anterior, dado inferior à estimativa divulgada anteriormente, informou ontem o Departamento do Comércio dos EUA. A mediana dos preços de venda caiu para o patamar mais baixo em quatro anos. A alta nas vendas pode ter duração curta, já que, depois do colapso do Lehman Brothers, em meados de setembro, iniciou-se uma crise de crédito bancário, dificultando a obtenção de financiamentos. A expectativa dos economistas era de que as vendas de novos imóveis residenciais cairiam para um total anualizado de 450 mil, a partir dos 460 mil informados originalmente. As projeções variaram de 400 mil a 501 mil unidades. A mediana dos preços de um novo imóvel residencial caiu 9,1%, em relação a setembro de 2007, para US$ 218,4 mil, o patamar mais baixo desde setembro de 2004. As vendas recuaram 33% em relação ao mesmo mês do ano passado, revelou o relatório do Departamento de Comércio. As vendas de imóveis residenciais usados cresceram 5,5% em setembro, para um total anualizado de 5,18 milhões de unidades, informou a Associação Nacional de Corretores de Imóveis. A alta superou as expectativas e foi puxada pela venda de imóveis que tiveram as hipotecas executadas. A mediana dos preços caiu 9%.   
BSB, 29/10- Os imóveis comerciais estão ajudando a aquecer o mercado de locação na capital paulista. A locação de imóveis residenciais e comerciais cresceu cerca de 40% em São Paulo de janeiro a setembro, na comparação com o mesmo período de 2007, sendo que as locações comerciais representaram neste ano 30% do total de imóveis alugados na cidade, ante percentual de 20% registrado em igual período do ano passado. A maior procura foi relativa a salas e conjuntos comerciais, que responderam por 50% do total de negócios fechados pela empresa. Imóveis para lojas ficaram com 35%, enquanto galpões e armazéns representaram 15%. "Os números revelam que, a despeito de uma eventual crise econômica, a locação comercial vive um bom momento em São Paulo, especialmente em relação a salas comerciais de empresas prestadoras de serviço", afirma a gerente de Locação e Vendas da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.   
Bsb, 25/10- Os processos de execução de hipoteca de imóveis por falta de pagamento aumentaram 71% no terceiro trimestre nos Estados Unidos, comparativamente ao mesmo período do ano passado, alcançando um novo recorde. Um total de 765,5 mil mutuários recebeu notificação de inadimplência, foi advertido da realização de um leilão ou teve o imóvel arrestado, o maior volume desde a criação do indicador, em janeiro de 2005, disse a RealtyTrac. E este fenômeno pode ser observado especialmente no estado da Califórnia, onde número de hipotecas executadas por instituições financeiras por falta de pagamento avançou 228% no terceiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre abril e junho, foram executadas 63.316 hipotecas no estado norte-americano. De acordo com dados divulgados pelo periódico norte-americano Los Angeles Times, 79.511 imóveis sofreram intervenção das entidades financeiras por inadimplência, o que representa um número recorde, segundo estatísticas elaboradas pela empresa MDA DataQuick desde 1992.   
BSB, 24/10- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a criação da empresa Caixa Participações (CaixaPar), visa manter projetos de construção que já estão em andamento. A novidade, que faz parte da Medida Provisória 443, publicada na edição de 23/10, do Diário Oficial da União, visa evitar que a falta de liquidez e restrição ao crédito prejudiquem o acesso a programas habitacionais da Caixa Econômica Federal. "Com essa crise, poderemos ter uma dificuldade de fluxo de capitalização. Essa é uma resposta para garantir a continuidade dos projetos habitacionais que estão em andamento no País', disse. Segundo Mantega, esses programas habitacionais têm contribuição significativa para a sustentabilidade da economia brasileira, à medida que estimulam o setor da construção civil.   
BSB, 22/10- Com a palavra a jornalista Miriam Leitão, em seu comentário no Bom Dia Brasil (TV Globo), do dia 21/10: “a nova idéia do governo é virar sócio das construtoras aos disponibilizar recursos para socorrer aquelas que estão com problemas de capital de giro devido a escassez de crédito. Foi o que o ministro Guido Mantega disse ontem. Se for isso mesmo, é um absurdo completo. Muitas dessas construtoras tomaram a decisão errada nos negócios. Ficaram entusiasmadas com o dinheiro enorme que conseguiram abrindo o capital nas Bolsas e compraram terrenos errados a preços inflados. Quem me disse isso foi um dos maiores empresários do setor. Agora o governo vem com o dinheiro público e vira sócio das empresas? O governo tem que tomar cuidado ao copiar soluções externas. Aqui a situação é outra, mas a tendência de empresários de empurrar para o BNDES e outros bancos públicos o custo dos seus erros é antiga. Já a operação de vender reservas direcionado-as às exportadoras pode dar certo, porque se elas saírem do impasse em que estão podem voltar a exportar e novos dólares entrarão no país. Com eles, o Banco Central recompõem as reservas. Ajudar a resolver o impasse do financiamento com liberação de compulsório pode dar certo se os bancos não continuarem retendo esses recursos como estão fazendo até agora, mas mandar para o contribuinte o custo dos erros das empresas é inaceitável”.   
BSB, 22/10- A crise no mercado financeiro está sendo vista como oportunidade pelas empresas do ramo imobiliário que não têm capital aberto na Bolsa da Valores. Para estas, as perdas no mercado financeiro voltam a mostrar que o investimento em imóveis continua sendo uma alternativa segura e rentável e esperam a migração do dinheiro de quem está decepcionado com a instabilidade das ações para o setor. O presidente da Bairro Novo, Roberto Senna, vê o momento como uma oportunidade, mesmo para quem vai entrar em uma dívida para a compra da casa própria. “Para quem financiou ou vai adquirir usando recursos da poupança ou FGTS, não vai haver mudanças, pois essas taxas são fixas e reguladas pelo Banco Central. O governo não deve desacelerar o estímulo ao crédito habitacional”, explica. No entanto, as empresas afirmam que a falta de informação do consumidor tem provocado a desconfiança de quem quer comprar um imóvel. “A crise é séria, de grande proporção, mas localizada no mercado financeiro. O consumidor está assustado, mas não há o que temer no que diz respeito ao crédito imobiliário regulado”, analisa o presidente da Bairro Novo. “Acho que o que está acontecendo precisa ser mais claro para que as pessoas não misturem as coisas, pois o Brasil não está na mesma situação que outros países”, diz. Para tentar reverter a falta de confiança, os vendedores das consultorias imobiliárias estão passando por um treinamento para driblar o momento de dúvida.   
BSB, 22/10- O número de unidades habitacionais norte-americanas que tiveram sua construção iniciada caiu em setembro mais que o previsto, num momento em que a edificação de moradias unifamiliares despencou para seu nível mais baixo dos últimos 26 anos, indicando que a crise imobiliária, que já dura três anos, está se intensificando. A construção de imóveis residenciais unifamiliares caiu 12% para o total anualizado de 544 mil, informou o Departamento do Comércio na sexta-feira. O início das obras de todos os tipos de unidades habitacionais, incluindo apartamentos, recuou para 817 mil, nível inferior das estimativas colhidas pela Bloomberg News. As construtoras encontrarão dificuldades em atrair compradores ao mercado depois que os preços das ações despencaram este mês e do enrijecimento dos requisitos fixados pelos bancos para conceder financiamento para a compra da casa própria. A queda do nível de atividade da construção civil deverá continuar prejudicando o crescimento da economia até um bom período de 2009, ampliando a duração da crise dos imóveis residenciais para seu quarto ano. "O pleno impacto da crise financeira ainda não se deu", disse David Sloan, economista-sênior da 4Cast Inc., de Nova York, cujas estimativas se equipararam às mais baixas na sondagem da Bloomberg. "O mercado de imóveis residenciais será um estorvo ao crescimento até meados do ano que vem. O fundo do poço agora parece ainda mais distante do que antes." O número de alvarás de construção, um indicador da atividade de construção futura, caiu 8,3%, para um ritmo anualizado de 786 mil, nível mais baixo desde novembro de 1981. Segundo a mediana das projeções dos economistas consultados pela Bloomberg, o número total de unidades residenciais com obras iniciadas cairia para um ritmo anualizado de 872 mil.   
BSB, 22/10- A Caixa Econômica Federal não vai alterar as condições de financiamento imobiliário diante da crise econômica mundial. A posição é válida tanto para contratos de pessoas físicas quanto jurídicas. A informação é da superintendente nacional de Habitação da Caixa, Bernadete Maria Pinheiro Coury. De acordo com Coury, a instituição financeira não verificou até o momento diminuição no ritmo de fechamento de contratos de financiamento imobiliário praticados pelo banco.. A superintendente admitiu, porém, que as construtoras podem eventualmente, no atual momento de crise, diminuir a quantidade de imóveis lançados no mercado. Questionada se recomendaria às pessoas fechar contratos de financiamento diante da atual conjuntura econômica, Coury afirmou que "a qualquer momento" a decisão de assumir um compromisso em longo prazo tem de ser avaliada pela própria pessoa, de acordo com a condição dela.   
BSB, 20/10- Os brasileiros continuarão contando com crédito para a aquisição da casa própria, mesmo com a crise financeira internacional, mas muitos optarão por adiar o sonho de consumo, de acordo com o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão. Com isso, as atividades do setor devem ser reduzidas em 2009. Conforme afirmou Simão, a crise influencia o setor imobiliário de duas formas: do lado do comprador, que adia a decisão de adquirir um imóvel, e do lado do construtor, que posterga a implementação de alguns projetos. Simão disse que o mercado imobiliário ainda está funcionando bem, mesmo com a crise internacional. O motivo apontado para isso foi que ele funciona com recursos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), relacionados ao mercado interno. O setor, de acordo com ele, está se preparando para encarar a crise, mantendo os recursos disponíveis. "O que não podemos deixar acontecer, de forma alguma, é uma crise de confiança do mercado". O presidente da CBIC ainda afirmou que acredita que não haja uma redução das linhas de crédito para habitação, mas está atento para o fato das construtoras e dos financiadores estarem mais seletivos em seus projetos, até que a crise acabe ou possa ser dimensionada. De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, a atitude de aumentar a taxa de juros é desnecessária. "O aumento de juros é uma medida equivocada, porque não tem crise no mercado. O aumento de juros é que pode trazer uma crise", afirma ele. Segundo Viana, quem comprou o imóvel na planta poderá ter uma surpresa na hora de pegar as chaves. "As pessoas, quando forem pegar as chaves, vão ver que o valor não era o previsto", diz.   
BSB, 19/10- Mesmo com uso restrito do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o consórcio imobiliário é uma alternativa à crise de crédito que assola o mundo. O sistema ganhou reforço com a nova lei sancionada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A modalidade já conta com 500 mil consorciados no País, segundo dados da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). A maioria dos bancos oferece a linha. O Banco do Brasil (BB), que aderiu recentemente ao modelo, comemora mais de 3 mil cotas, em apenas três meses. No sistema não há cobrança de juros e nem saldo devedor. São exigidos taxa de administração, fundo de reserva e seguro. A correção das parcelas e da carta de crédito é anual, a partir de um índice de inflação. Na maioria dos casos, é pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Segundo o gerente da corretora de seguros Apsa, Márcio Murad, a modalidade é uma ótima alternativa porque não se sabe o que vai acontecer no fim do dia, com as oscilações da Bolsa de Valores e, tampouco, na semana ou no longo prazo. O consorciado não está tomando dinheiro emprestado e, sim, há um grupo que se cotiza, mensalmente, por um determinado prazo para compra de um bem: na maioria dos casos, o grupo é feito em 120 meses (10 anos) e é muito difícil o cliente levar esse tempo todo para pagar, ele quita antes do prazo integral.   
EUA: FALTA DE CRÉDITO GERA FIM DA BONANÇA BSB,19/10- Depois de anos de obras ininterruptas, aluguéis e preços de vendas estratosféricos, e um aparentemente interminável apetite por residências de luxo que transformaram tanto os bairros rústicos quanto os glamurosos, a crise de crédito e a turbulência em Wall Street estão acabando com a expansão imobiliária de Nova York. As desenvolvedoras imobiliárias reclamam que os bancos de crédito estão agora recusando financiar os projetos que eram dados como certos há meses ou mesmo semanas atrás. Os proprietários lamentam sua incapacidade de refinanciar os aluguéis dos arranha-céus de clientes de primeira classe. E as corporações temem transferir suas sedes em Manhattan por medo de tomar a decisão errada se os aluguéis caírem ou se a economia em declínio forçar demissões. "Os bancos de crédito estão examinando cuidadosamente cada projeto particular para avaliar sua viabilidade no contexto de queda da demanda", disse Scott A. Singer, vice-presidente da Singer & Bassuk, uma empresa de financiamento e corretagem imobiliária. "Não há dúvida que haverá uma significativa retração no início de novas construções, imediatamente", disse Singer. Há muitos exemplos de acordos abortados e desenvolvimentos imobiliários em dificuldades. É difícil dizer exatamente qual será o impacto no longo prazo, mas os especialistas no mercado imobiliário, os economistas e as autoridades municipais e estaduais dizem que provavelmente haverá menos projetos de construção no futuro, assim como dezenas de milhares de demissões em Wall Street E menos empregos no setor de construção.   
BSB, 18/10- A norte-americana Genworth Financial está em negociações com o governo brasileiro e com representantes dos setores financeiros e da construção civil de olho no mercado de seguro imobiliário do País. Com operações de cobertura de financiamentos hipotecários em 35 países, executivos da gigante apresentaram ontem projetos da companhia a diretores de bancos e incorporadoras e membros do governo, entre eles integrantes dos Ministérios da Fazenda e das Cidades e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Javier Ismodes, diretor de desenvolvimento de negócios da Genworth, disse que o mercado brasileiro está no foco da seguradora. Ismodes está otimista quanto à resposta do Brasil. Um dos principais negócios da Genworth é oferecer modalidades de seguros para cobrir o financiamento imobiliário. A secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, disse que o contato com a seguradora norte-america faz parte do Plano Nacional de Habitação. "Buscamos desenhar um produto que dê segurança aos agentes financeiros para ajudar a combater o déficit habitacional do País [de 8 milhões de domícilios]."   
BSB, 16/10- Até agosto, o número de unidades financiadas somou 197.820. O número é maior do que o total do ano passado, que atingiu 195.900. O impacto da crise internacional no crédito imobiliário, bem como sua duração, ainda é nebuloso. Mas o que já é comprovado é que essa modalidade de crédito cresceu este ano. Até agosto, o número de unidades financiadas somou 197.820. O número é maior do que o total do ano passado, que atingiu 195.900. Houve, ainda, um crescimento contínuo ao comparar estes números com os de anos anteriores. Com relação a 2002, o número de contratações deste ano chega a ser 583,74% maior. Teotônio Rezende, consultor da vice-presidência de governo da Caixa, afirma que, de janeiro até o início desta semana, a Caixa aplicou R$ 16,6 bilhões e realizou cerca de 360 mil contratos. “O volume vem crescendo gradativamente desde o início do ano”, conta. Ele lembra que a maior parte dos financiamentos realizados pelo banco público estão atrelados a recursos de poupança e FGTS, mais difíceis de serem impactados pela crise e alta de taxas de juros. O vice-presidente da Anefac Miguel de Oliveira prevê desaceleração do número de contratações já neste semestre. “Tenho certeza que o crédito no setor irá crescer mais que no ano passado, mas irá haver um a desaceleração do crescimento previsto. Em 2009, vai depender da normalização do mercado. Mesmo normalizado, vai crescer menos que este ano”, explica. José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, acredita que haverá uma manutenção do crédito. “A demanda não irá mudar e há dinheiro para financiamento, as taxas continuam razoáveis e o prazo é bom. Não vejo clima para pessimismo”, conclui.   
BSB, 15/10- O Banco do Brasil atingiu a marca de 3,3 mil cotas vendidas do consórcio de imóveis que lançou há três meses. O BB havia 'inaugurado' o primeiro grupo do consórcio de imóveis no início do mês de setembro com mais de mil participantes - número recorde no mercado, segundo a instituição. Mais da metade das cotas contratadas tem valor inferior a R$ 100 mil. O BB Consórcio de Imóveis tem prazo de 200 meses - o maior do mercado entre os concorrentes bancários. O valor das cartas de crédito para aquisição do imóvel pelo consórcio imobiliário do Banco do Brasil varia de R$ 30 mil a R$ 300 mil. O produto é oferecido aos clientes do Banco com taxa de administração bem competitiva: 17%, diluídos ao longo do período de pagamentos da cota, mais 1% de taxa de administração antecipada - esta última com valor diluído nas 10 primeiras prestações. Outro diferencial de mercado do BB Consórcio de Imóveis é a chamada redução de prestação. O consorciado pode optar por reduzir, ainda na adesão, o valor da prestação em 50% do percentual destinado ao fundo comum, até a data da contemplação ou até decorridos 50% do prazo original do grupo, o que ocorrer primeiro. Isto acaba se configurando em uma facilidade para quem ainda paga aluguel, pois permite o pagamento de prestação mensal menor durante um certo período. O consórcio do BB também permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a oferta de lances, uma boa opção para o cotista que deseja antecipar a realização do sonho da casa própria. Dos consorciados contemplados no primeiro grupo de imóveis, metade fez uso do Fundo.   
BSB, 14/10- Uma área correspondente a quatro quilômetros quadrados na Barra da Tijuca - algo equivalente a quatro vezes o espaço ocupado pelo centro do Rio de Janeiro -, comprada em 1975 pela Carvalho Hosken, está predestinada a se tornar o novo Centro Metropolitano do Rio de Janeiro, se os planos da empresa e de sua parceira responsável pela incorporação, RJZ Cyrela, se concretizarem. O megaprojeto prevê investimentos privados de até R$ 12 bilhões nos próximos 15 anos e compreenderá, em sua primeira fase, 50 mil metros em lajes corporativas, 20 mil metros de salas de escritório, além de outros 50 mil metros para moradias. O local já recebeu benfeitorias da ordem de R$ 15 milhões em paisagismo e urbanismo numa parceria das duas empresas com a prefeitura. Os planos foram todos levados ao poder municipal que os aprovou e fiscaliza a sua implantação. A velocidade do empreendimento, contudo, dependerá dos desdobramentos das economias mundial e brasileira. A primeira fase do projeto compreende a urbanização de uma área que se estende por 15% da área total. "Vamos começar por aí e testar o interesse do público", admite Carvalho Hosken, que há décadas gasta o equivalente a R$ 200 mil por mês apenas para assegurar que não haja invasões nos seus múltiplos terrenos que reserva para futuros empreendimentos no município do Rio de Janeiro. Mas se o terreno estava parado há 35 anos, porque o empreendimento apenas agora? "A densidade populacional da Barra da Tijuca - hoje estimada em quase um milhão de habitantes - justifica o investimento", afirma Carvalho. Há, ainda, outra boa razão para desovar o projeto: o valor do metro quadrado na região, que hoje, segundo o mercado, está bem valorizado. Nos bairros vizinhos, como Jacarepaguá, está cotado a R$ 2,3 mil; na Barra da Tijuca, R$ 3,8 mil, enquanto que na Cidade Jardim, um empreendimento ao lado do Centro Metropolitano, lançado pelas mesmas duas empresas (Carvalho Hosken e RJZ Cyrela), o preço está estimado em R$ 3,5 mil.   
BSB, 14/10- Os imóveis estão se firmando como o porto seguro, também diante da crise que está bombardeando o mundo nos últimos meses. Construtoras já estão percebendo a migração de pessoas decepcionadas com o cenário financeiro e buscando refúgio na casa própria. A Concal tem sentido o aumento da procura de pessoas interessadas na compra de imóvel. Segundo Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente, com a alta do dólar, a casa acaba sendo moeda forte e se torna porto seguro em um momento em que as pessoas estão preocupadas com a liquidez (dinheiro disponível) no mercado. As empresas Enes e Zayd anunciam que vão manter a parceria para construção de cinco empreendimentos no Rio. No dia 1º de novembro, será lançado o Top Residencial, em Jacarepaguá. Serão 56 unidades de dois e três quartos, com preços a partir de R$ 155 mil. Quem adquirir um apartamento vai receber um smartphone de qualquer operadora. O diretor Leonardo Enes aposta que a crise mundial não vai afetar o mercado imobiliário brasileiro: “Não vamos rever metas. O imóvel é um porto seguro para todos. Com o alto risco de perdas nas bolsas de valores, os investimentos em imóveis podem ser a solução”, explica Enes. De acordo com Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, o mercado está na contramão da crise. “No passado, a cultura do brasileiro era ser proprietário. Depois, veio a fase de que era importante ter muito dinheiro aplicado. Situação que mudou na época do Collor, que confiscou a poupança. Quem tinha investido em imóveis não sofreu”, lembra Vasconcelos. Para ele, a hora é de oportunidades. “Há poucos dias, lançamos o Estrelas, da CHL, e vendemos 520 apartamentos num único fim de semana”, diz o executivo. O presidente do Sinduscon Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio de Janeiro), Roberto Kauffmann, afirma que os recursos para financiar as classes média e média baixa não vão faltar.   
BSB, 13/10- A crise internacional terá efeitos pontuais no Brasil, sendo o mercado imobiliário o mais afetado, devido à restrição do crédito, avalia o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). Por outro lado, alguns setores da economia brasileira, ligados diretamente ao mercado imobiliário, sairão beneficiados, na opinião da instituição. É o caso das exportações de materiais de construção, especialmente granitos e cerâmicas de revestimento. "O fato de o Brasil estar mais imune à crise não significa que possa manter o ritmo de crescimento alcançado nos últimos trimestres. Terá um crescimento menor, mas manterá o crescimento", avalia o coordenador do PNBE, Jorge Hori. Ainda de acordo com Hori, a hegemonia do sistema financeiro norte-americano foi abalada e não terá a mesma importância após a crise. Ele acredita que os mercados europeus devem assumir a liderança. "Com receio das novas regulamentações, os capitais tenderão a migrar para outros mercados, e os europeus são os mais prováveis de assumirem a nova liderança", diz. Quanto ao Brasil, o coordenador prevê que a economia real do País volte a se movimentar com maior seletividade. Para ele, por conta do petróleo no pré-sal profundo, o País terá, no futuro, oportunidades melhores e será amplamente beneficiado.   
BSB, 12/10- A construção de uma torre que pode alcançar "um quilômetro de altura", superando a Burj Dubai, edifício mais alto do mundo, em construção, foi anunciada no domingo pelo grupo Nakhell. O projeto foi apresentado às vésperas da abertura do salão Cityscape, encontro anual, em Dubai, de centenas de empresas ligadas ao setor imobiliário. O projeto - denominado Nakheel Harbour and Tower, deverá ser concluído em 2020 a um custo de "bilhões de dirhams", segundo a agência Wam - é parte de um empreendimento maior, que prevê a construção de uma nova cidade numa área de 270 hectares em Dubai   
BSB, 11/10- Faltam 800 mil moradias para a população de baixa renda no Rio de Janeiro. Este é cálculo do déficit habitacional no estado estimado pela sua Companhia Estadual de Habitação (Cehab), órgão da Secretaria de Estado da Habitação. Dessas, 500 mil estariam na Região Metropolitana. No estado, explica Luiz Fernando Anchite, presidente da Cehab, vários órgãos estaduais participam do esforço de combater o déficit, incluindo a Secretaria de Obras, a Secretaria de Ambiente, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e a Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop). No total, o Escritório de Gerenciamento de Projetos do governo estadual, que centraliza as informações da área, contabiliza 7.701 unidades em construção em projetos que demandam mais de R$ 403 milhões. À primeira vista, os números decepcionam: correspondem a menos que 10% da demanda. No entanto, o montante já representa um passo diante das várias obras que haviam sido paralisadas na administração estadual anterior, como as do município de Sepetiba, com 626 unidades, iniciado em janeiro de 2002, onde a retomada das obras exigiu R$ 16,5 milhões. Ou Fonte Santa, em Teresópolis, para 45 famílias, onde outro R$ 1,2 milhão será usado para concluir um projeto de 2004. A previsão é de que até 2010 todas as unidades já estejam concluídas. A prática no estado passa pela doação dessas unidades a seus beneficiários. Diante da escassez de recursos, as obras de habitações populares no estado fluminense priorizaram o reassentamento de famílias que moram em áreas de risco ou que contribuem para a degradação de rios no estado, agravando o problema de enchentes durante a época de chuvas. Nesses casos, além da remoção das famílias para outros locais, há um trabalho de drenagem dos rios garantindo sua maior fluidez. Estes são alguns dos exemplos em que a Secretaria do Ambiente por meio da Superintendência Estadual de Rios e Lagos está envolvida.   
BSB, 11/10- O governo da Bahia pretende reduzir em 16% o déficit habitacional do estado, estimado em 675,5 mil moradias pela Fundação João Pinheiro. A meta é produzir 100 mil unidades residenciais até 2010 para a população com renda familiar mensal entre um e três salários mínimos. Nesse segmento populacional estão concentradas 90% das necessidades baianas de habitação. Só no ano passado que o estado baiano começou a desenvolver o arcabouço legal para a elaboração de uma política habitacional. Depois do processo de discussão em audiências públicas e a formulação da política estadual de habitação de interesse social, foi sancionada, no primeiro semestre deste ano, a legislação para regulamentar o tema: a Lei 11041/2008, que criou o sistema, o conselho gestor e fundo estadual de habitação de interesse social. A legislação estadual define como beneficiários prioritários do programa de habitação de interesse social famílias com renda de até três salários mínimos. "A lei nacional considera até cinco salários mínimos, mas a realidade nordestina é diferente, a população tem renda menor", afirma Liana Viveiros, superintendente de habitação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Segundo a superintendente, o governo agora está contratando uma assessoria para elaboração do termo de referência do plano estadual de habitação. A previsão é que o plano seja concluído até o final do ano que vem. "O plano vai estabelecer metas regionalizadas e estratégias", informa. Atualmente as ações do governo se baseiam no déficit habitacional que está concentrado na Região Metropolitana de Salvador e algumas regiões do estado.   
BSB, 11/10- Os imóveis brasileiros são subavaliados e o preço do metro quadrado em São Paulo chega a custar metade do valor praticado nos Estados Unidos. A avaliação é do economista norte-americano Lawrence Yun, palestrante durante a Convenção Secovi 2008. "Com um grande déficit habitacional e crescimento da classe média, o Brasil necessita de medidas políticas sociais. A desigualdade é muito grande. Com estímulo ao crescimento econômico, haverá ascensão social e, conseqüentemente, compra de moradias. A hipoteca no Brasil não é o que poderia ser", disse Yun. O economista explica que as conseqüências de uma economia em crescimento são as aspirações por mudanças de vida, mais trabalho e poupança e, para ele, a primeira casa é um impulso para a troca por outra melhor. Segundo Yun, nos Estados Unidos, a mobilidade social é constante e as famílias mudam de moradia a cada sete anos. "No Brasil isso não existe, não sei se por obstáculos do governo ou se pelo valor do pagamento antecipado da moradia, que é muito alto. Não copiem o modelo do subprime norte-americano, mas permitam que mais pessoas da classe média obtenham crédito", afirmou. Para Lawrence Yun, o Brasil supera Rússia, China e Índia em termos de oportunidades para investimentos no mercado imobiliário, apesar de "ainda ser necessário desenvolver uma base mais sólida para conter possíveis riscos econômicos". "O Brasil está à frente. Não é possível compreender o risco na Rússia; na China há forte controle governamental sobre o direito de propriedade - após 40 anos de locação, o imóvel é retomado pelo governo; e na Índia há forte predominância de uma classe intelectual que mantém viva a filosofia de que o governo deve interferir em algumas atividades privadas, apesar de viverem uma democracia", analisou. Além disso, segundo ressaltou, não há estrangeiros que queiram comprar imóveis de segunda residência na China, e na Índia isso é proibido.   
BSB, 10/10- As taxas de juros para financiamentos ainda não aumentaram, mas a Associação Gaúcha do Mercado Imobiliário (Agademi) já prevê uma redução na oferta de imóveis. O setor, que passa por um momento de expansão, se prepara para o aumento das exigências para liberação de crédito. Em relação à elevação de juros, o vice-presidente de comercialização da Agademi, Gilberto Cabeda, acredita que as instituições financeiras estão segurando qualquer medida para evitar um desaquecimento do mercado imobiliário. No entanto, Gilberto Cabeda afirma que já houve redução na procura de terrenos para construção de novos empreendimentos e alguns negócios foram, inclusive, desfeitos. De outro lado, o receio de aplicar as economias no mercado financeiro pode levar os investidores a voltarem os olhos para a compra de imóveis, considerada uma aplicação mais conservadora.   
BSB, 10/10- Em Fortaleza 3.215 placas irregulares de publicidade imobiliária foram removidas de árvores e postes em agosto e setembro deste ano. O mutirão contra poluição visual também apreendeu 728 faixas de shows, que, geralmente, são colocadas entre postes próximos a sinais de trânsito. O resultado do mutirão contra a poluição visual em Fortaleza foi divulgado nesta quarta-feira, 1º, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam). De acordo com Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Ceará (Sindmóveis-CE), José Maria Cavalcante Melo, há quinze dias o sindicato em parceria com Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), o Sindicato da Habitação (Secovi) e a Seman decidiram criar uma cartilha com orientações sobre a forma e local correto para fixação de placas, que será distribuída para profissionais que atuam no mercado imobiliário.   
BSB, 9/10- A oferta de imóveis para o setor corporativo aumentou em 30%, em um ano, em Manhattan, de acordo com o relatório da principal empresa do mercado imobiliário, o que evidencia o impacto da crise financeira americana, já que tem havido uma menor procura por salas comerciais. O percentual de espaço comercial disponível passou de 5,7%, no terceiro trimestre do ano passado, para 7,4%, em 2008, aponta o estudo da imobiliária Cushman and Wakefield's, divulgado nesta terça-feira. "Acreditamos ter alcançado o ponto de inflexão do mercado em agosto", disse o chefe de Operações da Cushman and Wakefield's para Nova York, Joseph Harbert. Segundo o especialista, "chegou-se ao topo do mercado e, agora, estamos começando a baixar. Viemos de recordes históricos, mas a pergunta é o quanto vamos cair". O espaço disponível para alugar aumentou 72% em 12 meses, o maior salto dos últimos quatro anos. Atualmente, há 600 mil metros quadrados de escritórios à espera de inquilinos em Manhattan, ou seja, 350 mil a mais do que há um ano. "A crise no mercado do crédito tornou mais difícil administrar uma empresa, e muitos inquilinos reexaminaram para baixo suas necessidades de espaço", completou. Por enquanto, os preços se mantêm quase estáveis. Hoje, o valor do aluguel de um escritório custa, em média, 785 dólares por metro quadrado, o que significa apenas 2% a mais do que no ano passado. Além disso, os bens estão mais tempo no mercado. "Há contratos, mas levam mais tempo para se concretizar, porque há mais opções de espaço e as negociações levam mais tempo", explicou Harbert. As vendas também foram atingidas pela crise. Desde o início do ano, foram vendidos 18,7 bilhões de dólares em propriedades, contra os 42,4 bilhões de dólares registrados no mesmo período em 2007. Pelo menos 40% dos compradores são, hoje, estrangeiros, completou o relatório.   
BSB,8/10- Novas linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal permitem agora que os clientes utilizem o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de imediato na compra do imóvel na planta, ou seja, que ainda será construído. Se o titular da conta vinculada tiver saldo suficiente, poderá comprar a casa à vista e não terá que desembolsar nada até a entrega das chaves, que em média leva 18 meses. O benefício pode ser usado somente quando as construtoras ou incorporadoras tomam o financiamento da Caixa. Outra opção é a linha de crédito para construção de condomínios por grupo fechado de pessoas — como se fosse uma obra por administração — sem o incorporador. O banco adota os juros mais competitivos do mercado para mutuários e empreendedores. Na linha de Apoio à Produção, a taxa é de 9,5% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento pode chegar a 48 meses. O modelo já é usado em diversos empreendimentos para todas as faixas de renda no Rio. Empresas como Efer, Fernandes Araujo, RJZ Cyrela, MRV Engenharia, Tenda entre outras são parceiras da instituição. A Caixa revela que em julho, agosto e setembro, a média foi de 71 mil saques, no valor mensal de R$ 530 milhões para casa própria. Quando o mutuário opta por usar o FGTS, o dinheiro é depositado em conta poupança especial e liberado de acordo com o cronograma de obra. Nessa etapa, a parcela é composta por juros, correção, seguro e taxa de administração. Segundo a Caixa, as condições do financiamento são definidas na assinatura do contrato. É bom lembrar que na etapa de obra não há amortização da dívida. Para o mutuário que tem R$ 40 mil no FGTS e quer um imóvel de R$ 100 mil,por exemplo, o financiamento é de R$ 60 mil. Nesse caso, ele pagará a primeira parcela de R$ 81,68. As prestações vão aumentado de acordo com o andamento da obra.   
BSB, 6/10- Os primeiros efeitos da crise financeira mundial já começam a ser sentidos no Brasil. Um dos afetados é o mercado da construção civil: as vendas de imóveis usados já caíram quase 20% e os bancos estão mais exigentes para conceder o crédito imobiliário. As empresas de construção, por sua vez, procuram alternativas para fugir dos gastos excessivos com a compra de terrenos. Muitas delas têm ações negociadas em bolsa de valores e, com as recentes quedas, têm bem menos dinheiro em caixa. As ações de empresas do setor de construção na Bovespa oscilaram novamente diante da insegurança dos investidores. No cálculo feito por uma empresa de informação financeira, o valor de mercado de 28 empresas de construção com ações na Bolsa caiu mais de R$ 29 milhões este ano. Apesar do resultado, os construtores estão otimistas com o crescimento do mercado e apostam nos lançamentos. Enquanto esperam mais estabilidade no cenário mundial, eles usam uma fórmula mais enxuta para garantir novos negócios. Terrenos valorizados estão sendo adquiridos por permuta: o dono cede a área em troca de um imóvel no prédio novo.   
BSB, 6/10- Mesmo sem notar muitas mudanças nas ofertas do mercado imobiliário, o consumidor anda mais preocupado e menos confiante. É o que afirma o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). As dúvidas sobre juros e créditos refletiram nas vendas de casas e apartamentos usados em São Paulo, que em agosto foram quase 20% menores do que em julho deste ano. Trata-se de um desaquecimento inspirado nas altas na taxa de juros determinada pelo Banco Central e no nível de inadimplência, que subiu a 7,5% em agosto, o maior índice desde fevereiro de 2007. O maior banco a conceder financiamento imobiliário, a Caixa Econômica, diz que ainda não sentiu redução no ritmo dos negócios. Este ano foram comprados 330 mil imóveis com verbas da Caixa. o total liberado passa de R$ 15 bilhões. Grande parte desse dinheiro vem da velha caderneta de poupança, que hoje virou um investimento bastante seguro.   
BSB, 5/10- A Torre da Liberdade (foto), a ser erguida onde ficava o World Trade Center, em Nova York, não ficará pronta antes de 2013, bem depois do prazo inicial, que era 2009, informou, ontem, a entidade proprietária do terreno. O arranha-céu de 541 metros de altura, que pretende ser um símbolo da recuperação de Nova York após os atentados de 11 de setembro de 2001, custará US$ 3,1 bilhões, segundo Christopher Ward, diretor-executivo da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey. Outras partes do memorial para os quase 3.000 mortos no atentado de 2001 - a praça, as cascatas, os painéis com os nomes das vítimas e uma área de reuniões - serão concluídas a tempo do décimo aniversário do ataque, prometeu a agência.   

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